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Minimal Phone, uma alternativa viável aos smartphones? minimalcompany.com

Há anos tenho problemas relacionados ao excesso de uso do celular e procuro formas de enfrentar isso. Hoje em dia, não tenho redes sociais e tenho um app que bloqueia os principais apps que me fazem procrastinar, como youtube, chrome, playstore (peço à minha mulher para colocar uma senha, sem me contar qual é. Assim, eu não consigo acessar esses apps). Obviamente, é uma atitude extrema que, inclusive, me prejudica em algumas oportunidades (uma pesquisa rápida no google, um vídeo rápido no youtube).

Pensando em melhorar minha relação com smartphones, venho pesquisando há tempos esses “dumbphones”, sendo que nenhum me chamou tanta atenção quanto esse Minimal Phone. Diferente dos demais, ele utiliza sistema android e é compatível com todos os apps essenciais hoje em dia (uber, google maps, whatsapp, apps de banco). Mas tem uma tela e-ink preta e branca, o que tornaria a utilização do celular para distrações, como vídeos no youtube, quase impossíveis. Tem também um teclado físico, o que me agrada rs. Além de uma câmera ok (bem inferior aos smartphones atuais, mas isso não é uma prioridade pra mim).

O que acham dessa alternativa especificamente? Vi vários vídeos no YouTube avaliando, e gostei. O preço é salgado pelo que entrega (U$ 400,00), mas to pensando seriamente em comprar. Não entrega diretamente no Brasil (mas tenho parentes que vão e voltam dos EUA direto, não seria um problema…)

5 comentários

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  1. Sigo o comentário do pessoal abaixo. Eu acho que esses aparelhos vendem mais a “modinha” do que a solução em si. Também não acredito que esse corte abrupto em serviços necessários seja a solução. Você acaba tomando raiva de si mesmo e isso pelo menos não me ajudou.

    Lembro que o que me ajuda é deixar o aparelho mais “feio” ou difícil. Eu não tenho redes sociais, então meu problema por um tempo foi o YouTube. Comecei a usar o Newpipe que só me mostrava o que eu já seguia ou que buscava. Mudar para o DuckDuckGo, mesmo que não de forma intencional, deixou minhas buscas mais eficientes.

    O mais importante de tudo é conseguir outros “vícios bons”. Meu caso é bicicleta e fotografia. No início, são coisas que não tem graça, mas isso é porque a gente não tá acostumado ainda. Com o tempo você acaba sentindo falta e se torna um hábito bom. E é uma luta. Quando menos se espera, pode voltar, mas o importante é não desistir.

    Essa parte é mais um desabafo, então pode ignorar se quiser: pare de consumir esses conteúdos sobre produtividade e uso de telas. Um, porque não acredito que eles realmente vivem o que dizem e dois, porque eles usam o que tem te feito mal para espalhar suas dicas, o que além de ser no mínimo cruel, deixa a gente mais desanimado por não conseguir ser como eles e por perceber que perdeu mais um tempão assistindo.

  2. Esses celulares seguem uma linha que com frequência é alvo de críticas: a que propõe soluções a problemas causados pela tecnologia de consumo com mais tecnologia de consumo.

    E nem são soluções boas, porque limitadas. Tentam restringir ao básico o que celulares convencionais oferecem, mas o “básico” é muito variável — o que para você é supérfluo pode não ser para mim.

    Sem falar nas limitações técnicas. Uma frequente desses celulares, e que afeta esse também, é adotarem teclados próprios com corretores automáticos ruins. Toda análise mais aprofundada aborda isso. E, ao contrário de um Android qualquer, não é simples trocar o teclado do sistema.

    Já deram boas dicas aqui e você mesmo parece se virar com um celular comum bem configurado. Acrescento estas.

  3. Sugiro o que Nerd Nóia sugeriu, um basicão. Até um usado antigo, meio lento. Daqueles que a gente prefere jogar na parede. manja!?
    Mas melhor que isso é a sugestão do Rafa Brovko, com esta filosofia parei de fumar.

  4. É difícil, amigo.

    Concordo de tentar se afastar do que hoje você já usa, não contar que algo vai resolver isso. Talvez ajude, espero que sim.

    Vou dizer como fiz pra controlar, que foi mais ou menos ir selecionando situações em que eu usava celular e poderia ir ‘tirando aos poucos’.

    Tipo, comecei por não levar mais o celular pra cagar. Bem melhor.

    Depois comecei a não pegar mais o celular em momentos de trânsito (carro, ônibus, metrô etc.).

    Quando estou conversando com alguém (e quero continuar conversando), também não toco no aparelho.

    Quando estou com a minha filha, a mesma coisa.

    Então não é tirar tudo ao mesmo tempo, é começar por um pouco de tempo sem celular em pequenas situações e aí começar a selecionar outras pra ir ampliando o tempo sem celular etc.

  5. Como alguém já passou e superou diversos vícios, gostaria de dizer que o excesso está mais em você do que no objeto (claro, guardadas as devidas proporções). Mesmo que seu smartphone seja pelado, ainda é passível de vício ou abuso dado que ele será uma grande fonte de estímulo ao seu cérebro. A adaptação pode passar bem rápido e você encarar seu novo normal com o mesmo ímpeto de antes.
    E se você pegar um basicão mesmo no Brasil que quase só serve para rodar WhatsApp e receber SMS e deixar tudo para ver no PC de casa?