O novo Moto G.

[Review] Novo Moto G: o melhor smartphone para quem não quer gastar muito continua reinando


4/11/14 às 14h45

Por mais que Apple e Samsung discordem a ponto de levar a celeuma à justiça, é difícil fazer um smartphone diferente. Todos, ou quase todos cabem na palma da mão, são finos, têm uma tela em um dos lados, fazem ligações e aceitam aplicativos e jogos. É uma descrição rasteira, e que por isso alcança a totalidade dos smartphones lançados até hoje.

Se é tão fácil englobá-los, como se diferenciar? Não é uma pergunta de resposta fácil, e isso se reflete no próprio mercado. Todos os anos dezenas, talvez centenas de smartphones são anunciados e lançados. Quantos, para além do seu próprio aparelho, se destacam e ficam gravados no imaginário popular? Poucos, bem poucos.

Um dos mais fortes e recentes foi o Moto G, da Motorola. Um smartphone intermediário, com configurações modestas, mas bem competente. Seu grande trunfo não era nada do ponto de vista técnico, mas sim gerencial: a mágica logístico-financeira que a Motorola fez para cobrar R$ 600 em um aparelho que, sem muita dificuldade, estava no mesmo nível de concorrentes que custavam quase o dobro. Esse trabalho se refletiu em vendas sem precedentes e transformaram o Moto G no celular mais vendido do Brasil.

Um ano depois, a Motorola manteve os preços, a filosofia, boa parte dos componentes internos e até o mesmo nome no sucessor do Moto G. A versão revitalizada mudou em pontos-chave, quase todos para atender os clamores dos clientes do original. O novo Moto G, ou Moto G 2014, como queira, é um negócio tão bom quanto o anterior? É o que descobriremos neste aguardado review.

Novo Moto G: maior e melhor

As duas gerações do Moto G, lado a lado.
O Moto G antigo da imagem, à direita, está com uma película fosca na tela.
A tela cresceu e continua boa.
Detalhe da tela do novo Moto G.

A característica mais notável do novo Moto G em relação ao anterior é seu tamanho. A tela agora tem 5 polegadas, contra as 4,5 do original, e isso, naturalmente, fez com que ele crescesse fisicamente. Quanto? Não muito. É inegável que o antigo tem ergonomia melhor, mas o crescimento afetou menos o uso no dia a dia do que eu esperava. A forma arredondada da tampa de trás continua fazendo um bem enorme ao manuseio do Moto G, um fenômeno que se estende à toda a linha Moto.

Embora maior, resolução e outras características da tela continuam iguais. A diminuição da densidade de pixels não afetou a definição de textos menores e ícones, o que é bom.

O áudio agora é frontal e estéreo.

O novo Moto G migrou o alto-falante das costas para a frente e o dividiu em dois. As grades opacas e fechadas, em cima e embaixo da tela, quebram o visual monolítico e são feias, mas compensam a falta de beleza com utilidade. O som que sai dali é alto e claro, ele não fica mais abafado quanto posto em uma superfície lisa, como uma mesa, e ter dois alto-falantes é sempre bem-vindo, mesmo em dispositivos tão pequenos e incompatíveis com experiências audiovisuais ricas — já dizia James Cameron, em 2010, que ver filmes num iPhone é idiotice.

O formato das grades talvez seja assim para viabilizar outra novidade do Moto G de segunda geração, a resistência a respingos. Atenção: ele não é à prova d’água. Não invente de afogá-lo, como fiz com o Xperia Z1 e como alguns outros, como Xperia Z2, Z3 e M2 Aqua e Galaxy S5 também aguentam. A resistência a respingos significa que se você tirá-lo do bolso no meio da chuva para fazer uma ligação o celular não ficará danificado. É um grau diferente de tolerância à água e que não deve ser desafiado.

Dois Moto G.

As diferenças externas entre os dois Moto G terminam com a tampa de trás, que ficou muito mais fácil de ser removida. No original dava um trabalho, e isso era especialmente ruim porque a Motorola não só incentivava, como vendia versões do aparelho que acompanhavam capinhas. Agora você não corre o risco de perder uma unha no processo.

As mudanças internas do novo Moto G

Tampa aberta do Moto G.

Por dentro, o novo Moto G mudou pouco. A parte do hardware responsável pelo desempenho, por cumprir as demandas do Android e do usuário, são as mesmas, ou seja, o popular SoC Snapdragon 400 somado a 1 GB de RAM. Existem versões com 8 ou 16 GB, felizmente nada de 4 GB. E agora, diferentemente da primeira geração, todos os novos Moto G contam com um slot para cartão microSD de até 32 GB.

Tal conjunto depende mais do software do que outros mais avançados, como a linha Snapdragon 8XX. Isso fica claro quando comparamos o Moto G a dispositivos com hardware similar, mas experiência de uso aquém — e de pronto, me vem à cabeça o G Pad 7.0, da LG. No smartphone da Motorola, o Android parece rodar melhor, mais solto e com respostas mais rápidas. Além do sistema “puro”, livre de camadas de software duvidosas, o trabalho de otimização que a Motorola alardeia em suas apresentações se faz notar. Não é o smartphone mais rápido do mundo, mas é rápido o suficiente para não irritá-lo.

Nova câmera do Moto G.

A maior mudança ocorreu na câmera. E não só pela resolução, que saltou de 5 para 8 mega pixels; a qualidade das fotos está muito melhor. O Moto G original sacrificava muito a definição das imagens e era uma roleta-russa no que dizia respeito a cores. Com o novo, os resultados são melhores. A fim de testar a nova câmera, recrutei o Moto G antigo de um amigo para fazer testes comparativos lado a lado. Veja:

O antigo Moto G deixa as fotos esverdeadas às vezes.
A fidelidade de cores é muito maior no novo Moto G.
Duas fotos internas, com pouca iluminação.
Empate técnico: o novo Moto G tem menos ruído, mas perdeu em definição.

Até a câmera frontal melhorou:

Até a câmera frontal do novo Moto G é melhor.
A foto do novo Moto G é mais natural.

Mais fotos feitas com o novo Moto G:

Boa definição.
f/2, 1/59s, ISO 80. Redimensionada para 720×405. Foto tirada ao ar livre, dia nublado.
Um cenário relativamente tranquilo que não ficou muito bom com o Moto G.
f/2, 1/2703s, ISO 80. Crop de 100%. A tendência da câmera em estourar áreas claras.
Qualidade bem mais ou menos em condições adversas.
f/2, 1/15s, ISO 800. Redimensionada para 720×405. Com pouca luz não há milagre.
Em condições ideais, a câmera do Moto G pode surpreender.
f/2, 1/2041s, ISO 80. Redimensionada para 720×405. Boa foto.

Nesta pasta do Flickr você confere essas e outras fotos em resolução natural e sem edição.

Não há milagre, mas melhorias consideráveis na maioria dos cenários testado e, tão importante quanto, mais consistência na fidelidade de cores. O único retrocesso na nova câmera é que ela tende a estourar mais os pontos claros da imagem. E… bom, apesar das boas notícias, é sempre bom ter em mente que estamos falando de um smartphone intermediário, então não é como se fosse a melhor câmera do mercado — está longe disso, aliás.

Outros acréscimos no novo Moto G são a presença do giroscópio, que ajuda em alguns jogos e truques de câmera, como o Photo sphere, e a TV digital. A antena é a mesma usada no Moto E, bem como o software. Funciona, mas é aquela coisa: em uma tela de alta definição, a baixa resolução do sinal 1seg deixa tudo bastante quadrado e imperfeito. É um bom quebra-galho para ver a novela voltando do trabalho, ou jogos de futebol durante o plantão na firma.

A bateria segue com os mesmos 2070 mAh, e desempenho similar ao do antigo Moto G. Na prática, as mesmas impressões: ela fica no limite do aceitável, o que significa um dia de uso regular longe da tomada.

O melhor Android

O software segue sendo um destaque do Moto G.

A Motorola não dorme mais no ponto: seus smartphones rodam sempre a última versão do Android. Quando a última versão (5.0) foi anunciada, a empresa anunciou praticamente ao mesmo tempo que seus aparelhos serão agraciados com o Lollipop. É assim que se faz.

O compromisso vai além da celeridade. O Android que move o Moto G é limpo, otimizado, um deleite em usar. Não há nada entre a visão do Google para o seu sistema móvel e o usuário, e o que parece ser o mais fácil, o óbvio, é tão raro que merece esse elogio.

O Moto G usa o Android mais atual.
Android 4.4.4 com atualização para o 5.0 garantida.

A bem da verdade, o Moto G tem, sim, diferenças sutis em relação ao Android que se vê na linha Nexus. São modificações, porém, superficiais no sentido exato da palavra, ou seja, aplicadas por cima do sistema. Como? Na forma de apps. Outras fazem isso; onde a Motorola acerta, então?

Primeiro, não há redundância. O navegador é o Chrome, o player de música, o Play Música. Não existem apps da Motorola disputando o usuário com os padrões do sistema. A Motorola apenas cobre buracos e acrescenta funções que julga (e que são de fato) úteis. Coisas como os apps de rádio e TV, um para migrar dados do smartphone antigo para o Moto G, o Assist, que muda as configurações do aparelho de acordo com vários contextos, e o novo Alerta, uma espécie de SOS que entra em contato com pessoas confiáveis e serviços de emergência ao toque de um botão.

Não tem o que reclamar do software do Moto G para a Motorola. Se há críticas, e elas existem, as reclamações devem ser direcionadas ao Google. O que a Motorola faz é abrir espaço para o Android brilhar.

Nem pergunte: vale a pena, sim

O Moto G cresceu, mas continua cabendo bem na mão.

Vale, fácil. Talvez não tanto para quem tem o Moto G original; as melhorias, embora muito felizes, não justificam um upgrade precoce. Se você está feliz com a primeira geração do aparelho, não ficará muito mais com a câmera melhor e o áudio estéreo frontal.

Para quem está em busca de um smartphone novo, é uma escolha certeira. Em 2014 o Moto G tem concorrência, coisa que não existia há um ano. O mais promissor é o Zenfone 5, da Asus, que alcança um nível muito similar ao do Moto G percorrendo outros caminhos (visual mais premium, SoC x86 da Intel) e só perde feio no fator bateria. A Microsoft também entrou na briga com o Lumia 730. Se o Windows Phone não for impedimento, os preços estão tentadores e o conjunto parece bem competente.

O Moto G, porém, é um velho conhecido que retorna melhor. Ele tem legado, peso, coisa que os dois acima só conquistarão, talvez, daqui a um ano. Ninguém que compra um iPhone questiona suas configurações, se ele é bom ou não, se faz isso ou aquilo. Compra porque sabe que funciona. O grande mérito do Moto G, que se estende ao seu irmão maior, o Moto X, é ter esse mesmo status. Nada mais importa quanto a única coisa realmente importante, a experiência de uso, é excelente.

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Todas as fotos por Rodrigo Ghedin, salvo quando especificado.

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47 comentários

  1. Onde fica o arquivo que armazena, fotos texto, como em outros celulares, para que eu possa apagar?

  2. Comprei o Moto G3. Durou dois dias. O
    aparelho caiu do meu bolso e a tela esmigalhou. A empresa lavou as mãos
    afirmando não se responsabilizar por danos físicos. Não comprem Moto G3,
    pode acontecer o mesmo com vcs. Veja como ficou: https://youtu.be/CEGIbKiZXJw

  3. Não estou conseguindo acessar o wi-fi da minha casa com o meu moto G 2ª geração…O que faço? :(

  4. Ao tentar abrir o Word no MotoG 3G, é solicitado para “Alternar para um modo de exibição de telas menores”. Como faço isso? Grato se puder me dar esa dica.

  5. Oi,o meu moto G2 apareceu uma estrela na parte de cima e depois disso ela não toca mais quando recebo uma ligação, o que posso fazer para voltar ao normal ? Já olhei tudo e não encontrei o que significa esse ícone. Me ajude por favor !

  6. Olá,
    Fiz aquisição do novo moto G e Estou em dificuldades com acesso ao cartão SD, para administra-lo , tipo abrir pasta, copiar ou mover arquivo de lugar, criar nova pasta.
    Não consigo, só a pareçe tudo em galeria!!!

    Outra coisa, não consigo saber onde os contatos estão sendo salvos pois, não consigo definir o tipo de exibição dos contatos se é: sim1, sim 2, telefone ou os dois ou tres!
    Me entende?
    Grata e aguardo resposta!

  7. boa tarde galera a tela do meu moto g 2 quando toco na tela na parte de baixo o touch toca na tela como foce touch genérico, mais na parte de cima da tela o touch é bem rígido é normal ou o meu veio com defeito de fabrica?

  8. como reinicio o aparelho ( desliga e liga)? Ao ficar pressionado o botao do power, aparece apenas opção desligar.

  9. Meu celular motorola moto g soh entra na net pelo Wi-Fi pois nao tah querendo entrar pela rede oki faco prs arruma

  10. To em duvida entre o moto g 2 e o galaxy gran prime…a câmera frontal do moto g é muito ruim quando utilizada em locais com menos luminosidade?

  11. Pingback: cat 4 brother
  12. Rodrigo, como faço para acessar os dados do meu cartão de memória “sd”, não ícone ou aplicativo para isso…?

  13. Olá Rodrigo, gostaria da sua opinião e a de seus leitores. Juntei um dinheirinho (800,00 reais e nem um centavo a mais) e quero comprar o meu 1º smartphone, meu esposo está me pressionando para que eu compre um igual ao dele (um win duos), mas eu acho que o win trava um pouco e demora para dar a resposta de toque da tela e sinceramente paciência não é o meu forte. Procuro principalmente um smart que não trave e que a bateria dure no mínimo um dia (menos que isso compro um fixo hehehe), sou daquelas que abrem mil janelas ao mesmo tempo, estou sempre pesquisando no google (sou professora), quero poder abrir email, face, whats e de vez em quando jogar o meu candy para desopilar. Estava decidida a comprar o Moto G 2ª Geração, mas tamanha foi a quantidade que vi de pessoas reclamando de quebra/trincar a tela com simples quedas e batidas que desisti, depois pensei no Lumia 730, mas me disseram que o desempenho não é legal e o designer dele me pareceu um pouco estranho depois de ter se acostumado com tantos smarts arredondados, outra hipótese que pensei foi no Zenfone da Asus adorei tudo dele com exceção da bateria é claro. Bom me ajudem aí. Aceito sugestões! O essencial é que quero comprar um que seja melhor que o win e assim não dar motivo para o marido ficar jogando na cara: “Viu te falei que era para comprar o win.” hehehehehe *desculpe o texto, vício de professora.

    1. Patrícia, com esse orçamento eu iria de novo Moto G. Bem melhor que o Galaxy Win Duos e, embora muito próximo do Zenfone 5, esse tem a questão da bateria, que não é das melhores.

      Sobre a tela, é uma questão da natureza: vidro é frágil, então ele tende a quebrar em quedas. O Gorilla Glass, pelo menos na forma atual, é um revestimento que a protege de arranhões.

        1. Não testei ainda, mas parece um aparelho bem competitivo — boas configurações, preço interessante, câmeras parecem ser destaques. Vou tentar um com a Microsoft e, se der certo, até o fim do ano sai um review.

          1. Rodrigo, desculpe pelo UP em post velho… minha esposa precisa suar duplo chip, deixando o S5 e os Sony Z de lado, qual desses dual chip faz melhores fotos…. MOTO G 2014, Lumia 730, G2 Mini, algum outro?

      1. Rodrigo gostaria de saber se é normal o moto g2 sair foto tremida cm a câmera de frente mesmo eu tirando cm ele em um bastão de selfie ou cm ele em contagem regressiva tirei algumas fotos e as vezes sai tremida ou mto escura mas só na hr de salva elas ficam assim obrigado desde já.

    2. Não compre o moto g o meu não aceita chip tem nem um mês de uso e nem cartão de memória eu vi também muitas reclamações dele enfim não compre o moto G vai por mim.

  14. Ela pode não ter alterado navegador e player de música mas câmera e galeria, sim. O app de câmera da Motorola estava se comportando muito mal e troquei pelo Google Câmera. A Galeria desativei em prol do Google Photos.

    1. Nativamente o app da Moto vem como default? e a qualidade das fotos melhorou utilizando o app by Google? Gosto até do aparelho, mas a câmera, na minha opinião, não é boa…

      1. Sim, o app Câmera que vem na linha Moto é uma versão da própria Motorola e não o app do Android puro. Acho que usar o Google Camera não melhora ou piora a qualidade da imagem.

        No meu caso, o app Câmera da Motorola começava a consumir memória feito louco pouco tempo após ser aberto e travava muito. Daí troquei pelo Google Camera e tudo está bem agora. Desativei o app padrão, já que o Google Camera não substitui/atualiza o app da Motorola.

  15. Olá. Você já testou a câmera do novo Moto X? se sim, será que a qualidade das fotos (incluindo em ambientes de pouca luz) dela são superiores a do moto G? não sou especialista em fotos, mas sei que quantidade de pixels não reflete tanto na qualidade. Obrigado.

  16. Review muito bom!A Motorola realmente tem feito um ótimo trabalho.
    Sim e Ghedin quando sai o review do PROMISSOR Luma 730?? Rsrs

  17. Eu ia perguntar do Zenfone 5, mas você já falou. Estou na dúvida entre os dois. Decido isso até o dia 28/11 na Black Fria.

      1. Rodrigo,eu esteva querendo comprar um novo smartphone ,e queria saber entre o Moto G DTV, o S5, e o S4mini qual o melhor.

      2. Rodrigo,eu esteva querendo comprar um novo smartphone ,e queria saber entre o Moto G DTV, o S5, e o S4mini qual o melhor.

      3. Rodrigo,eu esteva querendo comprar um novo smartphone ,e queria saber entre o Moto G DTV, o S5, e o S4mini qual o melhor.

  18. Ghedin, excelente review.

    Constumo ler os seus reviews (e da turma do ZTop também) porque além de bem completos, são mais minuciosos na questão da análise das câmeras dos smartphones. Noves fora os celulares da Nokia, não li ainda nenhum review de um celular com câmera para rivalizar com o iPhone. O equilíbrio entre qualidade da imagem, simplicidade de uso, rapidez na inicialização e no obturador parecem ainda imbatível.

    Você concorda? Vê algum celular Android capaz de rivalizar com a câmera do último ou até penúltimo iPhone?

    1. Concordo. A câmera do iPhone não tem igual: ela faz fotos lindas, é extremamente rápida e fácil de usar. Talvez a que mais chegou perto foi a do Galaxy S5, mas ainda assim não é rival.

      Se colocarmos as da Nokia na jogada, aí a qualidade do Lumia 1020 desequilibra. Ela não é tão rápida e o software, apesar de oferecer mais controle, acrescenta complexidade também. Mas a qualidade… está em outro nível.

    1. Não acho que o tripé seja um auxílio válido nesse tipo de comparação. É a mesma coisa dos benchmarks: eles têm lá sua validade, mas a filosofia que emprego nos reviews daqui é o foco na experiência de uso, logo importa mais saber como o aparelho se comporta no dia a dia do que através de números e testes sintéticos.

      Trazendo isso à fotografia, faço os testes como alguém usaria o smartphone no dia a dia — leia-se segurando ele na mão. Sempre tiro no mínimo três fotos de cada situação para escolher a melhor e quando é o caso de comparação direta, como nesse, faço as fotos com os dois aparelhos na mesma hora, para evitar variações ambientais.

      O novo Moto G fica devendo em ambientes pouco iluminados. Por um lado as fotos ficam menos artificiais em relação ao modelo antigo, mas em contrapartida elas perdem definição (ou nitidez, como queira). Veja outro exemplo:

      1. Não Rodrigo.
        Não é questão de números sintéticos. Até pq se fosse, eu teria te falado dos softwares para medição. Mas nem toquei nesse assunto.
        O problema é que por segurar ele na mão vc acaba interferindo no resultado, como na foto que coloquei ai no comentário acima.
        Um tripé isentaria vc desse erro e deixaria que as imagens falem por si.
        Não sei se vc sabe, mas até mesmo a batida do seu coração (que romântico) pode causar um tremor, dependendo de como a câmera interprete isso (por exemplo, ao detectar que vc está tremendo ela aumenta a velocidade e aumenta o iso – e isso resulta em um ruído a mais que pode interferir na avaliação).
        O único teste de câmera em que vc pode dizer que o tripé não é válido, é no teste em que a camera/lente tem redução de vibração.
        Por isso, é preciso sim ter esse cuidado, pois, pra piorar, as câmeras ainda não têm controles manuais (exceção dos iphones com ios 8 que estão começando os primeiros ensaios).

        Quanto a essa imagem que vc colocou: ela não perdeu em nitidez. O problema é que vc está usando escalas diferentes para observação, como falei no meu primeiro comentário, então vc corre o risco de ser enganado pelos próprios olhos.

        Por tanto, por mais que vc queira testar como se fosse no dia-a-dia, é preciso usar certas ferramentas para deixar que a câmera faça seu trabalho sem intervenções.

        1. @chicojose93:disqus, o segurar na mão é um componente do resultado. Se eu tirá-lo da equação, empobrece o teste. A velocidade da câmera é um fator importante; a câmera do iPhone é super rápida e isso se reflete nas fotos. O mesmo vale para obturadores mais lentos. E, como disse, repito as fotos a fim de determinar a melhor e isolar esse problema pontual. Se em três tentativas todas as fotos saíram tremidas com um aparelho e com outro, não, alguma coisa não está legal ou é pior no primeiro.

          Veja, eu não estou dizendo que tripés e testes mais rigorosamente científicos são errados, ou mesmo ruins. Adoro os comparativos de câmera do GSMArena justamente pelo rigor com que conduzem os testes, em ambientes controlados e com uniformidade.

          O que estou colocando é que, na linha editorial do Manual do Usuário, importa mais saber como a câmera se comporta na situação mais mundana possível. Eu sou o amigo que já usou o celular a quem o comprador em dúvida recorre e faz perguntas.

          1. O resultado não vai empobrecer. Muito pelo contrário.
            Na hora de fazer a foto vc cometeu um erro que deturpou sua conclusão sobre o resultado. Se tivesse usado os métodos que consideramos o minimo para o teste dos equipamentos fotográficos em geral, isso não teria acontecido.

            Mas bem, tentei ajuda-lo. Mas no fim, é vc quem decide ;D
            No próximo review de câmera estarei aqui hehe