O app que busca uma fórmula mais justa para os entregadores
O app que busca uma fórmula mais justa para os entregadores, por Débora Sögur-Hous no Reset:
O volume ainda é pequeno, mas alguns dos pedidos que ele [João, entregador] transporta chegam pelo AppJusto, aplicativo que atua em São Paulo capital e que pretende fazer o que diz no nome: estabelecer uma relação mais justa entre a comodidade para os clientes, as oportunidades de venda para os restaurantes e a remuneração dos entregadores.
O ponto de partida do serviço foram as demandas feitas nos “breques dos apps”, como ficaram conhecidas as greves dos trabalhadores de aplicativo. Para integrar a rede do AppJusto, eles precisam estar formalizados como MEI (microempreendedor individual), o que garante a seguridade social oferecida pelo governo.
Além disso, o aplicativo tem uma parceria com a seguradora Iza contra acidentes pessoais e, como medida de transparência, faz os pagamentos aos entregadores em uma plataforma separada, a Iugu, para demonstrar ao cliente que a taxa de entrega fica toda com o motoboy.
Os entregadores recebem R$ 10 fixos por pedido entregue, mais R$ 2 por quilômetro rodado acima de 5 km. Isso representa um valor médio de R$ 11,56 por corrida.
Fico pensando aqui o risco de bolha a estourar que este negócio de entrega porta-a-porta vai ser em pouco tempo.
R$ 10,00 é hoje o preço médio de duas passagens (ida e volta) em transporte público de algumas cidades. Dependendo das condições, compensa muito mais pegar o ônibus para pegar entregas em uma pizzaria do bairro ou do bairro ao lado do que pegar uma entrega via app.
Não duvido que hoje na verdade o que ocorre também é algo meio “submundo” – as empresas que antes eram “dark kitchens” em algumas cidades resolveram ficar “às claras” e trabalhar de forma aberta e fora dos aplicativos. Nisso as entregas acabam intermediadas entre tais empresas e o cliente. Geralmente fazendo pedido via Whatsapp ou similar.
Se você preparar a comida em vez de pegar em restaurante, sai ainda mais barato.
A comparação não é (só) no preço. Tem comodidade, conveniência, o custo do tempo gasto no trajeto de ida e volta… Tudo isso é levado em conta, mesmo que inconscientemente, quando se pede comida por aplicativo.
Sim sim, só simulei um cenário.
Espero que este trabalho de entregador de alimentos fique “nichado”, mas voltado a pessoas que realmente precisam da entrega de comida em casa, assim, não dando dinheiro para dark kitchen de empresário que faz dark kitchen.