2025 foi um ano desastroso para o Windows 11
windowscentral.com
Zac Bowden cometeu um textão afirmando que os fãs de Windows (definição do autor) entubaram um “2025 desastroso para o Windows 11”. Faz uns anos que não uso Windows, mal toquei na versão 11, por isso li com atenção redobrada.
Tenho certeza que você consegue adivinhar o problema mais óbvio do Windows 11 em 2025:
O Copilot forçou seu caminho para quase todas as superfícies e intenções na plataforma. Caramba, até o Bloco de Notas agora tem um botão Copilot, algo que literalmente ninguém jamais pediu. As intenções da Microsoft com IA parecem obsessivas e forçadas, quase como se a empresa estivesse jogando qualquer coisa na parede para ver o que cola.
O maior crime da Microsoft, sem dúvida, foi macular o Bloco de Notas. (E falo sério, sem zoeira.)
Confesso que não consigo mais acompanhar os lançamentos do Windows 11. De fora, o volume de lançamentos e a liberação das novidades parecem super confuso. Achava que a culpa fosse mais do meu desinteresse/distanciamento do que por erros da Microsoft. Descobri na coluna que o problema não sou eu:
Hoje, graças à Inovação Contínua, a Microsoft pode enviar novos recursos sempre que a empresa achar que eles estão prontos. Todo. Mês. Isso significa que agora há uma rotatividade constante de novos recursos, sem pausas ou descanso. Os usuários nunca têm a chance de respirar.
Além disso, tem o sistema Controlled Feature Rollout (CFR) da Microsoft, que faz com que alguns usuários não recebam novos recursos mesmo após a instalação da atualização que supostamente os inclui, tornando literalmente impossível prever e se preparar para quando um novo recurso pode chegar de fato ao seu PC.
[…]
A Inovação Contínua essencialmente se resume a permitir que a Microsoft force novos recursos a você sempre que quiser, porque a empresa vincula esses novos recursos a atualizações mensais de segurança, que são essenciais se você quiser usar seu computador com segurança na internet.
Seria pedir muito um Windows mais Debian-like, com grandes atualizações a cada dois anos?
A Microsoft também acabou de anunciar que está trazendo de volta a visualização da agenda para o flyout do calendário na barra de tarefas, mas parece que esse recurso foi criado usando tecnologia da web em vez da pilha de interface do usuário nativa do Windows 11. Isto é, francamente, inaceitável, mas esse é o tipo de coisa que a Microsoft faz com frequência nos dias de hoje.
Um pico de consumo de CPU e centenas de mega bytes de memória para mostrar um calendário dentro de um quadradinho. Talvez estejamos vivendo o pior momento para se usar o Windows desde… sempre.
Há 21 anos não uso mais Windows. Estou muito satisfeito com o Ubuntu. Acabei de fazer o upgrade do 20.04 LTS, que estava sem suporte desde maio, para o 24.04 LTS. Fiz o backup de tudo e reinstalei do zero. Ficou bem rápido, responsivo e com muito mais espaço em disco livre - acho que quando as atualizações do SO vão se acumulando ao longo dos anos, acabam tomando muito espaço e deixando mais lento.
Achei estranho ninguém comentar que, entre os desastres do Windows 11 em 2025, houve também o cerco cada vez maior aos métodos alternativos de se instalar o SO com uma conta local. Fazem de tudo para obrigar as pessoas a enviarem os seus dados. Não me surpreenderia se passassem também a cobrar assinatura, como todas as empresas querem hoje em dia.
Além de tudo, é o Windows que mais coleta dados e mais sem privacidade de todos os tempos. Para quem estava pensando em sair do Windows, nunca houve um momento tão favorável quanto agora.
Tá triste mesmo esse Windows Rolling Release, mas que as novidades são sorteadas aleatoriamente e sem anúncio prévio. Fora os apps que surgem do nada.
Eu uso Windows por necessidade, pois não tem Archicad ou nada semelhante para Linux e não compensa para mim comprar um mac.
Dito isso, preciso reconhecer que esse Windows está estável. Tenho um computador de uns 3 anos (que nunca formatei) com uma configuração bem ok que não tem problemas de performance até hoje e nem de estabilidade. Eu diria até que os travamentos são raríssimos, não me lembro de nenhum especificamente nos últimos anos, e olha que eu fuço em tudo, desde registros, variáveis do sistema, instalo e desinstalo um monte de coisa pra testar, troco hds, mexo em drivers, etc.. e o bicho realmente não trava nem dá tela azul.
Eu já tenho uma experiência um pouco diferente. Não me lembro de ter enfrentado bugs graves no Windows 7, 8.1 e no pouco tempo que usei o 10. No 11, já me ocorreu por duas vezes de atualizações causarem tela azul em algum momento, uma no início do ano passado e outra no final, quase na virada.
Como ponto positivo, a solução chegou rapidamente, nas duas vezes.
Pode-se desativar o Copilot do Bloco de Notas.
pois é. não entendo o motivo de um recurso que pode ser desativado ou ignorado incomodar tanto. eu nunca usei o Copilot dentro do Bloco de Notas, não faz falta nem incomoda, eu uso o Bloco de Notas como sempre usei a vida inteira.
captura de tela da opção de desativar o Copilot no Bloco de Notas
Bom... pra mim incomoda por parecer um anúncio aparecendo em todos os lugares. Mas não tem sido uma grande questão...
Sim, pode incomodar visualmente, não apenas o botão do Copilot como aquele menu de formatação de texto que colocaram no Bloco de Notas e que eu também acho desnecessário, mas todos os recursos novos que implementaram no Bloco de Notas podem ser desativados. Você chegou a ver a captura de tela que enviei no comentário acima?
Sim. Como eu disse: incomoda porque é um anúncio que aparece em todos os lugares.
Mesmo o ano tendo sido desastroso para Windows e macOS, ainda assim não foi o ano do Linux.
Ainda não foi o ano do Linux. Mas será quando conseguirem fazer com que aplicações que só funcionam no Windows rodem no Linux (como os da Adobe, por exemplo), mais ou menos como já fizeram com jogos no Steam Deck/Machine. Aí será o ano do Linux.
Se tudo é dinheiro, "cabeças" vão querer transformar tudo em dinheiro, inclusive o acesso ao gerador de lero-lero digital.
Ainda estou no Windows por preguiça, mas preciso achar formas de "me por um cabresto" e aprender Linux, não só para sair de vez da MS mas também para poder fornecer suporte (muita gente não vai para um "linux gratuito" por falta de alguém ajudando a deixar tudo em ordem) e trabalhar na área (pois aí é aprender a configurar servidor, fazer backup para a galera, etc...).
No mais, o que noto é isso mesmo: o uso do Windows 11 é um porre, inclusive em máquinas novas e bem configuradas. Porque via de fato só tendo o Copilot e outros "serviços" carregando memoria e processamento, só quem tem máquina parruda ignora isso tudo. O que noto no meio é o uso ou de um Windows "debloated" (como o Paulo GPD põe de exemplo e costumo fazer também) ou o uso - ainda que "incorreto / ilegal" da versão "IoT" que não possui muita coisa de fundo pré instalada.
Me pergunto como está em outros países onde o tratamento sobre "hacking e pirataria" acaba mais punindo quem tenta fugir dos pepinos da Microsoft do que ajudando.
Ainda bem que temos sistemas que focam no desenvolvimento a longo prazo como o Debian e o Ubuntu LTS, por exemplo. Sempre defendi isso. Acho que essa tara em lançar sistema operacional anualmente (ou menos) acaba matando a estabilidade do SO. Seria interessante se as empresas considerassem isso.
Hoje a gente tem hardware o suficiente pra rodar tudo, mas a Microsoft insiste em fazer do Windows um playground de IA. Chegamos num ponto onde o problema se resume a software. Programas preguiçosos e interfaces cheias de muletas que fazem você caminhar em círculos.
Em 2024 o Windows foi responsável por aproximadamente 10% da receita da Microsoft. Se o Windows morresse hoje, provavelmente não faria tanta diferença.
Algum tempo atrás, eles descontinuaram o WordPad e agora estão implementando vários penduricalhos no Bloco de Notas que, já dá pra dizer que virou um "WordPad 2"
eu uso um Galaxy Book 4 Ultra com Core 9 Ultra e RTX 4070 e olha, zero reclamações com relação ao Windows 11. tudo funciona perfeitamente bem. o copilot eu acho bem util no sistema, com o alt+espaço consigo tirar dúvidas rapidas sem ter que abrir um navegador. o copilot no bloco de notas não me incomoda, basta não usar, eu nunca usei.
Seu comentário pareceu propaganda.
Dito isso, não usaria um notebook que custa mais de 10.000 reais como parâmetro pra tudo funcionar bem. Nesse preço, o produto meio que tem a obrigação de funcionar bem.
Penso da mesma forma!
Exatamente.
apenas fiz um relato pessoal. citar o modelo da máquina é apenas uma citação, não uma propaganda. não disse em nenhum momento que minha máquina era parâmetro. acho que você se ofendeu (a ponto de comentar isso) à toa.
Eu vejo o copilot no bloco de notas mais como um símbolo do que está dando errado. E qual a vantagem de "tirar dúvidas rápidas sem abrir um navegador"? Alguém em 2026 está sentado na frente de um computador ligado e não tem uma unidade de navegador aberto?
é uma baita vantagem, dependendo do que você está fazendo, você fica imerso e apenas pressionar um atalho e já escrever no Copilot é muito mais prático que mudar de janela até o navegador, abrir uma nova aba e digitar o que quer saber. quem faz isso muitas vezes por dia sente a diferença. um exemplo prático é quando estou editando fotografias e vídeos, os softwares ficam abertos em tela cheia e muitas vezes preciso tirar uma duvida ou sobre o conteúdo que estou trabalhando ou sobre o próprio software, daí apenas "invoco" o copilot com o alt+espaço. não quero ter que ficar com navegador aberto, mudando de janela e ainda roubando atenção.
Alt+tab, Crtl+T, digitar a pergunta e apertar Enter. Cinco segundos?
Ainda não vi vantagem em usar o Copilot no bloco de notas.
Se você está trabalhando com mais de um software, nem sempre será apenas um Alt+Tab; vai ter que segurar esse atalho e ir pressionando até chegar no navegador, para só então dar um Ctrl+T, para digitar a pergunta e nem sempre ter a resposta mais adequada, dependendo do mecanismo de busca que está configurado no navegador.
A diferença fica muito clara quando eu resolvo apenas com Alt+Espaço ou Win+C. No meu caso, só a título de exemplo, quando estou trabalhando, ficam abertos o Adobe Bridge, o Lightroom Classic, o Photoshop, o Spotify e, às vezes, o Explorador de Arquivos. Meu trabalho exige que eu intercale entre esses softwares, não tem como mudar isso (exceto o Spotify, obviamente).
Um atalho dentro da própria interface do software que você está usando naquele instante é mais rápido, não vai te distrair e você não sai da tela cheia. Fora que há a opção do Copilot ler a sua tela, o que ajuda a identificar ou dar uma orientação mais precisa quando a dúvida é sobre algum software. Se você fizesse isso várias vezes ao dia, como eu faço, entenderia. Não obrigatoriamente precisa ser o Copilot; o aplicativo do ChatGPT faz a mesma coisa, sem sair da interface em que você está trabalhando.
Sobre o Copilot no Bloco de Notas, eu também não vi vantagem em usá-lo ali, mas não me incomoda, é só desativar. Como falei em outro comentário, uso o bloco de notas da mesma forma que sempre usei.
O meu note brickou sozinho com essa bosta de Windows 11 na virada do ano. Desde o dia 01 é o ano do Linux para mim
Aqui rolou isso no fim do ano. Levei um susto, achando que era um problema de hardware, mas o update seguinte resolveu...
Confesso que eu estava usando o macOS novo (26.xx) e achei horrível. Eu tinha como base a Apple até hoje para SO móvel e desktop. Mas depois do iOS e do macOS de agora eu fiquei com os pés atrás. E nem foi apenas uma questão da interface liquid glass, foi performance. O MacBook Pro que eu usava era muito rápido com o o Sequoia (i9 com 16GB de RAM) e de repente, em uma atualização, ele ficou muito lento (mesmo sem consumir recursos) e esquentando. Bateria passou de 4h para 2h, quando isso.
Pulei depois no desktop para PopOS! e basicamente eu não consegui usar (i5 de 12 geração + 32GB de RAM + Radeon RX 6600) porque ele apagava do nada (literalmente). As configurações que funcionavam um dia, no outro me jogavam no terminal depois do boot com um fatal error. Bluetooth nunca funcionou =/
Voltei pro Windows 11 e tinha esse Copilot em tudo (literalmente). Consegui usar uma ISO antiga sem isso e deixar apenas as atualizações se segurança, via debloat. Uma droga, mas é melhor do que estava antes com IA em tudo.
Usando o Android é a mesma coisa. Um telefone novo (S24) que funcionava MUITO bem até a última atualização, passou a apresentar engasgos e bateria com menos 1h de duração.
iPadOS que antes rodava liso no iPad 10 da minha mãe, passou a engasgar até pra abrir a App Store (sem falar no Liquid Glass hahaha).
Parece que é um tempo horrível parta se usar qualquer eletrônico. Tudo é caso, depende de assinatura e tem o tempo de vida artificialmente reduzido pra vender mais. E agora com a IA (que acabouy até com o mercado de memória RAM) parece que tudo ficou inchado e pesado.
Saudades de tempos mais simples, onde tinha um iPhone, um iPad, um Galaxy S ...
Eu não ficaria surpreso se descobrisse que a Apple nem testa mais novas versões do macOS nos Macs Intel. Eu tenho certeza que ela testa menos os novos iOS no iPhone SE.
Tudo está ruim num sentido bem estrito e uniforme na indústria: enfiando IA goela abaixo, negligenciando a manutenção de aparelhos “velhos” (seu Mac é de 2019, meu iPhone é de 2022).
Acho que o único caminho viável é o FOSS. Para computadores é um caminho livre e relativamente fácil de trilhar. Em celulares? Aí complica…
Já estamos vivendo a era "pós-usuario final" (talvez uma expressão mais "monetizavel" para enshittification)
Se o ano da (des)graça de 2025 foi o ano em que as big techs como um todo mandaram o usuário final para o famoso "PQP", priorizando apenas elas mesmas, o próximo ano vai ser a consolidação de fato desse sentimento.
Não que isso já acontecesse antes (principalmente nos primeiros anos pos-COVID, mas possivelmente ia demorar um pouco mais sem a pandemia) mas a coisa escancarou demais nos últimos doze meses
E a escassez de memória RAM para a IA nos últimos dias de '25 é a cereja desse bolo azedo.
As verdadeiras inovações não virão mais delas. E a gente que lute.
A minha esperança é que a ressaca da IA seja tão grande que, em algum momento, *não ter* IA se torne um diferencial positivo. A Apple, por outro motivo (incompetência), meio que já recuou de enfiar a Apple Intelligence em tudo. Quem serão os próximos?
Celulares e tablets não como correr mais, é isso que temos e vai piorar (com certeza). A tendência é entuchar IA em tudo, mesmo a Apple demorando eu acho que ela vai colocar o Apple Intelligence nas coisas delas mais cedo ou mais tarde. E o problema não é IA, pra mim; o problema é forçar o uso em tudo. Um assistente no W11 que você chama via atalho seria OK (ainda mais se desse pra delsigar); um botão do Copilot em TODO o programa criado pela MS é uma droga.
Eu tenho certeza que eles nem testam mais no Intel. Tocaram o foda-se pra tudo que não for M-series e era isso. Mesma coisa iPhone e iPad, tudo o que não for do ano (chip M no iPad e A Bionic no iPhone) ou perto.
É meio que forçar (ou tentar) todo mundo a mudar de telefone sem dizer explicitamente que devem trocar (como foi na troca pro Metal, por exemplo).
2026 tem grandíssimas chances de ser, finalmente, o ano do linux.
Estou feliz com meu POPos faz anos