Do mobile first ao mobile native

Mão segurando um iPhone 7 Plus na cor ouro rosa.

Uns dois anos atrás, empresas de Internet deixaram de ter uma equipe e estratégia mobile para o que batizaram de “mobile first”. Em vez de criar um produto e decidir como e se ele funcionaria nas plataformas móveis, novos projetos passaram a ser feitos para o mobile por padrão e a não necessariamente fazer o caminho de volta para o desktop.

Agora, porém, acho que podemos ver uma evolução para além do “mobile first”. O que acontece se você simplesmente esquece do PC? Mas, também, o que acontece se você deixa de lado os celulares simples, os featurephones? O que acontece se você presume como certa toda a sofisticação que um smartphone moderno tem e que um PC não, e se você também toma como certo que, com 650 milhões de iPhone em uso e 2,5 bilhões de smartphones no total, você pode montar uma empresa de grande porte sem sequer pensar no low end?

Existem alguns blocos fundamentais para se pensar aqui:

  • Existe o sensor de imagem como um método primário de entrada, não apenas uma forma de tirar fotos, especialmente quando somado ao toque. Esse sensor de imagem é geralmente a melhor “câmera” que a maioria das pessoas já teve, em qualidade absoluta de imagem e, também, se presume que seja boa para capturar fotos mais ou menos em qualquer lugar.
  • Existe a presunção de um contexto que torne ok o uso de sons, tanto para ouvir quanto para falar com seu dispositivo — não estamos mais em um escritório de plano aberto.
  • Existe banda de rede (tanto LTE como Wi-Fi, que representa metade do uso dos smartphones) que torna banal o autoplay de vídeos — na verdade, vídeos que podem até mesmo dispensar um botão de “play” ou controles — e as transmissões ao vivo, triviais. Acho que muito do uso de vídeos hoje é efetivamente um substituto para o HTML ou o Flash — vídeo como conteúdo, não como um clipe live-action.
  • Com a banda de rede temos também a bateria, ou a intenção de carregar os aparelhos, e na medida em que esse se torna o principal aparelho e é usado em casa, a bateria importa menos.
  • O dispositivo pessoal que está sempre no seu bolso torna o smartphone e seus apps muito mais intimamente conectado a você, além de muito mais imediato, talvez para compartilhar algo pequeno e pessoal que você jamais salvaria para quando estivesse diante do PC ao chegar em casa ou (digamos) assistindo a um streaming ao vivo do que está acontecendo agora mesmo.
  • Existe um sistema operacional multitarefa e um ecossistema que permite executar muitos apps, experimentar novos apps às dezenas (auxiliado por uma agenda de contatos e um arquivo de fotos comuns) e torna novos apps grátis ou baratos e (especialmente no iOS) seguros.
  • E existem chips e ferramentas de software (especialmente agora com a aprendizagem de máquina) que permitem comprimir e enviar em tempo real um vídeo ao vivo de alta definição, transmiti-lo a milhões de pessoas e automaticamente colocar efeitos engraçadinhos por cima — e fazem tudo isso parecer com uma commodity.

Neste último ponto, é útil pensar em quantos desses blocos a cultura dos vídeos ao vivo toma como garantidos e por quantos motivos diferentes seria impossível criar a mesma cultura no desktop.

O que me impressiona é como os smartphones são muito mais sofisticados e, ao mesmo tempo, muito mais fáceis de usar do que PCs, especialmente do que a Internet em PCs. Eles fazem todas essas coisas que você não conseguiria com o modelo do navegador-teclado-mouse e isso significa mais possibilidades para editores e desenvolvedores, mas também para os usuários normais — muito mais criação do que jamais aconteceu nos PCs. E existe uma geração de nativos móveis que já considera isso garantido e te dirá quais dos apps aparentemente legais (que fazem algo que teria explodido sua cabeça em 2007) são coisas de criança. Uma criança nascida quando o iPhone foi anunciado tem 10 anos em 2 meses, afinal de contas.

Essa mudança, do criar primeiramente para dispositivos móveis para realmente potencializar o que o mais ou menos um bilhão de smartphones topo de linha conseguem fazer em 2016, me lembra um pouco os produtos “Web 2.0” de uma década atrás. Uma forma (e apenas uma) que você poderia caracterizá-los é que eles diziam: “sabe, não precisamos pensar no Lynx, em scripts CGI, no IE2 e na conexão discada. Nós evoluímos a web para além do ponto em que as tags <IMG> eram controversas, podemos elaborar novas hipóteses sobre o que vai funcionar e isso possibilita novas formas de pensar interfaces e serviços.”

Da mesma forma, você poderia criar um app “mobile first” hoje que ainda faça total sentido em um desktop — de fato, você poderia replicar um app de smartphone com o Visual Basic. A interface original do iPhone, e muitos dos grandes apps sociais de hoje, poderiam ser usados normalmente com um mouse e um teclado, ou ainda apenas com um teclado, apertando Tab para ir de um botão a outro. Se seus olhos estão em todos os 2,5 bilhões de smartphones em uso hoje e nos cinco bilhões que teremos em alguns anos, essa deve ser a estratégia certa. Mas parece-me que criar pensando no “mobile native” em vez do “mobile first” pode ser uma boa estratégia também.


Publicado originalmente no blog do Benedict Evans em 2 de novembro de 2016.

Tradução por Leon Cavalcanti Rocha.
Foto do topo: Kārlis Dambrāns/Flickr.

O Manual do Usuário é um blog independente que confia na generosidade dos leitores que podem colaborar para manter-se no ar. Saiba mais →

Acompanhe

  • Telegram
  • Twitter
  • Newsletter
  • Feed RSS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

43 comentários

  1. Isso, dito no texto, não é mais ou menos o que o Google quer fazer rodando apps do Android no ChromeOS? Ou o que o Windows 10 tenta fazer com os apps universais?

    Eu entendo o ponto do autor e concordo com a argumentação central, acho que a imensa maioria das pessoas consegue passar a maior parte do seu tempo apenas num ecossistema pensado pro mobile apenas. Apps mobile rodando em desktop são uma ideia interessante e que eu acho que devem ser mais utilizadas no futuro, mas, até que ponto isso é um avanço e não um retrocesso?

    Explico. Temos o navegador que hoje centraliza boa parte da experiência diária de uma pessoa no desktop (redes sociais, e-mail, documentos, vídeos etc) que é bom, exatamente, por ser uma aplicação única em instalação e update (o navegador é quase um sub-SO rodando dentro do SO principal). Essa facilidade seria trocada por uma quantidade maior de updates/manutenção e de coisas instaladas e rodando no SO (consumindo recursos, ainda que esses hoje sejam quase ilimitados).

    Acho que sistemas de mensagem, como Whatsapp e Telegram, tem seu apelo em ser um app separado no Desktop (e usar teclado completo para digitar mensagens é algo que me agrada muito). Vejo também algumas outras situações específicas de uso de apps portados do mobile pro desktop que seriam interessantes (eu usava no ChromeOS um app de Markdown para tomar notas nas aulas, por exemplo).

    Não sei se eu sou muito chato, mas, me parece que a lógica de operação do telefone é muito diversa do desktop, ainda que eu veja possíveis vantagens e aplicações que se beneficiariam de uma fragmentação (no sentido de termos vários apps instalados e precisando de manutenção/update versus a visão “antiga” de tudo rodar no navegador) no desktop em prol de uma universalização na sua experiência de uso.

    Eu acho um retrocesso passar a ter um app pra tudo no desktop e no telefone (ainda que eu acredite que essa parece ser a visão das empresas de futuro).

    1. São coisas diferentes, Paulo. O que eu percebo, e é só um palpite, é que falta um repertório maior de casos de uso em quem questiona a “Era Pós-PC”. Apps de mensagens são só um; pense no sensores, no GPS, na mobilidade, na Internet em qualquer lugar, na câmera… são inúmeros fatores que colocam o smartphone numa posição privilegiada — e o reflexo disso é a disseminação; em menos de dez anos, a base instalada já é mais que o dobro maior, e chegará a cinco vezes em cinco anos, segundo previsões confiáveis.

      Existem casos de uso em que o notebook não é bem substituído pelo mobile, mas eles são minoria, e não o contrário. Existem outros em que um notebook até se sairia melhor, mas que a praticidade de ter o smartphone a mão vence outros prejuízos menores. E, entrando no argumento desse texto, temos cenários, cada vez em maior número, que seriam impossíveis ou muito difíceis no desktop. Ainda estamos arranhando essa superfície, mas parece-me bastante claro que o mobile é a nova plataforma protagonista e, no geral, representa um avanço no uso e disseminação da tecnologia.

      1. Acho que o mobile ser plataforma principal é fato consumado, as pessoas usam telefones o tempo todo, mesmo quando tem acesso a um desktop.

        Só queria saber se o movimento que ele fala que o iOS deveria/vai fazer (e, se ocorrer, a Apple provavelmente será a última se levarmos em conta os últimos movimentos da empresa) não é exatamente o mesmo que o Google faz no sentido de Android ChromeOS ao utilizar os mesmo apps nas duas plataformas (criando assim uma conta única, sincronização, consolidação de dados, etc). Pra mim a ideia de ter o telefone como principal e, caso necessário, um desktop que rode tudo o que eu rodo no telefone e mais outras outras coisas seria interessante. Mais interessante ainda se a ideia de um dock pro telefone for revivida.

        No final, com esse movimento todo, acho que quem vai “morrer” vai ser o notebook porque o desktop manteve o nicho dele – gamers, profissionais que precisam de relativo pobre de processamento/manutenção simplifica etc.

        Cabe a ressalva que todas essas previsões/chutes levam em conta apenas uma parcela da população mundial, o 1% de sempre. Quando o BE faz a previsão ele sempre olha pro mercado high-level mundial (e bastante focado no americano, mas não sei se isso faz diferença). Acho que a tal era “Pós-PC” vai demorar a chegar nas pessoas que estão comprando telefones baratos, desktops em, 24x etc.

        1. “Acho que a tal era ‘Pós-PC’ vai demorar a chegar nas pessoas que estão comprando telefones baratos, desktops em, 24x etc.”

          Acho que é o contrário. Nesse texto, especificamente, a abordagem foca no mercado high-end (e até os supermédios), mas, em geral, os argumentos dele abrangem a categoria como um todo, os 2,5 bilhões de usuários de smartphones do mundo. É mais que o dobro do que o PC já teve de base instalada. Sem precisar ir muito longe, aqui mesmo, em cidades metropolitanas do Brasil, você encontra muita gente que só acessa/acessou a Internet pela primeira vez pelo smartphone. O smartphone é o dispositivo conectado mais popular que já existiu. Esse é um dos seus atrativos.

          1. Não nego isso, como eu disse a maior parte das pessoas usa telefones pra acessar internet atualmente. O passo que eu falo é o além. Quando essas pessoas precisarem de mais (e os telefones forem exigidos além do Instagram e Facebook). Os que a matéria foca são capazes de entregar uma experiência ótima na maioria das vezes, isso porém não se aplica na parte debaixo dos aparelhos.

            Claro que é impossível negar os 2,5 bilhões no mundo, mas, quanto disso são de telefones high-end? E qual a capacidade de escala disso? Qual o crescimento deles no mercado?

            Dá pra se perguntar ainda qual é incremento do HW – lembrando que antigamente era comum ver se o computador seria capaz de rodar o Windows, hoje isso não acontece mais na maioria dos casos – projetado para os telefones low-end (porque a minha impressão é que o HW deles estão se estagnando aos poucos).

            Eu tendo a concordar com o BE, mas, os números que ele traz são relativamente vazios em termos de dados uteis de fato. São 650mi de iPhones, mas, quantos desses são top? São 2,5bi de smartphones, mas, quantos desses tem uma especificação boa o bastante pra ser de fato um dispositivo único para uma pessoa? Sem particionar esses dados, fica complicado dizer algo sobre o cenário que ele propõe, ainda que faça sentido.

          2. Visto o tanto de gente que se vira com Galaxy J1/Y/Pocket e os Positivo da vida, diria que essa distinção não importa muito no debate mais amplo. Para esse post, sim, e realmente faltam dados — embora não exista iPhone low-end, os mais antigos, iPhone 5 para trás, podem ser considerados como tais atualmente.

          3. Eu questionei exatamente por isso.

            Como referência anedótica, na minha família tem 5 iPhones 4S em uso diário e nas ruas, ao menos em Porto Alegre, é bastante comum ainda encontrar eles em uso (posso contar ainda mais 4 ou 5 colegas que os tem).

            Eu acho que é bem necessário saber a curva de adoção massiva de telefones high-end para poder prever ou tentar apontar um caminho nessa era Pós-PC.

          4. Acho que (ainda) estamos falando de coisas diferentes. Para a Era Pós-PC, pouco importa ser high-end ou não. O WhatsApp, para citar um exemplo fácil, roda no iPhone 7 e no Galaxy Y, talvez com mais dificuldade nesse último, mas roda. O cara que tem um Galaxy Y se vira com ele; independentemente de ser bom ou ruim, é um smartphone e entrega resultados como tal.

            O lance do high-end, que o Benedict fala nesse texto, é que já são tantos smartphones em uso que mesmo nichos são grandes o suficiente para suportarem negócios bem sucedidos. Ainda que iPhone high-end seja… sei lá, 1/3 dos que estão em uso, estamos falando de mais de 200 milhões de aparelhos/pessoas. Com muito menos pode-se desenvolver novas ideias, lançar novos negócios.

            A provocação dele é nesse sentido: ok, temos volume suficiente de smartphones high-end. Partindo disso, o que podemos criar tomando por certo as características únicas de um iPhone de ponta? É de se pensar.

          5. Ah, ok, era isso que eu não tinha entendido no texto. Ficou mais claro.

          6. Ah, ok, era isso que eu não tinha entendido no texto. Ficou mais claro.

  2. Com certeza os smartphones híbridos podem ser tendência em 2017/2018 conforme alguns analistas prevêem. Um smartphone_PC como o HP Elite X3 e o modo Continuum podem se popularizar ainda mais.

    1. Mas o nosso amigo do site espera q essa tendencia seja ditada pelo todo-poderoso iPhone,já q este site ,inúmeras vezes,matou a plataforma da Microsoft,amigo;como também deve enchergar o HP Elite como sendo um prototípo,ou nem sequer existindo.
      A Microsoft_contrariando a logica da Apple _misturou uma “geladeira a uma torradeira” ,e virou tendência(Surface).Agora está fazendo de novo,mas,os foristas não dão o braço a torcer simplesmente pq isso não veio de Cupertino.Fanatismo tolo,e quase infantil.

        1. Pena?!O q eu as vezes acho é q o Ghedin é [mais] um desses acionistas da Apple;ou então ele é mais um desses geeks fanáticos_Os Appfãboys meio q se parecem com aqueles evangélicos pelo Edir Macedo.kkkk
          Ah!Por falar na morte do WP:Hoje sai mais uma update cumulativa para W10M Anniversary.Lá pro final da tarde…acredito eu?.

          1. Por “o Ghedin” entenda “Benedict Evans”.
            Muito do que é atribuído como pensamento do Ghedin é na verdade opinião de outros colunistas que são traduzidos aqui no Manual.

          2. Os textos traduzidos sempre levam o nome do autor original logo em seguida ao titulo. Já percebi que algumas vezes as opiniões do Ghedin vão de total encontro às do Evans, mas em suma maioria elas são próprias. Quem não tem algumas opiniões baseadas nas de outras pessoas? O mundo é assim. E também não culpo ele por decretar o fim do WM, muitas vezes a MS pratica descaso sim, como a falta de firmware, apps próprios que poderiam estar no WM, porém deve-se ver que ela ganha mais colocando seus apps nos sistemas concorrentes. Até final desse ano só vai parecer que ela mantém o Mobile por obrigação, mas não vai demorar para ela mostrar de forma clara que não só vai investir muito no mobile como vai usá-lo para iniciar tendências, como o já comentado Continuum. Não precisa ser inteligente para ver que o mobile é o futuro, mas que o PC não pode ser extinto, e unir os dois em um só será a nova corrida do ouro.

          3. x+x+x=papagaio de pirata_Aquele passarinho q repete o q os outros dizem sem contestar.

        2. Lembro de um texto (acho que foi aqui no MdU) falando sobre o futuro do sistema da apple e evolução dos processadores ARM. Dizia que a tendencia é que o IOS substitua os Mac, diante da evolução do poder dos processadores da Apple. Para a MS não é diferente, ela continua investindo no WM10. Se esse dia chegar, a ponto dos processadores x86 forem substituídos pelo ARM, a MS terá um sistema completo e pronto, totalmente compatível com o novo sistema. A briga será diferente, ao contrário do mobile, em que a MS chegou atrasada no ponto.

          1. Ainda sim a MS sairá perdendo, já que não adianta ter apenas o OS, já que vai precisar de apps para rodá-los e ai aonde a Microsoft perde.

          2. Não é só uma questão de arquitetura. Aliás, antes fosse — seria mais fácil à Microsoft, que inclusive já portou o Windows para ARM e disso saiu aquele desastre do Windows RT.

            Mobile não é questão de arquitetura, apenas, é de interface, usabilidade, experiência de uso.

          3. E nesses três pontos (interface, usabilidade e experiência de uso) o W10M não peca. O porém, como é visto no texto, é que a questão de tudo são os apps, eles são os que importam, pois são eles que se usa mais no smartphone, e nisso o sistema peca muito. Eu uso um Lumia e tenho nele o suficiente, mas há dois pontos a serem analisados: quem se contenta de verdade apenas com o suficiente? e quando eu quiser ir além do suficiente, poderei?
            P.S.: eu ia terminar a frase com “terei esse luxo”, porém percebi que não é mais luxo ter tudo o que quiser na palma da mão, por isso android tá onde tá.

          4. “E nesses três pontos (interface, usabilidade e experiência de uso) o W10M não peca.”

            Eu acho que peca. Não adianta fazer algo sofisticado ou de bom gosto, mas desconectado do que as pessoas esperam. Bom design é isso também, ou seja, ser natural a quem se destina. Se a metáfora da Apple vingou, com telas e mais telas repletas de ícones, fazer algo melhor não significa diferente ou mais bonito, mas algo que seja mais cômodo às pessoas.

            E, mesmo com boa vontade, algumas soluções originais do Windows Phone eram ruins. As live tiles ficam bonitas em apresentações, mas são péssimas para dar uma visão geral do que está acontecendo no sistema. Mesmo os badges vermelhos do iOS são melhores que isso — dão uma visão panorâmica, estática.

            E nisso entramos em toda a questão de interface, elementos do sistema etc. Usabilidade e experiência de uso não é concurso de beleza, é tornar o uso fácil para a maioria das pessoas.

      1. “Fanatismo tolo,e quase infantil”

        O Surface pode ter virado tendência, mas o que mais vende ainda é o iPadPro, e o que importa mais para uma empresa, definir tendências ou ganhar dinheiro? O último é o que a mantém viva, o primeiro deixa uma nota de rodapé nas matérias.
        Assim como as pessoas “enchergam” o HP Elite X3 como um produto muito caro, que não vende, mas muito bom, de fato, HW idêntico a outros flagships, mas falha no Software, onde acaba sendo o que mais importa para as pessoas no final do dia. Não se esqueça, um celta 1.0 anda tanto quando uma ferrari na Av. paulista na hora do Rush.

        Isso, de apenas vilificar uma empresa, pois ela está no hotspot no momento, acaba sendo fanatismo tolo e quase infantil. Assim como outros comentaristas deste post, que mesmo a Microsoft adimitindo que errou a mão no seu OS mobile, vivem em negação, fala do tão aclamado SurfacePhone de como irá mudar a indústria, mas acaba se esquecendo, a dona do OS já está abandonando a plataforma pois viu que já é uma batalha perdida.

        1. Eu não diria abandonando, seria tolice acreditar nisso. Ah, e antes de falar qualquer coisa por gentileza pesquise, pois o Surface Pro 4 vendeu e vende mais que o iPad Pro, pelo simples fato do produto da maçã ser caro e limitado, justamente por conta do SO. Perceba que, mudando a perspectiva, não foi só a MS que errou, pois o iPad cumpre bem o que promete enquanto tablet, mas não joga no time dos PCs, notebooks ou híbridos como a Apple tenta empurrar, já o Surface merece o titulo de 3 em 1 e executa lindamente.

          1. Bom, não consegui achar nada que comprove que o Surface Pro vendeu mais que o iPadPro, mas achei provas do contrário, então por favor, cite tuas fontes. Notebooks, nem o iPad nem o Surface são bons, ambos os teclados são horríveis, péssimos para longa digitações, e como tablet o Surface Pro é horrível, sua bateria não aguenta nada, formato de tela não é adequado, e é muito pesado. Então, pare de fanatismo tolo e quase infantil, como disse teu colega.

            http://www.designntrend.com/articles/75553/20160506/surface-pro-4-vs-ipad-pro-sales-apple-beating-microsoft-detachable-tablets.htm

            E como a última vez que foi feita uma pesquisa de ambos foi no Q1 2016, é a única pesquisa recente.

            As outras apenas falam de numero total de vendas de tablets, ai acaba incluindo o iPad normal, e os números saltam.

          2. Como assim teclado horrível?Vc usou em algum dos dispositivos por acaso?O do iPAD PRO realmente é horrível,tanto que tem um bem melhor da Logitec pra ele.Já o do SP4 é OK,obviamente ñ é como o do SurfaceBook ou Macbooks,mas em comparação com o do iPAD PRO,é muito melhor segundo as análises que tem por aí no YT.E outra,ñ gosta daquele teclado,simples,ou use algum USB ou Bluetooth,ao menos vc pode usar isso no Surface.E no iPad Pro?Pesado?Para um tablet comum SIM,mas para um híbrido,NÃO!E é um pouco mais leve que o iPAD PRO de 12.Em tablet comuns(iPad Air e outros),o iPAD sempre será a melhor opção,para híbridos,nunca.

          3. Carregar um teclado e mouse separado, acaba matando a portabilidade que ele vende como fator diferencial não acha?

            Sobre o formato de tela, é um ótimo formato para Notebook, mas para uso como tablet? Sim, é horrível. Tenho hoje um iPad Pro e um SP3, eu acho que tenho alguma autoridade para poder falar.

            A grande vantagem de um dispositivo híbrido, é ele entregar a portabilidade de um Tablet, sem comprometer em processamento. Ambos conseguem fazer isso bem, até a segunda página. Como tablet o SP4 é tão bom quanto um table chinês de 50 dólares, bateria pífia, desajeitado. Ele não dura um dia todo de trabalho. E para um escritório, um iPad Pro, acaba satisfazendo melhor, já que a suíte office é presente.

          4. Na internet todo mundo tem tudo, é incrível. A case do SP4 tem touchpad, mas não lembro da case do iPad Pro ter, na verdade não lembro do IOS ter suporte para tal. A bateria do Surface dura em media 5 horas, notebooks muito mais caros duram umas 8 horas quando muito, normalmente umas 7. A case dá sobrevida, adicionando de 2 a 3 horas, ou seja, não fica devendo para o que um notebook entrega hoje. O Surface nem deveria ser considerado tablet, pois ele é o que um ultrabook é. Sobre a suíte Office e o que satisfaz mais num escritório, tanto vale usar um note bem mais barato que terá uma verdadeira multitarefa, ou se for apenas para usar a suite, vale qualquer coisa, pois a mesma está presente em qualquer dispositivo de qualquer SO.

          5. Você está confundido o Surfacebook, que possui uma bateria no teclado com o SurfacePro, o último não possui qualquer tipo de bateria no teclado. Então para quem vale a pena o SurfacePro? Se para usar num escritório não vale, a bateria não é boa, acaba excluindo que o usa na rua.

          6. Não deve ter usado um Surface Pro 4 ou um iPad Pro pra dizer o que é ruim e o que não. Basta ver um ponto curioso: o Windows tem modo tablet e funciona bem, mas o IOS tem modo PC? Acho que não, e aí é que cabe a reflexão, pois o Windows é mais completo tanto em notebooks quanto em híbridos quanto em tablets, já o IOS no iPad Pro é tipo um iPhone esticado.

    2. O Elite X3 não se popularizou, ótimo dispositivo, mas o preço dele é proibitivo. E o que mais afeta ele ainda é o OS. Ninguém que está no Ecossitema Android ou iOS vai investir tanto num smartphone que ainda precisa de acessórios para tirar vantagem do que ele pode oferecer. E você volta com esse teu fanatismo alucinado, onde acha que apenas a Microsoft é a boa da história e só ela, e apenas ela, pode vender algo. Mas por $800 é um celular $150 mais caro que os Flagships iPhone/Pixel/S7 e não entrega nada de bom.

        1. Não tenho “haterismo”. Não confunda não gostar de um produto pois ele não é bom com odiar. Não adianta ser o defensor de um sistema fracassado, e viver de esperanças que alguém irá lançar algo que irá mudar totalmente a forma como usamos e interagimos com algum produto apenas porque está num site chamado WindowsCentral.

          Então, decidi ler 5 reviews sobre ele.

          Em todos os locais, falam, aparelho tem uma boa pegada, mas ainda parece barato nas mãos, sendo de plástico, isso seria perdoável se fosse um aparelho barato, e não o mais caro do mercado.

          Sua tela, mesmo quando comparado com outros antigos flagships Lumias, não é tão bom. Ainda sim, é um bom display.

          Ai começam os problemas, seu calcanhar de aquiles, o SO. ele tem uma tela de 5.96″ e o OS não é capaz de aproveitar toda a tela, em vários casos.

          Sobre o Continuum, funciona bem, mas apenas com apps Universais, e você está limitado, ao menos no momento, ao Edge. O Dock necessário, ainda precisa de uma fonte externa, o que acaba matando a questão de mobilidade que ele oferece. O aparelho fica quente quando se usa esse modo, e muito quente se tentar algo extravagante( leia-se 10 abas abertas). Não possui suporte a apps multi-janelas, e de novo, o Continuum ele já está há mais de um ano, sem atualizações relevantes. Outro indício do contínuo esforço da Microsoft.

          A câmera é uma porcaria pelo preço do aparelho, imagine um Moto G 1gen.

          Bateria é ótima, dura ao menos um dia e meio de uso.

          No final, se o software é tão bom quanto o bada, deve ter até menos usuários que o próprio bada, de nada adianta ter uma ferrari no capô se as ruas que anda só tem lombadas. Acaba matando o propósito. Então pense nesse “haterismo”, que aliás nem é uma palavra, como consciência, e não como um papagaio pirata.

          Aliás, apenas fazendo uma regra de três, se o tal aparelho chegar um dia ao Brasil, chegará custando ao menos 4800 reais. O que já diz bastante.

          Ou seja, a melhor maneira de se obter algum sucesso, é investir na plataforma, para que assim, ela entregue os que os usuários precisam. Ser um bom smartphone hoje em dia é fácil, veja o One+3, mas ainda peca, e demais, no software. O que é um problema desde o Windows Phone 7.X,

          1. Com o Continuum não se está limitado somente ao Edge. Outra que o OS aproveita bem a tela, mas depende do app para que o espaço seja melhor aproveitado, muitas vezes as letras ficam demasiada grandes e isso não é somente em telas grandes. Mas concordo, o aparelho estava ( não está mais) mais caro que a concorrência, oferecendo menos até. O hardware é bom, a construção peca no plástico que não chega a ser nível de Lumias 2012, a tela não é a melhor, a câmera é tristeza pura e a bateria não surpreende, tem certificação militar mas se torna irrelevante, juntamente com o Continuum, perante o preço alto e os defeitos. Agora ele esta 550 dólares, um preço bom, está vendendo melhor, porém estou curioso para ver como ele se sai contra o novo Idol 4S, que é 80 dólares mais barato e perde em bateria.

          2. Bom,. não sei aonde achou ele por 550 dólares, pois em todo local, ele ainda é listado por 799.

          3. Pelo que vi na maioria das lojas o preço foi derrubado, não em promoção, mas definitivo, restando à lugares como a Microsoft Store o preço de lançamento.

          4. Tanto na Amazon, quanto BestBuy, quanto Costco e Craiglist, o preço ainda é o mesmo.

          5. O texto além de não ser nada conciso e coeso, foge totalmente do que se pode aceitar de uma crítica. Além de disfarçar a raiva e/ou ódio do sistema por pura birra, tenta desmerecer com argumentos bobos e porque não, haters.

          6. Não é raiva e/ou ódio por birra, o sistema é ruim, isto é um fato. Os argumentos bobos, são uma realidade. Falta de suporte de terceiros, isso é um problema para a adoção do Linux no Desktop, assim como é um problema no Windows Mobile nos smarphones. A diferença é que podemos viver sem o Linux no Desktop, pois ele é parte fundamental no back-end. Já o Windows Mobile, não traz nada novo, é apenas mais um Maemo, Meemo, Bada, ou qualquer outro OS que fracassou devido a falta de suporte de terceiros.

          7. Não é raiva e/ou ódio por birra, o sistema é ruim, isto é um fato. Os argumentos bobos, são uma realidade. Falta de suporte de terceiros, isso é um problema para a adoção do Linux no Desktop, assim como é um problema no Windows Mobile nos smarphones. A diferença é que podemos viver sem o Linux no Desktop, pois ele é parte fundamental no back-end. Já o Windows Mobile, não traz nada novo, é apenas mais um Maemo, Meemo, Bada, ou qualquer outro OS que fracassou devido a falta de suporte de terceiros.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!