Como doador em algum momento da Mozilla, recebi este convite para assinar a esta petição, pedindo as redes sociais a publicarem a lista dos 1000 posts mais visualizados por dia, para combater fake news.
Estou levando a este colegiado para debater: Esta estratégia seria eficaz para combater as fake news?
7 comentários
Parece um bom ponto de partida, uma boa provocação. Digo isso no sentido de exigir auditoria das plataformas. A partir disso aí, redes de pesquisa, jornalistas, dentre outros, podem avançar para investigar o que está por trás da viralização desses conteúdos, bem como se são mentirosos ou não.
Como desdobramento, pode-se ter a questão do público das redes ficar ciente do que está acontecendo, bem como de novas políticas de regulamentação advindas dos resultados dessas pesquisas/análises.
Não é uma solução. Mas é um ponto de partida simples e praticamente sem custo de ser aplicado pelas plataformas.
Só um detalhe que, a depender de como esse “relatório” seja publicado, ele pode atrapalhar as estatísticas. Se, por exemplo, for uma aba dentro da rede social, o fato de ser divulgado como um dos dez primeiros, pode manter esses posts como os dez primeiros por muito tempo, pois sua publicização retroalimenta as visualizações.
Se for o que estou pensando, a ideia é perguntar “como tal conteúdo atingiu tal marca?”. Porque de fato já sabemos que há pessoas que “compram audiência” (existem fazendas para isso), tem conteúdo que estranhamos estar entre os primeiros…
Porque além da tech que tem as métricas, os browsers também de certa forma podem medir (se ativado a telemetria). Com isso a Mozilla pode por exemplo pegar e falar “dos navegadores que temos ativados a telemetria, N % acessaram o conteúdo que as techs falaram que são as mais vistas”.
Como tais métricas definem o valor de um anúncio, a Mozilla confrontar as techs é uma forma de falar “olha, estas empresas estão dando números errados para vocês do marketing, e vocês que são CEOs se querem mais gente com o produto de vocês, não deveriam dar crédito para quem falsifica e controla números.” Mas isso tou teorizando.
Me parece uma boa estratégia mitigatória. Permite concentrar recursos que no geral são caros (fact checking) em um subgrupo de posts de alta influência, enquanto expõe de forma transparente as estratégias de vitalização e possível desinformação que circula na rede.
Boa ideia, irei apoiar.
Eficaz não sei, mas é um relatório de transparência BEM interessante, hein?
Se puder computar/exibir as mensagens mais encaminhadas do WhatsApp, então é fogo no parquinho! Imagino que isso consegue ser avaliado por algum tipo de comparação de hash da mensagem, mas “temo” que a Meta não tenha acesso ao conteúdo de fato.
A essa altura, seria muita ingenuidade. Se eles lucram com golpes disfarçados de anúncios, eles não vão dar é risada dessa sugestão.
*eles vão dar.
Acredito que isso não se encaixe ao WhatsApp, considerando que todo usuário é privado. A menos que haja algum critério para considerar um grupo como “público”. Mas, até então, desconheço. Mas para redes sociais “abertas”, isso fica fácil de de definir, já que o usuário define se seu perfil é público ou privado.