O que a foto vazada do G6 diz sobre o mercado de smartphones

Foto vazada do LG G6.

O site norte-americano The Verge vazou a primeira imagem do que será o G6, novo smartphone topo de linha da LG. Mesmo escura e mostrando só metade do aparelho, percebe-se que a empresa adotará uma linguagem visual conservadora, similar à dos concorrentes mais populares. Outro detalhe importante, confirmado pela LG, é que o G6 abandonará o conceito de módulos que estreou ano passado, no G5. Como se vê, é difícil inovar.

Chama a atenção o suposto design do G6, principalmente, porque ele sucede o controverso e inovador G5, um smartphone com formas peculiares e que concretizou a grande aposta da LG na modularidade. O G5 tinha a parte inferior, o “queixo”, removível, e acessórios com finalidades diversas como câmeras especiais e baterias maiores, vendidos separadamente, podiam ser acoplados ali para dar ao smartphone novas funções.

O G5, sem surpresa, foi um fiasco de vendas.

Não é de hoje que a divisão de dispositivos móveis da LG patina para dar lucro. Tendo que enfrentar concorrentes fortes como Samsung e Apple, a empresa fez do G5 uma tentativa extrema (e falha) de se diferenciar dos demais a fim de cativar o consumidor cansado dos mesmos espelhos escuros de sempre.

Só faltou saber, de antemão, se esse consumidor existe de fato. Apesar da barulheira que se ouve em caixas de comentários de sites de tecnologia, com incessantes pedidos por “inovações” radicais, o consumidor (de verdade, o grande público) parece estar bem satisfeito com os iPhone e Galaxy S tediosos que só ficam mais rápidos e ganham câmeras melhores ano após ano.

O problema do G5 não foi de execução ou estratégia. As outras duas iniciativas modulares que ganharam destaque na mídia recentemente, o Project Ara, do Google, e a linha Moto Z, da Lenovo, também não tiveram grande repercussão. O primeiro foi descontinuado antes de chegar ao mercado. O segundo está aí, numa posição melhor que a do G5, mas suspeito que mais pelo conjunto da obra (são bons smartphones, especialmente o Moto Z Play) do que pelos módulos em si, caros e sem muito apelo.

Reinventar o smartphone é uma tarefa árdua. Arrisco dizer, impossível. É um formato de dispositivo muito bem resolvido. Pode causar dores nas mãos e no pescoço? Sim, mas funciona bem, é fácil de entender e de usar. Não fosse, ele não seria tão difundido.

O grande trunfo do iPhone, que inaugurou a era dos smartphones modernos, não foi ser um Nokia N95 melhor, mas sim um negócio quase que totalmente diferente. Nesse sentido, o G5 tentou ser um iPhone melhor em vez de algo quase que totalmente diferente. Falhou, claro. Essa regra de mercado é velha. Reza a lenda que Henry Ford não ouviu seus futuros clientes porque se perguntasse a eles o que queriam, teria como resposta “cavalos mais rápidos” em vez de carros. Não será um “iPhone mais rápido” que desbancará o iPhone.

O que quero dizer, resumidamente, é que o G6 tem tudo para recolocar a LG no jogo, mas em seu velho papel de coadjuvante.

Smartphone é um mercado difícil, tanto que só duas das incontáveis empresas que fabricam e vendem esse produto, Apple e Samsung, lucram há muito tempo, consistentemente, trimestre após trimestre. Fatores como pioneirismo, qualidade (Apple), marketing e logística (Samsung) explicam esse cenário. Abalar tal estrutura é extremamente difícil.

Ao mesmo tempo, é compreensível a manutenção de uma divisão de dispositivos móveis, mesmo empatando ou dando ligeiro prejuízo. Se o smartphone é o novo Sol em torno do qual as nossas vidas digitais giram, ter a sua própria estrela, ainda que seja uma anã vermelha, é estratégico para suportar outras áreas. Mas valeu a tentativa, LG.

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68 comentários

  1. Sinceramente, não compro nada da LG.
    A tv do meu amigo e o LG G3 (ou G4, não me recordo) da minha namorada pararam de funcionar = motivo nos 2 produtos: solda fraca, com o tempo vai ficando cada vez mais fraca até perder o contato e parar de funcionar.
    O celular da namorada tinha pouco mais de 1 ano de uso.

  2. Bom texto
    “Smartphone é um mercado difícil” resume bem, salvo engano até o facebook já flertou com esse meio e acabou por deixar de lado.
    O conceito do smartphone só vai mudar quando algo no estilo do google glass for real hahah

  3. É tudo bastante relativo, a LG não pensou em como o seu produto vai ser usado por todos, independente da idade ou a profissão do usuário, não adianta dar a LG o titulo de guerreira ao tentar “inovar” com uma proposta frágil, que na verdade não é comoda, apensar de tudo a linha Z da Motorola/Lenovo, pensou bem em como empregar na pratica a “modularidade”, embora saibamos que em grande parte a culpa de todo buzz, em cima da modularidade veio graças ao audaciosos projeto ARA do Google, ao apresentar toda a versatilidade de um jeito ou de outro, deixou fixo para uma grande parcela que acompanha os laçamentos, propostas e projetos do mercado mobile mais de perto, que aquele sim é realmente um smartphone modular, ouso dizer que o que a LG fez de forma nada pratica e a Motorola acerta na praticidade, foi sim, acessórios, não são aparelhos realmente modulares.

  4. Acredito que existam formatos consolidados, onde a evolução será lenta e não existirá mais nenhuma revolução. São segmentos onde será sempre mais do mesmo e a revolução virá de algo diferente que vai tomar o lugar do existente, e não uma revolução dentro do que já existe (tipo N95 -> iPhone).

    – TV’s podem ganhar inteligência e mais resolução, mas não perderão seu formato.
    – Tablets podem ganhar acessórios, mais resolução, mais processamento… mas se manterão no formato/acabamento do iPad.
    – Smartphones podem ganhar em velocidade, acessórios, câmeras melhores… mas manterão o formato iPhone/S7.
    – Notebooks podem ganhar melhores processadores, maior resolução… mas manterão o formato Mcbook/Surface.
    – Saindo do segmento tecnologia, carros podem ganhar condução autônoma, motores elétricos… mas manterão o formato de carros, com quatro rodas, quatro portas, bancos e volante nos mesmos lugares.

    Acho que a revolução pode vir de dispositivos que ainda serão criados, que serão talvez híbridos daquilo que conhecemos hoje, mas não acredito em revolução. Nossa evolução tecnológica chegou a um certo limite e não creio que teremos grandes revoluções em termos de produtos nos próximos anos.

    Acredito que ideias e softwares são a próxima jogada…

    1. Bom dentro do mercado mobile, creio que o que vai acontecer e continuar acontecendo é o refinamentos dos aparelhos, acabamentos ainda melhores, melhor aproveitamento da tela, matérias mais resistentes ou que tragam algum tipo de beneficio ao usuário. Uma vez ouvindo o Tecnocast, https://tecnoblog.net/197929/tecnocast-044-next-big-thing/ (super recomendo), é que inovação existe a cada lançamento, porém focada nos pequenos detalhes, estamos mal acostumados com o crescimento exponencial do inicio do mercado, e vivemos constantemente esperando qual sera o grande próximo salto, esse é o problema!!!
      Ah e super concordo com você sobre o software ser a grande bola da vez, lembro-me que no lançamento do iPhone o software era o foco e continua sendo, pelo menos para Apple, embora o próprio Google e até mesmo as demais empresas que embora usem o Android fazem questão de usar interfaces proprias, vem a cada nova atualização dar mais atenção para o software.

  5. O mercado estagnou em placas retangulares, sejam de metal ou vidro. Lembro do Note Edge, lançado com o Note 4, no qual as pessoas falavam que era apenas marketing, era inútil, e de certa forma ainda é, a utilidade é limitada, porém o pouco que se faz já se torna muito, afinal o smartphone deve ser intuitivo. Agora, qualquer coisa diferente já soa como estranho e não como interessante. Pode ter cantos arredondados, traseira curva ou não, ainda sim será uma placa retangular que contém nossa vida social la, e isso não é bom. A corrida pelo hardware está desenfreada, é sempre a mesma coisa, mais ram, mais processamento, mais (ou menos) megapixels, sempre tornando aquilo num padrão. Linha Moto Z não escapa disso, os módulos são externos, o aparelho de modular so tem o nome, pelo menos a LG tentou, assim como tentou com o LG G Flex, mas não conseguiu vender e vencer, pois a padronização está sempre ai, não só nos smartphones, mas na tecnologia em geral, nas redes, na sociedade.
    Minhas apostas são na Microsoft, na LG e Samsung quanto às telas dobraveis, em chinesas quanto aos tiros no escuro. A Apple pode manter padrões, mas querendo ou não, ela morreu com Steve Jobs, agora é so mais uma empresa que visa somente lucros e imagem, tentado engolir tudo, igual ao Facebook Inc.

    1. Também aposto, pena que muitos editores de tecnologia e seus sites esnobam isso. O próprio Ghedin não leva fé.

    2. Também aposto, pena que muitos editores de tecnologia e seus sites esnobam isso. O próprio Ghedin não leva fé.

      1. Fora isso, apenas o Ara poderia mudar algo, mas o Google não conseguiu concretizar a visão do criador da idéia.
        De certa forma já tivemos um gostinho do que poderá ser o cellular-PC através do Elite x3. Claro que uma versão 100% mobile do Windows demonstrou inúmeras vezes ser incapaz de alçar voos altos – e não por acaso a HP bolou a virtualização através do Workspace. Já um sistema com um shell mobile rodando em ARM mas tão completo quanto um desktop pode alterar a forma como lidamos com CPU’s.

        1. Sinceramente creio que não, já se falou tanto em continuidade que o mercado já superou essa inovação que não cheio de forma pratica, útil e que realmente beneficiara o usuário.

          1. Bom, tentarei ser claro, veja bem, a promessa da Microsoft em oferecer ao usuário a “facilidade” de ter um PC e smartphone em um mesmo aparelho já não é de hoje, o modo continuum ainda não pego, embora tenhamos aparelho lançados pela própria que não decolaram (Lumia 950/ 950 XL ), até mesmo a Motorola a bons anos atrás ja mostrou algo parecido o Motorola Atrix, e como sabemos não vingo..

            Pra ser sincero não boto fé, nessa investida, que se bem venho acompanhando ainda não oferece comodidade ao usuário.

          2. O que faltava nas tentativas anteriores? Win32. Muitos reclamam que esse tipo de programa já deveria ter sido substituido por algo novo, e mesmo assim todos querem trabalhar com recursos full desktop – por que é necessário, fim. Ninguém usará por exemplo um pedaço de Photoshop no smartphone pra trabalhar seriamente e entregar resultados. Quem precisa usa um desktop.
            O diferencial dessa nova tentativa da Microsoft é o Cobalt – emulação de Windows desktop em processadores ARM. Isso, se funcionar bem, significa sim levar um PC no bolso, ainda que seja na forma de um phablet, e junto com o sistema completo todos os programas que forem necessários.

          3. Isso realmente falta, mas o que questiono é: falta para quem? Se houvesse essa urgência toda, Apple e Google já teriam feito. E não é como se fosse algo secreto ou que ninguém pensou, é porque não faz falta. O leque de domínios que precisam de apps legados e teclado e mouse é mínimo perto do alcance do smartphone.

            Apps matam, sim, sistemas legados. Fora quem edita fotos, web design, trabalha com arte digital, ninguém quer um Photoshop no smartphone. As pessoas querem um FaceTune, um Snapseed, VSCO, coisas específicas para fins específicos com resultados tão bons quanto os que elas teriam usando um Photoshop de verdade — melhores até, considerando a curva de aprendizagem do Photoshop.

            Então, legal, eu entendo que vocês gostem da Microsoft e tal, mas essa ideia é natimorta para o grande público. Tem apelo no mercado corporativo, mas mesmo lá talvez encontre resistência. Não adianta rodar Win32 se, enquanto smartphone, for ruim — e o Windows para smartphones é ruim.

            Havia prometido a mim mesmo que não voltaria a esse debate. Falhei. Agora, sim, não volto mais. Se quiserem, continuem.

          4. Rsrs não é questão de “gostar” da Microsoft, estou apenas defendendo um entendimento pessoal do momento. E seus argumentos são bons, mas o Google tem algumas cartas na manga, não? Digo, o Nougat tem o adormecido freeform window, a versão atual do Chrome OS consegue rodar apps Android… A questão chave aqui é a unificação de experiências. Nesse ponto, me parece que a Microsoft e a Apple estão um passo a frente.
            No mais, o máximo que o misterioso aparelho da Microsoft fará será colocar o desktop no bolso (o que pra mim será algo grande). Isso poderá endossar o paradigma de que a combinação ideal de dispositivos é smartphones Android ou iOS, e desktop Windows ou MacOS

          5. Continuo não acreditando que isso seja “algo grande”, como o Ghedin falou, não existe demanda para isso. E creio que nem tentando empurrar o modo Jobs de pensar o produto “eles (os usuários) não sabem o que querem”, seja possível justificar o desenvolvimento. Sim, a Microsoft pode tentar, e se aventurar em mais uma investida de entrar e ser alguém no mercado Mobile (nem que seja no seguimento corporativo), mais não terá apelo e nem será tão fácil de usar, independente de rodar apps Windows (de boa), creio que não vai ser legal, ter que conectar uma dock, mouse, teclado, ou seja lá o que para que a experiencia de uso possa “não ser comprometida”, bom, que venha mais um Frankenstein, tentando ser alguém no mercado rodando alguma versão/tentativa do Windows para o seguimento móvel. Ah e o Elite x3, não é um bom exemplo mesmo…

          6. Entendo seu argumento. Todavia, a Microsoft deu um sinal claro de que largará o Mobile.

            Quando ela anunciou a emulação de apps x86 em processadores ARM, bem como o sistema todo, um cara no Disqus comentou: That’s it, Mobile’s done (“É, o Mobile já era”). Ele tem razão.
            O Windows é ruim em smartphones? Ok, vamos considerar que sim. E a Microsoft parece que finalmente concorda também. A única preocupação dela é tornar o Windows desktop muito mais portátil e versátil, e a unica coisa que sobrará do Mobile será uma parte do shell – quando o aparelho em questão tiver por acaso o formato de um smartphone ou phablet com ima tela sensível ao toque.

            Sobre a questão de demanda, está claro que em termos de consumidor comum o Windows está fadado à desaparecer. Ninguém comprará um computador de bolso só pra acessar o Facebook, o Netflix, o Twitter e outros – as pessoas comprarão um Android ou um iPhone velho (novos no Brasil só pra quem pode). Apenas profissionais mesmo se beneficiaram de ter no bolso um Autocad ou um Illustrator, e nestes casos, mesmo que hajam apps Android ou iOS muito bons, por enquanto nada supera os beberrões Win32 – por enquanto! Tanto Centennial quanto a possível versão do MacOS para ARM acabarão fazendo a transição que porá fim a essa plataforma.

          7. Não diria que o fim do Mobile sera torna o “Windows desktop muito mais portátil e versátil”, porque sabemos que isso não é la algo facil e se isso vier a acontecer não será algo pratico, diria que o Mobile esta passando por uma nova evolução, a IoT está ai, tornando tudo ainda mais conectado e integrado, e o Software é de fato algo que ainda da e pode ser melhorado ganhando ainda mais poder, simplicidade e objetividade, quando falo software não ponho em pauta o Windows, porque bem sabemos que esse até tentou, mais não se mostrou muito eficaz no seguimento mobile, o Android e o iOS (e até as interfaces próprias – no Android) serão responsáveis pelo novo suspiro que o seguimento mobile esta recebendo.

            Ah, pode parecer que fugi do assunto que é a emulação de apps x86, mais volto a dizer que se isso realmente vier a ser lançado no mercado, será uma seguimento/produto de nicho, não tendo pretensão de tomar conta do mercado ou querer dar a ele um novo rumo, será apenas mais uma investida da Microsoft nesse seguimento, não apresentando creio eu apelo comercial para o grande publico, já que aparentemente não teremos uma interface de usuário interessante e a necessidade de acessorios. Bom é isso ai!

          8. Não tem vergonha de falar asneira não ? Vc é maluco, v i a do ou pai do Eduardo ??

  6. LG poderia investir em 4 pontos.
    1 – hardware que seja fácil para a “comunidade hacker” criar roms alternativas.
    2 – software com pouco bloatware, ou pelo menos, bloatware útil e que preste para algo.
    3 – bateria generosa (nem que isso signifique engordar o celular), 4000 mAh já é um bom começo.
    4 – marketing, marketing, marketing…. já que o que vendeo é a propaganda, então que faça propaganda.

    1. Acho que só os dois últimos são relevantes. Ninguém (leia-se o grande público) liga para ROM alternativa nem para bloatware (se sim, a Samsung não estaria onde está).

      1. Acho o ponto 1 e 2 interessantes porque geralmente o povão consulta o “sobrinho/manjador de informática” da família. E geralmente é recomendado os celulares menos piores.

        Moto G além de ter um preço baixo, tinha um sistema simples e com bloatware próximo de 0. Basicamente era recomendação para de quase todo mundo.
        Eu mesmo recomendei moto g para quem queria trocar de celular mas não tinha dinheiro, ou moto x para quem tinha dinheiro. Devo dizer que a única reclamação é de bateria sumir misteriosamente (e geralmente é por causa dos adoráveis facebook, whatsapp e plano de dados ligados 100% do tempo).

        1. É, pode pesar como fator indireto, mas ainda assim não é tão relevante — se o Moto G fosse legal e fácil de customizar, mas custasse caro, os tios desses sobrinhos não comprariam tanto dele.

    2. Putz, foi-se o tempo que eu (nerd) tinha paciência pra trocar a rom, imagina os meros mortais. Hoje em dia eu quero um sistema leve (vide os motorola, nexus, pixel) e paz. Esses sistemas leves fazem o celular ficar funcional por muito mais tempo sem ter que apelar pra roms, root, desbloquear bootloader,… Também apoio a ideia do @ghedin:disqus , itens 3 e 4 fariam diferença, incluiria apenas um android mais limpinho que deixasse na mão do usuário instalar apps pra personalizar ou que viesse com interface personalizada apenas por apps que pudesse desinstalar. Cara, o marketing da Samsung é muito bom.

  7. “espelhos escuros”……. I see what you did there hehehe

    IMHO, não temos tecnologia (hardware e software) para a próxima revolução em smartphones. Ou se temos, ainda não é comercialmente viável.

    1. A próxima revolução provavelmente matará os smartphones. Minhas apostas são as tecnologias Augmented Reality e Mixed Reality (que juntam a primeira com a já clássica porém impopular Virtual Reality) como a do HoloLens; e os futuro híbridos flexíveis ultra portáteis, pedaços de hardware que cabem no bolso e são capazes de rodar sistemas desktop em ARM – e não estou falando apenas de Surface Phone, uma vez que a Apple parece ter planos de usar os próprios processadores ARM nos seus computadores em substituição aos beberrões Intel

      1. Jack, eu vi o conceito do celluar-pc, mas sinceramente não vejo como algo realmente revolucionário, afinal, são aplicações já existentes em desktop rodando com limitações de espaço de tela (ou adaptadas para uma limitação de espaço e nessa adaptação é inevitável que recursos “desktop” sejam capados ou simplesmente percam o sentido). IMHO, não é uma revolução é uma variação de uso de uma plataforma.

        E a própria experiência de um sistema hibrido é interessante mas de novo se perde: A nuvem faz o trabalho de sincronizar o que está no dispositivo A e B.

        Mas enfim, falar de futurologia é sempre complicado.. Se analisar, os smartphones de hoje estão apenas reproduzindo o que já vimos no mercado de computadores pessoais a muito tempo.. uma padronização de conceito com interfaces gráficas e a partir daí, evolução do conceito….

        1. Verdade, especialmente no caso da Microsoft com sua UWP, seu Continuum e seu Cobalt – a tríade que herdará os tesouros do Win32. De toda forma não deixa de ser “revolucionário”, dado o fato de que poderemos ver um PC realmente caber no bolso, sem precisar de um cooler nem de um Intel beberrão. Sobre a questão da nuvem, já temos um smartphone que “se assume” como claramente próprio pra esse tipo de computação, o Elite x3. Ou melhor, já temos uma plataforma pra isso, que é o Workspace, pois o mesmo pode ser usado em outros aparelhos com Windows 10 Mobile.
          Há coisas similares no Android, caso por exemplo do Nextbit Robin

  8. Gosto da LG. Acho que se ela investir mais em pós-venda pode se dar bem. Melhorar o ciclo de atualizações por ex. Atualizações mais consistentes e sem bugs.

    1. Alias, pós venda é crítico.Principalmente no suporte e atendimento ao cliente.

      Nesse ponto (sem querer entrar de esquibunda em campo minado, por motivos de polêmica com a marca) a Apple ainda está anos luz a frente de toda a concorrência.

      E não digo só por atualizações. Ligar no SAC deles, mesmo com um equipamento mais antigo, vale a pena.

  9. Nem acho que o problema seja a inovação em si, mas, como ela é entregue.
    Quando você “inova” em algo, você tem que ter dois focos distintos Excelência ou Custo.

    No caso da LG era algo inovador, porém, não tinha excelência (não era uma coisa de outro mundo) e também, não tinha um custo que poderia popularizar.

    No Brasil mesmo, a LG cag* e anda, pro mercado ao ponto de mostrar um “Topo de linha” la fora e trazer (pelo mesmo preço que ele teria por aqui) um smartphone totalmente desfigurado, com processador ou memória obsoleta.

    Quando a Motorola começou a vender que nem água Moto G e Moto X, não tinham excelência mas, eram bom produtos com um preço muito bom. Dai vem a Lenovo “gourmetiza” e os transforma em produto “premium”, sem ser um de fato. Moral da história, debandaram.

    É assim que funciona, ou vence na excelência ou vence no preço, ponto.

    1. A LG removeu qualidades que o aparelho já tinha para vender separado. Exemplo do som, para que pagar mais quando você pode pagar o mesmo pelo V20?
      A LG não deu justificativas para os módulos existirem. Sem contar que o aparelho era veio e mal feito, todo torto e com corpo metálico de plástico.

      Mereceu vender mal.

  10. A dificuldade de inovar se dá justamente por causa do que você disse no texto, o iPhone foi um projeto muito bem resolvido.
    Algumas empresas estão se preocupando tanto em reinventar o smartphone, que um passo em falso (acho que a LG entendeu o susto) e elas somem de vez do mercado.

    Mas eu acho que um baita avanço seria a rumorada tecnologia de carregamento totalmente wireless.

    1. Mas ela já existe. Os Galaxy S são compatíveis com o padrão Qi faz uns anos e até o G4 era assim — inclusive, uma das versões vendidas no Brasil trazia o carregador wireless na caixa.

      É bem maneiro e cômodo, mas demora mais que por cabo. Interessante, mas longe de ser um selling point no estado atual das coisas.

      1. Acho que eu não me expressei bem. Falo do carregamento wireless a alguns metros de distância da base que muito tem se falado nos rumores de iPhone que sempre ouvimos por aí.

        1. Isso seria bem legal! E, na verdade, acho que nem precisa tanto. Se a visão da indústria se concretizasse, acho que já teria bastante apelo. Quando esse negócio de carregamento por indução era novidade, falava-se em mesas de restaurantes com carregadores embutidos. Imagine chegar num, colocar o smartphone na mesa e a bateria começar a recarregar? Seria bem massa.

          Mas isso depende de investimento pesado e para um retorno indireto e que, por sua vez, depende de uma renovação na base instalada de smartphones. Em um cenário ideal, com tudo alinhado e implementado sem problemas (quase utópico), levaria uns quatro ou cinco anos para começar a engrenar. Complicado.

  11. Esse mercado de espertofones modulares só vai vingar quando eles forem padrão, que nem os carregadores. Ok, IPhones de fora (talvez), mas os outros, deveriam apelar para um padrão que fizesse com que os módulos pudessem encaixar em qualquer telefone, independente do fabricante.
    Assim ganharia-se escala, e por consequência, preços mais atrativos. Imagino que a qualidade e relevância desses módulos melhorariam consideravelmente.

    1. Agora que li novamente o comentário, me senti um futurólogo conhecedor da verdade absoluta!! Que fique claro que foi apenas uma opinião, baseada em achismos! hahahaha

    2. Se todos forem modulares, a situação volta à que estamos vivenciando. Na teoria essa ideia funciona, mas acho que surtiria pouco efeito para empresas como a LG, que têm dificuldade em lucrar — sem falar na burocracia, no gerenciamento de conflitos e no tempo e grana que precisariam ser investidos para criar esse padrão. Parece-me bastante difícil algo assim sair do papel.

      1. Com certeza. Continuaria a mesma coisa na questão financeira para as fabricantes. Quis dizer apenas e tão somente da popularidade dos modulares. Sem nenhuma outra questão levada em consideração.
        Acho que não vale a pena investir nisso se não for como eu falei!

    3. A não ser que inventem módulos com utilidades muito interessadas, não vejo como isso virar mainstream: acho que seria o mesmo caso dos notebooks que abocanharam o mercado de desktops, tirando gamers e outros profissionais muito específicos, as pessoas se contentam com uma solução mais simples como é um notebook.

      Acredito que para smartphone, isso é mais verdade ainda.

    4. A não ser que inventem módulos com utilidades muito interessadas, não vejo como isso virar mainstream: acho que seria o mesmo caso dos notebooks que abocanharam o mercado de desktops, tirando gamers e outros profissionais muito específicos, as pessoas se contentam com uma solução mais simples como é um notebook.

      Acredito que para smartphone, isso é mais verdade ainda.

      1. Pode ser, mas acho que se juntarem num tipo de “consórcio” seria a melhor opção para desenvolver módulos com utilidades muito interessantes e também mais barata! Mas vai saber. Certamente já pensaram nisso! :)

  12. Rodrigo, pegando embalo nesse raciocínio… Há muitos comentários pelos blogs, alguns sites e redes sociais sobre boatos “quase confirmados” do Surface Phone (O desenvolvedor Rudy, do aplicativo 6tag, até chegou a tuitar que o aparelho será algo tão diference que a Microsoft estava cogitando chama-lo de Surface Pocket). Satya Nadella chegou a dar declarações de que não queria seguir a industria, que quer algo novo. Recentemente ouve até boatos do aparelho ter tela dobrável, que ao desdobrar funcionaria como computador através do modo Continuum. Hipoteticamente falando, acha que o aparelho se tornaria um G5 com Windows 10 ou poderia o impacto do iPhone de 2007 em 2017?

    1. Obrigado, @ilcpoligonal:disqus!

      É difícil fazer esse exercício de futurologia. Tenho comigo que, se esse smartphone da Microsoft vier com esses atrativos, ele será um G5 com Windows 10. O que vier para ser o que o iPhone foi em 2007, se vier, será imprevisível, surpreendente. Ligar o smartphone a teclado e monitor não é.

      1. E quanto aos dispositivos de AR/MR? E se eles fosse simples óculos e não pedaços de capacetes como são hoje?

        Reitero os parabéns do amigo acima pelo excelente trabalho ?? ?? ?? ?? ??

    2. Acredito que seja possível fazer um belo smarphone com Continuum e me parece ser esse o plano da Microsoft para o lendário Surface Phone, mas tenho dificuldade em enxergar um mercado tão grande como do iPhone e outros smartphones tradicionais.

      Imagino que seja bem interessante para um perfil executivo que precisa de mobilidade e ferramentas de produtividade a mão eventualmente, mas fora disso não tenho tanta certeza. Pessoas comuns parecem estar muito bem servidas com smartphones de tela grande. Quem realmente trabalha muito com produtividade, um notebook ainda deve oferecer mais praticidade e portabilidade suficiente.

      Na real, acho que o Google consegue atender um mercado maior se oferecer uma interface de janelas com apps Android, já que funcionaria perfeitamente como smartphone (diferente do Windows Mobile) e mais ou menos como notebook. A solução da Microsoft seria um smartphone meia-boca e um bom notebook. Acho que o Google atende as prioridades de um público maior.

      1. Acho que tudo que você posicionou é muito válido. Concordo plenamente.

        Mas acredito que o plano da Microsoft também, além do mercado corporativo, é as pessoas comuns visto que não seria necessário comprar um computador. Pessoas comum que eventualmente usam o pacote office para realizar algum trabalho ou que gostam de navegar pelo computador (melhor para navegar quando usamos muitas janelas) usariam apenas um Microsoft Wireless Display e já teriam a experiência de um desktop. Claro que isso é relativo.

        Pode parecer uma escolha muito obvia, mas estou em um dilema. Cogitando trocar meu aparelho e estou em duvida entre um intermediário com Android (G4 Plus, por exemplo) ou um Lumia 950 XL (importado mesmo). É que, particularmente, não sinto falta de aplicativos na minha atual plataforma e quando sai do Android ele ainda estava na versão 2.6. ?

        1. Eu não compraria o 950 XL mesmo acreditando no Surface Phone, digo porque tem muitas chances do suporte ao Continuum ser limitado ou inexistente. E se pode até gostar da Microsoft, mas o descaso da Microsoft com os usuários de Windows Mobile é inegável, deixaram de atualizar os aparelhos DUAS vezes depois de prometerem fazer isso.

          Como as apresentações de emulações estão sendo apresentadas em novos processadores da Qualcomm, eu ficaria muito com o pé atrás de pensar em Continuum com um smartphone usando processador anunciado 2 anos atrás.

        2. Comprei um Lumia 950 XL com brilho nos olhos, em 3 meses o deixei de lado, a quantidade de bugs era enorme, um celular daquele fechando apps em segundo planos, mesmo apps leves, diversos bugs, encerrando ligações do nada, teclado ficando louco, perdi a conta de quantos hard reset dei nele.
          Resolvi comprar um Redmi Note 3 Pro importado da China, só faz um mês, mas estou gostando muito.

  13. Independentemente da falha da LG, falta sim inovação para o já saturado mercado de smartphones. Talvez por isso a Microsoft tenha dado um tempo (mas sem sair em definitivo) nesse mercado. Acredito que ela tem grande chance de levar O NOVO para todos nós, né Ghedin :)

    1. A Microsoft realmente tem uma chance aí, @disqus_CJSb6D4LML:disqus! Só não sei se concordo com essa ideia de “novo” para o que ela supostamente estaria preparando. Smartphone híbrido já existiram e não foram muito bem recebidos. Eles entram nessa linha de que falo no post, de tentativas de fazer um “iPhone mais rápido”. De cabeça, me lembro do Motorola Atrix e do Ubuntu Phone.

      De qualquer forma, se a Microsoft acertar, será com algo que não podemos ou que é extremamente difícil de antecipar aqui, algo surpreendente. Ou seja, é esperar para ver — uns com mais expectativa, seu caso; outros, bem céticos (eu!).

      1. Se não me falha a memória, o Nadella já disse que a “nova MS” sob comando dele não tem nenhuma pretensão de ser algo além de uma boa empresa de software, por isso o foco em oferecer soluções muito boas dentro do iOS e Android e deixar o WP de lado, por exemplo.

        Ele pretende(ia) matar a divisão do Xbox, por exemplo, em prol dessa ideia (acho que depois voltou atrás, inclusive).

        Então, ceticismo quanto a MS no mercado de telefones é algo bem próximo da realidade.

      2. Se não me falha a memória, o Nadella já disse que a “nova MS” sob comando dele não tem nenhuma pretensão de ser algo além de uma boa empresa de software, por isso o foco em oferecer soluções muito boas dentro do iOS e Android e deixar o WP de lado, por exemplo.

        Ele pretende(ia) matar a divisão do Xbox, por exemplo, em prol dessa ideia (acho que depois voltou atrás, inclusive).

        Então, ceticismo quanto a MS no mercado de telefones é algo bem próximo da realidade.

        1. Desde que lançaram o xbox, TODO ano falam que a Microsoft vai matar a divisão xbox TODO ano, falaram isso na epoca do xbox original, falaram na epoca do 360 com o 3RL, na epoca do kinect, falaram isso no lançamento do one, tão falando disso agora pq um jogo foi cancelado, etc.

          1. Não. O Nadella deu uma declaração que achava que a MS deveria se focar em SW, por isso ele queria todos os esforços da empresa voltados par SAAS (e por isso vemos tantos apps da MS melhores no iOS e Android do que no próprio WP).

            É diferente de rumores.

            Depois ele voltou atrás porque deve ter ganhado uma planilha da divisão do XBOX ou algo do tipo. O mesmo acontecendo com o WP que hoje ele diz que quer “algo novo” mas não diz mais do que isso. Ele tem a visão da MS vendendo Windows pra todo mundo com PC e Office pra todo o tipo de aparelho, o resto é penduricalho.

          2. Não. O Nadella deu uma declaração que achava que a MS deveria se focar em SW, por isso ele queria todos os esforços da empresa voltados par SAAS (e por isso vemos tantos apps da MS melhores no iOS e Android do que no próprio WP).

            É diferente de rumores.

            Depois ele voltou atrás porque deve ter ganhado uma planilha da divisão do XBOX ou algo do tipo. O mesmo acontecendo com o WP que hoje ele diz que quer “algo novo” mas não diz mais do que isso. Ele tem a visão da MS vendendo Windows pra todo mundo com PC e Office pra todo o tipo de aparelho, o resto é penduricalho.

          3. Acho que a galera não percebeu ainda é que o Xbox não é um console e sim um Serviço, lucro do xbox não vem da venda de consoles e sim dos serviços da plataforma xbox oferece , ex Xbox live gold, xbox store, DLCs, compras dentro de jogos, por isso que a Microsoft ta levando toda a plataforma do xbox pro W10, o lucro dessa geração vem de como fazer seu consumidor gastar mais na sua plataforma, e a Microsoft consegue e muito bem, tanto que até um cara da Ubisoft falou quebos jogadores do xbox one são mais valiosos pra Ubisoft que os jogadores do Ps4, pq os jogadores do Xbox são mais ativos(gastam mais) que os de PS4, e isso é meio que provado quando a sony anunciou que existe somente 25 milhões de assinantes de PS plus, juntando ps3 ps4 e vita, o que é estranho nem metade dos jogades de ps4 tem a plus que é obrigatório pra jogar online, e a live tem quase 50 milhões de gold.

    2. Cara, se você focasse metade dessa tua crença em algo produtivo, tenho certeza que teríamos avanços. O que irá acontecer, se esse aparelho enviado dos deuses pela Microsoft for ruim e flopar? Se ele for bom, ótimo um bom produto para todos, mas este excesso de confiança que eles irão consertar tudo pode ser muito ruim para teu emocional.

        1. Não é derrotista, você fala do SurfacePhone a meses, acreditando que ele irá mudar todo o mercado. Se parar para analisar o histórico da Microsoft na área mobile, só flopou, nunca deu muito certo, desde a era do Windows CE, sempre vendeu pouco, nunca deu certo, com o Windows Phone 7/8 foi pior, pois ele dependia de terceiros para dar certo, e nunca foi. Agora com o Windows 10 Mobile, alguns poucos aparelhos, um está no preço de competição dos Galaxy e iPhones, que já dominam o mercado há anos, e ninguém muda o status quo. Por um produto mais caro, com um OS deficiente próximo a eles é apenas mais um tiro no pé. Então é mais provável, dado o histórico que ele produto falhe do que seja um sucesso.

          Por incrível que seja, a Microsoft sempre fez hardware de qualidade, mas em seus produtos, o deficiente sempre foi o Software.

          No final, se o famigerado SurfacePhone mudar o mercado, nós, como consumidores, nos beneficiamos, caso contrário, é só mais um fail. O que tenho dificuldade em entender, é porque criticar tanto quem não tem crença num produto que não foi confirmado, e que no mercado atual, provavelmente irá falhar. Um surface phone com uma bateria mais eficiente, que qualquer uma da concorrência, tem mais chances de sucesso que um telefone que mira em mudar totalmente o mercado.

          Cade o ânimo? A última tecnologia que me deixou ansioso foi a Siri, pelo que ela prometia, no final acabou sendo uma execução falha. Todo esse hype do vale do silício, que produto X irá mudar totalmente nossas vidas são lançados todos os meses, mas continuamos aqui. O último breakthrough foi o smartphone, desde então todos estão tentando criar “the next big thing”, o que é bem difícil, mas que quando chegar, ai sim, muda da noite para o dia. Mas pode nunca chegar enquanto estivermos vivos, ou pode chegar amanhã. Quanto maior a expectativa que você criar para alguma coisa, se ele não chegar perto do que era esperado, a decepção é grande.

          1. Desculpa Marcos, não sabia que minha opinião e “crença” no próximo disponível definitivo da Microsoft te incomodava tanto. Admiro sim a Microsoft, pois foi com a popularização do PC Windows que o mundo se conectou com a Internet. Hoje ela não está na dianteira dos smartphones, mais ela já foi a Rainha. Foi não, para mim ainda é. Não endeuso uma empresa capitalista, apenas admiro a maior empresa de tecnologia do planeta.

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