Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Leitura biônica?

Dois parágrafos em inglês, lado a lado, um com formatação normal, outro com “Bionic Reading” (a primeira metade das palavras em negrito).
Imagem: Jiffy Reader/Reprodução.

A “leitura biônica” está causando um burburinho lá fora. A ideia é destacar, em negrito, a primeira metade da palavra para acelerar a leitura (veja o comparativo acima). Do site da Jiffy Reader, uma extensão para Chrome que “bionifica” qualquer site:

Ao direcionar sua atenção seletivamente a certas partes de uma sentença, nós criamos uma lacuna que nossa psicologia é programada para preencher. Assim, precisamos de menos e podemos ler mais rápido. É quase como se a leitura tivesse um botão de acelerar 1,5 vez.

Segundo o iMore, a técnica (?) foi desenvolvida pelo desenvolvedor suíço Renato Casutt. Aplicativos como Reeder 5 e Fiery Feeds já adicionaram a funcionalidade.

Se funciona mesmo ou é só placebo, não me arrisco a dizer — porém sempre fico com um pé atrás com esse lance de leitura dinâmica/acelerada. Via iMore, Bionic Reading (ambos em inglês).

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11 comentários

  1. O ponto é: pra que a leitura precisa ser mais rápida?
    Isso de querer tudo mais rápido, instantâneo, tá causando problemas nas pessoas. Já tem adolescente que não gosta de ver filme porquê demora muito, pois estão acostumados com tiktoks, cortes, dinamismo excessivo.
    Ler um livro inteiro então? Boomer. Hoje é tudo resumo e vídeo no youtube.
    Não sei. Eu sou boomer, então acho isso muito errado. Mas cada um cada um.

  2. Ler em 1,5x não é necessariamente compreender mais rápido também. Mas, no mundo de hoje em que um vídeo de 15 segundos já é longo, quem é que vai LER E ENTENDER um TEXTO, seja em 1x ou 1,5x?

  3. Eu achei o segundo mais difícil de ler; o contraste tira meu foco e, ao contrário do que pregaram, me desacelerou.

  4. Baixei a extensão e usei um pouco aqui no Chrome. Não percebi muita diferença na velocidade de leitura. Na verdade, depois de pouco tempo, o layout esquisito começou a incomodar e logo desinstalei.

  5. Eu não senti muita diferença na velocidade, talvez por não ser fluente no inglês, embora consiga entender tudo, normalmente já leio mais lentamente do que um texto em português. Mas o segundo texto me incomodou visualmente, fiquei com a vista embaçada.

  6. Eu li essa notícia há uma hora e pouco, durante o almoço. O segundo texto realente é lido mais rápido, mas eu não lembro muito bem o que ele diz, começa com algo como “E essa é a forma melhorada” algo assim, mas daí pra frente ficou um branco para mim, mesmo enquanto escrevo o comentário eu cheguei a voltar a página para ter certeza que li o segundo texto completo. (Eu li.)

    Enquanto isso ainda tenho em mente a metáfora que o primeiro faz com o Honda Civic, sobre funcionar, porém ser, supostamente, chato. O que me faz lembrar de uma crítica que havia há alguns anos sobre essas técnicas de leitura dinâmica e menor absorção do conteúdo.

    Claro, isso foi só a minha leitura e possivelmente não quer dizer nada, talvez eu apenas tenha prestado mais atenção ao primeiro texto. Ainda assim, para continuar a metáfora proposta, eu prefiro um carro confiável a um mais rápido .

  7. Não sei se funciona ou se é placebo, mas o segundo texto me pareceu realmente mais rápido, mais fluído

  8. Eu vi isso esses dias, parece um pouco de técnica e pouco de placebo. No livro o “O detalhe na tipografia” Jost Hoschuili comenta que enquanto lemos nossos olhos dão pequenos saltos entre as palavras, então me parece que essa fonte talvez possa ajudar você a ser mais fixo nesses saltos, então tem um fundo de sentido nisso e o placebo por que tudo é muito relacionado a hábito.

  9. Lendo o texto da imagem a impressão que me deu é que a gente lê mais facilmente. Mais rápido, eu não garanto. Tentei ler rápido o primeiro texto e, eu acho, que li na mesma velocidade do segundo; só me pareceu uma leitura mais cansativa.

    Minha conclusão é a mesma: não sei se isso funciona ou é placebo.

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