Festa de lançamento do Windows 10 em Madrid.

Microsoft, rendição e o fim do “Windows Everywhere”


30/9/15 às 14h23

A cultura da tecnologia valoriza persistência, teimosia, perseverança e a ideia de que não se deve desistir. Estamos cercados de histórias de visionários que sempre ouviram que não conseguiriam atingir o sucesso e que, mesmo assim, seguiram em frente e mudaram o mundo. Mas, às vezes, devemos colocar o viés da seleção de lado e, bem, desistir.

Isso talvez se aplique mais para grandes empresas do que para startups. Grandes empresas têm equipes inteiras de estratégia, dedicadas a pensar no que fazer a seguir e em como fazer, e milhões de dólares para contratar consultorias estratégicas a fim de produzir documentos de centenas de páginas com mais estratégias e formas de atingi-las. Essas pessoas não têm interesse em dizer “desista, não vai funcionar” (talvez porque isso pode significar que você não precise mais de uma equipe de estratégia). E não há SmartArt capaz de embelezar um fracasso.

A Microsoft de hoje, acho eu, é um caso emblemático de saber quando se deve desistir e o que fazer a partir daí.

Como todos (espero) sabemos, os dispositivos móveis estão tomando o lugar do PC como plataforma de computação dominante. Os smartphones vendem muito mais, têm uma base de usuários muito maior e já estão próximos de responder por uma porção maior que a do PC no uso da Internet em mercados mais importantes (como os EUA e o Reino Unido). O PC não irá desaparecer tão cedo, mas assim como máquinas de fax ou mainframes, ele é o passado, não o futuro.

Vendas de PCs e smartphones, por trimestre.
A indústria de smartphones esmaga a de PCs.

Como o sistema operacional móvel da Microsoft fracassou em conquistar uma fatia significativa do mercado, ela saiu de sua posição, de dominar as vendas de dispositivos computacionais pessoais, para estar presente em menos de um quinto deles.

Participação da Microsoft nas vendas de dispositivos móveis.
Afastamento da Microsoft.

Se a Microsoft estivesse sob o seu comando, o que você faria?

A velha abordagem, adotada por Steve Ballmer, foi usar a força do Windows e do Office no PC para empurrar o Windows em dispositivos móveis, usando força bruta para tirar o atraso (como a Microsoft já havia feito antes). Usar o Office e o Windows para se promoverem mutuamente. Montar um sistema, ainda que tardiamente e em fases, que pudesse ser sua resposta ao iOS. Pagar desenvolvedores para desenvolverem apps para Windows Phone a fim de estimular o mercado, se necessário. Colocar o Office primeiramente na sua própria plataforma, independentemente do que os usuários estivessem usando. Quando tudo isso falhar e a Nokia disser que está desistindo, comprá-la e fazer seus próprios dispositivos.

No passado, promover o Windows e o Office era a chave do sucesso da Microsoft, mas isso não funcionou desta vez. Na verdade, o Windows deixou de ser a plataforma dominante de desenvolvimento no fim dos anos 1990, com o crescimento da web (embora isso importasse menos na época, uma vez que você ainda precisava se conectar e, para quase todo mundo, isso era sinônimo de um PC com Windows).

Embora uma grande parte da estratégia móvel da Microsoft tenha sido promover códigos comuns no Windows desktop e em dispositivos móveis, ou seja, facilitar o desenvolvimento de apps para ambos ao mesmo tempo, na prática isso é quase que totalmente irrelevante. Os apps que as pessoas querem nos smartphones não estão sendo escritos para o Windows no desktop. O Uber não tem um app para o Windows, nem o Instacart, o Pinterest ou o Instagram. Os apps e serviços com os quais os usuários se importam, ou são apenas para smartphones ou chegam ao desktop por um webapp — com exceções parciais apenas para programas corporativos. Não dá pra atrair desenvolvedores para o Windows Phone dizendo que “é fácil converter seu app de desktop para o móvel” se não há um app de desktop.

Assim, no mobile o Windows não é uma vantagem para a Microsoft. Tampouco é o Office. Poucas pessoas querem de verdade editar documentos do Office no celular — em geral, um visualizador é o suficiente. E como a Blackberry já descobriu, suporte corporativo não é o bastante se a experiência no todo deixa a desejar. Como a Apple já oferece essas ferramentas corporativas, o apelo do Windows Phone também se perde neste ponto.

Havia uma pequena chance do Windows Phone vencer todas essas dificuldades e se estabelecer em 2011, quando a parceria com a Nokia foi anunciada. Não havia chance alguma quando a Microsoft comprou a Nokia em 2013. O ajuste fiscal daquela aquisição gera arrependimento, não surpresa. O Windows Phone falhou em atingir uma escala mínima para ser atraente aos desenvolvedores: ele é uma terceira opção ou talvez uma quarta, passada a tentação maior em fazer outro projeto para iOS ou Android. Existem poucos apps e os que existem possuem menos funções do que no iOS ou no Android. Os consumidores percebem esse cenário. Alguns amam seus Windows Phone, mas esses não são muitos.

Gráfico de vendas de smartphones Lumia.
Vendas trimestrais de dispositivos Lumia. (Em milhões.)

A Microsoft perdeu a oportunidade dos dispositivos móveis. Computadores pessoais são uma plataforma em lenta decadência. Ao mesmo tempo, a fraqueza nos dispositivos móveis se alastra ao desktop, enfraquecendo o Office. A mudança de foco dos PCs será mais lenta no mercado corporativo do que entre os consumidores, tal qual o crescimento de modelos alternativos de software. Mas, como argumentei aqui, o crescimento do software como um serviço (SaaS), com novos modelos de produtividade de um lado e dispositivos mais competentes do outro, significa que o Office e, portanto, o Windows, para as empresas é, provavelmente, outro modelo em decadência. Você precisa de um PC para usar o Office, mas não dá mais pra garantir que você usará o Office de fato.

Isso nos traz à rendição. O novo CEO reconhece o fim do “Windows Everywhere” como a principal estratégia da Microsoft e, também, o declínio do Office como uma experiência de produtividade universal e monolítica. O Windows Phone não é mais o centro da estratégia (se é que ele sobreviverá como qualquer coisa além de um nicho, como o da linha Nexus). A Microsoft também sugere que o Xbox não é o centro da sua estratégia, refletindo a realidade de que será o smartphone, não a TV ou uma caixa plugada nela, que será o centro da experiência digital para a maioria das pessoas. O smartphone é o Sol e todo o resto o orbita.

A situação é um pouco como a transição do Google da busca textual para se tornar o centro de tudo e a tentativa do Facebook em ir além do Feed de Notícias. A Microsoft tem dois negócios enormes e lucrativos no Windows e no Office; lentamente eles acabarão, então, como usá-los para criar algo novo? Em vez de cada projeto ter de alguma forma que promover o Office e o Windows, como usá-los para promover projetos futuros? Devemos distinguir as coisas que sustentam os legados do Office e do Windows (e a Microsoft está fazendo muito nesse sentido), enquanto as que utilizamos para promover novidades.

Mas também é preciso decidir como esse “novo” será. A missão do Google vai além da “busca na web” — na verdade, como digo aqui, é uma empresa de aprendizado de máquina cuja missão é entender todas as coisas e te ajudar a encontrá-las, e isso não significa necessariamente uma caixa de busca em texto. Para a Microsoft, o cenário é menos óbvio. Ela entregou “um PC em cada casa e em cada mesa”, o que já pareceu um objetivo maluco, mas hoje os dispositivos móveis significam “um computador em cada bolso” e a Microsoft não tem nenhum papel de destaque na entrega desse cenário. Então qual é o papel dela?

Novamente, como sugeri aqui, plataformas corporativas e produtividade serão fundamentalmente alteradas e isso possibilitará e estimulará um distanciamento dos PCs. Compartilhar arquivos de documentos (ou copiá-los como webapps) não é o futuro — em vez disso, o tecido de conexão do trabalho precisa ser refeito. Por alguém. Não tenho uma ideia completa de como se parecerá, mas admitir a derrota é o primeiro passo para se trabalhar nisso.


Publicado originalmente no blog de Benedict Evans.

Tradução por Leon Cavalcanti Rocha.
Revisão por Guilherme Teixeira.
Foto do topo: Microsoft.

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121 comentários

  1. Bem, as TVs com projeção holográfica estão chegando e com elas em um futuro nem tão distante, a transformação dos dispositivos mobile. Sim, com este novo boost no setor móvel (teclados e telas maiores a qualquer momento e em qualquer lugar totalmente sem fios e tendo o smartphone como host) os PCs sofrerão novo revés, e será difícil (na minha opinião) não ser relegado apenas a um nicho.

  2. Se existir algum termo para definir “jornalismo fajuto”, esse texto é bem reflexo dele. Só me falta saber para expressar. Porque se expressar é a chave do sucesso, como Regina Duarte na Ilha de Caras.

  3. faltou uma coisa, o que é APP e o que é SOFTWARE hoje, são raros os apps em mobile que se comportam como software a que estamos acostamos, tanto que de forma robusta quase nenhum compete. Não acredito que é e nem foi nos anos 90′, e nem esta sendo, são plataformas diferentes, existe uma no soft que não ocorre no app, que é falta de uso. Você não instala aquilo que de fato não ira usar, você não mantém ele ali por isso, coisa que grande parte do que é desenvolvido para app é efêmero , guardados os limitados exemplos, é literalmente um iceberg de produção onde o que fica não é nem 10% do que foi produzido…

    E o pensamento de que tudo que é sucesso deve ir para desktop é furada, isso não vai ocorrer, os dados para produção não pensados para esta forma, o mercado é outro e como ele se sustenta também….

    São três M$s , em mercado diferentes, é pobre tentar raciocinar unido-as, querer esta em todos os mercados não que dizer snapchat coorporativo entende?

  4. E que comece a treta haha Mas ainda resta um mercado, o de tablets porque o Surface é um ótimo device (pena que não chega aqui), mas ainda sim eu ia de ipad se eu fosse o público alvo. Primeiro que o Surface roda o Windows, o mesmo dos computadores, nunca vou querer fazer meus trabalhos naquela tela pequena, muito menos jogar. Claro que tem público que curte um 2 em 1, mas eu acho melhor ter um pc E um tablet que no meu caso acho o ipad mais filé ;D
    XOne não me chama atenção, uso o Windows porque no meu caso (que depende dos apps da Adobe) só existem dois SO. E não tenho grana pra comprar um mac.

  5. A Microsoft falhou em mobile?

    O que é mobile?

    Será que você pensa que celular é a única definição de mobile?

    Satya Nadella já reconheceu o erro de focar apenas em PC no passado, e agora não
    cometerá o erro de focar apenas em celulares, pois sabe que o celular em si não
    é o futuro da computação mobile, mas outros devices estão por vir, e a Microsoft estará preparada para isso.

    Deu vontade de parar de ler quando você disse que a suíte de escritório perderia a importância, mas continuei para poder dar uma resposta.

    Suítes de escritório nunca foram tão importantes. Pergunta lá pro Google se eles
    pretendem descontinuar o Docs.

    Viu a Apple vendendo a ideia do MS Office junto com o iPad Pro em seu próprio evento?

    Tem noção do que é o Office 365 e como ele está em franca ascensão?

    Office 365 não é só o Word e Excel para o usuário final, é também o melhor servidor de e-mail do mundo (Exchange), é também um portal de colaboração empresarial
    (Sharepoint), é também o servidor de arquivos do futuro (OneDrive for Business), é também comunicação empresarial (Skype for Business), é também CRM e ERP (Dynamics).

    Já ouviu falar do Azure, e na velocidade que ele cresce e ao mesmo tempo ganha novos recursos?

    Sabia que em 2013 ele era usado por 50% das 500 maiores empresas do mundo, e hoje já está em 80%?

    Cara, olha o rápido crescimento do Windows 10. Ele não é apenas uma nova versão do Windows que conhecíamos, é simplesmente um sistema para todos os devices, com uma única loja de serviços para todos eles. Sim, isso é inédito no mercado, e não dá pra prever algo inédito. Só podemos observar que em 2 meses já está em mais de 100 milhões de dispositivos.

    Quanto ao Xbox, não o veja como um console, mas como uma plataforma, que certamente será unificada, e as possibilidades são imensuráveis.

    Triste ver como você não sabe nada sobre a Microsoft de hoje. Lendo seu texto, me senti na década de 90, sério.

    Para finalizar, indico a leitura do Microsoft by Numbers. Pesquisa aí no Bing.

    1. huahuauh olha quem eu encontro, veio fanboylar em outro site?

      ‘hurrr durrr o futuro é o processamento remoto no xone, quem discordar é hater’

    2. Geralmente não faço esse tipo de comentário seletivo, mas, cara, SharePoint como exemplo enaltecedor? Me perdoe. Eu uso SharePoint, por obrigação, em um projeto no qual trabalho. É o aspecto desse projeto que eu mais odeio. Talvez seja literalmente o pior produto da Microsoft que eu já usei na minha vida.

      Defende a empresa que tu curte, ok, mas faça sentido. :P

      1. Sharepoint é um portal de colaboração que, no Office 365 é o hub de outros serviços, toda a colaboração em equipe é viabilizada por ele, ou seja, é só uma peça do “Lego”.
        Muita gente ainda vê o Office 365 como o Word e Excel para empresas, quando ele é algo muito maior.

  6. Quanto ao Windows Phone, sim, ele acabou. Estou rodando o W10 no meu Lumia 1320 por pura falta de saco de continuar tendo um Wedge Keyboard maravilhoso que não conversa com o próprio sistema móvel da Microsoft, entre outros pequenos aborrecimentos que contribuem para uma experiência muito aquém do desejável.

    E o W10 Mobile é lindo, telas bonitas e tal, mas chamar de “beta” seria de um otimismo descabido. Se a Microsoft lançasse um smartphone com W10, como estão sistema e ecossistema hoje, seria um fail tendendo a contornos épicos. Amo meu Lumia, mas já deu. Estou esperando chegar dezembro pra trocar minha portabilidade pelo desconto que tornar possível pelo menos um iPhone 6.

    Já no que concerne ao mercado corporativo, acredito que muita coisa ainda será repensada. Mesmo a manutenção de grandes escritórios pode estar com os dias contados. Talvez nós sejamos a última geração que necessariamente precisa de um espaço físico para colaborar em tempo integral. Teremos cada vez mais ferramentas web, e cada vez menos aplicativos desktop. Olhe para o seu computador e me diga, o que você ainda roda localmente? Office, Photoshop, GIMP? Mais alguma coisa? Talvez alguma ferramenta de programação ou de editoração mais pesada, mas é isso. Ou algum cliente de ERP, que muito provavelmente já possui cleinte web também.

    A Microsoft sabe disso, e sua resposta por enquanto é o Office 360, mas ainda é uma mudança tímida – e tacanha, porque encarece e muito o produto. E por isso, burra. Meu Evernote Premium custa 8 pratas por mês e ainda só não faz planilhas. Mas já substitui com louvor o Word e o Powerpoint. Há trocentas opções ao Outlook, algumas muito boas, assim como ao Groove e ao Project. Até mesmo o Excel pode ser subsituído pelos Conta Azul e Nibo da vida, com qualidade e segurança.

    Gosto muito da Microsoft, a maioria do meu hardware veio deles, e me sinto muito confortável num sistema que eu acompanho desde o W3.0. Mas a realidade é que sou quase um dinossauro tecnológico, e meu filho que nasce agora em dezembro talvez não venha a aprender a usar o Windows. Provavelmente não o fará.

    Então, sim, a Microsoft me parece estar caminhando para ser a nova IBM, e eles sabem disso.

    1. R$ 8 apenas pelo Evernote? Caríssimo!
      Pago R$ 14 (R$ 170/ano na loja HP) para ter o Office, 60 minutos Skype, e espaço ilimitado no OneDrive para 5 pessoas. Sem falar que as músicas do OneDrive estão disponíveis no Groove.

        1. Office para Windows, Mac, iOS, Android e WEB.
          Mas tudo bem, comparado ao que a Dropbox cobra só pelo armazenamento, o Office já saiu de graça.

        2. Office para Windows, Mac, iOS, Android e WEB.
          Mas tudo bem, comparado ao que a Dropbox cobra só pelo armazenamento, o Office já saiu de graça.

  7. Poucas pessoas querem de verdade editar documentos do Office no celular — em geral, um visualizador é o suficiente.

    Ok, mas onde é que estes documentos serão criados?

    Em relação aos apps, onde é que eles serão desenvolvidos?

    Em relação a web, onde é que as páginas são “programadas”?

    Enquanto o mercado de PC diminui, ainda vejo ele muito pujante e necessário. Não consigo visualizar no curto prazo (15 anos) uma ferramenta melhor para produzir, seja conteúdo, programar etc.

    A questão é: o Windows continuará relevante como sistema operacional de computadores?

    1. Meu caro, não há muita coisa que já não se pode fazer com um tablet rodando Office. A existência do PC passa a ser uma questão ergonômica, que pode ser resolvida por periféricos. O smartphone conectado a uma tela maior, um teclado bluetooth, e acabou. Não?

      1. Isso que você descreveu não é um PC? Uma caixinha conectada a uma tela com teclado e mouse (no caso podendo ser o próprio smartphone).

      2. Isso que você descreveu não é um PC? Uma caixinha conectada a uma tela com teclado e mouse (no caso podendo ser o próprio smartphone).

      3. Isso que vc descreveu é justamente o que o CONTINUUM no WM10 faz.
        Aliás, será a primeira plataforma Mobile em que será possível transformar o celular num “mini PC”.
        Isso vai ser suficiente para o WM10 fazer sucesso? Ninguém sabe.
        Mas os apps universais atendem justamente o q vc citou.Por enquanto,é uma pequena vantagem sobre o iOS e Android nesse foco de mobilidade e produtividade.
        Achei bem interessante…

    2. Ninguém falou em “morte” do PC. É um mercado em declínio, com vendas caindo sistematicamente trimestre após trimestre e margens de lucro pífias. Mas não sumirá, porque para muita coisa ele é simplesmente melhor.

      1. Mas Ghedin, quando o Benedict compara os PCs aos aparelhos de fax e mainframes, ele condena o PC. O que vejo acontecer é uma transformação: os smartphones e tablets estão se transformando nos PCs. Talvez seja essa a argumentação dele mas não consegui captar.

        Se pensarmos por este lado, imagino que notebooks e desktops como conhecemos hoje tendem a desaparecer, sim. Nisso concordo com Benedict de que a Microsoft tem uma baita de uma empreitada para continuar relevante como é. EDIT: E financeiramente saudável.

        Mas como em resposta ao Victor logo abaixo, ponderei se o PC nada mais é senão uma caixinha conectada a um monitor e teclado/mouse? Acredito que a tendência é os Sistemas Operacionais móveis se tornarem cada vez mais robustos a ponto de rodarem aplicativos que hoje só desktops conseguem rodar. Eles serão o PC. E aí iOS e Android saem em vantagem.

        A Microsoft entendeu isso agora com o Continuum e em praticamente dar o W10 para os usuários domésticos.

    1. Quando ele fala de “morte”, do “fim”, é a morte da MS no papel de empresa que detêm o maior público em sua plataforma, e com isso pode ditar tendências e inserir inovações. A IBM não morreu, continua bastante sólida, mas não significa mais vanguarda para o mass market.

      1. Mas aí que tá, o mercado do computador é basicamente, dominado pela Microsoft, o Windows. Seja no mercado corporativo ou consumidor normal.
        Obviamente, com serviços como Google Docs e celulares abalaram o Office e Windows, respectivamente. Mas não o suficiente para morrer, pois é até então, a única alternativa.
        O estudante vai fazer um trabalho aonde, por exemplo?
        O PC não vai morrer, logo a microsoft ainda vai ditar tendências nos computadores (90%, devo lembrar)

        1. Quando vc diz “…com serviços como Google Docs e celulares abalaram o Office.”
          Vc fala de SHARE ou na parte deINOVAÇAO do produto.
          Pq se for de share,Docs nem dá pro cheiro.

          1. Meio que ambos. Docs fez muito bem com a colaboração em tempo real, algumas empresas começaram a usar, assim como estudantes. Mas logo a Microsoft reagiu e tudo voltou ao normal. =P

          2. Fora que editar documentos grandes no Docs é um inferno. Tinha uma planilha que exportei pra Office porque demorava muitos segundos para atualizar algumas fórmulas. E isso que nem era tão grande assim.

        2. Mas a tendência nos computadores vai importar cada vez menos para o grande público. E como ele exemplificou – alguém se importa com novidades no mundo das fotocopiadoras (apesar de ainda serem largamente usadas)?

          1. Vai ter menos importancia se o usuário for *bem* básico. Antigamente as pessoas usavam o computador para trocar uma mensagem, por exemplo. Hoje isso já é meio diferente. Mas um estudante ainda usa um computador e usará por muito tempo ainda. Isso, entre várias coisas que só é possível fazer no computador. Ou gamers vão largar um Xbox/PC e ficar apenas no celular jogando Asphalt?

          2. Vai ter menos importancia se o usuário for *bem* básico. Antigamente as pessoas usavam o computador para trocar uma mensagem, por exemplo. Hoje isso já é meio diferente. Mas um estudante ainda usa um computador e usará por muito tempo ainda. Isso, entre várias coisas que só é possível fazer no computador. Ou gamers vão largar um Xbox/PC e ficar apenas no celular jogando Asphalt?

        3. Sobre o setor Educação, tem Chromebook vendendo bem no US, coisa que eu jamais imaginaria. E a MS se não me engano ja viu isso e tem um concorrente que esqueci o nome.

    2. Gostei da sua visão de thundercat pra descobrir até onde o autor escreve seus textos. E para de chorar que o PC vai diminuir muito ainda, mas morrer não vai, meu pai tem a empresa dele e tinha um computador na mesa, o computador ano passado foi passado para o local de estoque e ele nem comprou outro, porque ele vê todos os relatórios e ainda manda imprimir tudo do celular dele. Isso estou falando no que vi de perto, mais empresas devem estar passando por isso. Meu chefe mesmo faz tudo no iPad, quando eu entrei aqui ele já não tinha computador.

    3. Mas ele não fala em morte do PC. Ninguém em sã consciência aposta nisso. Há um declínio claro (e não de agora) no segmento; uma hora ele cessará e, talvez, o computador virará um segmento de nicho. Outra aposta é que os híbridos fiquem bons o bastante para substituir o PC/notebook tradicional, mas aqui é só especulação..

      1. Há várias razões para o declinio na minha opinião.
        – A maioria das coisas já se faz em celulares, e com mais portabilidade.
        – Ao contrário de smartphones (e computadores antigamente), as pessoas não ficam trocando de computadores todo ano atualmente . Desde 2006 Windows tem os mesmos requisitos (e Windows desde o Vista só foi ficando mais leve a cada versão). O único “problema” no caso são os drivers. Mas a Microsoft demorava tanto para lançar uma versão nova do Windows que…
        – Até quando estraga, é bem mais simples. Muita gente simplesmente manda arrrumar. Enquanto smartphones a pessoa já quer comprar outro.

        A questão é que o PC não é mais *fundamental* igual era antigamente, e até a Microsoft e Apple sabe disso.
        Microsoft nos comerciais só faz propagandas do tipo “Windows: For people who do”. Macbooks por mais que seja algo bem out-of-box, só é mais utilizado por programadores, designers. Essa área.
        Mas não acredito que os PCs vão morrer ou até se tornar nicho, pois muita gente ainda usa. Só vai diminuir a necessidade dele, e a industria vai precisar se adaptar (talvez por isso estão fazendo hibridos?).

        Algo para deixar claro, as vendas dos smartphones são bem altas, pois é praticamente um celular para cada família (isso quando não é vários para uma pessoa só em países emergentes, dual-sim já ajudou no entanto). Muita gente que tem computador, acaba divindo. Não é algo tão pessoal igual um smartphone.

      2. Há várias razões para o declinio na minha opinião.
        – A maioria das coisas já se faz em celulares, e com mais portabilidade.
        – Ao contrário de smartphones (e computadores antigamente), as pessoas não ficam trocando de computadores todo ano atualmente . Desde 2006 Windows tem os mesmos requisitos (e Windows desde o Vista só foi ficando mais leve a cada versão). O único “problema” no caso são os drivers. Mas a Microsoft demorava tanto para lançar uma versão nova do Windows que…
        – Até quando estraga, é bem mais simples. Muita gente simplesmente manda arrrumar. Enquanto smartphones a pessoa já quer comprar outro.

        A questão é que o PC não é mais *fundamental* igual era antigamente, e até a Microsoft e Apple sabe disso.
        Microsoft nos comerciais só faz propagandas do tipo “Windows: For people who do”. Macbooks por mais que seja algo bem out-of-box, só é mais utilizado por programadores, designers. Essa área.
        Mas não acredito que os PCs vão morrer ou até se tornar nicho, pois muita gente ainda usa. Só vai diminuir a necessidade dele, e a industria vai precisar se adaptar (talvez por isso estão fazendo hibridos?).

        Algo para deixar claro, as vendas dos smartphones são bem altas, pois é praticamente um celular para cada família (isso quando não é vários para uma pessoa só em países emergentes, dual-sim já ajudou no entanto). Muita gente que tem computador, acaba divindo. Não é algo tão pessoal igual um smartphone.

        1. Nesse caso Personal Computer mesmo são os smartphones. O PC não morrerá, será substituido pelos Tablets/Smartphones. Eles serão os PCs.

  8. Olha, desde quando eu conheço o Benedict ele nunca pareceu ser uma pessoa “equilibrada” em tudo o que diz respeito à Microsoft. Sinceramente não tomo os dados dele como referência. Mas tenho que concordar que a MS deu muito mole desde a era Balmer com os dispositivos móveis. Na verdade, a MS nunca investiu pesado em consumidor final. Sempre ví o Windows client como uma opção para fossem consumidos os serviços corporativos e produtividade, tanto no trabalho como em casa. Investimentos no seu Server e plataformas corporativas semrpe foram o foco.

    Hoje trabalhando com núvem pública e privada, vejo o Azure com alguns pontos a menos do que o AWS da Amazon referente a serviços, agora, a demanda do Azure está em alta mês a mês, assim como a da AWS. Com a saída do Server 2016, Não haverá mais distinção de serviços de núvem (Azure e AWS) assim como serviços para servidores, onde a MS ainda domina e investe seu bilhões.

    Agora, eu sinceramente não consigo entender o “ódio” que as pessoas tem da MS, principalmente a galera que se acha “cult”/”smart”/”connected”. Acho que, “torcer contra” alguma empresa, seja ela qual for, todos nós seremos prejudicados. Há quem diga que a MS fez isso e aquilo de ruim no passado, fez sim, e qual é a emrpesa que hoje não faz as mesmas coisas que a MS fez anteriormente? Ainda hoje temos pessoas que brigam por SO/Empresas. Gente, tecnologia e serviços, quanto mais concorrência, melhor, seja do mundo Linux ou do mundo Windows.

    1. Ninguém briga por empresas. Eu, pelo menos, não, e como analista da maior empresa de capital de risco do Vale do Silício, acredito que nem o Benedict — tirando as rivais das que compõem o portfólio da a16z, o que não é o caso da Microsoft.

  9. ” Microsoft tem dois negócios enormes e lucrativos no Windows e no Office; lentamente eles acabarão…
    Mas HEIN? O Office tá muito LONGE de acabar viu. QUEM faz suíte melhor hje? Se até a Apple já sabe que ninguém faz melhor; por isso usaram o Office para promover o iPad Pro sendo que ela já tem o iWorks como solução própria(acho que ninguém usa isso). Eu acho que o autor do post, pensa q a MS só vende o Office como antigamente. Tem aí o Office 365, que segundo os relatórios da empresa, só tem crescido o número de assinaturas.É muito vantajoso pro usuário comum e para as empresas.
    Sobre o Windows acabar,HA…
    Talvez o Mobile acabe ou vire nicho como ele falou.
    E eu não sei se ele falou de existir Uber no Windows PC(nem faz sentido),mas já existe UBER para WP faz tempo.
    Sinceramente… Achei alguns pontos exagerados.

    1. Acho que ele tava falando pra PC, porque são alguns serviços que não fazem tanto sentido num desktop. Apesar de que você poderia chamar o carro pra sua casa ou empresa pelo PC.

    2. Paulo, tem analisar essa afirmação de que o Windows e Office morrerão com base histórica. A IBM era sinônimo de computação corporativa e hoje é apenas uma sombra do que ela foi durante quase 40 anos…
      O Windows sofre de um problema como o relatado no texto, hoje o Uber não vai fazer um app que rode no Windows, no máximo que farão é um site de reservas, e para entrar em um site é preciso apenas de um navegador isso independe do SO. Quanto mais apps/sites se tornarem o padrão de utilização de aplicações e serviços mais irrelevante é o SO no qual ele roda. E com isso fica dificil a MS se sustentar mesmo com as boas tentativas de se transformar em empresa WEB, Office 386, com tantas outras suítes surgindo.

      1. Cara,a MS é fortíssima no corporativo com o Azure,Windows e Office.Nenhum dos 3 players atuais da tecnologia entende e lucra tão bem nesse mercado como a MS.
        Agora a Apple está entrando nesse terreno “desconhecido”(Cook já assumiu isso recentemente);fizeram uma parceria com a IBM. Sobre o Office:
        Existem muitas suítes concorrentes há décadas e as pessoas preferem o q?
        Hje o Office está em todo canto(iOS,Android,Mac,Windows e WEB),e a forma de negócio do msm passou por alterações.O esquema de assinatura tá sendo muito usado.Grandes serviços como Adobe estão lucrando dessa forma e MS como não é boba fez isso com o Office,que tem funcionado muito bem.

        1. O Azure está perdendo lentamente mercado para o AWS que está evoluindo para cobri-lo. E mesmo que o corporativo ainda a deixe de pé por mais alguns anos, tudo está indo para web. Ter windows não vale mais a pena porque é windows.

          1. O Windows é muito grande/caro para quem só quer entrar na Internet para recreação.

          2. AWS evoluindo para cobri-lo? Não está invertendo as coisas não?
            Azure era nada quando o AWS já era referência.
            Em 2013 o Azure já era usado por 50% das 500 maiores empresas do mundo, hoje em está em 80% e ganha novos recursos em velocidade assustadora.

          3. Ela teve um aumento de 80%.. Mas não quer dizer q seja 80% mais usado no mercado. AWS ainda domina.

        2. Azure – Amazon, Google e Facebook tem serviços nessas areas alem de milhões de outras pequenas porem não desprezíveis como o Heroku o que faz o lucro delas ser menor graças a concorrencia. A MS tem folego para trabalhar no prejuiso com isso durante quanto tempo? Google, Facebook e Twitter tem soluções que vc pode criar toda a infra para o seu app sem pensar em infra, se vc vai criar um app android para que usar o Azure se dentro da IDE para o android já tem um servidor web a baixo custo sem eu ter que me matar configurando um monte de coisa. Minha conclusão: Azure tem vida curta se não se espertar.

          Office – Durante muito tempo ele teve como unico concorrente a suite da IBM, hoje ele se vale de fama e retrocompatibilidade com as planilhas já existentes nas empresas para uma possível renovação de contrato. Mas hoje temos uma concorrência cada vez maior de suítes que também aceitam as planilhas do Office com uma portabilidade muito maior que o Office oferece. Outro ponto ao meu ver que vai levar ao fim triste do Office é o custa cada vez menor para o desenvolvimento/compra de softwares que fazem a mesma coisa que o Office. Fora toda uma nova geração que não sabe para q serve email(Outlook) .
          Te pergunto se a solução de vender o software como a Adobe é uma solução boa para a MS visto que os sistemas da Adobe são para um nicho e as da MS eram para todos. Nicho sustenta a MS de HOJE ou ela vai ter que encolher para caber nele?

          1. Existem MUITAS suítes há décadas e NENHUMA é equiparável ao msm. Não tem essa de “faz a msm coisa”(se ao menos fizessem igual).E o mercado monopolizado pelo msm nos diz isso. Pra usuários domésticos isso pode até valer,mas para empresas não.
            Eu falei:O Office tem um novo esquema de negócio, que é por assinaturas. Tem muitas vantagens em relação à antiga forma de comprar:Espaço ilimitado no OneDrive+Skype.
            O CXB dele é superior a qualquer cloud existente (pode pesquisar).
            Mas o antigo método de compras por licenças vitalícias e por volume continuam firmes e fortes(caros como sempre)

          2. “firmes e fortes” quanto?
            Lembre que aumento no lucro não é intrinsecamente ligado à variação do market share e que hoje se vc não incluir mobile como parte da sua estratégia de market share vc está caminhando para o abismo.

            A MS como conhecemos vai morrer e isso está muito próximo, ela vai deixar de ser uma empresa de massa para ser uma de nicho.

          3. e 1 milhão é um grande numero? viu quantos aparelhos ativos android existem? 1,4 bilhões, ou seja 1400x, para um mercado mundial 1 milhão é nada

          4. 1 milhão de novos assinantes em 3 meses. Sim, gente que paga mensalmente para usar. Quem paga mensalmente para usar Android?
            Desde o pouco tempo que a Microsoft liberou o Office mobile, ele já foi baixado mais de 100 milhões de vezes em sistemas não Microsoft.

          5. Esses números não são usuários são licenças, muitas vezes vendidas a grandes empresas. Não deixa de ser o nicho corporativo sustentando a MS e sempre foi assim, ela nunca foi uma empresa que lucra nas licenças individuais. Essas empresas vão continuar usando por quanto tempo o Office? Tanta tempo quanto usaram a IBM?

          6. Estamos falando do Office Home Premium, voltado exclusivamente ao usuário final.
            O Office 365 para empresas é outro serviço, e não vende licenças, o pagamento é exclusivamente mensal e inclui vários serviços na nuvem, e não somente Word e Excel.
            Informe-se melhor.

          7. E não foi o que eu disse?
            Office 365 para empresas é pago mensalmente, é um serviço.

            R$ 87,50 usuário/mês

          8. Aonde nas informações trimestrais ou anuais está mostrando os dados divididos por esses diferentes modelos?

          9. Office Pro de caixinha não é Office 365 para empresas. Qual parte você não entendeu?
            Nem precisa ser inteligente para descobrir que com o valor apenas do Office de caixinha para empresa, é possível pagar mais de 3 anos de assinatura do serviço Office 365 também para empresas, que inclui servidor de email Exchange com 50 GB de caixa de correio, OneDrive for Business com 1 TB de espaço, Sharepoint, Skype for Business, etc. Sem dizer que, se sair nova versão do Office, o da caixinha não recebe.

          10. Aonde estão os dados consolidados que dão embasamento a sua resposta de que o lucro de um está separado do outro?

          11. 1 milhão de assinaturas em 3 meses. NOVAS. No total, há cerca de 350 milhões de usuários Office em dispositivos móveis, e 1 bilhão em computadores.

          12. 40% menos que android, sem contar que windows tem 10 anos a mais de existencia, se considerar isso o desempenho é baixoooooooooooo

          13. Não esqueça que esse numero é inflado por vendas corporativas, aonde a empresa compra licenças para todos os funcionários que as vezes nem chegam a usar a solução.
            Em casa as pessoas vão continuar usando o Office 365?

          14. Sim, hoje temos mais opções e muitas delas de graça ou embutida no preço do hardware, o que leva o estudante a não precisar pensar em comprar, no máximo uma assinatura mensal. E o preço do 365 para mim não justifica o investimento.

          15. Ainda bem que você fala só por você, porque milhões de usuários já descobriram que, com o valor do Dropbox eles podem ter armazenamento ilimitado e o Office de graça.

          16. Os milhões de usuários do Dropbox, Evernote e Google então não afetam a MS, que era o principal player á 5 anos?
            Os milhões de usuários do Dropbox, Evernote e Google não vão crescer e tomar espaço da MS?
            Um aplicativo de fotos que gera uma sequencia de fotos para vc mandar para a família não vai tomar espaço do PowerPoint?
            Um programa que controla os seus gastos automaticamente e gera relatórios e gráficos não vai tomar o espaço do Excel?

          17. O Office sempre teve concorrente, por isso mesmo que o OpenOffice já fechou a divisão da Microsoft, né?
            Vejo justamente o Dropbox com os dias contados, infelizmente não conseguirá concorrer por muito tempo, já que oferece muito menos por um valor muito maior. Será engolido pela Microsoft em breve, já tem até integração com o Office 365.

          18. Vc não respondeu nenhuma das minhas perguntas, só fez mais afirmações…

          19. Aff, pensei que você tivesse a capacidade de encontrar informações públicas da empresa por conta própria. Já que não, procurei aqui no Bing pra você: https://www.microsoft.com/investor/EarningsAndFinancials/Earnings/PressReleaseAndWebcast/FY15/Q4/default.aspx

            Commercial cloud revenue grew 88% (up 96% in constant currency) driven by Office 365, Azure and Dynamics CRM Online and is now on an annualized revenue run rate of over $8 billion

            Office Commercial products and services revenue declined 4% (up 1% in constant currency), with continued transition to Office 365 and lower transactional revenue due to declining business PCs following the XP end-of-support refresh cycle

            Como pode ver, o software de caixinha está caminhando para a extinção, dando lugar aos serviços em nuvem que crescem sem precedentes.

          20. Amigo vê se vc tenta me entender, a caixinha está morrendo. “Ponto. Nisso temos dados para comprovar essa constatação qualquer um que diga o contrário está indo contra dados.

            O que eu estou falando é que com o fim dessa era das caixinhas a MS vai ter que se sustentar com as vendas corporativas cada vez mais, visto que com o declinio das vendas de PC, no qual vinha pré instalado o Office por exemplo, ela já não consegue alcança a mesma quantidade de pessoas que antes. Isso é meio que óbvio.

            As opções para a MS eram 2: Criar um novo mercado e empurrar o Windows nesse caminho. Que foi a idéia dos Ultrabooks(PCs ultra portateis) e Windows 8(o Windows para essa mobilidade) o que não rolou pois não se sustentou pois as vendas tanto corporativas quanto pessoais não deram o resultado esperado. Ou solução 2: Focar o Windows na aceitação corporativa e fortalecer a área de nuvem/web da companhia e para isso trouxeram o cara do Azure para ser o CEO, o que acho eu que dará certo, custando o tamanho da companhia e a quantidade de usuários mas potencializando o lucro.

            Os pontos que me dão base para isso está justamente no que vc postou:
            “Office 365 Consumer subscribers increased to 15.2 million, with nearly 3 million subscribers added in the quarter”
            Office 365 Consumer está crescendo, o que é esperado, mas não paga as contas, visto que :
            “Office 365 Consumer revenue increased $58 million, reflecting subscriber growth. We ended the year with 15.2 million subscribers.” não cobre o prejuízo da diminuição das caixinhas
            ” Office Consumer revenue decreased $330 million or 42%, reflecting declines in the consumer PC market, particularly Japan where Office is predominantly pre-installed on new PCs, and the transition of customers to Office 365 Consumer, where revenue is recognized ratably.”

          21. Você está mensurando de forma totalmente equivocada, o relatório é de apenas 3 meses.
            Um serviço de assinatura mensal deve ser contabilizado pelo mesmo período de tempo que levaria para que o cliente fizesse uma nova compra do software de caixinha.
            Se um cliente compra uma caixinha de R$ 1.200, essa pessoa não fará nova compra antes de 5 anos.
            Uma caixinha vendida no trimestre conta como 1.200 no faturamento da Microsoft, enquanto que, 3 meses de assinatura contam como R$ 108 (R$ 36/mês).
            E no período de 5 anos?
            É importante notar que para o cliente a assinatura oferece muito mais que a caixinha.

            Eu sei que você não gosta da Microsoft, mas não vale ficar inventando, né?

          22. Não não estou mensurando errado não, vc não está sendo lógico, vc vem me ataca, eu pergunto alguma coisa e vc me ataca novamente. Não parou para fazer conta ou analisar os dados q vc mesmo coloca aqui como base para o debate.

            Amigo não é o fato de eu gostar ou não da MS, eu até gosto dela, o que eu estou falando é que esses 36R$/Mês tem que alcançar a uma quantidade de pessoas muito maior do que os 35 milhões de usuários atuais e assim compensar as perdas do fim das caixinhas e pague as contas da MS.

            O ciclo de vida das caixinha salvo engano era de 3 anos em média para a renovação do park instalado, visto que as licenças nesse período gozam de um belo desconto para o upgrade de versão.

            A pergunta que eu te faço é quantas assinaturas a Ms tem que vender para pagar as contas mensais esse valor de assinatura relativamente alto, não é sinal de que o produto é voltado para um nicho?

          23. Você realmente não se mostrou capaz de compreender um simples exemplo de um único usuário, como compreender a conta de milhões de clientes?!

          24. Repare como vc responde…eu pergunto algo crio uma justifica para a minha opinião e vc vem, me ataca e não responde…Triste queria ter alguem com alguma argumentação melhor…

            Vou então responder eu mesmo o meu questionamento para cada usuário que opte pela assinatura,este tem que mante-la pelo menos por 3 anos como assinante continuo para ter o mesmo retorno que existia anteriormente. Sendo assim o faturamento anual da empresa cairá para um terço anualmente mesmo que, e acho pouco provável, todas as pessoas que compraram caixinhas ou compraram computadores que vinham com a caixinha façam a assinatura.
            Visto de forma empírica que essas pessoas que compravam as caixinhas/pcs(que vinham com a caixinha) tem reduzido de forma colossal nos 2 últimos e o crescimento das assinaturas não tem crescido na mesma velocidade ou seja não está tendo a conversão de compradores para assinantes. O lucro da como um todo MS cai e não tem suporte para manter o mesmo nível de gasto operacional gerando cortes nos gastos, entre as possíveis soluções uma é diminuir o tamanho da empresa com cortes de funcionários e um foco aonde dará lucro potencial.

          25. Até o momento estou apresentando fatos, e não minha opinião,
            enquanto você apresenta uma previsão apocalíptica baseada na sua opinião.

            O período é de transição, as caixinhas ainda vendem, enquanto a Microsoft assiste a migração para o serviço na nuvem.

            A assinatura oferece vantagens sobre a caixinha, quem comprava, receberá muito mais assinando.

            O serviço na nuvem foi motivo de piadas na boca de vários blogueiros na época do lançamento. Hoje é um serviço de 8 bilhões anuais. Veja bem, foi de piada à 8 bilhões de dólares, e continua crescendo.

            Quanto ao futuro, garantias, ninguém tem, pois ele ainda não existe.

            Da mesma forma que a Microsoft não tinha garantia alguma de que um cliente voltaria depois de 3 longos anos (sem receber do cliente) para comprar outra caixinha, não tem como garantir que continuará assinando depois do período de fidelidade, que é de 1 ano.

            Serviços na nuvem visam oferecer cada vez mais por menos. Se a Microsoft vai diminuir de tamanho, não sei, não sou vidente.

            O Google é uma empresa que nasceu na nuvem, apensar de ter 1,4 bilhões de dispositivos com o seu sistema operacional, tem metade da quantidade de funcionários da Microsoft e faturamento menor.

            Por que a Microsoft não deveria reduzir o número de funcionários também? Hoje todo mundo busca eficiência.

            A nova Microsoft visa unificar todos os seus serviços em busca de maior eficiência, mais recursos e menores preços aos consumidores.

            O Windows 10 já roda em mais de 100 milhões de dispositivos,
            é um sistema com serviços na nuvem, que monetizam o tempo todo através de publicidade em apps, e venda de apps, filmes e músicas em sua loja. É algo novo, só tem 2 meses.

            O Surface está em ascendente, lenta, mas está, enquanto outros tablet caem em vendas. Parece que o Surface está sendo reconhecido, já que a Apple e Google resolveram colocar teclados em seus tablets (no Surface foi motivo de piada).

            É tempo de mudanças, e a Microsoft tem caminhado na direção
            correta.

            Agora se você sabe que tudo isso dará errado, realmente não vou mais debater, pois não tenho essa capacidade de prever o futuro.

          26. Para de falar bobagem, a Evernote cobra por um bloco de anotações e tem quem paga.
            Dropbox cobra apenas pelo armazenamento online e tem que paga.
            O Office 365 oferece muito mais que eles por um preço menor e não para de crescer.

          27. Novamente, vcs estão dando exemplos de nichos…
            Temos 6 bilhões de pessoas no mundo, 1.2b de usuarios Android,1.3b no Facebook, esses são dados de utilização em massa não de nicho. Quantos usuários temos com o Office 365 ?

          28. E te pergunto, quem paga para usar Android e Facebook?
            Você deve comparar o Office com o Dropbox, com o Evernote, etc.
            Na sua linha de pensamento, todos os serviços pagos estão condenados.

          29. Todos nós pagamos para usar o Android e Facebook com as nossas informações pessoais e eles usam isso para vender publicidade e pelos registros dos últimos anos o lucro tem se mantido em uma crescente. Não são todos os serviços pagos que irão morrer, vide Spotify, Amazon, Netflix, Uber, Airbnb, etc, mas a economia mudou e a MS vai já achou o nicho dela dentro das empresas e ali ela ainda terá uma sobrevida vai do atual CEO identificar e se emprenhar nisso como o Nadella está fazendo muito bem, cortando custos, mandando gente para a rua e se focando no Corp.

          30. Ah, sim, agora entendi. Os únicos serviços pagos que vão morrer são os da Microsoft, o resto está garantido.
            Demorei pra perceber que você é um hater.
            KKKKKKKKKK

          31. Menos amigo, menos…
            Quer outro serviço pago que vai morrer: Lotus Notes da IBM

            Inclusive eu estou falando que a MS Office/Windows assim como Adobe e IBM serão coisas de nicho durante muito tempo ainda…

          32. So q o evernote ee dropbox ja estao consolidados.. Ja o 365 continua evoluido ainda, porém inferior aos concorrentes.

      2. e olha quanta coisa mudou nos ultimos 20 anos. eu nem passei dos 30 e quando chegar aos 50 as coisas serão bem diferentes.

      3. Uber anunciou que o mesmo será integrado a Cortana no Windows 10.
        Sobre web-apps: A Microsoft anunciou na build deste ano o Windows Bridge for Web, que permite praticamente que um webapp se comporte como nativo, aliás.

  10. Acho que a Microsoft perdeu alguns bondes (o Windows Mobile poderia ter a relevância que o iOS/Android tem hoje, bem como o Skype, no lugar do WhatsApp), mas acho que o novo CEO conseguiu torná-la mais relevante nesse novo cenário.

    Hoje é a única que disponibiliza apps e serviços (Office, OneDrive, Outlook, etc.) em (quase) todas as plataformas, provavelmente por necessidade, mas creio que se fosse na época do Ballmer seria bem diferente.

    O Bing se tornou um bom buscador (o do Brasil é meio fraquinho, mas o dos EUA já tá bem legal), o OneDrive já bate de frente com o Dropbox, o XBOX pode não ser o centro da estratégia, mas já vende muito mais que a Nintendo, por exemplo, além de toda a plataforma Azure.

    Na minha opinião, talvez não o Windows, mas a Microsoft ainda está muito everywhere e não perde a relevância tão cedo.

      1. Sinceramente até hoje não entendi a decisão da MS em migrar o MSN para o Skype. A galera debandou. Só ficou quem já usava Skype.

        Se tivesse mantido e migrado pro mobile, quem sabe tivesse relevância nessa área.

          1. Não, não acho, até porque não foi o que eu afirmei. Ponderei que o MSN poderia ter relevância hoje se fosse mantido.

            Quem usa o Skype hoje é quem já o usava e usuários novos. Os do MSN fugiram. Acredito que o Skype estaria com a mesma popularidade se não fosse realizada a migração do MSN.

            Eram produtos bem diferentes. Com propósitos bem diferentes.

            É só comparar, enquanto o Skype tem entre 500mi e 1 bi de downloads, o Whatsapp ja chegou a 1 bi.

            Não é garantia que o MSN teria o mesmo sucesso, mas ele tinha uma bom desempenho com os jovens.

            Bom, acho que a decisão foi se afastar desse público alvo mesmo. Nesse ponto é compreensível a decisão. Mas ainda acho equivocada.

        1. Pra eles,era desnecessário manter dois serviços semelhantes,após a compra bilionária do Skype.
          Eu realmente acho a MS perdeu a oportunidade com esse negócio de matar o MSN.

    1. Chutar gato morto não conta pô! A Nintendo falhou feio no WiiU e só vende para os fans com os jogos próprios. Os serviços delas estão em todas as plataformas por necessidade não por vantagem.

        1. Cara, faz tempo que não vejo um DS por ai. A Nintendo está sobrevivendo graças à suas franquias, o resto está abandonando o barco. Claro que ainda terão anos de vida, mas ela não inova em nada mais. Só vejo ela chupando e extraindo tudo que pode. Isso não tem problema quando se tem variedade, mas é só mais do mesmo. Mas não vejo ela mais espalhada, e sim tem se reduzido, você até vê, olha aumentou as vendas, mas quando se estar lá em baixo, qualquer coisa a mais é aumento.

          1. Vey, joga no Wii U, não sei se já teve a oportunidade? Mas o console é fantástico, é divertido, não entendo pq não fez sucesso, mais mais irado que o Wii (que foi sucesso na época)

          2. Porque a Nintendo acha que só o Mario e seus amigos são suficientes para vender o console. O WiiU tem uma ideia fantástica, mas não acho que foi bem executada.

    2. O Bing é tão bom que existe essa diferença entre EUA e Brasil… Falha total.

      Vender mais que a Nintendo foi ótimo hein? :P

      E como assim o OneDrive bate de frente? Dados sobre isso? Tenho curiosidade

      1. O bing tem parcela de 20% no EUA.Por algum motivo a MS só foca no Bing americano.
        Nem se compara MSM com esse CAPADO q temos aqui.Vc acha que a Cortana tira os dados de onde? Até a Siri usa.
        Vc já usou o OneDrive?Se não, use e vc vai entender pq ele disse isso.Os 3 principais serviços cloud de hje são Drive,One Drive e Dropbox(existem outros menores).
        A Nintendo tá mal,vc deve saber.

      2. Cara, já usei Dropbox e hoje vou de OneDrive porque me dá mais espaço gratuito e gosto da integração com o ecossistema MS.
        Que funcionalidade do Dropbox você sente falta no OneDrive?

          1. Pois é. Falou tudo.

            Instalei o OneDrive no meu celular para fazer os backups das fotos, aplicativo muito ruim, sempre parava sozinho, não funcionava em background, um trabalhão.

            O Dropbox tanto mobile e desktop é muito mais rápido e organizado, fora que tem compatibilidade com quase tudo.

            Hoje sou feliz no Google Photos.

          2. Tenho Windows Phone e gosto bastante do recurso do OneDrive de disponibilizar minhas músicas para ouvir por streaming.

            Acho que o Google também tem algo assim, mas, pra variar, não disponibilizaram pra WP.

            Outro que eu achava muito bacana, mas removeram, era o de manter os arquivos apenas online. Você via o arquivo no Explorer normalmente, mas ele só baixava quando você mandava abrir.

          3. Gosto do Dropbox por ser mais “agnóstico” também, não fico preso a um sistema operacional / ecossistema.

            E pelo motivo que você citou. Já tive problema de arquivos que não foram sincronizados tanto no Google Drive quanto no Onedrive (na época do problema era Skydrive) e fiquei puto e perdi um dia Não era trabalho, mas seria uma boa diversão, era um savegame de Civilization V.

            Sem falar de muitas vezes que o Google Drive fechava sozinho.

        1. One Drive é muito lento mano, Dropbox só perde no preço que é mais salgado, mas ta muito a frente. E em velocidade de sincronização até o Google Drive é mais eficiente.

          1. Tenho instalado aqui o Dropbox, Google Drive e OneDrive.
            O único pelo qual acho valer a pena pagar é justamente o OneDrive, e não vejo nenhuma dificuldade no serviço.
            E outra, o próprio serviço de armazenamento é mais barato que o Dropbox, considero que o Office e os minutos Skype são de graça e para 5 pessoas, o que o torna ainda mais barato que a concorrência.

          2. Vale a pena pelo preço, mas se todos tivessem o mesmo valor dando o mesmo espaço na nuvem o Drop ganharia, a velocidade é muito melhor. Sério, sei que você ama a MS, se não nem teria esse nick ai, mas falar que o One Drive é melhor que o Dropbox é uma piada.

          3. Vale a pena pelo preço, mas se todos tivessem o mesmo valor dando o mesmo espaço na nuvem o Drop ganharia, a velocidade é muito melhor. Sério, sei que você ama a MS, se não nem teria esse nick ai, mas falar que o One Drive é melhor que o Dropbox é uma piada.

          4. Se todos estivessem no mesmo valor, eu continuaria no onedrive, que vem junto com o office, skype e é integrado na minha conta microsoft. Esse último, apesar de não fazer muita diferença, torna o acesso ao serviço mais prático, eu checo meus emails, acesso o onedrive no próprio email, posso editar os documentos do onedrive pelo office online e etc.
            Para uns não faz muita diferença, mas para mim que trabalho constantemente com word e edição de texto é uma mão na roda, posso começar um documento em um pc e terminar em outro, somente usando a sincronização.

      1. De qual plataforma vc fala?Pois no iOS,Windows e WP(não sei como anda no Android) é ótimo de usar.O q vc relata é novo para mim. Até então, não vejo reclamarem nem do serviço ou apps.
        PS: Lançaram a nova interface WEB do OD que está excelente,a antiga era meio “travada”.

    3. Toda vez eu penso algo assim pro Skype, ele é um dos mais antigos e sempre tá ali na luta, mas nunca o principal, mas entendo, o Skype sempre foi problemático. E comparar o público do XOne com a Nintendo é meio bad, foco totalmente diferenciados, o XOne tira usuários do PS4, não da Nintendo, por mais que o 3 sejam consoles e concorrentes.