4 comentários

  1. Lembro que na universidade eles liberaram até o Google Meet premium para alunos de graduação. Depois de criada a dependência, foram “estrangulando” até restar só um e-mail acadêmico com usabilidade “free”.

    Na época, chato que sou, cheguei a procurar alguns setores pra saber os termos do acordo, mas ninguém queria ou sabia responder.e respondiam com links para os termos de uso e privacidade da Google. Do outro lado, os alunos insistiam pra que tudo se organizasse pelo Google Clasroom, em vez do velho Sigaa. Era colorido, bonitinho, cativante, com cheiro de futuro.

    Hoje tem um déficit confuso: gente que perdeu arquivo, gente que começou a pagar do próprio bolso, uma desorganização herdada aí do período pandêmico e da generosidade falsa da big tech.

  2. Cara, eu acho isso tão, mas tão triste…

    Sou funcionário público, e na universidade onde trabalho nós fazemos de tudo para sempre usar soluções livres e open source. Meu chefe é um que bate nessa tecla e enfrenta muita gente por isso. Se dependesse somente da reitoria e a cúpula dos capas pretas, já teríamos ido para o lado MS/Google da força desde a época da pandemia. Há poucos dias houve uma reunião na reitoria e esse assunto voltou a tona, onde alguns professores puxaram o saco da MS, endeusando a porra da empresa, e meu chefe bateu de frente e disse não.

    Nosso próximo passo é deixar de depender do VMware e adotar Proxmox nos servidores (não temos nada em nuvem, tudo roda local nas nossas máquinas), mas isso vai demorar um bom tempo, ainda.

    Gostaria realmente que houvesse mais incentivo para que desenvolvêssemos mais soluções próprias, isso num âmbito nacional.

  3. Depois que eu fiz essa postagem aqui no Órbita, veio a notícia de que o Trump anunciou (ameaçou, vociferou, delirou) uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA. Paranoia minha ou não, fiquei pensando: que rumos ainda pode tomar a nossa dependência das big techs americanas diante dessa política de forçar submissão ao domínio americano?

  4. Tipo, acho que já são uns 15 anos que o Brasil tenta algo mais “soberano” em tecnologia, mas se autosabota. Quando se paga pouco em pesquisas e desvaloriza profissionais locais, isso faz as pessoas – cérebros – irem para outros lugares que os acolham.

    E as tentativas brasileiras de usar Open Source e tecnologias próprias acabam em vão. Imaginem se por exemplo o “Computador para Todos”, que fazia computadores ficarem mais baratos quando distribuído com Linux, tivesse junto um esforço para aulas de Linux e tudo mais? Ou tentativas de criar padrões de dados e com isso servir para algo como hoje é o .Gov.

    O mal também é que, vamos ser francos, depois da abertura do mercado mundial, sempre foi mais fácil comprar tecnologias e se acostumar com elas.

    O esforço também poderia vir mais da comunidade opensource. Talvez expor mais falhas do governo e mostrar que dá para fazer um .gov sem depender das “big techs” seria um bom caminho. Uma sugestão? A ANTT deveria por exemplo integrar o sistema de monitoria de transporte (o Monitriip) a um banco de dados públicos de transporte, para consulta dos cidadãos. Seria um desafio legal pois lida com dados que precisam ser públicos (serviços de transporte) e precisam de refinamento de dados. Não são supercruciais e necessários de tanta ocultação.