Por que clientes de e-mail nascem, são comprados e, depois, descontinuados?

Imagem de despedida do Mailbox, cliente de e-mail do Dropbox.

No começo do 2013 o Dropbox comprou o Mailbox, um cliente de e-mail para dispositivos móveis com foco no gerenciamento de mensagens por gestos. Na época, ele também chamou a atenção pela gigantesca “fila de espera” para ser baixado. Ontem, o Dropbox avisou que o Mailbox será descontinuado no próximo dia 26 de fevereiro.

Dois anos e meio parece pouco tempo, mas é uma vida em dispositivos móveis. Veja o vídeo de lançamento do Mailbox, com a interface esqueumórfica do iOS 6 e a grande ênfase em gestos laterais, então uma novidade:

https://vimeo.com/54553882

Antes do Mailbox, outro cliente de e-mail metido a moderno teve o mesmo fim: o Sparrow. Lançado em 2011 apenas para iPhone, foi comprado pelo Google no ano seguinte e, no começo de 2015, após um longo período de abandono, acabou oficialmente descontinuado.

Parece só haver dois caminhos para clientes de e-mail modernos: chamar a atenção, ser comprado e, depois, fechado, ou ficar à margem das manchetes dos blogs de tecnologia e longe dos usuários avançados que apreciam suas funções inovadoras. (Fique de olho: N1 para desktops, Mail Pilot para iPhone/iPad.)

Cheguei a experimentar o Mailbox, mas só para ganhar uns gigabytes extras no Dropbox. Fiquei ofendido por ele ter mexido nos meus rótulos do Gmail, uma gambiarra necessária para a função de “adiamento” de mensagens. Enfim, não importa mais.

Em paralelo a esses apps que surgem do nada com ideias inovadoras, os clientes de e-mail mais tradicionais também evoluem. A passos mais lentos, mas constantemente:

É difícil concorrer com apps padrões e, para piorar, “e-mail” não é algo muito atraente aos mais jovens. Ora, nem aos mais velhos. Apesar de gostar de e-mail, qualquer desatenção mínima pode torná-lo caótico, logo é compreensível a aversão que muitos têm da caixa de entrada.

Em última análise, é isso o que apps como o Mailbox fazem: eles combatem um problema secundário, criado pelo próprio meio. São “gerenciadores de e-mail”, ou do caos que se instaura na maioria das caixas de entrada. É uma solução eternamente paliativa. Numa analogia, é como se ele fosse um balde que usamos para tirar a água que entra por um buraco no casco. O problema é o buraco por onde entra água. É ele que deve ser atacado e eliminado.

No anúncio do fim do Mailbox, a equipe do Dropbox tocou nesse ponto:

Quando a equipe do Mailbox se juntou ao Dropbox em 2013, compartilhávamos uma paixão por simplificar a maneira com que as pessoas trabalham juntas. Resolver o problema do e-mail parecia um forte complemento aos desafios que o Dropbox já encarava.

Mas na medida em que aumentamos o foco em colaboração, notamos que não há muito que um app de e-mail pode fazer para consertar fundamentalmente o e-mail. Chegamos à conclusão de que a melhor forma de aumentar a produtividade das pessoas é, antes disso, aperfeiçoar os fluxos de trabalho que geram tanto e-mail.

Eu, que uso o Mail mesmo no Mac e o Gmail no celular (Android), tendo a concordar.

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58 comentários

  1. Usei por pouco tempo e gostava até então. Atualmente tenho usado o N1, sua interface limpa e funcional me deixam confortável para continuar usando.

  2. Há o InBox para Gmail também, mas não entendi bem a lógica do Google com essa ideia… Explico: existe o serviço Gmail, que tem seu próprio app, versão web, tudo certinho… E de uns tempos pra cá, como citado no post, o app Android (não sei se iOS) passou à aceitar contas de outros serviços (Outlook, Hotmail, Yahoo, etc.). E o Google lança esse InBox exclusivamente para o Gmail. Aí é que tá! Na minha modesta opinião, o Gmail trabalharia só com Gmail e o InBox sim, aceitaria contas de outros serviços. Não tenho nenhuma dificuldade em manter minha caixa de entrada do Gmail organizada, e é isso que o InBox oferece principalmente: organização. Mas se, em vez de trabalhar só com Gmail, o InBox aceitasse vários serviços, aí sim, o Google poderia meter um algoritmo decente e bater mais forte na tecla da organização. Até aqui, não me senti atraído pelo InBox, porque o app do Gmail me atende perfeitamente!

  3. Não sei se é só no meu meio social, mas percebo que as pessoas estão voltando ao minimalismo. Lembro de uma época em que geral tinha três navegadores no celular, vários apps que cumpriam a mesma função…

    Acho que com os clientes de e-mail está acontecendo o mesmo. Generalizando, as pessoas não querem mais ter milhões de features no app, muito menos ter que aprender a usar.

    obs.: eu curtia o Mailbox

    1. Eu faço listas no Simplenote mesmo. Já uso para outras coisas, e funciona bem — mesmo que o único incentivo/facilitador dele seja colocar asteriscos em quebras de linha automaticamente.

    2. Eu uso! O Wunderlist para mim é onde coloco meus afazeres que não têm data específica (os que têm, a.k.a. compromissos, vão para o calendário). Possuo 3 listas: pessoal, trabalho e compras.

      Uso também o Simplenote que o Ghedin mencionou, mas “apenas” para anotações gerais, como se fosse meu bloquinho de papel.

    3. Wunderlist é muito “pesado” visualmente falando e mais atrapalha do que ajuda, na minha opinião. Tentei utilizá-lo várias vezes e não consegui.

      Eu uso e recomendo fortemente o Trello, que tem uma abordagem mais fluída e se encaixa melhor no fluxo tanto de trabalho como pessoal. A combinação Labels e Lists é poderosa!

  4. Concordo com o texto, mas no momento só consigo pensar que estou órfão do meu cliente de email. Até agora não achei nenhum que tenha todas as funções do Mailbox. O arquivamento automático customizado, a badge que mostra o número de emails na caixa de entrada em vez de não lidos. Isso me faz falta em todo cliente que eu testo. Com certeza o Mailbox cumpriu sua missão de mudar os aplicativos de email, mas igual realmente não vai ter. Uma pena.

  5. Ghedin, há outros dois pontos sutis, mas relevantes:
    1) Os clientes de email nativos de cada plataforma são bons o suficiente; e
    2) No ambiente desktop, “ninguém” precisa de um cliente, os webmails reinam absolutos.

    1. Eu preciso.
      Trabalho com o Office 365, em plataforma Linux. O WebApp é uma bosta! To usando o N1 agora que o Ghedin citou. Muito bom!

    2. Só li verdades.
      No meu Lumia 930 uso no nativo o Outlook e o Gmail.
      No meu iPad uso o Outlook app e o nativo pro Gmail (pois achei asqueroso o app Gmail pra iOS).

      No notebook, até tentei usar o Outlook para Windows 10, mas o hábito e a praticidade de usar pelo navegador proporcionam uma melhor experiência.

    3. Já tentei usar o Mail (tanto iOS, quando OS X) e não gostei, principalmente por sua “interface complexa”. Tentei até usar o Spark por uma semana, voltei para o Gmail. Por mais simples que seja o app do Google, atende super bem minhas necessidades.

  6. Hoje não sentiremos falta do Mailbox, já que ele completou sua missão. Por outro lado, fico com medo de ver apps inovadores assim na mão de empresas enormes.
    A Microsoft comprou o Wunderlist, o Acompli e o Suprime, e até agora manteve o espírito de crescimento e inovação nesses apps. Mas até quando isso? Até quando o Waze vai continuar bem nas mãos do Google? Essas empresas têm tantas prioridades como dinheiro. Já os apps, como empresas pequenas, tem um foco maior em inovação.
    De mesmo modo, espero que o Paper do Dropbox continue vivo. A ideia é ótima e também deve ser copiada.

    1. o Waze ainda tem uma proposta muito diferente do Google Mapas.

      O google mapas se aproveita do Waze, mas, não sei se o usuário de um, usaria o outro… e se os recursos do Waze funcionariam atualmente no Mapas.

      Mas a tendência é existir um app só… e ver o milagre que o Google vai ter que operar pra fazer funcionar de forma bacana.

    2. o Waze ainda tem uma proposta muito diferente do Google Mapas.

      O google mapas se aproveita do Waze, mas, não sei se o usuário de um, usaria o outro… e se os recursos do Waze funcionariam atualmente no Mapas.

      Mas a tendência é existir um app só… e ver o milagre que o Google vai ter que operar pra fazer funcionar de forma bacana.

  7. Cada vez mais tenho certeza que qualquer discussão sobre o email passa pelo entendimento de uma coisa bem simples: ***o email é a caixa de entrada universal***.

    (Para facilitar, vamos ficar no ambiente de trabalho, onde a situação do email é ainda mais deplorável do que nas nossas caixas pessoais.)

    O uso moderno do email tem algumas dimensões não previstas:

    – Repositório de notificações: essa é a mais simples de entender. Basta olhar o inbox e ver o quanto chega de newsletter, atualização de site etc etc etc por dia.
    – Lista de tarefas: não importa qual dos zilhões de gerenciadores de tarefas que você use, as tarefas SEMPRE chegarão por email – e, em mais casos do que o aceitável, o acompanhamento da tarefa será pelo mesmo email. Duvida? Olha a quantidade de emails que todos deixam na caixa postal “para lembrar depois”.
    – Repositório de documentos: por mais que existam Dropbox/Box/Google Drive/OneDrive/Owncloud/etc/etc/etc, as pessoas irão mandar documentos enormes anexados por email.
    – Chat multicast: as pessoas mandam um email com aquelas tripas enormes de To: e Cc: e… bem, é um chat, e chat sempre corre o risco de cair no caos, e se você nunca presenciou (ou participou) um flamewar corporativo na sua caixa de email, você não tem email corporativo.

    (E isso que não vamos entrar nas combinações do inferno envolvendo por exemplo, repositório de notificações que enviam documentos para seu email.)

    Então, como bem notou o pessoal do Mailbox, gerenciador de email é um enorme enxugamento de gelo, em que o gelo cresce mais rápido que a capacidade de enxugar. Aliás, mesmo técnicas como o Inbox Zero também enxugam gelo – embora seja mais eficiente nisso.

    Por isso que todo mundo que usa o Slack ama o Slack. Porque o Slack entendeu que, para o discurso deles de “substituir o email” ser comprado, ele precisaria atender às necessidades de notificações, lista de tarefas, documentos e chats, ou seja, ser o hub por onde as coisas fluem. E estão construindo um produto que seja isso, que seja essa caixa de entrada universal, que se integre com o que as pessoas usam para que essas coisas notifiquem no Slack e não mais por email.

    Não sei se o Slack é o caminho para resolver o problema do email, mas é certamente a tentativa mais bem-sucedida até agora. Vamos ver no que o Dropbox pode avançar em cima disso.

    Sobre o Inbox by Gmail: se você “compra” o Inbox, tem que já ter “comprado” a ideia do Inbox Zero. Aí fica interessante. Mas só neste caso.

    1. O Inbox do GMail me facilitou muito a vida no lado pessoal.
      A inbox zerada é top, e o lembrar mais tarde, fundamental!

      Quanto ao corporativo, concordo plenamente com você!

      1. Estava buscando alguém que comentasse o inbox. Se não ne engano também era outra empresa que foi comprada pelo google. O inbox me organizou muito a vida.

      2. Estava buscando alguém que comentasse o inbox. Se não ne engano também era outra empresa que foi comprada pelo google. O inbox me organizou muito a vida.

    2. Esse slack parede interessante, hein!

      Uso o Gmail, Wunderlist e Evernote como parceiros no feitio de minhas tarefas, mas por vezes fico confuso por ter de raciocinar muito a organização das mesmas. Se continuar assim, nunca vou deixar de ser Padawan no GTD.

    3. “gerenciador de email é um enorme enxugamento de gelo, em que o gelo cresce mais rápido que a capacidade de enxugar”

      Poxa, mas se o gelo crescer ele vai continuar enxugado, não? O problema é quando diminui, se derretendo e deixando o resto do gelo ainda mais molhado…

  8. Uma só palavra: Slack.

    Minha aposta é que vão pegar a mesma equipe do Mailbox e focar em algum produto similar ao Slack integrado ao Dropbox (nem que seja somente um chat) pra agregar valor ao serviço deles e atrair corporações que é onde o dinheiro grande fica.

      1. Gosto do Dropbox justamente pela simplicidade ao lidar com os meus arquivos. No máximo eu uso a integração dele com o Office Web bem de vez em quando…

      2. Gosto do Dropbox justamente pela simplicidade ao lidar com os meus arquivos. No máximo eu uso a integração dele com o Office Web bem de vez em quando…

      3. Muita gente usa o Dropbox em trabalhos colaborativos. Uma ferramenta de chat facilitaria que essas pessoas conversassem entre si sem precisar de um recurso externo tipo o próprio Slack ou e-mail. =)

  9. vou mais além. a maioria empresas, não consegue substituir o e-mail tão cedo. E do jeito que ele é. E sobre mudar o fluxo de trrabalho? Hummm seria lindo, mas ainda fico meio cético.

    Caras, se idéias como horários alternativos de trabalho (pra diminuir congestionamento), mudanças na forma de administrar mal saem do papel, mesmo home office que é pequeno perto da massa de trabalho, como podemos ter a esperança que um ou outro aplicativo vai resolver tudo isso.?

    Evernote, Dropbox, etc gastam dinheiro tentando montar experiências de uso que consigam enraizar suas soluções e mudar o jeito de se trabalhar, mas parece algo bem complicado e distante da realidade. Claro, existem cases e alguns são badalados e de empresas relevantes, mas não vejo uma indústria aplicando. Ou mesmo empresas de médio porte, como tantas que existem por aí. C

    O email foi pensando em cima disso. Ele é uma ferramenta rigida que conversa com o modo rigido que as empresas trabalham. O Outlook (representativamente falando) matou o Mailbox. E tirei o inbox. Aquilo era um saco de se trabalhar. Sério.

    EDIT: Claro que tem coisas que agregam. Whatsapp, mensageiros, etc. Mas a forma de: pendência – lembrar dela – registrar o que foi feito… isso ainda é complicado de substituir.

    EDIT 2: O Slack parece ser bom e uma grande do setor, a TOTVS, já inventou seu próprio Slack, o Fluig que tem a vantagem de ser integrado com o ERP deles. É interessante… pode ser muito bom. Mas esbarra um pouco no investimento. E na maledeta da teimosia e paradigma de muita gente.

  10. vou mais além. a maioria empresas, não consegue substituir o e-mail tão cedo. E do jeito que ele é. E sobre mudar o fluxo de trrabalho? Hummm seria lindo, mas ainda fico meio cético.

    Caras, se idéias como horários alternativos de trabalho (pra diminuir congestionamento), mudanças na forma de administrar mal saem do papel, mesmo home office que é pequeno perto da massa de trabalho, como podemos ter a esperança que um ou outro aplicativo vai resolver tudo isso.?

    Evernote, Dropbox, etc gastam dinheiro tentando montar experiências de uso que consigam enraizar suas soluções e mudar o jeito de se trabalhar, mas parece algo bem complicado e distante da realidade. Claro, existem cases e alguns são badalados e de empresas relevantes, mas não vejo uma indústria aplicando. Ou mesmo empresas de médio porte, como tantas que existem por aí. C

    O email foi pensando em cima disso. Ele é uma ferramenta rigida que conversa com o modo rigido que as empresas trabalham. O Outlook (representativamente falando) matou o Mailbox. E tirei o inbox. Aquilo era um saco de se trabalhar. Sério.

    EDIT: Claro que tem coisas que agregam. Whatsapp, mensageiros, etc. Mas a forma de: pendência – lembrar dela – registrar o que foi feito… isso ainda é complicado de substituir.

    EDIT 2: O Slack parece ser bom e uma grande do setor, a TOTVS, já inventou seu próprio Slack, o Fluig que tem a vantagem de ser integrado com o ERP deles. É interessante… pode ser muito bom. Mas esbarra um pouco no investimento. E na maledeta da teimosia e paradigma de muita gente.

  11. Há tempos os aplicativos de email pararam de ter relevância. Lembro dos primórdios, onde a minha mãe fazia questão de ter o Outlook, vida ou morte, no computador, caso contrário, mesmo podendo acessar pelo Internet Explorer (!), ela não conseguia trabalhar. E eu, a mesma coisa. Porém, acredito que não se trata disso. Talvez seja porque o email, enfim, chegou até onde ele poderia chegar. Não sei se é minha mente limitada, mas não consigo ver horizontes para onde ele possa evoluir. Pelo contrário. Vejo o que ele pode perder, em especial, a informalidade.

    O email hoje está bem voltado a substituir o que as cartas faziam até pouco tempo atrás. Se abrir minha caixa de entrada, o que há por lá? Anúncios de planos de operadora, serviços, seguradora, cartões de crédito, e tudo mais que meus pais recebiam na caixa de correio, quando eu era criança. Afora isto, estão minhas faturas. Quando fiz a portabilidade para a Oi, em outubro, não tive, senão, que concordar com o fato de que a fatura não seria mais enviada pelo correio, possibilitando mudar esta condição apenas via telefone. Cartão de crédito, telefonia fixa, internet de casa, tudo mais, pelo email. E agora, os jornais que eu recebia toda manhã, estão em formas de newsletter ou acesso quando quero, pagando bem menos pelo serviço. Ou seja, o que há com o email? De diferencial disso tudo, de coisas automatizadas, geradas por computador, com cobranças, formalidades, só há as newsletters feitas, inclusive, por figuras como o Ghedin e o Manual do Usuário, e meus estudos, com trabalhos, textos, artigos e afins, enviados por email — e quando por ele, pois já recebo links do Dropbox via Facebook e WhatsApp.

    Não há muito o que ver no cenário dos emails. A verdade é que ele deixou de ser prioridade há um tempo. Pergunte a um jovem de até 21 anos, hoje em dia. Pergunte na segunda-feira se ele leu um email enviado na sexta. Você vai receber uma cara feia, mesmo que ele possua um aplicativo no celular e notifique toda vez que receba um email do programa de afiliados da Loja X. Apenas acessamos algumas vezes por dia, e pronto. Na minha empresa, pouco abro a minha caixa de entrada, sendo obrigado, somente, por utilizarmos o pesado Lotus Notes e lá possuir aplicações de uso cotidiano. Fora isso, temos soluções, como o mensageiro corporativo instantâneo Sametime, e olha, o WhatsApp virou ferramenta de trabalho. Anotações, notas, ou qualquer outra coisa que não solicite formalidades, vão por estes serviços. Ou seja, para que tanto enfeite no email? É como eu digo: não há necessidade de uma aplicação monstruosa, demolidora, porque parece que quase ninguém mais presta atenção nisso. Nossas soluções de email populares (Gmail, Outlook, Yahoo Mail, iCloud) já possuem aplicações web muito bem feitas para acessar pelo computador. No celular, como você citou, possuem o mesmo. Faz o necessário e atende bem, e só. Pelo menos, se eu for levar em consideração o meu ciclo social, ninguém mais se importa com isso, e vai ser difícil fazer com que o público leigo realmente se importe com tais novidades, pois até o Inbox, o famoso Inbox, foi deixado de lado enquanto havia aquela euforia toda por ser “diferente e bonito”.

    1. escrevemos os comentários quase que juntos e eles são completamente diferentes um do outro. risos. Mas isso é legal, na realidade, essa percepção diferente dos dois ajuda a enriquecer o debate.

      Sem querer pegar ponto a ponto, mas vou separar em dois! Vida profissional:
      penso que os mensageiros ajudam muito o dia a dia…. mas não consigo lembrar de uma pendência por whatsapp, por mais que use bastante para trabalhar.

      Minha organização de pendências – registro – soluções – etc é toda no outlook (representativamente falando, não como um app instalando, pode ser um webmail bacana tbm);

      Quanto a vida pessoal, assino embaixo o que disse. E-mail é um relés guardador de coisas automatizadas. Uso bem pouco pra tratar assuntos que hoje vão por face, grupos do face, grupos do what´s (SOCORRO…hehehe) e etc.

  12. Finalmente um tema do qual gostaria muito de contribuir. Mas é cedo, estou atrasado na agenda… Mais tarde, pro final da noite.

  13. Engraçado, acho que isso de “Nascer, Crescer, Ser comprado e Acabar” vale pra qualquer outro app ou startup.

    De qualquer forma, acho o e-mail uma das ferramentas ainda mais relevantes, mesmo que os mais jovens não tenho tanto costume de usar, você necessita de um e-mail “para tudo”. E gerenciadores de e-mail de terceiros talvez nunca viverão tanto tempo, como concorrer com os gerenciadores padrões? Você cria uma gmail e praticamente você está conectado a N serviços da google. Você fica preso a eles. Fica difícil ter concorrência assim.

    ps.: Mesmo o Inbox da Google, eu usei por um tempo e acabei voltando para o Gmail comum. Sim, o Inbox tinha alguns recursos bem bacanas, mas eu sentia que eu tinha muito menos liberdade nele.

    off: @ghedin:disqus em qual plataforma o MdU foi criado? É wordpress? Ou tudo “original”? To com planos de montar meu próprio site e o MdU é uma inspiração.

    1. É um destino comum a startups mesmo, mas, no caso do e-mail, é difícil apontar um que se mantém há muito tempo. Acho que, entre os relevantes, só sobrou o Mail Pilot… (O Inbox é horrível para quem mantém a caixa de entrada organizada.)

      Sobre o off, sim, WordPress com o tema padrão do ano passado (Twenty Fifteen) personalizado, uns poucos plugins e algumas partes “originais” (a página de promoções foi desenvolvida do zero usando post types).

          1. Boa, valeu. Não consegui adicionar antes no Feedly. Adicionei.

            Só achei ruim a falta do preço no texto do rss, isto é proposital?

  14. Engraçado, acho que isso de “Nascer, Crescer, Ser comprado e Acabar” vale pra qualquer outro app ou startup.

    De qualquer forma, acho o e-mail uma das ferramentas ainda mais relevantes, mesmo que os mais jovens não tenho tanto costume de usar, você necessita de um e-mail “para tudo”. E gerenciadores de e-mail de terceiros talvez nunca viverão tanto tempo, como concorrer com os gerenciadores padrões? Você cria uma gmail e praticamente você está conectado a N serviços da google. Você fica preso a eles. Fica difícil ter concorrência assim.

    ps.: Mesmo o Inbox da Google, eu usei por um tempo e acabei voltando para o Gmail comum. Sim, o Inbox tinha alguns recursos bem bacanas, mas eu sentia que eu tinha muito menos liberdade nele.

    off: @ghedin:disqus em qual plataforma o MdU foi criado? É wordpress? Ou tudo “original”? To com planos de montar meu próprio site e o MdU é uma inspiração.

  15. Olha, será que o grande problema não é a dificuldade de monetizá-lo? Se você adiciona banners com anúncios, concorre diretamente com o Gmail e o Mail (da Apple) que não tem anúncios e não precisam dar 1 centavo de lucro para as gigantes. Só tem a única função de tornar a usabilidade do SO mais completa. Exatamente como os rumores de apps de música (Spotify, Deezer, etc) só existirão se forem incorporados pelas gigantes, pois darão prejuízo, porém tornarão a usabilidade do sistema completa.

    Hoje uso no meu Android o Gmail, justamente por suportar outros provedores de email. Antes utilizava o CloudMagic e lembro que eles começaram a tentar monetizar a plataforma, cobrando para usuários que quisessem adicionar mais de 5 contas de email no app.
    Depois de 2 ou 3 meses da “tentativa” anunciaram que iriam mudar a estratégia, liberaram para todos adicionarem, gratuitamente, quantas contas de email quisessem. Não sei como eles vivem hoje, se já conseguem monetizá-lo de alguma forma ou se ainda vivem de dinheiro dos investidores.
    Porém é difícil pensar em um app independente, só vejo fundamento no Gmail, Outlook e Mail.
    O objetivo é claramente tornar o usuário mais adepto do ecossistema do Google, Microsoft e Apple, respetivamente.

    Dropbox percebeu isso e como não é uma gigante, que pode se dar ao luxo de ter uma equipe exclusiva desenvolvendo um app que no final não dará lucro, preferiu descontinuar o serviço. Decisão acertada do ponto de vista financeiro. Não é como uma startup que dará lucro no futuro e sim uma plataforma que dá prejuízo hoje e continuará dando amanhã.

    A verdade é que concorrer com as gigantes é muito complicado. Por isso acho que se o Spotify quiser manter a opção gratuita do app, cedo ou tarde será vendido para uma gigante da tecnologia.

    1. Concordo contigo, a dificuldade em fazer dinheiro também influencia. Só não no caso do Dropbox. Eles já têm um “core business” definido e desde a compra do Mailbox estava meio claro que não era para fazer dinheiro, mas sim trazer mais usuários para a plataforma e, em algum ponto, converter esses em clientes pagantes.

      O Dropbox parece estar revertendo a estratégia de estender-se em vários apps. Coincidentemente (ou não), o Facebook também anunciou ontem o fechamento do Creative Labs, que criava apps experimentais (ou “inúteis”, diriam os mais céticos), como Slingshot e Rooms. Ano passado e no começo desse, a tendência era fragmentar sua oferta em diversos apps para atingir um público maior; agora, parece que todo mundo resolveu focar no principal.

      1. Sim, mas as gigantes ganham dinheiro tanto com usuários pagos quanto gratuitos, por meio de anúncios, então o custo de manter Gmail e outros apps gratuitos é pago por meio do anúncio em outros apps.

        O dropbox trabalha de forma diferente, ele oferece o espaço gratuito, visando o usuário se converter em pago, mas não ganha 1 centavo com os gratuitos (lembrando que a taxa de conversão de gratuitos para pagos é extremante baixa). A própria Microsoft anunciou recentemente que o Onedrive gratuito reduzirá de 15GB para 5GB. É uma prova clara que depender exclusivamente da conversão de usuários gratuitos em pagos é um erro.

        Dropbox não conseguiu ganhar dinheiro com a maioria dos usuários do ecossistema deles (usuários gratuitos) e o Mailbox não mudou esse panorama. Resultado: foi descontinuado.

        1. A Apple também não ganha dinheiro com o Mail, mas é uma parte importante da experiência, que vale a pena oferecer para satisfazer os clientes do seu hardware. Tem que haver um equilíbrio entre o que se oferece de “bônus”, o custo que isso tem e o valor que agrega ao seu produto de fato — o que gera dinheiro.

          No caso do Dropbox, devem ter concluído que a conta não fecha com o Mailbox, que não compensa mantê-lo.

          1. Sim e aproveitando que você citou o Creative Labs do Facebook, talvez eles tenham percebido que criar o novo aplicativo que fará sucesso é bem difícil. Vide o Slingshot que não fez nem cócegas no Snapchat.
            A verdade é: se você é uma empresa com muito capital financeiro, é muito mais fácil comprar tendências que já estão dando certo com enorme potencial de sucesso, do quê inventar a nova grande tendência:
            -Facebook (Instagram, Whatsapp)
            -Rakuten (Viber)
            -Google (Waze)
            -Nikkei (Financial Times)
            -Pandora (Rdio – nesse caso está comprando os acordos com gravadoras que a última tem em mais de 80 países).
            -Ambev (Budweiser)
            E tantos outros exemplos em vários setores.

          2. O Pandora comprou os acordos ou a tecnologia? Estou lendo em diversos lugares várias versões e até hoje não entendi o que realmente foi vendido.

          3. Então eles não compraram os acordos com as gravadoras, mas sim a tecnologia e patentes (que deve tá ligado diretamente a tecnologia).

            Fizeram uma boa compra do ponto de visto técnico, já que o Rdio é o que tem melhor algoritmo desses serviços de streaming. ;)

          4. Sim, nós não sabemos, mas talvez os contratos com as gravadoras sejam intransferíveis. Talvez neles estejam cláusulas de quê caso a empresa X seja adquirida por uma outra empresa Y, o acordo terá que ser feito novamente pela empresa Y.

            Ou quem sabe o contrato estava prestes a terminar e ao invés deles(Rdio) renovarem, preferiram vender os ativos da empresa.

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