Hands-on Galaxy S8 e Galaxy S8 Plus


31/3/17 às 12h55

Novos smartphones topos de linha da Samsung, o Galaxy S8 e Galaxy S8 Plus chegam como uma atualização sem grandes saltos de inovação, mas em um contexto bastante diferente dos outros anos. Mais do que um produto para concorrer com o iPhone, desta vez era preciso lançar um produto capaz de fazer as pessoas pararem de falar do Galaxy Note 7 e do seu problema de superaquecimento na bateria. Além disso, a chegada dos novos S8 marca uma nova era da linha: o fim da versão com tela plana e a transformação do conceito de tela Edge em Infinity Display. Galaxy S8 é sinônimo de tela curva e praticamente sem bordas.

A pegada dos smartphones continua boa, especialmente da versão menor, de 5,6 polegadas, que cabe na minha mão. O S8 Plus, com 6,2 polegadas, também cabe na minha mão, mas usá-lo é um desafio para mim — e olha que minha mão é grande para os padrões femininos. Apesar da tela maior, os smartphones não ficaram muito maiores do que a versão anterior: o que cresceu (para cima) foi o display, não o chassi. Comparando o S7 o S8, percebe-se que a diferença é pouca: 142,4 x 69,6 x 7,9 mm no S7 contra 148,9 x 68,1 x 8 mm no S8. Se você se preocupa com a fragilidade do aparelho — nos meus testes o S7 resistiu bem às quedas —, saber que ele traz Gorilla Glass 5 na frente e atrás pode acalmá-lo.

Ainda falando da carcaça dos S8, tive a impressão de que essa mistura de vidro e metal deixa as marcas de impressão digital menos aparente do que nas versões anteriores, algo que sempre me incomodou muito porque deixa o aparelho com aparência de sujo. Como passei mais tempo com a versão preta do que com as demais, não dá para bater o martelo, mas foi a impressão que ficou. De perto, aliás, só vi as cores Midnight Black, Arctic Silver e Maple Gold. A Coral Blue parece ser a mesma do S7, mas eu estou realmente curiosa com a Orchid Gray, que no Brasil vai se chamar Ametista. Seria essa a chance da Samsung de ter um “Roxo Galaxy” como a Apple tem o “Rosa iPhone”?

A ausência de botões, nos poucos testes que fiz, não me atrapalhou. Como eles estão virtualmente no mesmo lugar, fica fácil de se adaptar. E, novidade: agora a Samsung permite que vocês os coloque na ordem padrão do Android. Boa notícia para quem, como eu, se incomodava com isso. Os botões de volume estão na esquerda, logo acima do botão dedicado da Bixby, enquanto o de liga/desliga está na direita e também dá acesso à câmera. O leitor de impressão digital foi parar na traseira. Embora a Samsung diga que o usuário poderá desbloquear a tela com reconhecimento facial, eu pressinto que vou sentir falta do sensor de impressão digital na frente, que é onde acho mais conveniente. Veremos.

A Bixby é uma das novidades reais do anúncio feito em Nova York. A assistente que funciona integrada ao sistema ouve, vê (por meio das câmeras) e acompanha seus hábitos para fazer recomendações, lembretes e até mesmo te ajudar na hora de fazer compras. Gostou de um bicicleta na rua, é só apontar para ela que a Bixby procura na internet a melhor oferta. Visualmente, a interface da Bixby lembra bastante a do Google Now, com cartões coloridos. Inicialmente, a Bixby vai falar só coreano e inglês, mas o português já está no horizonte segundo a Samsung.

Falando ainda do software, devo dizer que a TouchWiz está bem melhor do que nas versões anteriores. Os ícones foram reformulados e estão bem mais elegantes. Eu, que tinha implicância com aquele fundo verde, mordi minha língua. Nem parece mais a mesma TouchWiz de antigamente (ainda bem, né).

No hardware, mais evoluções do que inovações. O sensor de leitor de íris, que fez uma breve aparição no amaldiçoado Note 7 (teria sido o Rio de Janeiro?), já era esperado. O processador de ambos é um Exynos 8895 octa-core (4×2,3 GHz e 4×1,7 GHz) com 4 GB de memória RAM como o anterior. A diferença é que o modelo básico tanto do S8 quanto do S8 Plus vem com 64 GB de espaço, e não mais 32 GB. Uma versão de 128 GB não foi anunciada, mas deve surgir futuramente.

A bateria segue a mesma no S8: 3.000 mAh. No S8 Plus, que tem a tela maior (porém, ambas têm a mesma resolução, de 1440 x 2960 pixels), é de apenas 3.500 mAh. Pensando nos meus testes com o Galaxy S7, temo que esse possa ser um outro defeito dos aparelhos: a tela de Super AMOLED é linda, mas consome bateria que é uma beleza. A Samsung prometeu melhor performance com seu processador atualizado… veremos também. Globalmente, fala-se de versão single SIM, mas em conversas com executivos da Samsung, eles deram a entender que uma versão com Dual SIM poderá sim vir ao Brasil.

A câmera traseira também é a mesma, Dual Pixel de 12 MP, f/1,7, 26 mm com flash LED e estabilização óptica, enquanto a frontal foi para 8 MP e f/1,7. O software é que ganhou novidades: filtros ao estilo Snapchat, porque… né, se todo mundo pode ter Stories, por que não pode ter filtros engraçadinhos para brincar também?

E, ah, com a compra da Harman, o fone de ouvido dos S8s são AKG, o que significa também que a a Samsung ignorou o movimento de alguns na indústria e não mexeu no conector P2, ainda que tenha migrando finalmente para o UBC Type-C.

*Emily esteve em NY convidada pela Samsung.

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33 comentários

  1. Gostei da opção híbrida que veio para o Brasil, onde posso escolher colocar um micro sd ou outro chip. Gostei tb do sensor de desbloqueio pela íris, design e da nova cor Orchid gray (ametista). A interface está bem mais bonita, clean. Enfim, meu próximo smartphone, com certeza. Porém, vou esperar uns meses o preço baixar!

  2. É diferente, é bonito, o maior problema é o leitor de digital ser atrás.

    Melhor esperar o S9 quando eles conseguirem colocar na tela como era o programado.

    1. Talvez, mas considerando que existem outros Androids com leitores de digital pode não ser problema. Eu tenho um Nexus 6P e não me incomodo nem um pouco com o leitor na traseira.
      Claro que o leitor na tela seria fantástico, mas não acho um problema a solução atual.

  3. faltou falar sobre o samsung Dex , que foi o que mais chamou minha atenção, será que agora o google vai conseguir brigar com a microsoft no desktop tbm ? ja que essa modificação da samsung aparenta ser muito funcional

      1. Até onde sei, as versões com Snapdragon dos smartphones da Samsung são lançadas apenas nos Estados Unidos. Isso é devido a uma patente da Qualcomm, relacionada com os modems CDMA se não me engano. Algumas operadoras grandes lá ainda utilizam a tecnologia CDMA ao invés da GSM, e para não perder essa fatia do mercado, a Samsung acaba lançando uma versão com Snapdragon por lá.

        Pode ser que tenha outros países em que isso acontece, mas creio que o mercado mais relevante seja os EUA mesmo.

    1. Nas comunicações oficiais continua aparecendo TouchWiz. Onde vc viu isso, Jack? E Qualcomm só EUA mesmo.

      1. Eu estava pensando em comprar um nos EUA, visto que o preço aqui ficará impraticável e lá pelo menos consigo que fique viável depois de vender o atual.
        Mas fico na dúvida se não será um problema para suporte. Sei que garantia não terei, mas agora sabendo que o processador será diferente talvez fique difícil até mesmo um suporte pago.

          1. Oi, Emily.
            Obrigado por oferecer a ajuda.
            Eu mandei um email ontem para o pessoal de ajuda da Samsung pelo site deles.
            Perguntei se eu teria suporte e garantia aqui caso compre um Galaxy S8 nos EUA. A resposta deles foi de que suporte e garantia de smartphones Samsung só é válido para o país de fabricação do aparelho.
            Fiquei meio decepcionado, eu entendo que a garantia possa não ser internacional, mas não ter suporte é meio triste.
            Apesar de que com meu Nexus 6P já estou acostumado. ?

          2. Algo que acho bacana na Apple é que ela dá garantia para qualquer aparelho dela que tenha sido comprado no exterior. Claro, ela foi obrigada a dar, mas acaba se tornando uma vantagem.

            Podiam extender essa obrigação às demais empresas, mas aparentemente o judiciário não consome eletrônicos de outras marcas.

          3. Na verdade não é qualquer aparelho, tem que ser o mesmo vendido no país onde quer solicitar a garantia.
            Visto a época em que tivemos um aparelho vendido no Brasil que não era a versão americana, era a mesma da Europa. O pessoal de tecnologia sempre lembrava disso para no momento que comprassem nos EUA lembrarem que não teria a garantia por aqui.

    1. O DeX é melhor que o Continuum por ter um acabamento bem mais desktop-like, mas principalmente por ter multi-janela e multitarefa real. Shame on you Continuum you fool full-screen only! Além disso a Microsoft junto com a Adobe já estão trabalhando pra otimizar seus programas para o DeX. É isso mesmo que eu escrevi: A Microsoft está ajudando a Samsung a criar um baita concorrente para o Continuum. E mais: A Microsoft venderá na sua loja virtual americana versões do S8 e do S8+ chamadas de Microsoft Edition. https://twitter.com/mspoweruser/status/847446040131231745
      Mas, tirando esses poucos apps, o que resta ao DeX é o mesmo que resta aos tablets Android. E nesse ponto a plataforma UWP do Continuum é uma vantagem em relação ao DeX

      1. acho que o plano da MS é ganhar dinheiro com suas ferramentas para desenvolvimento de apps multiplataforma e mao vendendo smartphone com windows

        1. E você tem razão https://www.onmsft.com/news/microsofts-strategy-to-replace-windows-with-office-as-its-key-monopoly
          Parece que quando o Nadella assumiu ele já sabia que o Windows seria ameaçado pelo Android, rapidamente procurou “contaminar” as plataformas rivais com tudo que era focado no Windows. Eu acho que ele está certo, apenas crítico um certo desleixo com o próprio Windows, como nesse caso do Continuum que ainda não tem o modo multi-janela

  4. A foto de ambiente mais escuro, onde você está segurando o S8 e o aparelho exibe uma tela de fundo branco é assustadoramente legal. As poucas bordas somem e parece um filme do futuro. Tom Cruise curtiu.

    E sobre o leitor de impressão digitais, tbm prefiro na frente… muito mais prático de usar numa mesa de trabalho.

    Só discordo da capacidade de bateria do S7. Acho que ela é ok se comparado ao iPhone por exemplo (bench dos tops de linha), e no meu uso, é o primeiro smartphone que segura a bronca sem me irritar na necessidade de carregar

    Mas ok, longe do ideal “de vida” de um ser humano e meus espertofones anteriores não são bons exemplos de bateria.

    por fim: ótimo hands on.

  5. Fiquei interessado em saber como são os teus testes de quedas. rs Tu jogou ele no chão? Deixou cair de propósito? Pisou? Fez de pião? Usou como porta copo? rs

    1. no geral, meu teste de aparelhos é de uso diário mesmo. testei o s7 por alguns meses e ele caiu no chão algumas vezes. toda a vez eu pegava achando que ia estar estilhaçado, mas não. tbm riscou pouco a tela.

      1. Foi uma grande pedra e rendeu um processo pela imensa semelhança.
        O que ela deve ter dito é exatamente isso, a Samsung com esse design sr distanciou muito da Apple e a meu ver ficou a frente.