Grandes empresas, como Santander, Itaú e Via (das bandeiras Casas Bahia e Ponto), têm pedido a quebra do sigilo de geolocalização de ex-funcionários na Justiça do Trabalho em processos envolvendo horas extras.

Os pedidos são endereçados a empresas de telefonia, como a Telefônica (Vivo), e plataformas digitais, como o Google. (As duas são citadas na reportagem do Jota; a Vivo entregou, o Google entra com liminares para não ter que entregar.)

Embora os tribunais (segunda instância) estejam em sua maioria indeferindo os pedidos das empresas, levantamento do Jota mostra que o tema não está pacificado entre os juízes de primeira instância, com muitos autorizando a quebra do sigilo.

Especialistas contrários à prática ouvidos pela reportagem afirmam que ela é exagerada, que faz com que o funcionário crie provas contra si mesmo e que, no fundo, trata-se de uma violação à Constituição, que garante a privacidade das comunicações telegráficas, de dados e telefônicas, salvo nas hipóteses de investigação criminal ou instrução processual penal — o que não é o caso. Via Jota.

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6 comentários

  1. Se não me engano no guia prático sobre proibição do aborto nos EUA, teve uma conversa de como/quando começariam invadir nossa privacidade pelos apps.. ta ai

  2. No meu caso, pelo lado do Google não conseguirão nada.

  3. Isso não é só absurdo: chega a ser doentio por parte dos patrões. Nojento.

    1. essas empresas venderiam nossa carne e as carne de nossos entes queridos pra fabricar ração canina se isso não fosse ilegal.