Signal dedura a usuários do Instagram os dados pessoais que o Facebook usa para segmentar anúncios

Três anúncios do Signal, em texto e em inglês, detalhando características dos usuários que os receberam.
Imagem: Signal/Divulgação.

O Signal comprou anúncios segmentados no Instagram para mostrar aos usuários atingidos como seus dados são usados pelo Facebook. Os anúncios não tentam vender nada; eles apenas mostram, em texto, quais dados pessoais o Facebook usou para decidir exibi-los. “A maneira como a maior parte da internet funciona hoje seria considerada intolerável se traduzida em analogias do mundo real compreensíveis, mas ela permanece porque é invisível”, escreveu Jun Harada no blog do app.

Em um dos anúncios (o primeiro acima), lê-se:

Você recebeu este anúncio porque é um engenheiro químico que ama K-Pop.

Este anúncio usou sua localização para ver que você está em Berlim.

E você acabou de ter um bebê. E mudou-se. E tem sentido pra valer aqueles exercícios para gravidez recentemente.

A conta do Signal no Facebook foi bloqueada e os anúncios, desabilitados. Curioso que, nesses casos, os sistemas de moderação funcionam e as regras se aplicam.

“O Facebook quer muito vender uma visão das vidas das pessoas, a menos que você conte às pessoas como seus dados estão sendo usados”, prosseguiu Jun. Genial. Via Signal (em inglês).

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7 comentários

  1. G-E-N-I-A-L !!!! Demais Ghedin… mais uma evidência (se é que é preciso) da hipocrisia dessas big tech.

  2. Não é possível mais implodir o sistema por dentro — se é que algum dia foi.

    Gente como Zuckerberg são os novos Romanov e precisamos de uma nova revolução de outubro.

    1. Não podemos realmente esperar que estas empresas resolvam isso mesmo, elas lucram e não têm problema algum em como as coisas estão (e para onde estão indo).

      E parece que a liberdade, igualdade e fraternidade precisam ser reencontradas, de novo.

      1. Percebeu que a liberdade já nos foi roubada, quase que completamente? Restam a “igualdade e fraternidade”, que “eles” definem como devem ser… Em outras palavras: seremos “iguais e irmãos”, nos termos que “ELES” definirem.
        Essas hitech precisam levar um BASTA.
        Observou que TODAS estão atualizando seus termos de uso? É assim: ou dá ou desce.
        Já estou saindo do WhatsApp, não tenho FAceBook e agora, veio a Microsoft, com essa gracinha, peli USO de um notebook, adquirido recentemente. Se não aceitar os novos termos, tenho que procurar outro Sistema Operaciona!
        É DUCARAI!

        1. Existe todo um ecossistema muito bem consolidado fora das big tech.

          – Temos mídias sociais, como o caso do Fediverso (https://fediverse.party/), que é um conjunto de mídias sociais federadas que conversam entre si.

          – Temos diversos comunicadores instantâneos além do WhatsApp (falo de alguns aqui: https://teia.bio.br/artigos/opcoes-de-comunicadores-instantaneos-que-eu-uso).

          – Temos ambientes gerenciadores de informações pessoais como, entre outros, o NextCloud (https://nextcloud.com/).

          – Temos grupos que agregam diversos serviços, disponíveis gratuitamente, como o maravilhoso grupo francês Framasoft (https://framasoft.org/en/).

          – Existe inclusive a opção de você pagar uma hospedagem e colocar várias dessas soluções juntas, exclusivamente para você.

          – E, claro, existe (há muito tempo), o sistema operacional GNU/Linux, com uma variedade gigante de aparências e funcionalidades (tem para todos os gostos).

          Ou seja, opções existem. E funcionam muito bem. Podem dar trabalho para se adaptar no início? Sim. Mas é um esforço que vale a médio/longo prazo.

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