Qual o número ideal de plugins no WordPress?

Plugins estendem as funcionalidades de um site criado com o WordPress. Há quem diga (e eu me incluo no grupo) que é impossível subir um bom site em WordPress sem plugins. O problema é que muitos deles podem causar efeitos colaterais indesejáveis, como lentidão e erros.

Dito isso, não existe um número ideal de plugins. Há quem diga (eu não faço parte deste grupo) que quanto menos plugins, melhor. Entendo a lógica. Afinal, quanto mais plugins, maiores as chances de se deparar com um mal programado.

O problema é que, mesmo com apenas um plugin, o risco não desaparece. Pode-se dar o azar de escolher um único plugin que seja muito ruim.

Em vez de focar na quantidade, o melhor caminho é atentar à qualidade dos plugins usados. A quantidade é determinada pelas necessidades do projeto, recursos disponíveis para o desenvolvimento de soluções próprias e outras variáveis.

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Como determinar o que é um bom plugin não é tarefa trivial. Menos ainda se a pessoa responsável por isso não tiver uma bagagem ou noções mínimas de programação. Algumas ferramentas ajudam, mas o principal recurso na avaliação é o bom senso.

Entre os milhares de plugins existentes, muitos deles redundantes, ou seja, projetos rivais que fazem a mesma coisa, ainda que por caminhos diferentes. Como escolher o melhor (ou o que melhor se adequa ao que você precisa)?

Podemos começar fazendo uma “investigação social”. O diretório oficial do WordPress oferece os primeiros subsídios para a avaliação de plugins. Cada um tem uma nota média e uma página com avaliações de outros usuários. Mais ou menos como as lojas de aplicativos para celulares. Embora a nota seja uma métrica questionável, as avaliações com frequência trazem informações que ajudam a balizar a tomada de decisão.

Estender a pesquisa à web é o próximo passo óbvio. Hoje é difícil não topar com posts de listas super otimizados para SEO entre os primeiros resultados. Nem sempre o mesmo cuidado é dedicado ao conteúdo. Tendo a preferir relatos em blogs pessoais. Costumam ser mais aprofundados ou, no mínimo, originais, em vez do texto pasteurizado dos sites otimizados para SEO. Alguns fóruns no Reddit, o último refúgio da “big web” produzido por seres humanos (na maior parte), é outra fonte valiosa (por enquanto).

Se você tiver um “staging”, ou seja, uma cópia privada do seu site para testes, use e abuse dele. Instale plugins candidatos ao site principal e analise o comportamento deles, como aparecem no painel administrativo e se deixam o site mais lento.

Determinar se o site ficou mais lento sem ferramentas de mensuração pode ser impossível. Às vezes, a diferença é tão pequena que é imperceptível a nós (ainda mais se a sua conexão à internet for rápida), mas é algo a se levar em conta porque, na soma com outros recursos e plugins do site, podem causar problemas no futuro.

O inspetor web do navegador pode ajudar na detecção de novos arquivos carregados pelo plugin e até na velocidade de carregamento. Navegadores baseados no Chromium contam com o Lighthouse embutido, útil para análise algumas métricas objetivas e boas práticas de desenvolvimento.

A melhor ferramenta dedicada ao WordPress, porém, é o plugin Query Monitor. Com ele ativado, todas as páginas do site, incluindo as do painel administrativo, passam a ser monitoradas e devolvem um relatório em tempo real com dados de consultas ao banco de dados, erros do PHP, chamadas da API HTTP, scripts e folhas de estilo, hooks e ações. É um menu completo de tudo que seu site consome para gerar páginas web.

Defina o cookie de autenticação para analisas os resultados sem estar autenticado(a). É só acessar as configurações do Query Monitor, clicando no ícone da roda dentada do seu painel, e depois, no botão Definir cookie de autenticação. Enquanto estiver autenticado(a), o plugin fará a análise sem a camada de cache ativa, o que pode não representar o cenário real em que seus visitantes acessam o site.

Ah, e não deixe o Query Monitor ativado o tempo todo. Ironicamente, é um plugin um pouco pesado.

Por fim, caso tenha um navegador Chromium instalado no computador, nem que seja para testes (como é o meu caso), esta extensão da Célere, desenvolvida pela Clarissa Mendes, reúne no mesmo lugar alguns sistemas online de análise e avaliação de desempenho de sites. Use-a para fazer um “antes e depois” da instalação dos plugins.

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Este Manual do Usuário conta com 21 plugins ativos no momento (junho de 2025):

  • ActivityPub: transforma o site em uma instância no fediverso. Procure por @feed@manualdousuario.net no Mastodon ou outra rede compatível com o protocolo ActivityPub.
  • Akismet: anti-spam para comentários. Obrigatório na atual hospedagem (WordPress.com).
  • Autoremove Attachments: apaga os anexos (imagens, vídeos etc.) associados a um post que é apagado. Por padrão, o WordPress os mantém.
  • Cloudflare: plugin oficial. Faz os ajustes necessários automaticamente e facilita a limpeza do cache quando necessário.
  • Dark Visitors: analisa e gera relatórios de visitantes não humanos. Plugin do serviço externo homônimo.
  • HTML Forms: criação e gerenciamento de formulários. Não é o mais fácil de usar, mas o que gera o código menos “sujo” e o mais integrado ao WordPress que encontrei até agora.
  • HTTP Requests Manager: analisa e filtra chamadas à API HTTP do WordPress. Dependendo do site, elas podem retardar bastante o carregamento das páginas.
  • Index WP MySQL For Speed: uma gambiarra para sites grandes que adiciona índices às tabelas mais acessadas do banco de dados a fim de agilizar consultas e reduzir a carga sobre o banco.
  • Jetpack: “super plugin”, cheio de funcionalidades, da Automattic. Obrigatório no WordPress.com. (É só por isso que está instalado. Apesar de gostar do VaultPress, preferia não ter que usá-lo.)
  • Mailgun: substitui o sistema nativo de disparo de e-mails transacionais do WordPress pelo do Mailgun, mais confiável e menos suscetível a falsos-positivos em sistemas anti-spam.
  • Modify Comment Parent: permite alterar o “comentário-mãe” de um comentário publicado no lugar errado. (Isto deveria ser algo nativo no WordPress, mas acho que este é o último blog que usa e se importa com os comentários nativos do WordPress.)
  • Órbita: cria o Órbita, nosso espaço de conversas e links propostos pelos leitores.
  • Polylang: usado para gerar versões em outros idiomas do site. No caso deste Manual, a em inglês.
  • Public Post Preview: gera prévias, sob demanda, de posts ainda não publicados. Útil para pedir revisões a terceiros e mostrar posts patrocinados aos anunciantes antes de irem ao ar.
  • Redirection: redirecionamentos diversos. Talvez fosse melhor criá-los no nível do domínio/servidor, e não no WordPress, mas cá estamos há anos usando esse negócio e… bom, funciona.
  • Seriously Simple Podcasting: faz a mágica do podcast acontecer a partir do site WordPress.
  • Shortcoder: permite criar “snippets” reutilizáveis, tanto no código do tema quanto dentro dos posts. Um punhado de mensagens repetidas no Manual é gerenciada por este plugin.
  • Simple fediverse:creator: Associa o perfil de alguém no Mastodon a posts publicados aqui. Funciona no Órbita também!
  • Subscribe to Comments Reloaded: envia notificações de novos comentários em posts específicos. Aqui no Manual, esse recurso é restrito a pessoas cadastradas. (O cadastro é gratuito.)
  • The SEO Framework: embora eu não ligue muito para SEO, alguns recursos funcionais deste plugin são úteis. Dos plugins de SEO, é o menos agressivo e mais “limpo” que encontrei.
  • WP Search with Algolia: substitui a busca padrão (e ruim) do WordPress com a do Algolia, que é bem boa e tem um plano gratuito generoso.

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2 comentários

  1. Muito Interessante esse mundo do Wordpress, parece um poço sem fundo