O que tem na sua mochila, Lucas Pereira

Conteúdo na mochila do Lucas Pereira.

Foto do Lucas Pereira.

Lucas Pereira é editor de livros independente. Isso significa que eu não tenho uma editora; trabalho como freelancer para outras editoras e, às vezes, para pessoas que não têm editora, mas querem publicar os seus livros. Atualmente trabalhando com livros acadêmicos e biografias, espera que 2019 seja o ano em que comece a editar quadrinhos e livros de ficção. Mesmo assim, já está feliz, pois não faz um ano ainda que trocou uma carreira de mais de 15 anos em marketing e criação de conteúdo digital para correr atrás do sonho de trabalhar com livros e educação. A mochila é a de alguém que viaja a trabalho, sempre em visita a autores, entrevistados e fornecedores. Portanto, tem coisas o suficiente para me distrair na espera e para enfrentar alguns imprevistos.


  1. Meias e camisa extra. Não é tão comum assim, mas já aconteceu mais de uma vez: sujar a camisa antes de visitar um cliente ou de uma reunião com autores ou fornecedores. Por isso é bom ter uma camisa extra na mochila. Se cuidar direitinho, ela não amassa e está pronta para a emergência. A mesma coisa com as meias. Os tênis e sapatos secam rápido em dias de chuva, mas as meias não (e a sensação de usar meias molhadas e frias é bem desagradável). Por isso aprendi a sempre ter um par reserva.
  2. Notebook Samsung X23. A minha ferramenta de trabalho. Nele, escrevo, leio, edito livros, envio emails etc. Ele não é o notebook mais poderoso do mundo, mas serve bem aos meus propósitos. Possui um Core i5, 8 GB de RAM e um teclado muito gostoso de usar (apesar de não ter a tecla do ponto de interrogação). Fiz um upgrade maravilhoso: um SSD de 240 GB. O ponto positivo é a velocidade. O ponto negativo é o espaço diminuto de armazenamento. O bom é que a nuvem existe e eu consigo ter três backups de todos os arquivos importantes.
  3. Akira — Vol. 3. Gosto muito de ler, por isso sempre tenho um livro físico. Não que eu seja contra ebooks; pelo contrário, adoro os livros eletrônicos. Geralmente o meu livro físico é algo que não fica tão bem em um e-reader, como quadrinhos ou livros técnicos com muitos gráficos. No momento, estou com a versão brasileira do terceiro volume de Akira, publicado pela JBC.
  4. Sony PSP. A bateria do Switch é boa, mas não é atômica. E os horários nem sempre são respeitados, então às vezes, preciso de uma segunda opção para me distrair e o PSP é uma ótima. Ali posso revisitar diversas versões dos meus Final Fantasy preferidos, além de aproveitar jogos incríveis como Persona 3.
  5. Kindle. O Kindle sempre me acompanha. E o motivo principal não é distração: ele é uma das minhas ferramentas de trabalho. Como sou editor de livros, preciso ler muito material bruto e o Kindle é ótimo para isso. Além de me permitir fazer marcações e buscas, posso levar diversos livros sem precisar aumentar o volume da mochila.
  6. Moleskine e canetas. Minhas ferramentas para manter a organização. Mantenho o meu bullet journal nesse caderninho, criando as minhas listas de tarefas e anotando ideias.
  7. Fones de ouvido Sony. Eles são pequenos e confortáveis, e podem ser dobrados para caber nos menores bolsos da mochila quando não estão sendo usados. Mas a verdade é que dificilmente guardo eles pois, quando não estou jogando, estou ouvindo podcasts. E quando estou lendo, uso eles sem som nenhum, pra evitar que me interrompam.
  8. Adaptador para a tomada. Nem sempre encontramos uma tomada de três pontas para conectar o notebook, por isso é essencial ter um adaptador para não ficar sem bateria.
  9. Mouse sem fio Microsoft. Um mouse pequeno e muito gostoso de usar. Só é ruim colocar e tirar a pilha dele (que sempre recarrego antes de viajar e ela dura bastante). Ótimo para trabalhar e, também, funciona bem na hora de jogar um Overwatch.
  10. Nintendo Switch. Um dos melhores consoles já feitos, ele me ajuda a matar o tempo nos aeroportos. Poder jogar Zelda: Breath of the Wild ou Octopath Traveler enquanto o avião não chega, ajuda a fazer o tempo voar (tu-dum-psss). É uma boa diversão.
Conteúdo na mochila do Lucas Pereira.
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Nota do editor: “Na mochila” é uma seção semanal do Manual do Usuário que apresenta o interior das bolsas e mochilas de leitores, profissionais e amigos. Veja as outras mochilas já publicadas e mande a sua — a continuidade da seção depende de você.

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12 comentários

  1. Muito bacana sua mochila, parabéns pela força de vontade e dedicação… Pretendo ter um Switch em breve, mas é ótimo ver outras pessoas que ainda fazem questão de ter o saudoso PSP!

    1. Obrigado! =)

      O último videogame que tive antes de ter um PS4 (e posteriormente o Switch), foi o Dreamcast. O PSP foi uma ótima maneira de aproveitar os 15 anos de consoles que perdi (tinha ficado restrito ao PC). Ele tem ótimos RPGs!

  2. Senti agonia na mudança entre a primeira e a terceira pessoa na descrição do perfil 0.0
    Super me identifico com o Lucas com relação à mudança de carreira. Faz um tempo que estou me preparando para fazer uma mudaça também. Mas nunca me encontro preparada. Sempre há um curso que quero fazer antes de me apresentar ao “novo” mercado.
    Quero saber do Lucas como foi a transição para ele. Ficou com um pé em duas carreiras até se sentir seguro? Como foram os primeiros conatos com os possíveis clientes/empregadores? Como você se apresentou? Como chegou a esses contatos? Já tinha construído alguma espécie de portfólio?
    Já até manifestei vontade de trabalhar voluntariamente na pretendida área. Tive uma resposta positiva a princípio, mas na hora H não rolou. No Brasil aqui na minha cidade =/ Fiz a mesma proposta nos EUA e fiquei um mês em uma instituição como voluntária.

    1. Oi Dea!

      Eu fiquei entre duas carreiras, até conseguir viver só da edição. Mas é um trabalho de formiguinha. Ainda não tive as oportunidades que mais quero: editar livros de alguns dos meus gêneros favoritos e histórias em quadrinho. O que não quer dizer que eu já não esteja bastante feliz com o que faço. Afinal, trabalho bastante com livros acadêmicos e, recentemente, comecei a trabalhar com biografias.

      No início, tentei a mesma coisa que tu: me voluntariar para editoras, para aprender. Eu já tinha uma boa experiência, pois sempre estudei o assunto, e como vivia inserido no ambiente acadêmico e educacional, sempre tive bastante contato profissional com editores e editoras. Mas esses contatos não me valeram de muita coisa na hora em que eu busquei oportunidades, porque o cenário não é dos melhores e tem pouca vaga.

      Então eu comecei a oferecer os meus trabalhos para universidades, que costumam ter uma editora ou selo, mas precisam de gente para editar. Também comecei a oferecer para quem já tinha terminado o doutorado e gostaria de fazer com que a sua tese se transformasse em um livro. E, mais recentemente, conheci pessoas que gostariam de lançar biografias suas ou de parentes, mas que desejam fazer isso só para distribuir em seu círculo interno.

      Não faz um ano que comecei, e o caminho para cumprir os meus objetivos é longo. Apenas em 2019 larguei, realmente, o Marketing. Trabalhar com comunicação estava atrapalhando o trabalho com a edição. Foi uma escolha difícil, porque dá um puta receio. Mas quando eu senti que focar nos livros e na educação (edito material para EAD, também) estava dando resultados, resolvi arriscar.

      Mas eu precisei entender que eu não me sentia preparado. Não tenho esse tipo de confiança. Só sabia que eu ia dar o máximo de mim, e, a cada trabalho, aprender a fazer melhor.

      Claro, também busquei montar uma boa equipe de revisores, diagramadores e fornecedores. Além de aprender a dizer não para trabalhos que não seriam bons pra mim (recusar as ofertas para trabalhar com marketing, que pagariam mais, mas seriam a continuidade do que eu não queria mais, ou edições que teriam um péssimo resultado final).

      Se tu não te sente preparada, começa com algo menor. Edita algo próprio, ou de amigos ou parentes. Na minha opinião, a melhor forma de aprender, é fazendo.

      E quanto aos contatos, tu tem que correr atrás e oferecer o teu trabalho pra quem tu acha que poderia se beneficar dele. E não ofereça de graça (a menos que seja uma ótima oportunidade para aprender). As pessoas não respeitam quem quer trabalhar de graça, e não dão a oportunidade.

      Abraços

      1. Também pretendo trabalhar nessa área mas ainda não fazia ideia por onde começar.
        Por isso que gosto desse site! Troca de ideias e experiências super enriquecedoras!
        Parabéns Gedin, Lucas e Dea por nos proporcionar isso!

        Ps: Lucas, sua “gauchês” extrapola até nos comentários escritos! rsrsrs.

        Abs.

        1. Ronaldo, tudo bem? Que bom que a resposta serviu de algo! Hehehe. =)

          Passei parte da infância no campo. Pra agravar, na metade sul do RS. O meu sotaque até diminuiu depois que morei em outras cidades e estados. Hehehehe.

          Tenho o péssimo hábito de escrever como falo e de preferir narrativas em primeira pessoa. Por isso sempre uso muitas vírgulas e acho que ter uma revisora/revisor é essencial – Assim como reescrever várias vezes o mesmo texto. =P

          Abraços

  3. “Geralmente o meu livro físico é algo que não fica tão bem em um e-reader, como quadrinhos ou livros técnicos com muitos gráficos.” muito bom

    psp – gosto e tenho, mas já pensou em desbloquear um ps vita? nunca fiz, mas é possível

    abs!

    1. Tudo certo?

      Até pensei num PS Vita, porque queria jogar Persona 4 Golden. Mas tá muito caro. Outra vantagem do PSP, é o fato das baterias extras serem muito baratas. Dependendo da viagem, preciso de algumas. Hehehe.

    1. O Kindle é uma maravilha! E esse modelo que tenho (que é o mais barato), tem o tamanho ideal para mim.

    1. Will, eu tinha um adaptador preto. Hehehe. Mas deixei na casa da minha mãe e nunca mais vi. =P

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