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Gosto mais do Medium do que Substack

Enquanto leitor, acho o formato de assinatura do Medium mais interessante do que do Substack. No Medium você paga um valor único ($5) e tem acesso a todos os textos restritos. Enquanto que no Substack tem que assinar newsletter por newsletter (geralmente o valor mínimo de cada é R$ 8,00), no final você paga mais por menos.

A dinâmica de leitura no Medium é mais guiada pelo assunto do que pela autoria. Enquanto que no Substack a autoria é um ativo, você assina a newsletter de alguém. Tenho sentido que isso tem gerado uma certa angústia-da-competição, e claro, frustração.

Se você escreve, você posta um texto no Medium sobre UX Design, por exemplo, e quem se interessa por esse assunto pode encontrar seu texto. No Substack não funciona assim, leitores surgem através de indicação ou porque já te conhecem.

Lamento muito o Medium não dar a devida atenção a autores que não escrevem em inglês. E lamento também os escritores daqui terem corrido pra fazer seu cercadinho no Substack e “abandonado” o Medium. Aliás, culpa do Medium que demorou pra trazer seu plano de pagamento pro Brasil. Talvez seja tarde demais para os autores voltarem pra lá.

E por último, mas não menos importante: o layout do Medium é mais bonito do que do Substack.

O que vocês acham?

2 comentários

2 comentários

  1. Gosto muito do medium, me ajuda muito quando pesquiso algo no google e aou direcionado para o medium, mas você tem razão, coisas em inglês são muito mais fortes, deveria no mínimo ter uma forma de postar em multiplas linguas a mesma postagem. Nunca vi o substack, ouvi falar esse ano, vou ver como ele é depois

  2. Acho as duas plataformas danosas, no geral. São financiadas por investimento pesado de fora e ambas têm sua cota de sacanagens com escritores. (Nesse ponto o Substack me parece pior, pois mais novo e já se meteu em altas confusões.)

    O modelo do Medium é legal para quem lê, mas insustentável para quem escreve. Não há dinheiro suficiente para remunerar bem muita gente e os incentivos são perniciosos: ou você já é alguém famoso e se apoia nesse alcance, ou tem que apelar para títulos apelativos/click-baiting (tem aos montes lá).

    O Substack vive uma crise de identidade perigosa. Do jeito que veio ao mundo, como uma plataforma de newsletters, é descartável — qualquer um que se destaque lá vai buscar formas de se livrar dos 10% cobrados; é possível e não é difícil. Nos últimos meses, tem se esforçado para virar uma plataforma (leia-se: trancar escritores e usuários), o que lhe impõe um trabalho de moderação que o CEO deixou bem evidente que não quer fazer.