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Experiências com teclado Dvorak

Aos amigos apreciadores de teclado Dvorak (pronuncia-se “dvôjak”), me contem das experiências de vocês, como conheceram, quanto tempo levaram para dominar o teclado e o que falariam para aqueles que almejam começar a utilizá-lo e mesmo para aqueles que estão com dificuldades de ter fluência (como é o meu caso).
Para aqueles que ainda não conhecem o leiaute Dvorak, recomendo a leitura do zine que está no link a seguir:
https://www.dvzine.org/

14 comentários

14 comentários

  1. Eu já fiquei mal acostumado com os atalhos modais do vim num nível que fico incomodado quando tenho que usar um programa “normal”, imagina com um teclado desses

  2. Muito interessante mesmo esse padrão, confesso que só vi um teclado desses umas duas vezes na vida, mas não sabia dessa otimização para movimentos dos dedos.

    Pensava que era uma abordagem como layout AZERTY, mas é bem mais sofisticado.

  3. Eu já tentei usar Dvorak há uns 15 anos atrás.
    Não cheguei a ficar “fluente” nele porque precisa de uma porção boa de prática pra isso. Mas acredito sim que a pessoa pode acostumar e ficar boa em layouts diferentes do padrão QUERTY.
    Também agravava os teclados sem fio não serem comuns na época. Não era prático transportar meu teclado com as letras trocadas para os lugares diferentes que eu ia.
    No final, acho que é mais uma questão de costume do que de ergonomia, a menos que você realmente precise digitar rapidamente grandes quantidades de texto (pra se beneficiar do layout diferenciado) ou tenha algum problema de saúde como tendinite.

    1. Pra complementar, não caia no conto do teclado estenótipo (estenotipia, estenografia, taquigrafia).
      Este tem uso muito específico, tipo transcrição de fala de tribunal, e não serve pro dia-a-dia de pessoas comuns.
      É basicamente um teclado de macros com dicionário interno para completar palavras muito rápido.

  4. Não tenho experiência com o dvorak, mas recentemente entrei no universo dos teclados split e pensei “se já vou ter que me reacostumar com o teclado split, pq não usar um layout novo” e agora só uso o Colemak-DH no split. Tem sido desafiador, deve ter umas 2 semanas que comecei a usar só o Colemak e estou chegando nos meus 30WPM (minha média no qwerty era 90). De recomendação sugiro:

    1) Passar bastante tempo usando o layout se possível, quando tirei o acesso fácil do qwerty comecei a progredir mais rápido.
    2) Treinar a memória muscular com repetição, no keybr tem uma configuração que você pode colocar pra ele duplicar todas as palavras, assim a primeira vez vc testa e a segunda vc reforça a memória muscular
    3) Não largue o qwerty completamente, vi relatos de pessoas que mudaram de vez de layout e “desaprenderam a usar o qwerty” então acabaram sem um layout que conseguiam fazer as coisas rápido, eu tenho ainda deixo meu qwerty ali do lado pra quando preciso digitar algo rápido e manter o contato com o layout ainda.

    1. Obrigado ! A mim também ajudou a priorizar o uso do Dvorak. No trabalho me forcei a usar esse leiaute e isso me deu uma animada.

      O Keybr já me ajudou muito a melhorar o meu uso com o Qwerty e agora mesmo está me ajudando com o Dvorak.

      Quanto a “desaprender qwerty”, aí depende do quanto a pessoa pratique os dois leiautes. É algo como aprender línguas: se você aprender inglês e parar de “praticar” português (caso esteja em um país estrangeiro), você acaba por saber usar mais inglês do que português, que é a sua língua nativa.

  5. Li o zine e não me convenci muito das vantagens, não 😬 Será que vale o trampo? Afinal, são 52 horas de treinamento para quem já é familiar com o QWERTY.

    E também, o velho Dvorak devia ser um chato. A frase dele antes de morrer, segundo o zine:

    “Estou cansado de tentar fazer alguma coisa que valha a pena para a raça humana, eles não querem mudar!”

    Lembrei daquele meme “tá bom, vó, agora vamos tirar sua sonequinha”.

    1. Uma pena que não tenha se convencido. Sugeri a leitura para aqueles que não conhecem, não para convencer alguém. Me interessava mais ouvir experiências, não impressões.

      E sim, Dvorak, como bom acadêmico que era, tinha problemas com público e não soube apresentar sua invenção.

      De qualquer modo, se houvesse uma propaganda do Qwerty, ninguém usaria, porque é uma invenção anacrônica. No entanto todo mundo o utiliza porque é o que há no mercado, a esforço de muito “lock-in”.

    1. Chutou errado. Inglês e português compartilham muitas raízes etimológicas, de francês, latim até grego. Mas para ser sincero, o idioma não interessa muito ao leiaute do teclado, fosse isso sequer usaríamos o “Qwerty”, que é este que você talvez neste momento deve estar utilizando, que fora feito sobretudo para os transcritores de código Morse dos Estados Unidos do início da era da eletricidade.

      Se há pessoas que escrevem rápido num Qwerty, elas escrevem rápido APESAR do Qwerty. Se há pessoas que escrevem rápido num Dvorak, fazem-no com o auxílio desse leiaute. Mas independente do teclado, o que conta na velocidade datilográfica não é tanto o leiaute que o usuário usa e sim o quanto ele domina “touch typing” e o quanto conhece o próprio teclado. Há, por exemplo, muita controvérsia a respeito de ser Barbara Blackburn, uma escritora dvorakeira, a datilógrafa mais rápida do seu período. Mas tenho certeza de que Barbara terminou sua carreira com menos risco de ter tendinite do que seus concorrentes qwertyanos.

      O que August Dvorak fez foi redistribuir as teclas de modo que houvesse menos esforço físico para a escrita numa máquina de escrever (se num teclado de computador isso já é uma questão, imagine num período em que escrita tipográfica era puro exercício manual). A maior parte das pessoas que utilizam este teclado o fazem pela razão ergonômica. Veja um vídeo de comparação entre os dois leiautes para notar a diferença de movimento. E como há menos movimento para teclar, há também menos ruído de datilografia, se esta for uma questão ao usuário também . . .

      1. Pera, isso tem menos logica ainda, PT.BR não é nada semelhante a EN.US

        então catando…
        The Dvorak layout is intended for the English language. For other European languages, letter frequencies, letter sequences, and bigrams differ from those of English.
        (wiki dvorak)
        e chega aqui
        https://pt.wikipedia.org/wiki/BR-Nativo

        O que claro não tem o glamor necessário.

        Qwerty é um lixo criado como hack porque o cara não soube arrumar seu hardware na época.
        Mas o lixo padrão serve bem.

      2. Eu não sei se é oficial, mas existem implementações do Dvorak para o Português brasileiro, onde algumas letras que mais usamos como R, S, e as vogais, são colocadas em posições mais privilegiadas. No inglês é comum usarem H, para nós é uma letra muito rara de ser usada.
        Como eu vi isso há muito tempo atrás, não sei se vou achar algum link que mostre o layout que usei.

          1. Infelizmente eu não lembro mais como era. Não usei o suficiente para pegar fluência e decorar o formato.
            Não era nada prático ser o único usando Dvorak enquanto todos em volta usavam Querty.