O que tem na sua mochila, Jean Prado?

O que tem na mochila do Jean Prado.
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Foto do Jean Prado.

Jean Prado tem 19 anos, é paulistano, mas mora há alguns anos em Bauru para cursar Jornalismo na Unesp. Escreve sobre tecnologia no Tecnoblog. Recentemente esteve em Victória (Canadá) para um intercâmbio na University of Victoria em cursos que incluem ciência política e tecnologia & sociedade. Encontre-o no Twitter em @jeangprado e no LinkedIn.

  1. MacBook Pro (2015) de 13”. Comprei há cerca de dois meses e não fico longe dele. É super portátil, a tela é incrível e a bateria dura demais. Só me arrependi de não ter pego a versão com 16 GB de RAM (é melhor a longo prazo), mas a de 8 GB não faz feio — pelo contrário, dá e sobra para o meu uso. Ah, e esse acabamento diferenciado é por causa da skin dbrand, cor de concreto. Além de “proteger” contra riscos, deixa a tampa bem mais bonita.
  2. Carregadores. Ao lado da câmera, fica o plug do meu smartphone antigo com o carregador do Jaybird X3 (com a base branca) e um pequeno cabo para carregar a Anker quando preciso. Acima do HD, fica o carregador original do iPhone ― sem sinais de fragilidade até agora.
  3. Kindle Paperwhite. Leve e portátil, prefiro o modelo com iluminação para ler no escuro. Estaria mentindo se dissesse que uso todos os dias (sequer toda semana!), mas deixo por perto caso precise de uma boa leitura para passar o tempo. Quem sabe eu não tomo vergonha e volto a ler regularmente, né?
  4. Google Cardboard. Comprei (por US$ 10!) pra ver como é e volta e meia carrego por aí para mostrar para alguns amigos. É bem divertido! Meu antigo smartphone, um Moto X (2014), fica lá dentro com o app de VR, já que tem mais resolução que o iPhone e a tela é maior. No Cardboard, isso faz diferença; na minha mão, nem tanto.
  5. Canon Rebel SL1 (100D). Sempre quis uma DSLR e depois de pesquisar muito acabei indo com a SL1. Ela é meio que um intermediário entre a T5 e a T5i, e é uma das menores (e mais leves) DSLRs da Canon. Gosto da praticidade de uma câmera pequena, mas sem abrir mão do acervo de lentes da Canon e de fotos com boa qualidade. Na foto não dá pra perceber tanto, já que a lente de 18-55 mm está acoplada, mas ela é bem pequena com uma lente pancake, por exemplo. Para não engasgar na gravação de vídeos, equipo ela com um cartão de 32 GB classe 10 da Lexar.
  6. Bateria externa Anker PowerCore de 10 mil mAh. Não podia estar mais satisfeito! Dá cerca de 4 cargas no iPhone, não preciso me preocupar em carregá-la toda hora e ela é super leve e portátil. Me arrependi de não ter trazido algum outro modelo.
  7. Cabo Lightning extra. Junto com a Anker, comprei um cabo Lightning deles, por conta da fama do Lightning que vem com o iPhone ser super frágil. Como já tenho o original da Apple, deixo ele enrolado dentro da bolsinha da bateria externa para mais comodidade quando precisar carregar.
  8. HD externo. Na real, é um HD interno, mas em uma case USB 3.0 que transforma ele em HD interno. Como era um de 2,5”, ficou com um tamanho super legal. A case é portátil e consigo abri-la sem fazer muito esforço. Costumo deixar alguns arquivos mais pesados, como fotos da câmera, séries, shows e filmes por lá, já que o MacBook tem só 128 GB de armazenamento.
  9. Fones de ouvido Jaybird X3. Já que eu tenho um smartphone sem a entrada para fones de ouvido de 3,5 mm, resolvi conviver com um fone Bluetooth. Só tenho elogios ao Jaybird: o acabamento é de primeira, a borracha é super confortável e ele dificilmente cai do meu ouvido. O fio é super resistente e a bateria é ótima! Como não sou um audiófilo, o som é excelente e não deixa a desenhar. Ah, por pouco que eu não consigo um lá no Canadá. Apareceu em uma Best Buy perto de onde eu estava, mas de resto, tudo esgotado ― até no site da própria Jaybird.
  10. iPhone 7. Não está na foto (foi o que fez a foto). Usuário de Android desde 2010, resolvi mergulhar de cabeça no iOS e até agora estou adorando. Que celular rápido. E que câmera! Equipado com uma case transparente da Spigen e uma película de vidro da mesma marca. Não sei se sou só eu, mas prefiro usar o iPhone 7 com case a usá-lo sem nada — a pegada fica bem melhor. É estranho dizer que o meu celular tem a mesma quantidade de armazenamento (128 GB) que meu computador?
O que tem na mochila do Jean Prado.
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Nota do editor: “Na mochila” é uma seção semanal do Manual do Usuário que apresenta o interior das bolsas e mochilas de leitores, colegas e amigos. Veja as outras mochilas já publicadas e mande a sua.

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61 comentários

  1. Eai, pessoal
    Tranquilo?

    Seguinte, preciso de uma ajuda de vocês!
    Estou pensando em trocar de Smartphone, porém não sei ao certo qual pegar.
    Estou com um pensamento de gastar um pouco mais dessa vez, mas que tenha um custo benefício bom.
    No máximo, em última hipótese caso valesse muito a pena, gastaria R$ 2.300,00 . E estou pensando em gastar no máximo R$ 1.500,00

    O que você me indicam?

    1. Moto Z Play, é um monstrinho de performance e bateria.

      Deve estar na faixa de uns 1700, mas tá entrando em promoção com certa frequência.

    2. Moto Z Play, é um monstrinho de performance e bateria.

      Deve estar na faixa de uns 1700, mas tá entrando em promoção com certa frequência.

      1. Pois é, em questão de processamento um que me interessou foi o Zen Fone 2, 4GB de ram e o preço bem acessível.
        Mas to pensando seriamente no Iphone SE, que tá com um preço não muito caro.

        1. Fuja do Zenfone 2 e da Intel. Se quer algo potente tem desde o Zenfone 3 de 4gb/64gb ate aparelhos importados. Eu, particularmente, prefiro um OnePlus 3T, ou ate um Mi5s Plus, vão durar bastante, como já importei sei do negocio da garantia mas to cagando pra isso. Atualmente uso um X Force e também não deve em nada, não possui o chipset mais potente da atualidade mas tem suas qualidades.

  2. 8. HD externo. Na real, é um HD interno, mas em uma case USB 3.0 que transforma ele em HD INTERNO.

    O correto seria externo, não?

  3. 8. HD externo. Na real, é um HD interno, mas em uma case USB 3.0 que transforma ele em HD INTERNO.

    O correto seria externo, não?

    1. Lembrando que o conceito de monocromático não se limita a preto / cinza / branco.. boa observação!

  4. >Jean Prado tem 19 anos

    >tenho 20 anos, 2º semestre e, tirando python, só sabe fazer Hello, World em C e Java
    > :((

    Talvez isso seja papo pra um Post Livre, mas sempre que vejo pessoas mais jovem que eu tendo mais sucesso, não é nem inveja, mas uma sensação que eu não estou fazendo o meu melhor.

    1. Esse tipo de comparação é uma cilada. As pessoas têm interesses, ambições, bagagens e redes de apoio (família, amigos) diferentes. O lugar onde você nasce e mora também influencia isso. Até o seu nome mexe com o seu destino.

      São tantos fatores, incluindo muitos outros além desses mais óbvios, que qualquer comparação do tipo se torna inócua. E, se quer saber, é nessa diversidade e nas incertezas que está a beleza da coisa. Eu aposto que você tem experiências e conhecimentos que o Jean não tem — e vice-versa. Sem falar que “sucesso” é uma medida relativa que você provavelmente está pautando pelo sentido hegemônico que a sociedade impõe (mas que, nem de longe, é o único ou mesmo o correto).

      Resumindo: não encane com isso :)

    2. Esse tipo de comparação é uma cilada. As pessoas têm interesses, ambições, bagagens e redes de apoio (família, amigos) diferentes. O lugar onde você nasce e mora também influencia isso. Até o seu nome mexe com o seu destino.

      São tantos fatores, incluindo muitos outros além desses mais óbvios, que qualquer comparação do tipo se torna inócua. E, se quer saber, é nessa diversidade e nas incertezas que está a beleza da coisa. Eu aposto que você tem experiências e conhecimentos que o Jean não tem — e vice-versa. Sem falar que “sucesso” é uma medida relativa que você provavelmente está pautando pelo sentido hegemônico que a sociedade impõe (mas que, nem de longe, é o único ou mesmo o correto).

      Resumindo: não encane com isso :)

      1. Ah sim, ano passado até fiquei depressivo por causa disso. Eu definitivamente melhorei nesse aspecto, mas ainda sinto um pouco como já mencionei acima. Bem, vou deixar esse tópico pra um post livre, realmente tem alguns fatores que seria interessante discutir.

      2. Ah sim, ano passado até fiquei depressivo por causa disso. Eu definitivamente melhorei nesse aspecto, mas ainda sinto um pouco como já mencionei acima. Bem, vou deixar esse tópico pra um post livre, realmente tem alguns fatores que seria interessante discutir.

      3. Estava comentando com o pessoal do trabalho, que quando eu era pequeno (devia ter uns 10 anos, no máximo), achava que o sucesso vinha quando chamavam você pelo sobrenome, pq era assim que chamavam meu pai!
        Hoje, posso dizer que sou bem sucedido, por esse ponto! hahahahah

      4. Estava comentando com o pessoal do trabalho, que quando eu era pequeno (devia ter uns 10 anos, no máximo), achava que o sucesso vinha quando chamavam você pelo sobrenome, pq era assim que chamavam meu pai!
        Hoje, posso dizer que sou bem sucedido, por esse ponto! hahahahah

        1. Sempre chamaram meu pai no trabalho dele pelo sobrenome. Achava muto legal. Hehehehe… Nisso fracassei :(

        2. Sempre chamaram meu pai no trabalho dele pelo sobrenome. Achava muto legal. Hehehehe… Nisso fracassei :(

        3. Sempre chamaram meu pai no trabalho dele pelo sobrenome. Achava muto legal. Hehehehe… Nisso fracassei :(

      5. Pois é… meus pais escolheram um nome italiano pra mim… poderiam ter escolhido um nome americano. Estaria ganhando umas 100 vezes mais agora.

      6. Pois é… meus pais escolheram um nome italiano pra mim… poderiam ter escolhido um nome americano. Estaria ganhando umas 100 vezes mais agora.

      7. Além de cilada esse tipo de comparação pode se tornar uma draga destrutiva que leva a frustração, inveja e outros sentimentos ruins. Como observou o filósofo Soeren Kiekeggard: o início da infelicidade humana se encontra na comparação.
        Nunca me esqueci dessa citação depois de ler um texto do Rubem Alves onde ele fala como a infelicidade e a solidão entraram na vida dele depois de se mudar de Minas para o Rio e se comparar com os novos colegas de escola que eram espertos e ricos.
        Hoje fica difícil não ser tentado a se comparar com o “modelo” que é mostrado na televisão, redes sociais e sociedade. Mas parando para pensar um pouco tu consegue perceber o quanto esse “modelo” é falso e ilusório.
        Não caia nessa cilada, @williantetsuoshiratori:disqus. ;)

        PS: foi difícil resistir ao “É uma cilada, Bino”. rs

    3. Já me senti (e vez ou outra ainda me sinto) dessa forma que tu descreveu, mas levei em consideração muitas coisas, algumas bem parecidas com que o Ghedin falou e consegui sair dessa “vibe”. De vez em quando ainda tenho uns lapsos, mas posso dizer que melhorei 80% quanto a isso.

      Aguardo essa discussão na sexta!

    4. Isso tem muito mais relação com acesso a oportunidades (dinheiro familiar) do que com qualquer outra coisa.

      Eu tenho 34, ainda que tenha trabalhado em multinacionais como programador, só fui achar meu lugar quando parei de me preocupar com o que todo mundo dizia ser medida de sucesso – empregos, viagens, salários altos e muitas fotos na neve – e me foquei em procurar o que eu realmente gostava de fazer. Pra isso tive que nadar MUITO contra a maré, fazer Letras (que era algo que eu sempre gostei) e voltar a morar com a minha mãe (até hoje tô por aqui e, julgando o salgado preço dos imóveis em Porto Alegre, acho que mais uns 18 meses da minha visa ainda será por aqui com ela). Tudo isso tem um preço social que te é cobrado, ainda mais dentro da classe média ultra-competitiva com valores e padrões de consumo e sucesso importados dos EUA (de uma realidade completamente oposta a nossa).

      Cada pessoa tem seu tempo, sua necessidade e, principalmente, a sua visão de sucesso e felicidade; se deixar cegar pelo que a sociedade impõe é o primeiro passo para se perder dentro de si mesmo.

      1. Bom, eu te admiro pacas pela sua carreira multidisciplinar, coragem para entrar em uma área tão diferente da sua mesmo com toda a pressão de “jogar dinheiro no lixo”.

        Não sei se era seu caso, mas a maioria dos empregos de consultoria multinacional como programador é quase degradante ao meu ver. O jeito que funcionam as “fábricas de software” de grandes consultorias como IBM, HP, Accenture, etc é uma loucura: pessoas ganhando miséria, seguindo “roteiros” de desenvolvimento, quarteirização de demandas, etc…

      2. Bom, eu te admiro pacas pela sua carreira multidisciplinar, coragem para entrar em uma área tão diferente da sua mesmo com toda a pressão de “jogar dinheiro no lixo”.

        Não sei se era seu caso, mas a maioria dos empregos de consultoria multinacional como programador é quase degradante ao meu ver. O jeito que funcionam as “fábricas de software” de grandes consultorias como IBM, HP, Accenture, etc é uma loucura: pessoas ganhando miséria, seguindo “roteiros” de desenvolvimento, quarteirização de demandas, etc…

        1. Primeiro de tudo, obrigado pela admiração =)
          [Desculpa, mas, como você pode ver não sei receber elogios]

          Eu trabalhei na HP como terceirizado por quase 1 ano e ganhava menos da metade de um funcionário da HP mesmo, problema que a HP só contratava quem tivesse mestrado em computação – isso era uns 5% do pessoal em 2008 – mesmo que fosse para uma função banal de programador em fábrica de software. Depois disso trabalhei como analista de desenvolvimento na Dell, onde o salário era melhor mas a burocracia e a pressão quase me mataram de depressão na época. Saí e nunca mais tive a menor vontade de voltar.

          Porém, como você disse, em ambos locais o salário era degradante. Pessoas com nível superior ganhando o equivalente e R$1800 hoje é uma das coisas mais abjetas do mercado de TI no Brasil. Isso que eu ainda moro em Porto Alegre, que tem o Tecnopuc e está a uma viagem de trem do Unitec da Unisinos. Tem bastante concorrência por cérebros aqui mas, mesmo assim, os salários são de fome, a maior parte te permite, no máximo, alugar um JK sozinho (e olhe lá). A realidade é exatamente essa que você colocou.

          Tempos atrás que fiz entrevista pra SAP, que fica numa cidade vizinha de Porto Alegre, e posso dizer que em anos foi a primeira empresa que deu vontade de trabalhar como programador – pelo salário, pelo ambiente e pelo modo como trataram na entrevista.

          Hoje em dia, por sorte eu tenho a minha mãe pra morar com ela, senão eu teria que me sujeitar a morar num JK quente em Porto Alegre e contar moedas sendo programador e ganhando, no máximo, R$2500 mensais (foi a última oferta de emprego que eu recusei, agora em janeiro).

          Do modo que eu estou, ao menos eu consigo atuar como tradutor (O que é a minha renda primária) enquanto eu estudo pro mestrado e faço especialização e alguns cursos de extensão EAD. Não é a melhor vida que eu posso imaginar, mas, não reclamo porque ao menos eu ainda estou fazendo o que eu quero e seguindo um rumo que eu tenho o mínimo de orgulho.

        2. Primeiro de tudo, obrigado pela admiração =)
          [Desculpa, mas, como você pode ver não sei receber elogios]

          Eu trabalhei na HP como terceirizado por quase 1 ano e ganhava menos da metade de um funcionário da HP mesmo, problema que a HP só contratava quem tivesse mestrado em computação – isso era uns 5% do pessoal em 2008 – mesmo que fosse para uma função banal de programador em fábrica de software. Depois disso trabalhei como analista de desenvolvimento na Dell, onde o salário era melhor mas a burocracia e a pressão quase me mataram de depressão na época. Saí e nunca mais tive a menor vontade de voltar.

          Porém, como você disse, em ambos locais o salário era degradante. Pessoas com nível superior ganhando o equivalente e R$1800 hoje é uma das coisas mais abjetas do mercado de TI no Brasil. Isso que eu ainda moro em Porto Alegre, que tem o Tecnopuc e está a uma viagem de trem do Unitec da Unisinos. Tem bastante concorrência por cérebros aqui mas, mesmo assim, os salários são de fome, a maior parte te permite, no máximo, alugar um JK sozinho (e olhe lá). A realidade é exatamente essa que você colocou.

          Tempos atrás que fiz entrevista pra SAP, que fica numa cidade vizinha de Porto Alegre, e posso dizer que em anos foi a primeira empresa que deu vontade de trabalhar como programador – pelo salário, pelo ambiente e pelo modo como trataram na entrevista.

          Hoje em dia, por sorte eu tenho a minha mãe pra morar com ela, senão eu teria que me sujeitar a morar num JK quente em Porto Alegre e contar moedas sendo programador e ganhando, no máximo, R$2500 mensais (foi a última oferta de emprego que eu recusei, agora em janeiro).

          Do modo que eu estou, ao menos eu consigo atuar como tradutor (O que é a minha renda primária) enquanto eu estudo pro mestrado e faço especialização e alguns cursos de extensão EAD. Não é a melhor vida que eu posso imaginar, mas, não reclamo porque ao menos eu ainda estou fazendo o que eu quero e seguindo um rumo que eu tenho o mínimo de orgulho.

          1. Em São Paulo, os salários são melhores apesar do custo de vida provavelmente também ser bem mais elevado por aqui, mas a dinâmica da maioria dos empregos se mantém.

            Eu nunca cheguei a trabalhar diretamente dessa forma, mas já tive próximo de pessoas nessa situação e sempre fui evitando. Quando sai de uma consultoria de sistemas bancários, fui para uma startup mesmo com salário mais baixo para sair de desenvolvimento em Oracle e não ficar sujeito a esses trabalhos tecnicamente ruins. Durante esse período fui fazendo mestrado junto, tanto por gosto como por alguma expectativa de melhores oportunidades na área de IA.

            Agora, estou em um emprego bem legal com cientista de dados em um banco, é um trabalho que acho interessante de vários aspectos: tem liberdade de decisão já que o pessoal nem sabe controlar, acaba mexendo com tecnologias interessantes como Scala e Hadoop e a própria natureza do trabalho é interessante. Sempre tem coisa interessante para aprender, pessoas com backgrounds mais diversificados, menos pessoas incompetentes em volta, etc…

            Mas claro, sempre tem os problemas de empresa, o banco é quase o arquétipo do que o Dilbert zoa. Mas mesmo carreira acadêmica também tem seus problemas e startups são melhores em vários aspectos, mas a filosofia embutida deles me incomoda até mais que as idiossincrasias de empresa grande.

            Se quiser voltar, você que tem um background em matemática, talvez seja um caminho. Entretanto, me parece que a área acabará como qualquer outra coisa que vira moda entre os empresários. E, duvido que a questão de remuneração seja muito diferente por aí.

          2. Hoje em dia eu estou me focando cada vez mais em jogos educativos utilizando processamento de linguagem natural, minha única alternativa é mestrado, doutorado e pós-doc (quando eu tiver mais de 40 anos hahaha) para me manter na área acadêmica, senão, não tenho muito horizonte para crescer: ou viro tradutor autônomo e vivo assim (e ganho mais do que como programador) sem ter muita segurança de rendimentos ou me sujeito a ser programador web e viver esse mundo pré-programado corporativo.

            Confesso que eu já tentei entrar no caminho do cientista de dados mas meu conhecimento em algoritmos é muito porco – ter quase 9 anos de experiência como programador em sistema de fábrica de software te faz saber programar sempre as mesmas coisas =/

            A remuneração do mercado de TI tende a ser baixa pros empregos de programador e, caso comecem a ensinar programação nas escolas, acho que a tendência é do programador se transformar em algo muito mais comum e muito mais flexível do que é hoje – e eu acho isso bom, os melhores programadores que eu conheci eram formados em matemática e física, por incrível que pareça.

        3. Boa! Tb admiro. O cara manja muito e aprendo um bocado com as respostas dele. Torço pra q ele não seja uma AI.

        4. Boa! Tb admiro. O cara manja muito e aprendo um bocado com as respostas dele. Torço pra q ele não seja uma AI.

    5. a felicidade está nas coisas simples. se ficar se preocupando demais com o que os outros pensam, você NUNCA encontrará a sua felicidade interior.

    6. a felicidade está nas coisas simples. se ficar se preocupando demais com o que os outros pensam, você NUNCA encontrará a sua felicidade interior.

    7. Como o Ghedin disse, essas comparações são uma cilada. Eu, por exemplo, já me perguntei se não deveria ter aprendido a mexer com códigos ― como você faz ― em vez de escolher jornalismo (gosto das duas coisas). Sabemos que o jornalismo não é uma profissão que tem um mercado de trabalho muito animador, então essas reflexões ficam na nossa cabeça mesmo. Sobre conseguir um emprego melhor, chances melhores na vida, etc.

      Inevitavelmente vai acontecer de vermos outras pessoas se dando melhor e procurar erro em cada escolha que fizemos. Mas não é bem assim. O negócio é viver bem consigo mesmo, de sentir que você fez o seu melhor a cada dia, e o resto virá com o tempo. =)

    8. Como o Ghedin disse, essas comparações são uma cilada. Eu, por exemplo, já me perguntei se não deveria ter aprendido a mexer com códigos ― como você faz ― em vez de escolher jornalismo (gosto das duas coisas). Sabemos que o jornalismo não é uma profissão que tem um mercado de trabalho muito animador, então essas reflexões ficam na nossa cabeça mesmo. Sobre conseguir um emprego melhor, chances melhores na vida, etc.

      Inevitavelmente vai acontecer de vermos outras pessoas se dando melhor e procurar erro em cada escolha que fizemos. Mas não é bem assim. O negócio é viver bem consigo mesmo, de sentir que você fez o seu melhor a cada dia, e o resto virá com o tempo. =)

    9. Comentei, acho q já faz mais de um ano, q o Jean é um cara q, tenho a impressão, de longe, pq não o conheço pessoalmente, representa uma geração nova (especialmente por conta de um post dele q reverberou mal entre muita gente q não entendeu o sentido da coisa). Ele era ainda mais jovem e creio q vá nesse rumo por muito tempo ainda, pra nossa sorte. Não tenho dúvida de q é um cara pra vc ficar atento. Mas como Ghedin e Paulo já disseram, e disseram muito bem, vc não deve encanar com isso. Da minha parte, senti muito pavor uma vez, qdo trombei com um cara, q só via pela TV e lia o q ele escrevia e tal, e q nutria (ainda nutro) muita admiração pelo trabalho dele, o Manuel da Costa Pinto, e pensei: mano, essa cara é mais jovem q eu e é puta assombro, e eu não sabia nada de nada (era graduando ainda e vc ainda tava ligado no pokémon)… tô ferrado. Isso faz uns dez ou doze anos. Mas depois descobri q ele era mais velho q eu, mas, de algum modo, era tipo um Dorian Gray brasileiro e ele não envelhece. Depois fiquei pensando q mesmo q ele fosse mais novo, eu não deveria ficar apavorado, pq a jornada q cada um fará leva a lugares diferentes e não tem como comparar as coisas. Sucesso é algo extremamente relativo e subjetivo. O conceito de sucesso q predomina hj, o q de qto mais grana vc tem, melhor vc é, não convence mais…. E espero q não te convença tb. E espero q vc traga esse assunto ao post-livre :)

    10. Isso é interessante. Eu vou fazer 21, sempre tranquei meus cursos por qualquer motivo de necessidade, perdi minha vaga na facul, trabalho num mercado e ate minhas aulas de teatro tive de parar por falta de tempo. Pra quem sempre era o melhor da classe, ganhou prêmios de matemática, ciências, aprendia inglês so de ler em casa, sempre teve um nível de aprendizagem muito maior, uma excelente memoria, eu me sinto um bosta de vez em quando. Não que meu trabalho seja ruim, mas eu vejo todo mundo da escola, os palhaços, os que dormiam, os que eu passava cola, todos melhores que eu, alguns com casa e carro enquanto eu nem tirei a carteira. E o por que dessa diferença entre nós é como já foi explicado mais abaixo, questão de base familiar, eles não pagam aluguel, maioria ganhou a carteira ou a moto ou parte do carro, trabalhavam meio turno ou nem trabalhavam, e eu não desde que minha mãe morreu em 2013, fiquei cerca de 2 anos num limbo, não saía, não estudava, não lia, era um zumbi que trabalhava e dormia. Não que eu queira dar uma de vítima, muito pelo contrario, sei que a culpa da minha falta de sucesso é puramente minha, so que há inúmeras maneiras de se lidar com uma perda, eu escolhi a reclusão; no entanto, fica claro que é tudo questão de oportunidade, não desmerecendo o esforço de quem chegou lá, mas pra quem está tentando pegar algo no alto de uma prateleira, é muito mais fácil pra quem já tem um banquinho do que para quem as vezes nem tem chão.

    11. Isso é interessante. Eu vou fazer 21, sempre tranquei meus cursos por qualquer motivo de necessidade, perdi minha vaga na facul, trabalho num mercado e ate minhas aulas de teatro tive de parar por falta de tempo. Pra quem sempre era o melhor da classe, ganhou prêmios de matemática, ciências, aprendia inglês so de ler em casa, sempre teve um nível de aprendizagem muito maior, uma excelente memoria, eu me sinto um bosta de vez em quando. Não que meu trabalho seja ruim, mas eu vejo todo mundo da escola, os palhaços, os que dormiam, os que eu passava cola, todos melhores que eu, alguns com casa e carro enquanto eu nem tirei a carteira. E o por que dessa diferença entre nós é como já foi explicado mais abaixo, questão de base familiar, eles não pagam aluguel, maioria ganhou a carteira ou a moto ou parte do carro, trabalhavam meio turno ou nem trabalhavam, e eu não desde que minha mãe morreu em 2013, fiquei cerca de 2 anos num limbo, não saía, não estudava, não lia, era um zumbi que trabalhava e dormia. Não que eu queira dar uma de vítima, muito pelo contrario, sei que a culpa da minha falta de sucesso é puramente minha, so que há inúmeras maneiras de se lidar com uma perda, eu escolhi a reclusão; no entanto, fica claro que é tudo questão de oportunidade, não desmerecendo o esforço de quem chegou lá, mas pra quem está tentando pegar algo no alto de uma prateleira, é muito mais fácil pra quem já tem um banquinho do que para quem as vezes nem tem chão.

    12. Acho que uma coisa bacana pra se fazer é usar as pessoas como um meio de se motivar, do tipo “nossa, esse cara é foda. Como ele fez tudo isso? Se ele conseguiu eu também consigo”. Sei que parece meio bobo, mas acho que tudo é questão de ponto de vista, você pode se desmotivar ou se motivar com isso.

    1. Ah, não é tão interessante assim. É uma que eu ganhei em um evento da HBO, não tem tanta firula, hahahaha. Se eu tivesse uma melhor equipada, falaria sobre.

    2. Ah, não é tão interessante assim. É uma que eu ganhei em um evento da HBO, não tem tanta firula, hahahaha. Se eu tivesse uma melhor equipada, falaria sobre.

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