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Bolha da Inteligência Artificial: o que é verdade e o que é exagero youtube.com

O Pedro é entusiasta de IA, mas achei os argumentos (pró e contra) bem razoáveis.

4 comentários

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  1. Eu acho que ele realmente tem argumentos bem razoáveis. O uso das IAs é muito diferente dos blockchain, criptomoedas, nfts e metaverso, é uma tecnologia que já está embrenhada como o Whatsapp e o google na nossa sociedade, em todas as classes sociais.

    Já vi gente muito simples usando algum chatgpt da vida, desde estudantes que mal foram alfabetizados, pedreiros que buscam traço de concreto, bitolas de aço e formas de impermeabilizar uma estrutura (é minha área) e confrontam engenheiros, faxineiros tentando resolver alguma mancha que não sai e médicos tentando combinar algum medicamento com outro… Estamos perdidos.

    Muitas startups não tem valor nenhum e estão supervalorizadas. Provavelmente seus fundadores estão bem conscientes disso e só estão tentando surfar e tirar o máximo de dinheiro possível de investidores deslumbrados. Certo eles!

    Mas as realmente grandes como a OpenAI, Claude, as chinesas, estão aí para ficar. Hoje elas estão brincando de comprar o próprio churros como aquela clássica esquete do Chaves, mas fazem isso sabendo que cada vez mais pessoas dependem do produto delas. É como se os churros do Chaves tivessem uma droga bem viciante e a cada recompra ele dividisse um pouco com a galera.

    Acho que é um exercício de quem aguenta mais tempo e pode investir mais, antes delas começarem a fechar essa conta e cobrar de nós, meros usuários (desta vez com nossos empregos), e iniciarem o processo de merdificação para agradar finalmente os acionistas mais resilientes, assim como já fizeram Facebook, Google, Amazon.

  2. Ele fala muito em receita de empresa como indicador que está indo bem. Mas de que adianta ter receita (ainda que bilionária) se a empresa fecha no vermelho todos os anos? A OpenAI, por exemplo, fechou o último quadrimestre com déficit obsceno de 11.5 bilhões de dólares. Há quem defenda que não é que estamos lidando com alguns investimentos cíclicos, e sim que esse hype atual de AI é um grande esquema de pirâmide. No meu modo de ver, ou essa galera otimiza o processo drasticamente, ou vai explodir geral na bolha.

    No final do vídeo ele fala de vários supostos campos onde a AI ainda pode vir a atuar, demonstrando que talvez não seja uma bolha. Mas ele parece esquecer que, embora AI seja um termo genérico que engloba vários tipos de tecnologia, a AI de que tanto se fala hoje são basicamente LLMs e diffusion models (para gerar imagem/vídeo). Ocorre que essas tecnologias já estão chegando no limite, e não há um novo modelo matemático em vista — e certamente não virá do meio corporativo. Então essa sugestão de que basta esperar pra ver a coisa melhorar é só um otimismo sem base e que se vale do histórico de outras tecnologias.

    1. Também sou bem cético com a saúde a longo prazo do mercado de IA generativa. Dito isso, uma startup fechar no vermelho não chega a ser um problema. Pelo contrário, é o esperado — queimar muito dinheiro barato captado de investidores para ganhar mercado e se estabelecer. O caso emblemático dessa estratégia é a Uber, mas não é o único. Muitas empresas grandes começaram assim. Outro exemplo? A Meta (antigo Facebook), que também queimou muito dinheiro antes de abrir capital e virar uma máquina de imprimir dinheiro com [anúncios de golpes](https://manualdousuario.net/instagram-facebook-anuncios-fraude-reuters/), digo, segmentados.