Mostre a sua mesa de trabalho #17


15/8/16 às 9h43

Nesta seção do Manual do Usuário os leitores revelam o que têm e usam em suas mesas de trabalho para cumprir suas demandas.

Na edição de hoje veremos as mesas do Leonardo Tuna e do Rodrigo Santiago. (Veja as outras já publicadas aqui.) As descrições a seguir são deles próprios, apenas com eventuais correções e adaptação de estilo.


Leonardo Tuna

Mesa de trabalho do Leonardo Tuna.
Local: home office. (Clique para ampliar.)

Essa é a minha mesa de trabalho que fica no meu quarto:

  • Abajur em forma de tucano que ganhei de um conhecido que nunca mais vi. Ele faz bem seu trabalho, que é iluminar a mesa quando o Sol se esconde. O único problema é que depois de tanto tempo de uso, ele ou fica totalmente aberto ou totalmente fechado; 90º não é uma escolha aqui.
  • Porta-treco que comprei em alguma loja na Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro. Nele, coloco canetas, réguas que comprei e que ganhei enquanto fazia vestibular e também uma tesoura, uma cola bastão e um pregador.
  • Caderno Kit que faz um bom trabalho imitando a elegância do Moleskine. Comprei por R$ 6, também na Rua da Alfândega. Com o preço do Moleskine dá pra comprar vários desse, e funcionam do mesmo jeito.
  • Post-it sem marca comprados no mesmo lugar. Já viu o preço do Post-it original? É um abuso!
  • Livro que estou lendo no momento. Estudo um pomodoro de 40 minutos toda manhã durante a semana. Isso tem me ajudado bastante a manter o ritmo, e aprendi muita coisa sobre como fazer uma consultoria financeira para as pessoas.
  • Notebook Asus que comprei por R$ 850 há dois anos, acho que na Americanas. Quebra meu galho demais, esse amigo. Só não abra muitas abas nele.
  • Telefone sem fio da Philips que está conectado ao principal que fica no quarto dos meus pais. Tenho ele aqui porque às vezes atendo clientes do meu pai — que é marceneiro — quando ele não está. Isso tem diminuído bastante com o uso do WhatsApp pelos clientes.
  • Garrafa de acrílico que ganhei de um primo que trabalha num projeto social aqui no Rio de Janeiro. Geralmente bebo uma ou duas dela durante a manhã. É uma coisa super simples, mas que tenho muito carinho porque foi alguém que eu gosto que me deu, e também porque ela me ajuda muito!
  • Porta-copo que evita que a mesa fique molhada por causa do suor da garrafa.
  • Ah, e a mesa! Ela foi feita pelo meu pai mesmo. Tudo artesanal e que dura muuuuito tempo. Tenho ela há quase 10 anos e está perfeita. O contato do meu velho, caso alguém se interesse: +55 21 99675 4941.

Rodrigo Santiago

Mesa de trabalho do Rodrigo Santiago.
Local: autarquia estadual, SC. (Clique para ampliar.)

Trabalho em uma autarquia estadual de Santa Catarina e meu trabalho é essencialmente burocrático, atrás dessa mesa. Uma boa parte dele é feita utilizando Excel ou Word, além de sistemas próprios na web. Os dados que incluo nesses programas chegam até mim em documentos impressos como faturas, notas fiscais, relatórios de consumo, etc.

Para facilitar o fluxo e a organização do trabalho, coloquei três bandejas para papéis, não procurei por nenhuma específica (se repararem, são três modelos diferentes) e preferi separar lado a lado a uma em cima da outra, pois às vezes o número de papéis pode impressionar. A bandeja próxima do caderno é a minha caixa de entrada, onde coloco os documentos ou processos que recebo. Após processados, ou vão para a bandeja ao lado, onde ficam aqueles que estão aguardando resposta de outra pessoa, ou para a bandeja mais afastada delas, que é a de arquivo. Uso um fluxo semelhante no e-mail.

O caderno, que ganhei em um congresso, utilizo para anotar recados, tarefas ou outras informações quando estou ao telefone. Utilizava blocos de papel, mas havia uma tendência em acumular muitos deles e às vezes para procurar alguma informação era insano. O caderno facilitou tanto a organização (não fica aquele monte de papel grudado ou acumulado na mesa) quanto a velocidade para encontrar alguma anotação: é só ir retrocedendo as folhas do caderno.

O computador que utilizo é o fornecido pelo órgão, um Lenovo ThinkCentre M58p que, mesmo adquirido através de licitação, possui uma boa configuração: processador Core 2 Quad Q8200, 4 GB de RAM, placa de vídeo ATI 4350, monitor de 18,5” da Lenovo e teclado e mouse do modelo mais simples, mas que não deixam a desejar. Já tentei utilizar um tablet pessoal, desses genéricos, como segundo monitor, mas os programas que permitiam isso eram extremamente sugadores de recursos do computador. Além disso, há um leitor de código de barras para boletos e recebimento de processos.

Os outros itens são os padrões de quem trabalha em escritório: porta canetas, carimbos, perfurador, grampeador, fita adesiva, outro bloco de anotações (para reuniões), telefone, um cubo que ganhei em um congresso e utilizo como calendário (criei um arquivo no Excel para caber no tamanho do cubo). Nenhum item é de qualidade especial, utilizo os que são comprados pelo almoxarifado. Há também uma caneca do House/Heroes que ganhei de brinde há muitos anos no Submarino para água e uma com tema natalino, que ganhei de uma colega, para o essencial café. Elas ficam perigosamente próximas ao computador e teclado, mas até o momento nenhum acidente aconteceu.

Há ainda alguns itens para um refresco numa tarde cansativa, como fotos de minha esposa e uma imagem de falésias em uma praia aleatória que veio em um calendário promocional anos atrás e que achei interessante. Ah, não posso esquecer-me de mencionar o apontador de mesa! Não coloquei esse item só de sacanagem, é muito superior aos apontadores convencionais, e utilizo bastante lápis em minhas anotações.


Mande a sua mesa de trabalho

Quer ver a sua mesa de trabalho aqui? Mande um e-mail para ghedin@manualdousuario.net, com o assunto “Mesa de trabalho”, contendo os seguintes itens:

  • Foto grande da mesa. No mínimo em 1920×1080, ou seja, proporção 16:9; quanto maior, melhor. Dicas: prefira tirar a foto de dia, com o auxílio do Sol, e se tiver uma câmera dedicada, prefira-a em vez da do smartphone.
  • Local. Onde fica a sua mesa, em casa ou na empresa/escritório? (Se for no seu local de trabalho, por favor, verifique com seu chefe antes se não tem problema. A última coisa que eu quero é causar a demissão de um leitor!) E se for numa empresa e puder, informe também o nome dela.
  • Descrição dos itens. O que tem na mesa, por que essas coisas estão nela, o que é legal/se destaca entre elas… enfim, explique-a para nós. Em texto corrido, com no máximo 500 palavras. (Use o Word ou Google Docs para monitorar o limite.)

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20 comentários

  1. Eu rolei o texto me perguntando? Foi o pai do Tuna quem fez a mesa? Cadê o telefone? Meu avô era marceneiro e eu cresci acreditando que móvel que não é feito por marceneiro não presta.

  2. Abri o link do caderno seco achando que teria modelos baratos, que decepção :(
    Mercado de notebooks é literalmente complicado aqui.
    E quantos carimbos

        1. Não tenho resposta convincente para isso. Uma vez recebi um calendário promocional que veio essa imagem. Quando o ano terminou, ia jogar fora, mas gostei da imagem e pensei que fosse algo “famoso”. E é, essas colunas são conhecidas como Doze Apóstolos, ficam na Austrália, e fazem parte de um parque, tem uma rodovia que passa próximo às falésias ali próximas. Apesar de nunca ter estado lá, decidi ficar com a imagem na mesa.

          É curioso pois possuo centenas de imagens de paisagem que eu mesmo fotografei, mas precisaria imprimir/revelar, por comodismo, deixei essa daí mesmo.

  3. Leonardo Tuna:
    Bem minimalista sua mesa, gostei. Ah, e sobre o porta-copo para não molhar a mesa, é incrível como um objeto tão simples e barato é difícil de se encontrar nas estações de trabalho por aí.

    Rodrigo Santiago:
    Apesar da grande quantidade de itens sobre sua mesa, está tudo tão organizado (cada coisa em seu lugar, nada espalhado) que passa uma ótima impressão. Também sou funcionário público, mas não tenho uma mesa só minha, então já viu né…

    1. Infelizmente a organização dura poucas horas, mas pelo menos uma vez por semana tento deixar assim.

      Também sou funcionário público, mas não tenho uma mesa só minha, então já viu né…

      E sei bem como é. Quando comecei utilizava o PC de um servidor que estava de férias/licença.

    1. Ia dizer o mesmo. Minha mesa era essencialmente essa quando eu trabalhava (mesmo computador, mesmo monitor e mesma mesa) na universidade, ainda que essa fosse federal e o Rodrigo trabalhe numa autarquia estadual.

      Faz um pouco de sentido, mais ou menos, ser tudo igual/parecido.

      1. Eu adoraria ter uma mesa dessas. Além de eu não ter uma mesa só minha (revezo o uso da mesa do computador com outras duas pessoas), a que eu uso está longe de ter esse tamanho, limpeza e organização.

    2. Pois é, dificilmente temos a opção de escolher mesa e cadeira específicas. Na verdade, quase nenhum item, e, se for necessário algo diferente, precisa ser muito bem justificado.

      Isso que me deixa puto, o servidor ralé quando quer algo, precisa preencher formulário e assinar em 40 vias, com uma justificativa enorme. Quando é um gerente ou diretor comissionado, a justificativa é “é pro diretor” – e isso é algo propagado pelos próprios servidores ralé.

      1. Qualquer empresa vai padronizar a estação de trabalho porque é mais barato – compra-se em quantidade – e quando precisar mudar algo, só muda a pessoa sem ter um local melhor/pior de se trabalhar.

        Diretores, teoricamente, tem tipos de trabalho diferentes, atendem reuniões e clientes etc. Uma série de requisitos que podem ou não justificar um material de escritório diferente do que os funcionários usam.

        Trabalhei na DELL em 2010 e era tudo padronizado e qualquer modificação era bastante complexa de ser feita. Eu tive, por exemplo, que pedir um suporte mais alto pro meu monitor e levou 3 dias pra que eu pudesse pegar um no estoque (o pedido percorria 3 sedes) e eu precisei justificar em um texto de 4 parágrafos esse “gasto” meu.

        Aqui em POA a TW padroniza todos os laptops dos funcionário – Macbook – e a estação é “itinerante”: basicamente uma mesa/bancada grande com diversos teclados, mouses e monitores espalhados (todos iguais) para que você use. Se quiser pode ficar nas salas mais descoladas, com vista pro pátio da PUCRS (!).

        Ou seja, escritório = padronização.

        1. Já li que grandes empresas são tão burocráticas quanto órgãos públicos. Imagino que quanto maior e mais centralizada a empresa, mais burocrática, pois a decisão passa por vários setores e muitas vezes a tomada de decisão é feita por instâncias bem superiores, muitas vezes localizadas na sede.

          Sobre a questão da padronização, nada contra, realmente faz sentido de acordo com os aspectos que você citou. Mas na maioria das vezes as escolhas são feitas sem nenhum critério de ergonomia ou produtividade em mente, escolhe-se o mais bonito ou barato. Principalmente quando são derivados de licitação, na qual quem a prepara discrimina um objeto sem consultar especialistas da área ou sem considerar as questões que citei.

          1. Entendi.

            Sim, é um problema. O grande problema é que órgão públicos raramente tem especialistas em áreas como saúde laboral – na verdade, especialistas são raros em órgãos públicos porque o salário é muito baixo, via de regra – o que acaba por deixar a compra nas mãos do setor de compras, normalmente feito por um servidor com ensino médio e, no máximo, um treinamento de 20h ofertado pelo Estado.

            Ao contrário do que reza a lenda, falta muito funcionário básico no setor público e os especialistas ganham pouco – salvo quem trabalha pro judiciário, mas, outra discussão – o que acaba por criar uma série de decisões equivocadas no dia-a-dia (e que muito pessoas gostam de explicar como corrupção mas, na verdade, é bem mais fácil de ser apenas ignorância sobre o assunto [ainda que exista corrupção em licitações, aos montes]).

            Eu tive uma vez que comprar 3 telefones com headset pro setor de atendimento EAD da universidade (porque, até aquele momento, a gente usava telefone de gancho pra dar suporte). O comum, fora de licitação, é orçar 3 opções e entregar pro supervisor so departamento para ele autorizar a compra (ou não). Só que eu não sabia quais telefones seriam melhores ou não – só sabia que tinha que ter headset – e não existi nenhum especialista em TELECOM no departamento de EAD – tudo era centralizado no CPD, que não prestava suporte nenhum. Além desse problema, veio o problema que já havia sido feita uma compra de telefones VOIP, porém, como tinha sido feito pelo CPD eles tinha comprado telefones sem headset (pra todos os departamentos, inclusive o nosso). Precisei argumentar muito pra conseguir fazer uma segunda compra e, finalmente, depois de 3 semana que eu consegui os 3 headsets. Tudo isso porque não tinha nenhum servidor de telecom no departamento (afinal, por contenção de despesas, a universidade centralizou todos os serviços de rede (e muito outros) no CPD.

            Causos de empresas que se perdem em burocracia, em falta de pessoal e principalmente em contenção burra de custos temos aos montes.

    3. Minha mesa é quase igual essa. A diferença é que sempre esta cheia de equipamento velhos pra arrumar. Hehehe. Trabalho em um Hospital filantrópico.

    4. Estou pensando em fazer um memorando com a foto da estação do Santiago, solicitando algo parecido. Eu tenho uma mesa ergonômica, estreitinha e com um degrau para teclado, que foi doada pelo Comitê Panamericano e só chegou aqui na minha sala porque ninguém quis. Fui pegar no corredor, estava saindo pra descarte. As cadeiras estão em petição de miséria. Estou pedindo à Zeus que sobre uma cadeira olimpica pra mim.
      Já sei até a resposta que vão dar ao memo. Autue-se e demita-se.