Recentemente, passei por uma situação um pouco constrangedora que me fez repensar como lidar com esse tipo de cobrança. Como o pagamento não é obrigatório, parei pra pensar uma forma de agradecer pelo atendimento e ter a certeza de que o dinheiro vai pra quem realmente me atendeu, e ainda evitar situações parecidas.
Estávamos em um grupo de cinco casais, e a comanda foi feita para a mesa inteira, tendo que ao final, cada casal selecionar o que consumiu.
Fui o primeiro, e optei por não pagar a taxa de serviço de 13% que o local adicionou. Embora o atendimento tenha sido bom e a comida e bebida estivessem ótimas, o lugar já tinha preços elevados – e ainda cobrava uma taxa de serviço de 13%? De onde isso vem?
O irônico é que, geralmente, são os locais mais caros que insistem em cobrar essa taxa. Normalmente comprando mais o desconto é maior. Nesses casos, quanto mais se consome, maior a conta fica.
Quando o último pagou, o garçom perguntou ao colega que estava fazendo as cobranças se havia conseguido separar tudo, e essa pessoa respondeu alto, para o restaurante todo ouvir, que estava tudo certo, só eu tinha optado por não pagar a taxa.
De agora em diante, vou chamar o garçom de canto e pedir o pix.
38 comentários
Eu pago e acho melhor que seja na conta. Alguns restaurantes proíbem os funcionários de receber por fora, dá até justa causa.
Paguei uma vez pq só fui em restaurante uma vez na vida (o Outback) não tenho problemas com isso pq ajuda no salário meia boca que atendentes recebem.
Eu sempre pago e nem pergunto, por alguns motivos:
O salário da galera provavelmente é ruim, mesmo que o restaurante pague um fixo (talvez 1 ou 1,5 salário mínimo)
Sou cego, então muitas das vezes quando saio sozinho preciso de algumas ajudas específicas, como por exemplo pedir para que o garçon me guie até o banheiro (isso, com certeza não está no job description dele (babá de cego))
Trabalhar com público eu creio que seja um dos piores possíveis, lidar com um tanto de gente que reclama de coisas completamente descabidas
Uma história: Fui a um festival de música (em Salvador) e os garçons me guiaram, e na hora de ir embora até mesmo me guiaram até o Uber. A esses não só paguei os dez porcento bem como depois dos dois dias de festa separei um tempo rpa deixar uma gorjeta mais legal pra cada um deles (mandei por PIX).
Agora se o estabelecimento repassa pro funcionário, isso infelizmente não está no meu controle.
Correção: no festival não tinha 10% pois os consumidos eram pagos na hora que eu pedia.
Outra coisa: Esses mesmos garçons me livraram de um trambique que outros garçons malandros estavam aplicando (que eu ia cair, inclusive).
Pago se fui bem atendido e nada além dos 10%. Agora, covert artístico eu simplesmente nem entro no lugar quando vejo que tem. Se eu quisesse ouvir música iria pra um show ou boate, não em restaurante.
Só pago e já era. No Uber e Ifood jamais pago. Curioso, não?
Eu só pago e pronto, especialmente se já vem incluído no valor total da conta. Procuro viver a vida tentando me estressar o mínimo possível, acho que essa é uma “batalha” que não vale a pena.
Só acho vacilo esse movimento sutil de aumentar a taxa para 12%, 13%, 15%, etc. Isso é muito ruim, e não há que se falar em inflação, porque a inflação já impacta no valor da conta, logo, o percentual de 10% já contempla o aumento de preços. Felizmente não é comum onde moro (ou nos lugares que frequento).
Quando estive em São Paulo capital recentemente, notei que por lá é bem comum a taxa ser de 13%. Já aqui onde moro (interior do Paraná) a regra é sempre 10%.
Infelizmente creio que seja uma tendência para os próximos anos.
Eu nunca pago e tenho uma opinião bem crítica quanto a isso. Como alguém que já trabalhou como atendente de cobrança em call center, tenho em mente que ser cordial, educado e fazer o seu trabalho com excelência é o mínimo de um funcionário. Eu não pago taxa porque pra mim o salário do funcionário já está sendo pago, em nenhum momento o empregador fala que o salário X será composto pelo o que ele receber da carteira assinada + taxa, isso é só um agrado que alguns clientes podem fazer e que no caso eu não faço e lendo os comentários eu vi que muita gente fala que só deixa de pagar se o serviço for ruim e tal, mas olha… Se um garçom me atender mal eu vou chamar o chefe dele e fazer uma reclamação formal, quem sabe assim ele aprende a trabalhar, né?
Normalmente pago, quando já vem inclusa na conta. Só peço para retirar se fui mal atendido ou se estou com outras pessoas que não pagam de jeito nenhum.
Gostaria de colaborar com a discussão:
1. Gorjeta não é salário, restaurante que não paga salário e oferece ao funcionário a “oportunidade” de ganhar as gorjetas, deveria ser fechado e seus proprietários processados por trabalho análogo a escravidão.
2. Ao invés de negar a pagar a gorjeta, pense que todo mundo ali tem a jornada 6 x 1 e trabalha para que você se divirta, e se não for suficiente vai num fast Food e senta numa mesa suja, aí você sente a diferença.
3. Quando pagar a gorjeta pague por dentro porque daquele valor, cada funcionário vai receber um naquinho.Se você paga por fora ao garçom, deixa de contribuir a todos.
4. A gorjeta tem legislação, reflexos em folha, beneficia muito o trabalhador.
5. Quem acredita em justiça social, está fazendo sua parte distribuindo um pouco da sua riqueza para o próximo.
falando como pessoa que já trabalhou em salão e bar, dois pontos:
1) sobre a caixinha de 13%, há uns anos atrás houve uma mudança no sistema de tributação e passou a incidir algo próximo a 30% (talvez 27% ou algo do tipo) em imposto sobre o valor da taxa de serviço que era repassado aos funcionários. alguns lugares repassaram essa perda, daí os 13%; outros optaram por manter os 10% e quem perde é o funcionário que recebe menos.
2) realmente não tem como saber se o valor da caixinha é repassado para os funcionários ou não. onde eu trabalhava era dividido certinho, porém até onde eu sei de conversar com colegas de época e outras pessoas que ainda trabalham no ramo, o lugar era exceção. a maioria dos lugares, quando repassa, não é 100% do valor arrecadado. então a desconfiança de vocês é justa.
eu sempre pago na esperança que pelo menos uma parte seja repassada para o pessoal. só não pago se o serviço for muito ruim, mas por já ter passado pelo perrengue de fazer esse tipo de trampo, acho que eu sou mais compassiva do que a maioria dos clientes.
Na maioria das vezes eu pago a gorjeta numa boa se o serviço foi ok. Agora, se o atendimento foi ruim, faço questão de não pagar a taxa e ainda fico enchendo o saco de todos na mesa pra não pagarem também.
Somos dois. Eu entendo que a gorjeta não deveria compor a principal fonte de renda de quem presta o serviço (como acontece em outros lugares, como os EUA), mas dado o baixo salário que é comum a estes funcionários, a gorjeta é uma boa forma de premiar e incentivar o bom atendimento.
Não passando dos 10%, e, claro, desde que o atendimento tenha sido bom e os funcionários digam que eles realmente recebem a taxa, não me nego. Como já mencionaram, se houver a possibilidade de pagar diretamente a eles sem passar pelo estabelecimento, acho melhor ainda.
Agora, algo que eu não aceito e se insistirem até desisto do lugar é quando querem cobrar 10% em pedido feito pra retirar/levar/viagem…
Acho melhor pagar, vai que o rango vem catarrado a próxima.
Mas o garçom lembrar da tua cara dentre centenas (ou milhares) de clientes que ele atende durante o mês a ponto dele querer se vingar na próxima, só se tu foi um tremendo FDP com ele, ou se ele tem uma rixa pessoal contigo, ou se o estabelecimento não tem tantos clientes assim.
Tem estabelecimentos que cobram a taxa de serviço, mas a mesma não é repassada para os garçons, nem mesmo para rateio entre todos… assim como o couvert artístico que não vai para o músico. Quando fiquei sabendo disso fiquei com raiva, mas mesmo assim, continuo pagando…
Eu lido pagando. A não ser que o serviço tenha sido ruim, eu chamo o gerente, explico e peço pra tirar.
Eu raramente pago a taxa de serviço, pelo motivo que o garçom é um funcionário do estabelecimento e já está sendo pago para servir os clientes.
E também por ser uma prática comum só em bares e restaurantes. Os clientes dos meus chefes não dão 10% para ele me repassar se eu atender bem.
Você paga 10% para o açougueiro te atender bem e embalar sua carne? E o frentista do posto?
O problema desse pensamento de que o estabelecimento já está pagando o garçom é que em muitos lugares isso não é verdade. Os funcionários não são pagos por diária e sim, exclusivamente pelo que recebem de gorjeta.
Eu sempre pergunto se a taxa realmente vai pra ele ou para o estabelecimento. Se for pra ele, deixo, se for para o estabelecimento, peço pra tirar.
Mas nesse caso, se a pessoa trabalha somente pela gorjeta, na minha visão é quase um serviço escravo.
Se o restaurante/bar não tiver movimento suficiente ou ninguém pagar a taxa de serviço, ele trabalhou de graça?
Isso é legal? (Dúvida sincera, meu instinto diz que não deveria, mas…)
Não é legal, o trabalhador precisa receber salário mínimo. A gorjeta compõe a remuneração (salário+gorjetas). Esse valor de remuneração terá impacto em outras verbas trabalhistas, como fgts.
Mas não existe salário exclusivamente composto por gorjeta. A gorjeta é um extra que por costume foi incorporado à clt.
No geral não me incomodo de pagar. Quando saio comer fora já considero que terei esse custo e tudo bem. Mas já ocorreram situações desagradáveis onde simplesmente me recusei a pagar por ter sido mal atendido.
Mas 13% pra mim já é abuso. 10% é o que foi normalizado no Brasil e é o que eu aceito pagar.
Acho mais absurdo é hotel que cobra esses mesmos 10% para o “room service” além do valor da diária.
Sou da linha de que, se eu já abri a mão e saí pra comer fora, não vou economizar justamente com o cara que está ali na correria. O segredo é já sair de casa com seu orçamento em mente e contando os 10% nele. Mas claro, se o serviço for daqueles muito ruins, peço pra tirar mesmo
Geralmente eu pergunto a pessoa que me atendeu se o valor irá para ela e ou para todos os funcionários.
Aqui em Salvador, se tem habituado os funcionários de bares e restaurantes ter a máquina própria e ou já fornecerem o pix para que caia direto na conta.
Detalhe: aqui até alguns postos de gasolina pode rolar a “caixinha”, que ñ deixa de ser uma gorjeta.
eu geralmente pago, mas pela convenção social que outra coisa, mas quando o serviço ou comida é ruim eu não pago e ainda falo o motivo para o garçom.
Não pago e nunca mais volto pro lugar… se eu estiver muito puto ainda coloco review no google maps.
Aqui quando adicionam 10% peço gentilmente para retirar.
Que cliente iria negar um desconto de 10% não é mesmo?
Porém, conforme dito do caso dos EUA, já me juraram que vou pagar meus pecados quando for lá um dia.
Em restaurantes é meio normalizado, infelizmente.
Não curto gorjeta e taxa de serviço por dois motivos: 1) gera uma situação de incerteza/angústia no cliente; e 2) é uma transferência do custo operacional que o dono do restaurante faz à clientela.
Quem viu Curb your enthusiasm se lembra do dilema do Larry David com gorjetas. É um costume nocivo dos EUA que parece, aos poucos, estar ganhando terreno aqui.
rodrigo, https://www.jusbrasil.com.br/artigos/lei-da-gorjeta-como-funciona-e-o-que-diz-a-nova-regulamentacao/1310334083 essa lei de gorjeta pelo visto já pensaram e criaram um lei para regulamentar a grojeta.
Não é em todo lugar (é mais comum no sudeste). Se vai mesmo pros funcionários, sempre penso neles. Se o atendimento for minimamente razoável, acho que merecem. É uma forma de compensação pro trabalho difícil que é um restaurante, um hotel. Claro, muitas vezes estava economizando e não pagava, mas geralmente o garçom entende que não é por eu ser um fdp com o trabalho dele.
Pelo menos aqui na Bahia é bem comum. Ñ lembro nenhum restaurante que fui nos últimos anos que ñ cobraram os 10%.
Se eu estiver sozinho e o lugar for realmente caro, eu não pago ta taxa de serviço. Mas em uma situação como a sua, com outras pessoas que optaram por pagar, eu também pagaria, mesmo a contra-gosto, pra não ser rotulado como o “chato” ou o “mão de vaca”.