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YouTube desmonetiza canais Flow Podcast e Monark

O youtuber Bruno “Monark” Aiub teve seus dois canais, Flow Podcast e Monark, desmonetizados pelo YouTube — em outras palavras, eles não podem mais gerar receita a partir dos anúncios veiculados pela plataforma.

Em nota à imprensa, o YouTube informou que suas políticas proíbem “comportamento ofensivo que coloque em risco a segurança e o bem-estar da comunidade do YouTube” e que ao fazer apologia ao nazismo em uma transmissão no Flow Podcast, Monark as infringiu.

“A violação dessas políticas pode fazer com que o canal seja suspenso do Programa de Parcerias do YouTube e, consequentemente, ser desmonetizado”, disse o YouTube em nota.

Monark ainda pode subir vídeos na plataforma, mas não pode gerar receita a partir deles. Tentativas de burlar a restrição criando novos canais ou usando canais de terceiros violam os termos de uso do YouTube e podem sujeitá-lo à perda definitiva da sua conta.

O YouTube disse, ainda, que usuários suspensos do programa de monetização podem solicitar nova inclusão e que esses pedidos serão “analisados pela plataforma”.

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15 comentários

  1. Eu acho duas coisas.

    1 – Monark fez merda, foi burro.. mas, todo mundo sabe que ele não é N*zist*. Mas, está colhendo por ser burro, até aqui… acho que ninguém discute. O tempo vai dizer se ele aprendeu ou não. Mas, uma coisa é fato, ele ja perdeu o trabalho, ja perdeu a empresa, ja perdeu toda sua credibilidade e ja pediu desculpas. O que mais querem dele, que ele se mate?

    2 – Sobre o Flow, foi pesado demais e sem sentido. O video foi ao vivo, ou seja, não era editado. No outro dia o video foi retirado, Monark foi desligado e perdeu a empresa. O que mais querem? Os caras tem mais de 60 pessoas trabalhando na empresa… todos vão perder seus empregos, porque UM cara fez uma coisa idiota AO VIVO e depois recebeu todas as punições possíveis?

    Tem uma linha pequena entre educar e ser sádico.

    Passaram do ponto.

    1. Só que na verdade ele não agiu errado SÓ desta vez. Monark, de alguma forma com anuência da “empresa” (colegas e patrocinadores), já vinha praticando falas preconceituosas. Ha diversos relatos disso, e há incluso o fato que vários ententrevistados (notório o Skylab) vem inclusive falando “olha cara, não abusa”.

      O que Monark e a equipe do Flow perderam é a audiência e relevância. Basta achar um trabalho que não dependa disso agora, o que vai restar a estes é o otrascismo. Não vai poder trabalhar com a imagem.

      Tem vagas para auxiliar de limpeza, diga-se. Por que não recomeçar a partir deste ponto?

    2. Ora, ora, se não são as consequências do ato dele.

      Paulo, o crime tipificado no Brasil não é “ser nazista”, até porque… como se verificaria isso, né? O nazista pode deixar de ser nazista na hora em que a polícia lhe bate à porta. Pune-se, aqui, a prática, indução ou incitação ao preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Eichmann, nessa leitura, talvez não fosse um nazista, mas contribuiu para o regime nazista. Foi julgado e enforcado. (Por favor, não estou dizendo que devam enforcar o Monark, hehehe. Só achei adequado o paralelo dado o seu argumento.)

      Eu também não sei qual é o limite desse “cancelamento”, mas uma coisa que se deve ter em perspectiva quando a vítima (ou alvo, dependendo de quem pergunta) é figura pública é que há mais coisas em jogo, daí o tombo quando rola um deslize desses é (bem) maior. Sei lá, é bem provável que ele jamais recupere o alcance e a autoridade que tinha com o Flow antes do fatídico episódio.

      1. Mas, novamente você deu uma boa misturada no argumento.

        1 – Ninguém defende o que ele fez e acho que ninguém deve ser contra ele estar recebendo tanto hate (e as punições), isso é ponto comum. A questão é, qual o limite disso e isso você comentou, que nem você sabe dizer. Esse é o ponto.

        E isso é perigoso.

        1. Sim, é perigoso — em 2020 o assunto já me chamava a atenção. Eu só não acho que, até agora, as consequências tenham sido desproporcionais no caso do Monark porque, fora a enorme pisada na bola desta vez, não é como se fosse o primeiro deslize dele/do Flow, né? É como disse: havia mais coisas em jogo, ele estava num lugar de evidência, que demanda um mínimo de responsabilidade — apresentar o programa sóbrio seria um bom começo, por exemplo.

          Rogério Skylab mandou a real um ano atrás.

  2. Normal, mais uma big tech sendo autoritária. Só que, dessa vez, com aplausos.

    Uma dúvida, porém, nessa fala aqui: “A violação dessas políticas pode fazer com que o canal seja suspenso do Programa de Parcerias do YouTube e, consequentemente, ser desmonetizado”.

    Se todos vídeos que infringem a as políticas fossem desmonetizados, não existiria 50% dos canais. Talvez mais.

    1. Ele sabia (ou deveria saber, ainda mais tendo um canal de tamanho alcance) dos termos de uso do YouTube. Não é casuísmo, nem imprevisível — Monark está simplesmente sofrendo as consequências dos seus atos.

      Se todos vídeos que infringem a as políticas fossem desmonetizados, não existiria 50% dos canais. Talvez mais.

      Um erro justifica outro? É uma postura moral bem esquisita, essa sua.

      1. Sei que a analogia não é das melhores, mas como inúmeros comentários respostas já falaram, a responsabilidade é de quem errou a mão – e no caso aqui foi o Monark. A Big Tech não foi autoritária, apenas aplicou as regras depois de ver-se perdendo relevância e lucros.

        Aí indo de encontro a analogia: se entro na sua casa sem permissão, xingo seus familiares e chuto seu cachorro, creio que o que tu faria era me por para fora, não?

  3. Caramba! O Flow também foi punido? Se eu entendi bem, isso representa um baita prejuízo para o Igor, que comprou a parte do Monark, certo?

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