Achei esta coluna muito interessante, cheia de reflexões pertinentes acerca do impacto da IA no jornalismo e na forma de consumi-lo. Um exemplo:
Um grande modelo de linguagem pode absorver informações de uma forma, entender seu significado em grande medida e, em seguida, despejar as mesmas informações em um molde diferente. No passado, apenas um ser humano poderia pegar as ideias de um artigo, um livro ou uma palestra e explicá-las a outro ser humano, muitas vezes através do processo analógico que chamamos de “conversa”. Mas isso agora pode ser automatizado. É como se a informação tivesse sido liquefeita para que possa fluir mais facilmente. (Infelizmente, erros podem se infiltrar durante este processo.)
Da relação simbiótica entre humanos e IA no processo de criação e difusão de notícias, há esperança e receio de que, por mais poderosa que seja essa combinação, ela termine em tragédia:
2 comentáriosFalando assim com a versão mais recente do ChatGPT, obtive boas e úteis respostas — especialmente quando disse a ele para discordar de si mesma ou de mim. Eu pergunto e pergunto e pergunto. Então, da maneira tradicional, eu leio e leio e leio. É uma combinação útil, penso eu. Parece-me que a IA pode aperfeiçoar o noticiário — se não destruí-lo no processo.
Ao contrário do dito no texto, IA não tem resposta “imparcial”. As respostas do Grok não duvido que seja ou uma “trollagem” dos programadores contra o Musk ou até mesmo um pedido do próprio para que a IA seja o contrário do que ele prega.
Quanto a questão, penso assim: O melhor exemplo de uso de um sistema para notícias é debulhar informação. Tipo: quero identificar em um grupo de pessoas as ligações que elas tem em si e suas relações sociais e comerciais. Isso me faz lembrar do Cambrige Analítica e de um antigo app no Facebook que fazia um infográfico das ligações sociais entre as pessoas dentro do app, tal app depois alvo de investigações e tudo mais.
Fora isso, uma resposta personalizada e automatizada de notícias não me parece algo necessário totalmente. Primeiro porque tal como quaisquer outra coisa, “dá se um jeito”. Assim como o algoritimo do Google, se descobre um jeito de influenciar uma IA para dar uma resposta combinada, isso se o próprio programador não o fizer. Segundo porque o ideal mesmo é que informação sempre flua. Existem jornalistas, existem pessoas que discutem notícias em seus grupos sociais, etc… Fora que o ideal mesmo seria uma “dieta de informação” e uma reforma das formas de comunicar, depois da extrema direita dominar muito o campo da comunicação.
Vou ler com calma, isto muito me interessa!
Evidentemente, pelo recorte da citação, questiono em que momento no texto o autor vai tratar da transformação da informação em combustível para a máquina da atenção promovida por produtos digitais, onde o valor do contexto e eventual validade do que está dito é irrelevante.