O que tem na sua mochila, Leandro Beguoci?

O que tem na mochila do Leandro Beguoci.

Foto do Leandro Beguoci.Leandro Beguoci é editor-chefe da F451, uma empresa de mídia que publica o Gizmodo Brasil e a Trivela, além de desenvolver conteúdo para marcas e agências. Ele também trabalhou na Folha de S.Paulo, Editora Abril (é colunista da revista VIP e já editou especiais da Superinteressante), iG e News Corp, onde criou o departamento online do grupo FOX no Brasil. Também faz parte da OrbitaLAB, uma laboratório de inovação em jornalismo e mídia.

Beguoci, ao lado de Mariana Castro, criou o primeiro debate online entre políticos na história da internet brasileira. Também já entrevistou o papa Bento XVI e Edward Snowden. Em 2014, seu texto sobre os rolezinhos na revista digital Oene foi citado pelo New York Times. Em 2015, seu texto sobre água em São Paulo, publicado pelo Uol, teve ampla repercussão no país e foi exibido até em condomínios paulistanos.

Tem mestrado pela London School of Economics e é fellow na Tow-Knight Center for Entrepreneurial Journalism, na City University of New York.

  1. Cartões da F451. Adquiri esse hábito recentemente. Eu nunca andava com cartões da empresa na mochila, mas essa tecnologia ainda tem muita serventia – especialmente quando você passa algumas horas da sua vida encontrando gente nova. Foram impressos na Graph A, em São Paulo. Gostei do resultado.
  2. Fones de ouvido Phillips SHP2000. Escuto música o dia todo — eu só consigo me concentrar se estiver ouvindo alguma coisa, especialmente porque esse hábito estimula o ermitão que vive em mim. Esse fone tem uma boa relação custo-benefício. É de pelúcia e não prensa meu ouvido como um torniquete. O som dos graves é decente. É excelente porque me ajuda a desligar do mundo enquanto estou escrevendo (agora, por exemplo: estou batucando esse texto com o fone na orelha, ouvindo a Zaz, ignorando a festa do vizinho).
  3. Câmera Olympus OM-D E-M10 com lente 14-42 mm. A lente Olympus de 40-150 mm representa a minha câmera — que eu usei para tirar a foto deste post. Sou um fotógrafo tardio, errante, e demorei para comprar um câmera decente. Depois que comprei, não consegui desgrudar. Como estou vivendo um caso de amor com a cidade de São Paulo (embora não seja correspondido), tiro fotos da mulher amada quase todo dia. Recomendo. Ajuda a viver melhor.
  4. Kindle básico. “Meu Kindle é meu amigo/mexeu com ele/meu comigo”. Ele não tem touch screen nem luz nem nada. É apenas uma forma confortável e sem distração de ler as centenas de ebooks que eu carrego nele todo dia. Aliás, no momento, estou lendo The Other Language, um bom livro da escritora Francesca Marciano.
  5. Mochila ganha de presente em um evento. A melhor mochila que uso em muito tempo foi presente de uma empresa. Ela me convidou para dar uma palestra para seus funcionários. Ao RH, nosso muito obrigado. Pena que não sei a marca…
  6. Livro Brasil, uma biografia, de Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Starling. Sou historiador frustrado. Não consegui terminar meu curso na FFLCH, mas continuo viciado na área. Esse livro conta a história do país de uma forma absurda. É informativo, bem narrado, original — e enorme. Levo na mochila e vou lendo aos poucos. Ele me ajuda a entender melhor o país que, apesar de todos os problemas, foi absurdamente generoso ao receber a minha família, a família dos meus amigos e a família de todas as pessoas que amo, gosto, admiro.
  7. Protetor solar La Roche-Posay, fator 60. Tem gente que é viciada em cachaça. Tem gente que é viciada em cigarro. Eu viciei em protetor solar. Tenho traumas terríveis de infância, quando eu fritava só de passar alguns minutos ao sol jogando bola na rua, depois das 17h. Desde que me conheço por gente, passo protetor solar todo dia. Me ajuda a ter uma vida melhor (e a driblar a minha falta de melanina). Esse é só para o rosto.
  8. Protetor solar Cenoura & Bronze, fator 50. A embalagem é feia, mas esse é um dos melhores protetores solares do mercado. Ele entrega o que promete, algo que não é muito comum entre protetores solares. Uso no braço e, até hoje, nunca me deixou fritar como uma sardinha na frigideira.
  9. >Escova Colgate. É herança do dentista que cuida dos dos meus dentes há 23 anos. Nunca mais consegui sair de casa sem uma escova.
  10. Pasta de dente Colgate Luminous White. Foi indicação do meu dentista. Ele disse que limpa melhor do que a média. Acreditei. Afinal, estamos nessa relação há algumas décadas…
  11. Bateria portátil Anker Astro E4 2nd gen, 13.000 mAh. Bateria extra para o meu iPhone 5. Funciona que é uma beleza. Dá umas 20 recargas. Nunca mais tive pânico do sinal de bateria em 1%.
  12. Mini-tripé flexível VIVITAR VIVSP6. São Paulo é meio arredia. Às vezes você precisa de um tripé flexível para capturar o melhor ângulo deste ser humano instável de 12 milhões de habitantes…
  13. EarPods. Eu deixo de reserva. Nunca se sabe…
  14. Coleção genérica de pen drive. Tenho pen drive só para apresentações jornalísticas. Outro, só para aulas. Outro, só para coisas aleatórias. É, pois é. Nasci assim.
  15. Óculos escuros Eucídio Tucci. Foi indicação do meu médico (talvez eu seja meio hipocondríaco), e foi uma boa. Dependendo do dia, não consigo enxergar sem óculos escuros. Como diz minha mãe, quem mandou nascer assim, branquelão? (Mas ela fala isso de uma forma suave, sem traumas.)
  16. Caderno de anotações das Ilhas Virgens Britânicas. Ganhei de presente de umas amigas que fazem assessoria para as ilhas caribenhas. Papel bom. Uso para anotar ideias ou cenas que vejo na rua, no ônibus, no metrô. Tem um mundo de coisas acontecendo o tempo todo. Não dá para desperdiçar o que o mundo te oferece. Tem de colocar no papel.
O que tem na mochila do Leandro Beguoci.
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Nota do editor: O Na mochila é uma seção semanal do Manual do Usuário que apresenta o que gente que admiro carrega em suas bolsas e mochilas. Acesse este link para espiar as demais.

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19 comentários

  1. Ao menos um mais viciado em protetor solar, não sou branquelo, mas sempre que saio no sol estou fritando, no momento estou morando em Xangai, esses dias fazendo 33 até 39 graus, uma temperatura não muito agradável, e o sol vem rachando.

  2. Achei curioso não ter qualquer processador de textos eletrônico. Np máximo, foi citado o celular.

    1. Eu não sei dirigir e prefiro trabalhar em lugares muito quietos, Frederico. Evito levar processadores de texto e computadores na mochila (sempre uso ônibus e metrô). O processador de texto fica em outra mala :)

  3. “Sou um historiador frustrado”.

    Não não. Pelo contrário, alguns dos textos que já li seu são ótimos. Só perdi a série de entrevistas no Gizmodo por birra minha mesmo. E os conhecimentos que passa no podcast do Oene também são legais :) .

    E falando nisso, uma coisa que aproveito a deixa: e o site “Outra Cidade”? Achei tão legal a ideia, que estranhei estar parada hoje, depois de um mês de beta. Para quem não conhece, peguem aí: http://www.outracidade.com.br

    Sucesso sempre para ti :)

    PS: aos reclamões de plantão, não tem iMac aí. :p :)

    1. Opa, Vagner! O Outra Cidade já está saindo do forno (e eu vi suas mensagens e vou responder. Quero você lá, com a gente!)

  4. “Escova Colgate. É herança do dentista que cuida dos meus dentes há 23 anos.”

    Cara.. vc precisa trocar essa escova RÁPIDO!
    AUSUASuhSAHHUAShuSA

    1. hahahaha. Fico ambíguo mesmo. É a herança do CONCEITO (porque qualquer escova usada por mais de um ano ganha vida própria)

      1. eu tbm forcei a barra com a ambiguidade..
        kkkkk
        =)

        bons hábitos nunca podem morrer!
        quem tem escovas na mochila, vive mais feliz!

  5. Uma das coisas que gosto nas mochilas é saber sobre os livros que o pessoal anda lendo. Já comprei um, inclusive, que estava numa mochila alheia – só falta tempo pra ler tudo que ando querendo – .

    Essa sessão é realmente muito legal. Atiça a curiosidade e abre esse cinto de utilidades das pessoas, dando idéias e divertidamente descobrimos semelhanças! Afinal, eu por exemplo, leio rótulos de pasta de dente e… sou padrinho de casamento do meu dentista! XD

  6. É tão engraçado ver um jornalista repleto de atividades para fazer falando sobre cosméticos. Vocês são práticos! Darei uma examinada nestes fones de ouvidos. E indico que todos leiam algo escrito por Heloisa Starling. Entrevistas com ela são muito frutíferas!

    1. Heloisa Starling lovers :) E é verdade, a gente tem de abraçar o cosmético. Senão, viro sardinha na frigideira

  7. Rapazzzzzz, já podemos dizer que o Kindle é praticamente um objeto universal nas mochilas? rs

        1. Só um detalhe importante Ligeiro… O Kindle basicão tem um defeito, ele não é bom pra exibir ilustrações. A resolução fica bem ruim. Alguns livros com mais ilustrações ficam sofríveis nele.

          Outra coisa são as anotações. É um chute do Tyson nas suas partes baixas…. um saco mesmo fazer.

          Mas de resto, eu acho o melhor Kindle!

          1. Quando vi o review do novo Kindle, vi as diferenças de resolução. Quanto a isso, nem esquento a cabeça. Já falei que sou adepto de coisas assim :) É aquela coisa: estou aproveitando também uma tecnologia ao máximo :)

          2. Minha recomendação pra vc seria, compre o kindle com luz. Ela é útil tanto pra ler de noite, quanto pra ler com o sol muito forte. Vale a pena economizar e pagar um pouco mais.

        1. Na real ele tem alguns defeitinhos, como resolução das ilustrações. Isso é fato.

          Mas o que mais gosto dele é não ser touch. Da pra meter o dedo na tela sem ele se mover. Fica mais natural

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