Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Bolhas de tecnologia estão estourando em todos os lugares

Bolhas de tecnologia estão estourando em todos os lugares (em inglês), Na The Economist:

Um passatempo favorito no Vale do Silício, atrás apenas de inventar a próxima tendência, é detectar bolhas. Mesmo “insiders” da indústria tendem a dar opiniões espetacularmente erradas. “Você verá alguns unicórnios mortos este ano”, previu Bill Gurley, um conhecido capitalista de risco, em 2015, o ano em que a incubação dessas startups que valem mais de US$ 1 bilhão realmente disparou.

O jogo ficou muito mais fácil: o barulho de bolhas estourando pode ser ouvido em todos os lugares. Ações de tecnologia, ofertas iniciais públicas de ações (IPOs), empresas de cheques em branco (conhecidas como SPACs), “valuations” de startups e até criptomoedas: todos esses ativos que alcançaram altas estonteantes nos últimos anos estão voltando à terra. É difícil dizem quão barulhento será o estouro — e quais podem inflar novamente.

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8 comentários

  1. Isso é bem… bizarro.

    Um conhecido meu, que por sinal nem trabalha aqui no Brasil, se não me engano está morando na Espanha, contando para mim uma vez que tinha conseguido um emprego novo.

    Tinha sido contratado numa startup de empresários israelenses (não lembro se eram realmente de lá) que haviam criado esta empresa na Espanha e já tinham conseguido uma “grana violenta” para desenvolver seu produto: um módulo de login. Sim, simplesmente um módulo de login.
    Por exemplo. Tu tens que desenvolver um sistema qualquer, na hora de fazer a parte de login do usuário, tu não precisava te preocupar com isso, bastava licenciar o sistema de login deles e implementar no teu sistema. E ele me contou isso como se fosse a maior invenção já feita na Terra, a solução de todos os problemas. Eu juro que pensei: “os caras criam uma empresa para fazer um sistema de login?!”. Perguntei para ele mais detalhes e tal, mas era somente isso mesmo. Uma ‘tela de login’.

    Posso, na minha ignorância, estar muito equivocado, mas para mim é outro tipo de negócio ‘bolha’. Não tem como se sustentar.

    1. Agora me fez parar para pensar. O maior problema desta “cultura de startup” é justamente este negócio de “vamos ganhar mais da divulgação do que estamos vendendo”.

      Este capitalismo doido que vivemos tem dessas: a gente ao invés de padronizar de forma aberta algumas coisas e criar grupos coesos para ofertar, no final fica uma bagunça porque pessoas hora querem ganhar grana preta demais (esta do “login licenciado” é um exemplo), hora querem apenas satisfazer o ego (os problemas do opensource com forks e brigas internas é outro exemplo).

      Bem, vai saber também no final o que as pessoas querem fazer… :\

  2. Teria isto, alguma relação com as demissões em massa, as quais têm ocorrido com certa frequência aqui no Brasil?
    Ou seria apenas coincidência?

    1. Palpite de quem está de fora: talvez, tangencialmente. As startups que demitiram em massa estão bem financiadas, vêm de rodadas fortes de investimentos em 2021.

      Se há algum tipo de influência, talvez seja dos investidores pedindo para apertarem o cinto e gastarem com mais cuidado a grana que eles botaram ali dentro.

      E, claro, podem ser outras causas. A Loft, por exemplo, argumentou que as demissões foram reflexo de um ajuste após a aquisição de outra startup.

      Mas… sei lá. O outro lado da moeda é um cenário de déficit de profissionais para preencher vagas abertas. Difícil dizer sem mais dados e tão cedo assim.

  3. Tem muita empresa que só dá prejuízo e continua existindo por investimento. É até bizarro. Utilizo serviços que passaram ou passam por isso, mas continua sendo muito estranho esse tipo de situação e como é o mercado de especulação.

    1. Desde a explosão do Alibaba, Uber e outras aí, os investidores querem achar o próximo “unicórnio de crinas douradas e cascos reluzentes de ouro” pra encher os bolsos de dinheiro. Já sabemos como é o modo de operar dessas empresas (práticas monopolistas ou comprar a concorrência).

      Enquanto os mi/bilionários buscam as próximas empresas que vão explodir no mercado (e render muitos dividendos ou lucro com venda de ações), a classe média e os pobres tentam a sorte com NFT, criptomoedas, apostas, jogos de azar, cassinos online (pesquisa aí crash blaze) etc.

      É uma pena que o sistema tenha chegado a esse ponto.

      1. Empresa que dá prejuízo e continua aberta e investidores em busca de bons… investimentos não são exatamente novidades. O que diferenciou um pouco os últimos anos foi crédito barato: com juros zerados ou negativos nos países desenvolvidos, havia muito dinheiro disponível para investir nesses negócios malucos.

        […] a classe média e os pobres tentam a sorte com NFT, criptomoedas, apostas, jogos de azar, cassinos online (pesquisa aí crash blaze) etc.

        Em todas essas coisas tem alguém muito rico por trás ficando ainda mais rico.

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