Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Metaverso chega ao Judiciário com avatares, emojis e promessa de ampliar interação

Imagem de um ambiente virtual de uma sala do fórum, com vários avatares (pessoas cartunescas sem pernas) entre as cadeiras.
Imagem: Justiça do Trabalho/Divulgação.

A vara do trabalho Colíder (MT), do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, criou uma versão virtual de si mesma para explorar o potencial do metaverso, relata a Folha de S.Paulo.

O projeto foi desenvolvido pela empresa View 3D Studio, em caráter pro bono (sem custo), usando o AltspaceVR da Microsoft, que dispensa óculos 3D para ser usufruído. É tipo um Second Life sob demanda.

Cá entre nós, sempre acho um desperdício de mão de obra e falta de criatividade essas tentativas de replicar, pixel por pixel, experiências reais no mundo virtual. O que virá depois? Fila do INSS no metaverso? Chá de cadeira para falar com o gerente do banco só que no sofá de casa, com um óculos grudado na cara?

Aparentemente, uma ala do Judiciário, que inclui a juíza Graziele Cabral Braga de Lima, da vara do trabalho de Colíder, vê potencial no metaverso para exercerem atividades e ampliar o acesso da população por meio de palestras e visitas virtuais.

Há, ainda, a preocupação com litígios que possam ocorrer dentro do metaverso. Por que isso enseja a entrada da Justiça nele, fica no ar. Via Folha de S.Paulo.

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19 comentários

  1. Nossa… Eu nasci em Colíder. Estranho ver um texto aqui sobre minha cidade. Rsrs

    Também acho essa ideia de metaverso uma bobagem quando aplicada à Internet. Quando não há uma definição clara de um termo, é porque ninguém sabe o que ele significa.

  2. engraçado que mesmo no mundo digital — no qual se pode construir absolutamente qualquer coisa com pixels em vez de tijolos — eles insistem nessa arquitetura medíocre e depressiva de repartição pública mal feita

  3. Não vejo como isto irá garantir um melhor acesso à justiça à população, na verdade vejo apenas a utilização de uma ferramenta ainda mais elitizada. E isso parece um miiverse, que desnecessário.

  4. Justiça do Trabalho tem tanta coisa pra fazer que fica se preocupando com essas imbecilidades.
    Imagina o trabalhador que sofre e tem que buscar no Poder Judiciário seus direitos, se valer de uma coisa abominável dessa…
    Enquanto isso, na Justiça Estadual, processos se acumulam, os salários e condições são piores, ninguém tem tempo pra essas infantilidades de VR.
    A “justiça” trabalhista tinha que acabar.

    1. De fato. A justiça do trabalho só serve para exigir exatamente aquilo que os patrões se recusam a pagar — sem qualquer indenização extra ou punição de capitalistas.

      Chega de justiça do trabalho. [Trecho removido pela moderação]

      1. Gabriel, se você soubesse o quanto a justiça trabalhista custa do seu e do meu dinheiro, ou passasse um ou dois dias num fórum trabalhista, talvez essa sua mentalidade binária trabalhador-bom/empresário-ruim se alterasse um pouco.

        Agora imagina o seu cenário: o trabalhador coitadinho explorado pelo patrão (o que acontece, claro) resolve buscar a justiça, aí é convidado a colocar um headset na cara pra entrar num mundo virtual ridículo, tipo second life, pra reivindicar seus direitos. Imagina que esse cara, agora, é um trabalhador rural, de parcos conhecimentos tecnológicos, que quando muito sabe usar o zap. Patético, não acha? Mas enfim, temos que punir o capitalismo né? Então vale tudo.

        1. claro que é patético

          mas mais patético ainda é existir quem defenda patrão

          por isso que a justiça do trabalho (que só beneficia o patrão) devia deixar de existir e devíamos talvez pensar em alternativas mais radicais — mas por respeito ao Ghedin abstenho-me de comentar o que penso a respeito de capitalistas

          1. É… não tem como discutir com npc não. Achar que a justiça do trabalho BENEFICIA O PATRÃO é muito, mas muito, mas muito desconhecimento da realidade.

            Por respeito ao Ghedin, acabo por aqui minha participação nessa thread de comentário também.

          2. @andré, não sou eu quem digo que a justiça do trabalho só existe para beneficiar o patrão: quem diz isso são pesquisadores e juristas sérios.

            ouça este programa: https://anchor.fm/salvo-melhor-juzo/episodes/SMJ-62—Reforma-Trabalhista-edsktr

            o regime trabalhista brasileiro é tirânico: quase não existe direito para o trabalhador e o máximo que a justiça do trabalho faz é garantir o pagamento do mínimo a que ele tem direito, sem qualquer punição para patrões que não pagam

    1. Hahahaha, acho que não! Seria metaverso se as pessoas usassem avatares para ficarem numa fila virtual de verdade, vendo outras pessoas na frente. Mas reconheço que a experiência é bem parecida (e igualmente frustrante).

  5. “Chá de cadeira para falar com o gerente do banco só que no sofá de casa, com um óculos grudado na cara?”

    Pô, menos pior que ao vivo na longarina do banco! Zoeiras à parte, essa é só mais uma modinha que em pouco tempo passa.

  6. É a novidade pela novidade, na falta de algo jurídico relevante para apresentar balançam penduricalhos tecnológicos que ajudam nada os litigantes, que devem ficar com “cara de paisagem” quando se deparam com essas coisas.

    1. Exatamente. É apresentar a novidade apenas por ser novidade, não significando se vai ser bom ou não, útil ou não… enfim, ridículo.

    2. Eles precisam gastar o orçamento público né? Nada como uma nova tecnologia pra fazer uns poucos se darem bem com o nosso dinheiro.

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