Mais uma abordagem daquelas “o quanto eu preciso saber do noticiário?”, e das mais interessantes.
8 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
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Mais uma abordagem daquelas “o quanto eu preciso saber do noticiário?”, e das mais interessantes.
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Tem um livro que fala sobre isso do Alain de Botton: “Notícias”.
Ele é bem redundante e repetitivo, mas tem alguns bons pontos e reflexões. As notícias moldam nossa visão de mundo quanto a países, pessoas, decisões importantes e hábitos. E também os portais e agências dão notícias “soltas”, sem acompanhá-las em seus desfechos nem trazer contextos. Ele propõe uma nova abordagem que suplante isso, assim como são as reportagens de “guias de viagem”: Com contexto.
Dito isto: Assisto bastante “mundo cão”: Cidade Alerta, Brasil Urgente… E isso molda a forma como vejo o mundo: Sair à noite ou mesmo de dia é bem pouco, raramente de relógio no pulso, vendo onde passarei para evitar pegar o celular, etc.
Já criei o hábito de consumir tais notícias, e gosto! Mas realmente prejudica bastante a forma como vejo as pessoas e o mundo em geral.
Meu Deus, assassinei a gramática ali ao usar dois-pontos por 3 vezes na mesma frase, perdão!
Tem um texto meu aqui neste Manual sobre esse livro do Alain de Botton. Faz tanto tempo (oito anos!) que não sei se concordo com qualquer coisa que escrevi ali, embora o argumento geral me pareça ainda se sustentar. (A menção ao Sapiens do Yuval Harari, logo no começo, não envelheceu bem.)
Eu decidi que não preciso acompanhar notícias. E, mesmo assim, muita coisa continua chegando até mim (infelizmente).
Sinto falta de uma curadoria com acontecimentos relevantes, sabe. De longas matérias contextualizando a informação.
2.
Há muito tempo não vejo jornal, não tenho Instagram/Facebook/Twitter-nunca-tive e assim está bom. Não vai eu saber algo que irá mudar o mundo. Só acompanho algumas notícias de coisas que eu gosto, e são coisas pontuais. O resto, que se exploda.
Não sei se conhece, mas o Nexo Jornal tem exatamente essa proposta. O conteúdo é fechado para assinantes (acho que a assinatura é R$ 10 por mês), mas eles têm uma newsletter, a Hoje, que chega no final da tarde com um resumo do dia e algumas sugestões de conteúdos de outros sites (daí são matérias abertas, no geral, tipo G1).
Eu costumo acompanhar essa news deles e também a Brasis, que reúne um resumo de matérias de jornais da associação Ajor, a associação de jornalismo digital, que inclusive o Manual faz parte.
Além disso, tenho dado uma passada de olho na home do Uol e/ou Folha, para ver notícias mais ligadas ao dia a dia, com efeitos mais diretos na minha vida, tipo notícias sobre carros no Uol, saúde ou violência.
Entendo a repulsa pelo noticiário, mas acho importante alguma fonte de informação, ao menos pra saber se tá rolando uma pandemia lá fora, se o seu bairro é campeão de roubo de celular ou se tá prevista uma tempestade no final de semana.
Devagar (😂), eu costumo assinar o Nexo quando fazem promoção (infelizmente, eu perdi a última), mas ainda recebo newsletters deles. É o jornal que mais gosto, mas também não consigo acompanhar.
Não sei se foi no UOL ou no Terra que eu fui ler uma matéria e estava em formato de tweets, achei revoltante. 😅
Legal que já conhece. Pensei no Nexo exatamente pelo seu “briefing” (“longas matérias contextualizando a informação”). Outra fonte de boa informação que caberia é a piauí, que tem longas matérias, mas não foca tanto no hard news. Eu assino a revista, que é mensal, e acho muito boa. Já esse formato de “jornalismo em bullets” do UOL acho péssimo. Pode ser bom para um resumo rápido de uma informação pontual que você precisa (o que mudou nesse ano no Imposto de Renda, sei lá) mas, como leitura prazerosa para além da informação pura e simples é péssimo.
Mas se não tiver paciência pro jornalismo escrito, quem sabe os podcasts possam ajudar. O próprio Nexo tem um resumo diário bem curtinho, a piauí também tem o Foro, que é semanal, então nem demanda tanto tempo de dedicação, e tem outras opções que não tenho ouvido mas que vão nessa linha de resumo diário, como o Panorama CBN.