O que tem na mochila do Fernando Kanarski.

O que tem na sua mochila, Fernando Kanarski?


23/3/15 às 9h03

Foto do Fernando Kanarski.

Fernando Kanarski já teve um dos blogs de tecnologia mais famosos do Brasil, o UnderGoogle.com. Atualmente viaja o mundo e nas horas vagas é gerente de métricas e performance na HouseCricket em Curitiba. Tem a fama de viajar para os lugares mais diferentes do mundo e postar fotos que deixam todos os amigos morrendo de inveja. Adora fotografar, beber cerveja e estar cercado de seus gadgets.

  1. 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer, de Patricia Shultz. Considerado o guia definitivo para quem quer conhecer o mundo, o livro traz muitas dicas sobre vários lugares interessantes ao redor do mundo. Este livro foi presente de um amigo, mas antes dele eu já usava o app para o iPad, de mesmo nome, onde além de acompanhar as dicas é possível ainda fazer uma espécie de check-in nos lugares que você já visitou ou nos que têm interesse em ir.
  2. Cartões de visita do Moo.com. Estes saíram de graça, em uma promoção que peguei e que transformava seu perfil do Facebook em cartão. O que mais gosto destes cartões é que posso usar neles as minhas fotos, importadas direto do Flickr, e entregar aos novos amigos. É mais fácil que ficar anotando nome de pessoa ou passando e-mail para trocar fotos.
  3. Caneta. Qualquer viajante que se preze precisa ter uma caneta na mochila. Você entende a importância disso antes de chegar a qualquer país: no avião já saem distribuindo formulários de imigração e se você não tem uma, precisa emprestar de alguém. Esta aí, da Delta, veio num kit muito maneiro na vez que fiz uma viagem na executiva com eles (não tenho dinheiro pra executiva, mas consegui uma promoção por preço de econômica. Foi a melhor viagem da minha vida). Ah, algumas companhias aéreas dão canetas mesmo na econômica, então, vale guardar.
  4. Moleskine do Spotify. Eu sou apaixonado pelo serviço e ganhei este moleskine de uma colega de trabalho que foi visitá-los. Tenho Spotify desde antes de chegar ao Brasil (eu fazia algumas gambiarras para manter uma conta americana e conseguir pagar ele em dólar). Enfim, um moleskine sempre é importante em viagens. Não dá pra confiar endereços, números de reserva e informações importantes somente aos dispositivos móveis. Já fiquei na mão algumas vezes por acabar a bateria do celular com o endereço do hotel lá. Desde então, sempre tenho um “backup” no papel.
  5. Lente Canon 55-250mm. Uso muito para fotografar pessoas em ambientes abertos e pássaros em movimento quando estou viajando.
  6. Câmera Canon T4i com lente Canon 10-22mm. Minha segunda DLSR, a T4i é imprescindível em qualquer viagem. Essa guerreira já enfrentou areia, neve, geleira, sol e temperaturas abaixo de zero. Embora seja um modelo de entrada e não seja full frame, é muito versátil, filma em HD e tem visor touch. Já a lente, mais cara que a própria câmera, rende fotos incríveis de paisagens devido ao seu grande ângulo de captura. Na câmera tenho um SDHC Card de 32 GB pra guardar até 1200 fotos em raw.
  7. Cabos. Os cabos diversos não podem faltar na mochila pra não só carregar os eletrônicos, mas também para transferir as fotos. A dica aqui e usar aqueles “ferrinhos” de fechar saco de pão para deixar os cabos sempre enrolados e organizados.
  8. Carregadores e Adaptadores. Eu gosto do carregador da Apple pela sua possibilidade de mudar as “ponteiras”. Assim, eu tenho modelo americano e europeu de tomada, usados na maior parte do mundo. Para o restante, acabo usando adaptadores.
  9. iPhone 6 (64 GB, Space Gray). O mais novo integrante da mochila e meu quarto iPhone, ele guarda todas as informações de viagem, acesso a Internet e tudo mais. Na última viagem, por preguiça de tirar a câmera em alguns lugares, acabei usando o próprio iPhone. Ele não fez feio, as fotos ficaram muito bonitas. Detalhe: odeio capinha. Embora meus iPhones sempre tenham alguns riscos, acho que capinha/película deixam o aparelho menos amigável.
  10. Adaptador de Lightning para câmera com USB. Eu gosto muito de visualizar, editar e postar as fotos do dia em meus canais sociais. Este adaptador é muito útil para importar as fotos da câmera direto para o iPad. Assim, evito carregar notebook e ainda mantenho um backup das imagens no iPad.
  11. Passaporte. Dispensa explicações. Nas viagens ele sempre está na mochila, num bolso seguro. Como já renovei passaporte, eu tento sempre carregar os dois, deixando na mochila o antigo, pois depois que você passa pela imigração, geralmente só usa o passaporte para provar sua idade.
  12. Carregador portátil Power Bank. Este foi o melhor brinde que já ganhei em evento em toda a minha vida. Ele tem resolvido muito problema de falta de bateria em voos longos com escala. Infelizmente não tenho muitas especificações por ter sido um brinde, mas ele carrega via porta USB e tem capacidade para quase uma carga completa do iPhone.
  13. Thermodo. Este foi o único projeto do Kickstarter que apoiei até hoje. O Thermodo é basicamente um adaptador que você pluga no fone de ouvido do celular e ele mostra, no aplicativo da empresa, a temperatura. Eu uso mais por curiosidade em algumas viagens.
  14. iPad com tela Retina (32 GB). Já falei que uso ele junto com a câmera para ver, editar e compartilhar as fotos. Além disso, tenho várias revistas e livros, para entreter durante as longas horas de conexão ou durante o vôo. O iPad substitui completamente a necessidade de notebook na viagem. Eu consigo resolver a vida nele e até fazer pequenas apresentações e freelancers (de Google Adwords).
  15. Necessaire. Esta foi presente da Delta (o mesmo caso da caneta ali em cima). Recomendo muito ter uma necessaire pequena, com escova, creme dental, desodorante, fio dental, etc. Em longas viagens ou longas horas de espera de conexão, será muito, muito útil. Vale lembrar que nada pode passar de 100ml — regra da aviação comercial!
  16. Fones de ouvido Beats Executive. Também conhecido como “anti-criança chata,” este Beats possui cancelamento de ruído e é perfeito para as intermináveis viagens de avião (ele inclusive tem um adaptador para as saídas de fone de avião, que geralmente são diferentes). Além disso é ótimo para quando aquele bebê chato começa a chorar no meio da noite. Junto com ele, eu tenho uma playlist perfeita no Spotify, só com músicas chatas (Airplane Songs), perfeitas para pegar no sono durante longos vôos. Sempre carrego um jogo de pilhas extra, pois fones com cancelamento de ruído precisam de pilha pra funcionar.
  17. Mochila Lowepro Fastpack 100. Essa eu comprei para conseguir carregar a câmera. Ela tem um compartimento especial para a câmera, todo acolchoado e modelável. Assim, além de ter acesso rápido à câmera, ainda posso ajustar a disposição das lentes e outros acessórios. Essa mochila tem espaço para todos os cabos, eletrônicos, além de compartimento para notebook, onde eu carrego o iPad.
O que tem na mochila do Fernando Kanarski.
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Nota do editor: O Na mochila é uma seção semanal do Manual do Usuário que apresenta o que gente que admiro carrega em suas bolsas e mochilas. Acesse este link para espiar as demais.

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27 comentários

  1. Fernando, só uma observação: um “viajante, caminhante, mochilante” que se preza, sempre tem uma lanterna e um canivete suíço! (y) ;)

  2. Fernando, só uma observação: um “viajante, caminhante, mochilante” que se preza, sempre tem uma lanterna e um canivete suíço! (y) ;)

  3. Show de mochila! Se eu fosse comprar uma Lowepro multipropósito, com certeza seria essa. Acabei encontrando na Nordweg as mesmas características dela. Mas, se fosse num estilo mais low profile, com certeza: Lowepro FastPack 100. Abraço!

  4. Uma boa ideia para essa seção seria a imagem fixa no topo e o texto “rolando” sob ele (não sei se dá para fazer). Dessa forma evita o sobe-e-desce para identificar os itens.

      1. Boa pergunta. Raramente acesso o site pelo celular. Mas não dá para deixar a imagem fixada em cima (em tamanho reduzido) e a letra um pouco menor só rolando? Acho que não prejudicaria a leitura.

      2. Eu acho que no celular ficaria até mais interessante, pois o padrão dele é na vertical o que daria uma boa divisão para metade texto e metade imagem, ou então colocar a imagem em um contêiner onde se possa passear pela imagem.

      3. Pelo CSS bastaria colocar o “position:fixed;” nele, já sobre as telas pequenas acho que seria mais uma questão de teste afinal hoje em dia mesmo os smartphones medianos possuem telas que não decepcionam nem em tamanho, nem em resolução

  5. “…odeio capinha. Embora meus iPhones sempre tenham alguns riscos, acho que capinha/película deixam o aparelho menos amigável.”
    Não sei como vocês conseguem isso. Tenho angústia só de pensar num celular sem capa nem película. Se tiro os meus, minhas mãos até suam, de nervoso.

    1. Considerando que um smartphone dura em média dois anos, eu penso nisso. Daqui a dois anos será só um monte de plástico, metal e componentes, então para que se preocupar tanto?

      O único motivo, e o que me levaria a colocar capinha num futuro iPhone novo, é o valor de revenda. Fora isso, acho um esforço muito grande zelar tanto por um objeto. É quase uma inversão de valores, como se eu tivesse que “servir” ao smartphone e não o contrário.

      1. Por esse lado, até que tem sentido mas vc (provavelmente) não tem transtorno obsessivo-compulsivo…
        Aparelhos meus são como “carro de mulher” (já viu anúncio de veículo usado onde ressaltam que era de mulher para dizer que está como novo?). Guardo até as caixas, presilhas de cabos, guardo carregador todo dia (para não se sujar, caso fique na tomada), limpo a película (diariamente), lavo a capa duas vezes por semana… mas – sei! – que tudo isso é doentio.
        PS: E quando, apesar de tanto esforço, algum aparelho dá problema e penso “Não é possível. Cuidei tão bem dele, nunca deixei cair…”

        1. Eu acho que cuidar de mais faz você deixar de aproveitar o aparelho, só pensando na revenda. Eu acabo revendendo meus aparelhos por menos, mas pelo menos os uso ao máximo. É uma coisa minha realmente não ter capa. Também tenho pavor de colocar qualquer adesivo no computador, tablet, etc.

          1. No meu caso, nem é revenda, visto que não adquiro tops e Android desvaloriza muito (detonado, mais ainda mas os bem ‘tratados’ não são reconhecidos e tão valorizados). É por paranoia mesmo e porque se não o fizer, ficou louco, imaginando risco, sujeira etc onde talvez nem os tenha. Freud explica…

        2. Eu confio cegamente no Gorilla Glass contra riscos, tem alguns, mas abomino capas e peliculas com todo meu coração.
          No máximo tomo cuidado para não colocar outros objetos perigosos no mesmo bolso e para não tomar quedas. Se meu ultimo celular não tivesse sido roubado tenho certeza que definharia na minha mão antes de comprar outro. Ah e durou quase dois anos em perfeito estado, com apenas alguns arranhões por causa de uma única queda.

    2. Não chego a tanto mas pra quem teve 2 prejuízos trocando telas, a capa vem a calhar bastante. Já me salvou algumas vezes de quedas. Sou muito desastrado.

    1. Praticidade, eu mesmo uso pra anotar lembretes, endereços (caso o celular descarregue), desenhar caso algum imprevisto me deixe preso em algum lugar, etc

  6. Teria o Fernando algum blog de relatos das viagens ou somente fotos das viagens no flicker?

    Um dos poucos sem leitor digital, optando pelo Ipad para isso.

    1. Iran, não tenho blog para os relatos não. Devo reativar um blog de viagem nos próximos dias, mas não é exatamente sobre relatos. Estes, eu deixo somente para o Facebook mesmo.

  7. Muito bom esse post, incrível como o carregador de celular parece pequeno.
    E na mala grande, como você organiza as roupas: por tipos de peças ou por mudas de roupa?

    1. Everton, na mala principal, se for pra ficar em Hotel, eu organizo por tipo de peça, tudo enrolado, para amassar menos. Se for ficar em hostels, eu organizo por ordem de uso, para dar menos trabalho.