Dois homens, em poses diferentes, usando cuecas pretas da Insider, um em cada canto da imagem. No centro, a frase: “A cueca mais confortável com 12% Off. Cupom MANUALDOUSUARIO12”

16 mil restaurantes do iFood foram vandalizados em propaganda pró-Bolsonaro

Algo muito estranho aconteceu no iFood nesta terça (2). Milhares de restaurantes, em várias cidades do Brasil, foram vandalizados e tiveram seus nomes trocados por ataques ao PT e à esquerda, propaganda anti-vacina e ovações a Jair Bolsonaro (sem partido).

Pelo Twitter, o iFood disse que “o incidente foi causado por meio da conta de um funcionário de uma empresa prestadora de serviço de atendimento que tinha permissão para ajustar informações cadastrais dos restaurantes na plataforma, e que o fez de forma indevida.” A empresa afirma que seus sistemas não foram invadidos indevidamente e que não houve vazamento de dados dos clientes.

A história está mal contada. Em nota à Folha de S.Paulo, o iFood informou que o problema afetou 6% da sua base de restaurantes. Considerando que, segundo a própria empresa, ela tem 270 mil restaurantes parceiros, estamos falando de pouco mais de 16 mil restaurantes vandalizados num espaço curto de tempo. Como isso é possível? Via @iFood/Twitter, Folha de S.Paulo.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado. Dúvidas? Consulte a documentação dos comentários.

9 comentários

  1. Usam bots. O canal do Olhar Digital foi suspenso no YouTube. Provavelmente também obra de gados.

  2. Não sei como está estruturado o banco de dados do iFood, mas se for possível alterar o nome de restaurantes com múltiplas franquias (Ragazzo, McDonalds, BK e outros), dá pra fazer um loop e zoar um grande volume de registros de uma vez em minutos sem muito esforço.

    Achei plausível a justificativa da empresa pro “ataque”, até porque já vi bagunças desse tipo mais de uma vez em empresas que auditei.

  3. @Guedin, o MdU tem essa pegada questionadora, investigativa até, de aprofundamento, de jogar no ventilador as políticas abusivas de empresas abusivas (como se isso não devesse ser obrigação de qualquer veículo jornalístico). Eu já vi por aí (acho que do Mark Gurmann) o uso de meio totalmente anônimos de recebimento de informações confidenciais. Eu acho que o dele era protonmail, mas não lembro mesmo. Você já pensou (ou já tem) em ter um “canal confidencial” pro MdU a fim de receber informações anônimas, confidenciais e que casem com a veia investigativa do MdU? Abraço.

  4. Como é possível? Basta um loop usando a conta do tal usuário.

    De forma geral eu achei estranho, mas a história contada pelo iFood parece completamente cabível. Além disso, se não se estendeu por todas as contas ou o loop foi interrompido prematuramente ou o tal usuário tinha uma conta limitada a um escopo menor. Em ambos os casos me parece algo bom.

    1. É isso que eu estava pensando também. Aparentemente o caso não foi tão alarmante quanto soa. E pelo que estão observando, tal caso ocorreu depois do fim do patrocínio do Ifood ao Monark. Pode ser uma conta interna vazada a um apoiador do Monark ou a própria conta ser de um fã do Monark / salnorabo.

      De qualquer forma, o salnorabo e entorno deles já tem alguma cortina de fumaça esta semana.

      1. Eu fiz um comentário contrário ao Salnorabo, minutos depois a minha conta foi suspensa. Esses caras são muito perigosos e muito organizados. Já passou da hora de a PF mandar os líderes dessa Agência de Desinformação para a cadeia.

Compre dos parceiros do Manual:

Manual do Usuário