Montagem com 12 iMac.

Os iMac de R$ 29 mil (cada) do STJ


20/1/17 às 8h50

Na última terça-feira (17), a jornalista Bárbara Lobato, da Época, publicou uma nota informando que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia gasto R$ 339 mil na aquisição de 12 computadores da Apple. Divulgada nas redes sociais, a notícia atiçou os ânimos. Afinal, para que um tribunal precisa de computadores de ponta caríssimos?

Eu compartilhei a nota da Época no Twitter e, em seguida, fiz uma breve investigação. Aqui cabe um parêntese para reclamar do quão pouco amigável são os sistemas do poder público. Sites lentos, com formulários mal feitos e documentos extensos e de difícil acesso são bem desestimulantes. Enfim. Nessa busca, descobri que a licitação nº 10757/15 previa a aquisição de computadores iMac, da Apple, com configurações bem específicas. Do edital:

iMac APPLE 27 MK482BZ/A

  • Intel Core i7 Quad CORE de 4,0 GHz, Turbo Boost de até 4,2 GHz;
  • Tela Retina 5K de 27 polegadas;
  • SDRAM DDR3 de 32 GBytes, 1867 MHz – 4 x 8GB;
  • Disco Rígido de capacidade de no mínimo 256 Gbytes de armazenamento em flash;
  • AMD Radeon R9 M395X com 4GBytes de memória de vídeo;
  • Apple Magic Mouse 2;
  • Magic Keyboard + Manual do Usuário;
  • Garantia mínima de (36) trinta e seis meses, com o serviço AppleCare Protection Plan.

Configurado na loja oficial da Apple, esse modelo do iMac, customizado, sai por quase R$ 30 mil, preço condizente com o pago pelo STJ.

iMac topo de linha cotado na Apple Store online.

O pregão ocorreu no final do ano passado e foi vencido pela empresa Exclusivenet e Locação Ltda – ME, aberta em junho de 2013 e com sede em Brasília. Pelas informações contidas no cartão CNPJ gerado no site da Receita Federal (PDF), a Exclusivenet é uma empresa bem versátil. Com menos de três anos de atuação, já alterou diversas vezes suas atividades econômicas secundárias, que incluem, entre outras (várias) coisas, “Agências de viagens”, “Comércio atacadista de produtos odontológicos” e “Comércio varejista de calçados”. Sua atividade econômica principal é “Serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas”.

Voltando ao edital da licitação, é nele, também, que o STJ descreve a fundamentação, que é a justificativa para a compra de equipamentos tão específicos. Lê-se na página 22:

A aquisição dos novos equipamentos iMacs tem como finalidade atender a demanda de algumas áreas do STJ. Essas áreas fundamentaram, de forma específica e detalhada, qual a necessidade de aquisição desses equipamentos. Como principais justificativas para a sua aquisição, podemos citar: a) a substituição dos equipamentos em uso no STJ, pela dificuldade de manutenção e por falta de peças de reposição no mercado; b) por ser um equipamento de melhor performance na edição de imagens em alta resolução, edição de vídeos e criação de vinhetas pelas áreas de Programação Visual e Educação à Distância; c) pela necessidade de desenvolvimento e homologação de softwares que dão continuidade na sustentação e na melhoria dos produtos entregues pelo STJ aos públicos interno e externo.

A fundamentação ainda cita outros benefícios, diretos e indiretos, entre os quais estão o uso por servidores da ENFAM (Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados), da Coordenadoria de Multimeios e da Coordenadoria de Desenvolvimento, e a “adequação do parque computacional do Tribunal, buscando minimizar o impacto de demandas futuras.”

Questionamentos

Um dos maiores questionamentos que surgiram nas redes sociais e até em alguns sites de tecnologia diz respeito à finalidade da utilização dos iMac. Por que um tribunal precisa editar vídeos, afinal?

Pode parecer que não, mas embora o STJ julgue processos, existem outras atividades secundárias, para além das jurídicas, que precisam ser desempenhadas. Essas ou são terceirizadas, ou feitas em casa, por profissionais do próprio órgão que, como qualquer um, precisam de ferramentas que auxiliem seu trabalho.

Ministro Felix Fischer analisa processo em um computador com Windows.
Ministro Felix Fischer usa PC com Windows. Foto: STJ/Flickr.

No caso, esses iMac não serão usados pelos ministros, a quem computadores mais baratos dão conta do serviço. Eles serão operados por profissionais das artes, vídeo, fotografia e comunicação. O ponto é: ainda que fossem escolhidos computadores de outras marcas, não seriam equipamentos exatamente baratos.

Mesmo esclarecido esse ponto, o porquê da opção pelo iMac mais caro permanece no ar. Por óbvio, é um computador super rápido e com uma tela líder da indústria, fatores de peso e justificáveis para profissionais criativos. Mas será que não havia nada melhor no mercado ou equivalente a um custo menor?

O Manual do Usuário conversou, por telefone, com a assessoria de imprensa do STJ a fim de elucidar esse ponto.

Segundo o assessor que nos atendeu, o trabalho a ser desenvolvido com esses iMac é de “alta complexidade”. Envolve a edição de vídeos para o EaD do STJ, programas de TV, documentários e outras peças audiovisuais. O mesmo vale para o tratamento de fotos e para a produção de artes gráficas que alimentam o site do STJ, as redes sociais e materiais impressos. Serão feitos outros usos, não especificados na conversa, além desses.

Além das exigências do serviço, a durabilidade também foi citada como outro fator decisivo para a escolha. A licitação prevê a compra conjunta do AppleCare, o serviço de garantia estendida da Apple, por três anos. E, por mais questionável que seja a compra, é notória a longevidade dos computadores da marca.

Em outras palavras, a assessoria basicamente reforçou o que consta no edital.

Perguntada sobre alternativas mais em conta de marcas concorrentes, a assessoria do STJ disse ter feito um “estudo de mercado prévio” que concluiu que esses iMac atenderiam as demandas da forma mais eficiente, levando em conta, inclusive, a economicidade — ou seja, com o melhor custo-benefício.

Trabalhar com bons equipamentos faz diferença e deve-se levar em conta que a licitação foi iniciada em 2015, antes de mergulharmos pra valer na crise econômica. De qualquer forma, a revolta das pessoas está aí, e, acirrada pelo período de austeridade fiscal que enfrentamos e que expõe com mais força a compra de computadores que custam quase um carro popular cada por um órgão público, sinaliza que é preciso justificativas mais palpáveis.

Essas justificativas podem existir. Os valores pagos foram razoáveis e o trabalho feito no STJ dá margem para justificar a aquisição. Se for esse o caso, então estamos diante de um problema de comunicação. Talvez essa seja uma boa oportunidade de colocar esses iMac para trabalhar na produção um vídeo que explique, em detalhes, a escolha por eles.

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36 comentários

  1. Esse é o próprio STJ dando um chute nos princípios que regem a administração pública. Cadê a moralidade e a eficiência? Numa época dessas torrar dinheiro público assim? =/

  2. Galera falando sobre os PCs e ninguém liga pra “empresa” que os vendeu?

    Esse país precisa de um IRA atualizado!

  3. Vou dizer o que aconteceu. O diálogo deve ter sido mais ou menos assim:
    Técnico: – Precisamos comprar novos computadores
    Chefe: – Ok, especifique o que você precisa
    – Mas qual máquina eu posso pedir?
    – Qualquer uma, pede logo uma coisa boa, o melhor que tiver.
    – OBAAAAAAA!!!!!!!!

    Aí o cara entrou no site da Apple, montou o top do top que ele conseguiu botar de melhor, copiou e colou a especificação pro edital.
    Simples assim.

  4. Muito bom seu texto Ghedin, é sempre necessário fazer uma critica mais aprofundada antes de fazer pré-julgamentos.
    A verdade também é que ninguém liga para os sentimentos expressos no Facebook, seja felicidade, raiva, revolta, ou qualquer outra expressão sentimental em rede social já não convence a ninguém.
    Sobre o texto acho que mesmo com uma justificativo de uso ainda não vale para essas maquinas, no Brasil usar produtos Apple é esbanjar dinheiro, e nesse caso o nosso dinheiro publico, afinal concorrência no mesmo nível há, e cada centena de real economizado é necessário em épocas de crise.

  5. Saudades daquele “Selo Ghedin”.
    Nunca mais encontrei aquela imagem.

    Para o uso que terá até entendo.
    Daria para comprar mais barato, mas não tanto assim fosse um PC Windows, mas os programas seriam diferentes, o suporte diferente também.

    1. Grande parte dos profissionais tem usado programas Adobe, para tratamento de fotos, não consigo pensar num concorrente do Photoshop/Lightroom, e ainda tem-se o premiere, que bate de frente com FinalCutX, e como provavelmente estavam em máquinas windows, já usam o Premiere de qualquer jeito.

      O Custo do PC com windows é significantemente menor, metade do preço pelas mesmas máquinas. Isso na Dell.

  6. Saudades daquele “Selo Ghedin”.
    Nunca mais encontrei aquela imagem.

    Para o uso que terá até entendo.
    Daria para comprar mais barato, mas não tanto assim fosse um PC Windows, mas os programas seriam diferentes, o suporte diferente também.

  7. Saudades daquele “Selo Ghedin”.
    Nunca mais encontrei aquela imagem.

    Para o uso que terá até entendo.
    Daria para comprar mais barato, mas não tanto assim fosse um PC Windows, mas os programas seriam diferentes, o suporte diferente também.

  8. Parabéns pelo trabalho de investigação, mas não caia na lábia da assessoria do tribunal não. O Judiciário é gastador mesmo, gasta sempre mais do que precisa. Trabalho no Judiciário federal há mais de 20 anos e posso te garantir isso.

    A minha repartição construiu um prédio novo, OK, realmente precisava. Mas os materiais usados foram os mais caros, só mármores de primeira qualidade para os pisos, por exemplo. E ele já tinha uma boa entrada, e reformaram para TROCAR tudo o que tinha lá na frente e funcionava bem. Tinha uma passarela de madeira e telha que era ótima e servia a todo mundo, agora colocaram uma super luxuosa de metal e vidro, que não tinha nenhuma necessidade e deve ter custado uma fábula.

    Não tenha dúvida: algum burocrata ou juiz decidiu: “eu quero os melhores iMacs, porque eu quero e pronto”, e mandou a assessoria inventar uma justificativa.

  9. Na verdade nada pra mim justificaria a aquisição de equipamentos Apple com a configuração “no talo” como disse o MacMagazine. Se fosse feito realmente um estudo mais aprofundado encontrariam equipamentos bem mais em conta sem perder poder de processamento.

    Eu acho que esse é só mais um exemplo de como o poder público age no Brasil. Por exemplo, quando aumentam o próprio salário normalmente dizem que o aumento é devido a inflação do ano interior ou algo do tipo. Quando é algo de direito ao povo há mil motivos pra não fazê-lo. No bom português, ligam o f*da-se para a situação do país e gastam mesmo.

    1. Não é necessário nem contratar uma empresa para realizar o estudo, como fizeram, é só perguntar para alguém da área de TI o que seria melhor, mas dada a preferência do setor midiático para com produtos da Apple, você pode contratar a NASA, que ainda sim, ele convenceram que a marca certa é a Apple.

  10. Sou servidor público federal – trabalho no Ministério Público Federal – e, todos os dias, vejo como a administração gasta dinheiro de maneira, a meu sentir, equivocada e desproporcional. Não é só essa licitação e não é por que começou antes da crise. O ano passado foi de grande corte orçamentário no MPF, mas grandes licitações para contratação de uma empresa para infraestrutura de comunicação interna (até agora, o maior feito foi instalar TVs em todas as unidades que, em loop, rodam a previsão do tempo, os aniversariantes do mês e notas da ASCOM que já são encaminhadas aos servidores nos e-mails institucionais) e para terceirização da infraestrutura de impressão (sendo que o MPF já a tinha, com equipamentos novos, que serão todos doados). E por aí vai.

    Neste caso, acho que a coisa foi um pouco demais. A licitação poderia ter levantado especificações técnicas – processador, memória, armazenamento, resolução do monitor, polegas, garantia estendida, enfim – sem restringir a marca e o modelo. Assim, poderiam ser ofertados computadores igualmente poderosos e, talvez, por um preço menor, satisfazendo o interesse público e obedecendo à Lei de Licitações (a meu ver – e de vários juízes – é injustificado e contra o princípio da moralidade a indicação de marca específica para determinado equipamento quando há diversos similares no mercado).

    Outro ponto, que é o que o texto tentou ir atrás de justificar, a meu ver, ainda não o está: a necessidade. O MPF também dispõe de Escola Superior, produz vídeo aulas, tem páginas em redes sociais e, em informal consulta a colegas do setor de TI e de comunicação institucional, tais usos (que fogem à atividade fim do órgão) não justificam tamanho investimento. Meu desktop do trabalho, adquirido em uma licitação de grande porte e padrão para a maioria dos servidores – com preço unitário de fração desse iMac, por exemplo, é um Core i7 com 8Gb de RAM – que suporta, segundo meu colega, as aplicações que o MPF usa para produção de conteúdo audiovisual. Acredito que no STJ não seja tão diferente.

    P.S. Em tempo, o MPF fez uma licitação em 2016 para contratar serviços de telefonia, tendo a Claro vencido. Na licitação, o aparelho no contrato teria que ser, obrigatoriamente, um iPhone. Motivo técnico? Nenhum. Na época, o procedimento foi muito criticado por muitos dos Procuradores – que não abriram mão de receber os aparelhos depois. Vai entender.

    1. Economia de um lado (às vezes) e jogando dinheiro pela janela de outro. Tenho a impressão de q se se verificar e apurar todos esses gastos públicos em licitações q não envolvem qualquer ilegalidade aparents, a maioria não se justificaria da forma como são feitos e muita grana é desperdiçada… Se tudo. Fosse somado acho q as pessoas se assustariam…

        1. Teria q rolar muita escavação de dados em planilhas obscuras pra se conseguir algo e bastante gente envolvida… Mas seria mesmo interessante.

          1. Cara, cansei de ver editais no setor de software ERP feitos para a ToTvs ganhar. Foram anos vendo isso. Aonde era pedido um software proprietário e patenteado da mesma, para atender os requisitos, e como se eu criar e ganhar um software similar sou processado. Eles sempre ganhavam.

          2. Cara, cansei de ver editais no setor de software ERP feitos para a ToTvs ganhar. Foram anos vendo isso. Aonde era pedido um software proprietário e patenteado da mesma, para atender os requisitos, e como se eu criar e ganhar um software similar sou processado. Eles sempre ganhavam.

    2. Eu acho que é ilegal restringir a uma marca específica, mas, por outro lado, normalmente essas licitações “marcadas” se tornam tão específicas que fica impossível não ser vencida pela marca que eles querem.

      Sobre o preço, sinceramente, duvido que se você fizer um PC com os mesmos componentes + tela + garantia estendida ele seja tão mais barato assim – se for uma diferença significativa.

    3. Eu acho que é ilegal restringir a uma marca específica, mas, por outro lado, normalmente essas licitações “marcadas” se tornam tão específicas que fica impossível não ser vencida pela marca que eles querem.

      Sobre o preço, sinceramente, duvido que se você fizer um PC com os mesmos componentes + tela + garantia estendida ele seja tão mais barato assim – se for uma diferença significativa.

      1. Na verdade até poderia restringir. Diz a Súmula/TCU nº 27 que “em licitações referentes a compras, inclusive de softwares, é possível a indicação de marca, desde que seja estritamente necessária para atender exigências de padronização e que haja prévia justificação”.

        Mas é controverso e judicialmente questionado.

        Nesse caso, acho injustificada a restrição. E mesmos que o iMac fosse mais barato, por que restringir? Licitação tem qur garabtir o maior carater competitivo possível. Se a proposta com iMac fosse melhor, venceria. E, reitero, entendo desnecessárias especificações técnicas tão elevadas.

      2. Na verdade até poderia restringir. Diz a Súmula/TCU nº 27 que “em licitações referentes a compras, inclusive de softwares, é possível a indicação de marca, desde que seja estritamente necessária para atender exigências de padronização e que haja prévia justificação”.

        Mas é controverso e judicialmente questionado.

        Nesse caso, acho injustificada a restrição. E mesmos que o iMac fosse mais barato, por que restringir? Licitação tem qur garabtir o maior carater competitivo possível. Se a proposta com iMac fosse melhor, venceria. E, reitero, entendo desnecessárias especificações técnicas tão elevadas.

        1. Ah sim, as especificações não fazem sentido no meu entendimento, só disse que um PC do mesmo porto de um iMac com tudo customizado “no máximo” provavelmente sairia por um preço muito pouco abaixo do que saiu o iMac. Pro que eles especificam como atividade, um PC de R$5k serviria muito bem por anos.

      3. http://accessories.la.dell.com/sna/productdetail.aspx?c=br&l=pt&s=dhs&cs=brdhs1&sku=210-AFLN

        http://www.dell.com/br/p/xps-8900-se/pd

        Os dois, numa configuração similar com o iMac, uma tela e processador melhor, memória mais rápida, e com assistência on-site por 36 meses por menos.

        60% do preço unitário. Acho que 12 mil reais é uma diferença significativa. O que acaba provando que a pesquisa de mercado deles é tão boa quanto abrir e pesquisar por iMac.

        Sobre fazer um pc com as mesmas specs. é difícil, pois é um processador antigo, aonde outras empresas não estão mais investido em produtos similares, e sobre montar um DIY, é mais difícil dar a garantia, a não ser que a empresa assuma total responsabilidade. MAs é bem provável que sai ainda mais barato.

          1. Sim, um pc com qualidade equivalente, com um monitor melhor, veja os 4K com premier color, é um painel de 10 bits, algo como HDR nas Tvs, aonde há um leque maior de cor, com um computador melhor, por metade do preço.

            E com um padrão de atendimento da Dell para empresas, aonde pode-se trocar seu computador no local, com pouquíssimo tempo de downtime, um serviço melhor do que o da Apple.

            Então dá pra ver que de fato, foi uma questão de preferência pela marca do que uma compra consciente. O photoshop e o lightroom são os mesmos no windows e no Mac, e o FinalCutX não é superior ao Premiere ao ponto de justificar 2x o valor da máquina.

            Além do fato de que ele não fazem nenhum trabalho espetacular para tentar justificar equipamento de produção deste nível.

          2. E sobre os pcs, um Dell XPS 8900 e um monitor dell ultrasharp UP3216Q

    4. sobre a workstation padrão do i7+8GB de ram, se não tiver um processafor gráfico, uma placa de vídeo, o tempo de produção aumenta exponencialmente, um vídeo sem muitas fírulas de transição, como uma vídeo aula de 1 hora, pode demorar até 24 horas para ficar pronto, dependendo das configurações de exportação, com uma placa de vídeo, fala-se em minutos. Editar uma foto, não requer tanto poder de processamento, mas requer bastante memória, um projeto mais elaborado, com diversas camadas, e 8GB de ram não são suficientes. Claro que é possível fazer o trabalho, mas se é possível fazer melhor, porque não?

      Sobre o iPhone, pode ser uma questão de segurança. Falhas no iPhone são corrigidas a todo momento, no Android, ficam a mercê das fabricantes. Facilidade de uso é outro ponto importante. Além de claro, o iPhone no Brasil, é símbolo de status, o que é sempre bom.

  11. Ótimo questionamentos! Esse tipo de assunto não pode ser só notinha de jornal. É pra fazer pensar, porque a moral que a sociedade tem dado ao judiciário ainda vai abrir mais portas pra coisas ainda mais grotescas do que apenas essa farra de compras com dinheiro público…

    A empresa que ganhou a licitação e sua indefinição de atividade comercial é também um alerta. Já participei de leilão eletrônico com empresa do governo, a Fiocruz, e eles eram extremamente rigorosos na escolha da empresa que lhes prestsria serviços…

  12. Ótimo questionamentos! Esse tipo de assunto não pode ser só notinha de jornal. É pra fazer pensar, porque a moral que a sociedade tem dado ao judiciário ainda vai abrir mais portas pra coisas ainda mais grotescas do que apenas essa farra de compras com dinheiro público…

    A empresa que ganhou a licitação e sua indefinição de atividade comercial é também um alerta. Já participei de leilão eletrônico com empresa do governo, a Fiocruz, e eles eram extremamente rigorosos na escolha da empresa que lhes prestsria serviços…

  13. Na verdade, de todas as licitações bizarras desde o pré-Copa até agora, essa é uma das com menos problemas que eu vejo.

  14. Bem, foram apresentados justificativas, mas creio que esse dinheiro poderia ser tão bem investido na melhoria dos sistemas próprios do Judiciário… Todo dia vejo meus amigos advogados lamentando da penúria que é utilizar peticionamento eletrônico. Enfim, proridades…

    1. dado o custo do sistema que está lá no momento, qualquer sistema novo será visto pelo público como gasto desnecessário de dinheiro.

  15. Creio que o valor é alto demais sob qualquer ponto de vista. Há opções de bons equipamentos que poderiam utilizar, por exemplo, Ubuntu Studio, q mesmo dando um pouco mais de trabalho, dada a necessidade de aprender a utilizar programas diferentes do habitual que profissionais da área então acostumados, a economia seria elevada e mais de acordo com o que se espera do serviço público, que é bem atender o cidadão dando publicidade de seus atos. Não se esperaria do STJ, portanto, equivalência de produção em qualquer área com empresas como a Globo. Por mais que a comunicação dessas empresas tenha uma linguagem consolidada e ensinada nas faculdades de comunicação, o uso dessa linguagem apenas reproduz o jornalismo espetaculoso de programas de domingo com suas reportagens especiais de gosto extremamente duvidoso do início ao fim da transmissão – seja na escolha do apresentador, cenário, entonação de voz, edição etc.

    Pelo q se vê da audiência no YouTube do STJ, o altíssimo investimento não tem nem ao menos essa justificativa: o número de visualização do vídeos replicados ali é baixíssimo… Mesmo tendo conteúdo relevante, seu alcance limitado e restrito já seria, por si só, uma fonte de equilíbrio para gastos dessa natureza.

    Mas o estado espetaculoso também acomete o poder judiciário, que se vê também como ator não só de seus deveres, mas de ter que se inserir na linguagem midiática padrão para o além do informar, mas para também integrar de algum modo o que já se tem em canais abertos. E para quê? Que interesses motivam decisões como essa? Se as TVs públicas também passam por esse processo de desvirtuamento de suas funções, não chega a ser espantoso que também tenha chegado às TVs do judiciário em forma de gastos desnecessários.

    Melhores equipamentos produzem melhores resultados em áreas subjetivas como a comunicação? Talvez sim de estiverem nas mais de exigidos profissionais em alguns casos. Mas vendo pelos concursos públicos, que exigem dos candidatos a capacidade de memorizar informações e não criatividade e inventividade, duvido que tenhamos esse tipo de comunhão logo no STJ…

    1. Mesmo que se use um pc com Windows, a suite Adobe, o go to para todos que trabalhem como mídia, seu custo não é mais elevado como era antes, mas ainda sim, como vemos aqui na seção das mochilas, Mac é a regra não a exceção, e como o STJ não tem os fundos de uma Globo para ter software próprio, em OS próprio, o pessoal da mídia ama os Macs, e se alguém lá conseguiu convencer que ele fazem o trabalho melhor usando um Mac, e deram razões para fundamentar o pedido, ta ai o edital.

      Uma máquina da Dell mais potente, com um monitor de qualidade equivalente da linha UltraSharp, custa metade do preço, então não existe lógica para comprar um iMac, a não gosto pessoal.