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Pixel, o primeiro smartphone do Google, é um terminal para inteligência artificial

Imagem de divulgação do Google Pixel.

Confirmando o que já sabíamos, graças a vazamentos em baldes, o Google anunciou seus smartphones próprios, batizados Pixel e Pixel XL. Junto à dupla, a empresa também deu mais detalhes do Google Home, uma caixa de som Bluetooth inteligente; mostrou o Daydream View, óculos de realidade virtual que funcionarão com os Pixel; o Google Wifi, roteadores modulares que se conectam uns aos outros para ampliar o alcance da rede sem fio; e o Chromecast Ultra, agora com suporte a vídeo em 4K.

Falemos dos smartphones, que foram os que mais chamaram a atenção por uma série de motivos. Primeiro e mais importante: por que só agora, tantos anos depois, o Google se dispôs a enfrentar parceiros de hardware de longa data e tomar para si o trabalho de desenvolver, fabricar, distribuir e fazer o pós-venda de smartphones?

Rick Osterloh, chefão da divisão de hardware do Google, disse que mudanças significativas só são possíveis ao integrar software e hardware. Que mudanças são essas? Algumas profundas. Este slide, exibido logo no início, talvez tenha sido a parte mais importante da apresentação do Google:

Sundar Pichai na apresentação do Google Pixel.

Antes, Sundar Pichai, CEO do Google, havia mostrado outro composto por uma linha do tempo das plataformas dominantes até hoje. Tivemos o PC, depois a web e, então, o smartphone. Para o Google, estamos entrando numa quarta fase, a da “AI first”, ou inteligência artificial como prioridade. No blog do Google, Pichai escreveu:

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Os últimos dez anos foram sobre construir um mundo que priorizasse o mobile, transformando os nossos smartphones em controles remotos das nossas vidas. Mas, nos próximos dez anos, nós passaremos a um mundo que prioriza a inteligência artificial, um mundo onde a computação se torna universalmente disponível — seja em casa, no trabalho, no carro ou em movimento — e interagir com todas essas superfícies passa a ser mais natural, intuitivo e, acima de tudo, mais inteligente.

Isso explica a grande ênfase no Google Assistant, o assistente pessoal que está nos Pixel, no Google Home, no Allo, que provavelmente se estenderá a outros produtos, do Google e de terceiros, e que passa a ser o centro da estratégia do Google.

Pixel: apenas mais um terminal

Confiando nesse contexto, o smartphone passa a ser só mais um terminal para o Google alcançar (e extrair informações d)o consumidor. O Google não está entrando no negócio de smartphones. Isso ele já tem com o Android, o seu sabor do Android, que domina o mercado no ocidente e, no modelo de parcerias, tira do Google muitos riscos do negócio — gerenciar inventário e lidar com pós-venda, para ficar em dois aspectos complicados.

O Pixel é, na realidade, uma das pontes de uma transição lenta, mas inevitável: a do campo de busca para a inteligência artificial. Isso já havia aparecido neste teaser:

https://www.youtube.com/watch?v=aNnCtmyujLA

O Google não tem o Android com a finalidade desenvolver um sistema operacional móvel de ponta. Todo o investimento que o transformou nisso foi uma ação indireta a fim de garantir que o campo de busca do Google estivesse no mobile, a plataforma dominante de 2008 até hoje. Ou seja, quase uma década atrás, o Google previu que uma mudança nos alicerces da tecnologia de consumo estava em trânsito e tratou de aproveitá-la. Estávamos prestes a sair da web para o mobile. Ter um pé ali era essencial e timing, mais ainda.

O Google Assistant é, hoje, o que o Android era em 2008. Ainda não está claro como o Google faturará em cima disso (como inserir anúncios em texto falado?), mas é quase consenso que essa será a próxima interface imensamente popular que todos nós usaremos.

Traços de inteligência artificial, que deu um salto assombroso nos últimos anos com as técnicas modernas de aprendizagem de máquina, estão por todos os lados e é algo que se beneficia de quantidades colossais de dados, coisa que o Google tem de sobra. Os retornos, alguns deles mostrados na apresentação (processamento de linguagem natural e traduções), são aperfeiçoamentos que saltam aos olhos.

Pode ser que essa visão não se concretize, mas parece cada vez mais seguro dizer que inteligência artificial é aonde a indústria está indo e que a interface por voz é a mais adequada para explorar esse potencial. O Google quer liderar o pelotão e, até agora, vem conseguindo — com um ou outro percalço. O maior deles, talvez, seja o Amazon Echo, que ganhou um concorrente próprio, o Google Home.

Google vs. fabricantes de smartphones Android

O Google pode se dar ao luxo de lançar um smartphone próprio porque a guerra dos smartphones acabou. Google e Apple ganharam e não há nada que os parceiros de hardware do Google possam fazer para fugir do Android. Nem se a Samsung quisesse e despejasse muito dinheiro numa missão para emplacar o Tizen, seu sistema operacional, conseguiria criar o terceiro ecossistema móvel. Num passado recente, quando as circunstâncias eram mais favoráveis, a Microsoft tentou com bastante afinco. Não deu.

Tentar isso outra vez, hoje, em smartphones, é bobagem. (A própria Samsung, embora tenha um ou dois smartphones com Tizen, tem focado mais em aplicar seu sistema em Internet das Coisas e gadgets vestíveis.) Mesmo que saísse um sistema legal e com apoio dos desenvolvedores, ninguém se importaria. Smartphone é um mercado consolidado e saturado. Falta-lhe apenas atingir o que resta da humanidade ainda sem um — algo que deve acontecer logo e uma missão que deve ficar exclusivamente com o Android.

Esse cenário, consolidado de um lado (smartphones) e incipiente de outro (inteligência artificial, ou a próxima plataforma dominante), propicia uma investida pesada do Google sem medo de ferir os outrora aliados, agora reféns do Android. As vantagens de integrar hardware e software, como a Apple mostra há tanto tempo, são irresistíveis para quem quer ser uma empresa “para você”, o novo mote do Google. É um mundo novo, onde as regras da guerra dos smartphones não valem muita coisa.

Alguém pode gritar “Nexus!” lá no fundo. A linha acabou. Ela servia para outro propósito, que variou ao longo dos anos, mas que pode ser resumido na lição anual do Google aos parceiros de hardware, amostras de como fazer uma experiência melhor com o Android. Não é mais preciso — fazer um smartphone ruim a essa altura é mais difícil do que fazer um minimamente bom.

A única menção a Android na apresentação dos Pixel, aliás, se deu quando o Google falou em atualizações, não por acaso uma pendência grave e jamais resolvida com os parceiros de hardware. Pixel e Pixel XL, obviamente, terão atualizações rápidas e garantidas. Fora isso, não encare-os como “smartphones Android”, mas como “smartphones Google”, porque é isso o que eles são acima de qualquer outra coisa.

Outro detalhe da apresentação: nenhum app, fora os do próprio Google, foi citado ou mostrado. Isso denota uma abordagem diferente da da Apple, exemplificada de maneira muito fácil de entender pelo OpenTable, app para reservar mesas em restaurantes. Na Apple, existe o app para iOS e um mini-app para iMessage. A Apple oferece plataformas para que terceiros supram as lacunas dos seus sistemas e acrescentem valor a eles. O Google quer absorver as funções de terceiros, relegar apps a meros fornecedores de funções. No Pixel, você reserva mesas (com a tecnologia do OpenTable) apenas conversando com o Google Assistant.

O Google dobra a aposta

Toda essa movimentação converge em uma empresa, que já era notoriamente sedenta por dados, disposta a conhecer ainda melhor seus consumidores — e, na mesma medida, ainda menos preocupada com privacidade. O Allo, novo app de bate-papo que tem o Google Assistant embutido, é um símbolo dessa nova fase do Google: uma aberração que virá pré-instalada nos Pixel. O que mais vem depois? Até que ponto seremos tão permissivos com essa estratégia? (Palpite: até onde o Google quiser.)

Esses anúncios também acentuam o contraste entre Google e Apple no que tange a abordagens e estratégias comerciais. O Google abraça cada vez mais forte a ideia de que precisa saber todos os detalhes do consumidor para entregar os melhores serviços possíveis — e, entre eles, anúncios. A Apple tem feito malabarismo para aplicar inteligência artificial a seus produtos sem que isso dependa do processamento de dados dos seus consumidores.

A promessa do Google é tentadora. Espaço infinito na nuvem (a princípio, apenas para fotos e vídeos), serviços extremamente cômodos e, agora, hardware de primeiríssima qualidade, superior a tudo que a indústria fez até então. Os US$ 649 pedidos pelo Pixel de 32 GB não cobrem tudo isso. Ora, nem começam a cobrir o valor disso.

Em troca, o que você realmente confere ao Google, além de algumas centenas de dólares, é uma chave-mestra da sua vida digital, que a cada dia se mistura e se torna mais indissociável da sua vida em geral, que o Google usará para vasculhar, indexar e processar tudo que encontrar a fim de te devolver anúncios segmentados. Se é uma troca vantajosa, fica a critério de cada um.

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100 comentários

  1. Sendo simplista, estamos começando a fazer igual ao cinema, não me lembro agora o nome do filme, mas basicamente nem precisaremos falar, o sistema irá praticamente ler os nossos gestos, posições e olhos e praticamente entregar ou fazer tudo o que precisamos.

  2. Achei legal essa ideia que você lançou de o pixel não ser o produto final para o Google, gosto do manual do usuário por isso, tem pensamento critico além de reviews e afins, prefiro. Mas até que ponto isso vai de acordo com o preço? Porque se esse é o pensado do Google (e acho que é sim) porque por um preço tão alto? No UE/UK os preços chegam a ser ridículos. Acho que sim, eles querem vender um smart premium, mas foi meio sem sentindo. Porque esta, a Apple cobra o preço dela porque esta embutido tudo isso que você falou, se no Google o interesse não é venda de celulares, então ajuda ai ne hahaha

    1. Essa peça do quebra-cabeça realmente não se encaixa bem. Faria mais sentido um Nexus 4/5, um smartphone topo de linha a preço de custo, do que um aparelho premium cobrado de acordo.

      O que podemos fazer é lançar algumas teorias. Talvez o Google queira posicionar-se, agora, como uma marca premium, disputando espaço com os Galaxy S/Note e iPhone (tanto que, no pacote do Pixel, vem um cabo para transferir dados e informações de usuário de outros smartphones).

      Além da percepção, de repente a coisa deslancha e cria um canal de faturamento extra. Em algumas matérias o Google disse que pretende otimizar e personalizar seus futuros smartphones, inclusive com o desenho de chips exclusivos (tal qual a Apple faz). É um caminho árduo e complexo, mas, de fato, denota um interesse em estabelecer-se como fabricante também.

      De qualquer forma, ainda vejo o Pixel como “parte de algo” em vez de “algo”.

      1. Nisso tudo parece mais um propaganda que engana o consumidor final. Porque se o Pixel viesse por 500/550 dólares ja seria o suficiente, seria premium e ainda criaria mais desejo nas pessoas quererem o aparelho, afinal ele é Google. Sendo americana ajuda muito dentro dos EUA.

        De qualquer forma achei a apresentação do Pixel muito ruim, pelo amor de deus, fala do que importa, não sabe vender um produto… Fala do que o povo quer, mostra que veio para jogar, ficou com medo de falar de tudo. E agora fica isso nas comunidades do nexus um disse e me disse.

        Essa historia do cabo que transfere de aparelho para aparelho é tão anos 2000 gente, não até quando a Apple permite, mas serio mesmo que a Google não conseguia fazer nada via air? Jesus…

    2. Esse preço de $650 pelo dispositivo desbloqueado, já vem há muitos anos, o N95, E73, o V3 da Motorola todos já custavam este preço, então o mercado. Claro que a cada ano, fica mais barato produzir os Smarts, dada a comodotização dos chips. Mas é muito difícil mudar certos patamares já estabelecidos. Há mais de 20 anos, se quer um celular top de linha desbloqueado, ele lhe custará $650 USD,e o público já está acostumado com isto, claro isso no US/UK. Aqui o preço é volátil dado nossa moeda, crescimento no poder de compra, tudo isso acaba afetando o preço final aqui, mais o valor de nosos impostos

      1. O problema em si nem é o preço dentro dos EUA e sim a relação preço e ideia de projeto de acordo com o texto. Se tudo for como o Rodrigo disse, não seria melhor ser diferente? Tipo, a Apple, Samsung e afins vende o produto dela por 650 porque é o valor, ela ganha com venda de celular, mas se a Google faz isso, mas pensando mais no ganho de venda de publicidade e afins, é diferente. Ou a Google está muito gananciosa hahaha ou foi projeto de marketing que poderia ser melhor vendendo por um valor a menos, iria ter maior margem de publico com esses incentivo.

        1. Uma coisa em marketing, se você quer concorrer com X que custa Z, o teu produto Y tem que Z. Assim as pessoas associam ele a outros produtos similares. Veja o caso de alguns smartphones Android, as vezes custam menos entregando o mesmo hardware, e mesmo assim é colocado em outra categoria dado o preço. E se o google conseguir alguns cascalhos na venda de cada aparelho, ótimo. Mas acho difícil ser lucrativo na primeira versão, os custos de P&D pesam mais na primeira versão.

          1. Mas ai estamos falando de celulares que sempre tem algum problema que nunca se comparam com o mais caro, tipo, todos os chineses te entregam um hardware ótimo, mas sempre pecam na câmera ou então faz cortes como nfc ou coisas do tipo. Sem contar, que essas marcas teriam ganham em cima do celular, o que no contexto do texto não seria o caso do Google. E outra, a Google é americana, isso ajuda muito no contexto de confiança e talz. Mesmo se ela viesse trazendo ele em um preço menor, ela poderia fazer sua imagem sendo associada com o maior, porque seira comparável em todos os sentidos e o poder da marca ajudaria mais ainda.

          1. Espero q vc tenha conseguido fazer aquela mudança q tinha se proposto.

          2. Graças a paciência, e um bom advogado, consegui sim. Quem sabe não acho algum lugar para comentar minha aventura.

          3. E o que gostaria que eu escrevesse? são muitas coisas há serem abordada.

          4. Depende do q vc está disposto a expor, mas esse é um tema recorrente das pessoas q frequentam os comentários do Meu. Provavelmente qualquer ponto de vista pode interessar alguém.

          5. por aqui mesmo, vc deve ter recebido no seu email.
            escrevi aqui e depois apaguei a reposta.

  3. Quanto mais a tecnologia avança, menos tenho vontade de usufruir(trabalhar para e desenvolver para essas tecnologias seria legal). Estamos migrando para era da automatização. Tudo já ta feito ou tem um robô para fazer.

    1. Hoje em dia, de fato a tecnologia está caminhando para trabalhar para nós, facilitar nossa vida, e fazer o que realmente importa, trabalhar e curtir as pessoas ao nosso redor.

      1. Isso não está bem equacionado… Ócio é privilégio e me parece q isso não será dado assim de mão beijada por quem tem o monopólio dele… Estamos indo pra pessoas com acesso aos adventos com pessoas sem acesso e ainda mais espremidas pra dar sua força vital fazendo o q as máquinas ainda não fazem bem… Sem falar na disponibilidade humana para toda sorte de excentricidade…

        1. As tecnologias que de fato substituem a mão de obra, hoje, e num futuro próximo são máquinas, que por mais complexas que sejam, executam tarefas simples. Isso é esperado dada a evolução tecnológica aliada ao Capitalismo, não que nada disso seja ruim.

          Hoje a tecnologia nos força a nos aprimorarmos. A tecnologia, sempre tentará substituir os trabalhos mais simples. Justamente por não existir a questão humana envolvida. Veja os ascensoristas, ocupação hoje completamente desnecessária do ponto de vista tecnológico. Num futuro breve, a função de motorista irá se tornar irrelevante também. Funcionários que trabalham em linhas de produção, estes só sobrevivem porque as maquinas ainda não conseguem o substiui-los mas com aprendizado da maquina em uma AI, funções como checar se o produto está em um bom estados e coisas do tipo, são facilmente substituiveis.

          Ai entra a questão ética entra em ação, até que ponto é válido todo esse avanço, sem uma política pública e uma parceria com a industria privada , em função dos trabalhadores. Lembro de um caso da Foxxcon, que havia montado uma grande fábrica com mais de 50 mil trabalhadores em uma região de vilarejos, onde praticamente trabalhavam nela ou em função dela. Até que a fábrica foi escolhida para ser o case da Foxxcon como uma fábrica totalmente autonoma, do sistema de distribuição à carregamento de containers, e eles conseguiram isso. Hoje o efetivo da fábrica é de 600 funcinários, onde todos apenas estão lá para tocar a fábrica. Isso me preocupa.

          1. É bem preocupamente mesmo. Estou meio q debruçado nessa questão dos carros e o cenário pode mesmo se desolador para motoristas, q são milhares deles. Eu não sei se eles terão essa facilidade toda em transitar de profissão. Se tomarmos como paralelo a rejeição aos refugiados, q são um tipo de pessoa com total falta de assistência e em deslocamento (perderam casa, emprego, bens e familiares), já não há atendimento pra eles e não há perspectiva… Creio q o trabalho, pelo menos muitos tipos de trabalhos, são mesmo nocivos às pessoas e espero q um dia eles liberem as pessoas de fazerem esses trabalhos, mas as pessoas ociosas, q poderiam ser incrivelmente criativas se forem educadas e estimuladas para tanto, acho q ficarão condenadas ao ostracismo e a um forte sentimento rejeição por novas elites q vão se formar a partir daqueles q dominarão as novas tecnologias e q verdadeiramente se beneficiarão delas.

          2. Hoje em dia, cobradores de ônibus, e motoristas em geral são os próximos na fila para serem substituídos, aqui por exemplo, nos ônibus já não existem mais cobradores, apenas o motorista e uma máquina que aceita pagamentos, apenas nas estações de trem e metro tem alguns guichês para compra de passagens, ainda sim, algumas estações tem sido modernizadas para a retirar os mesmos. E com toda montadora de carros trabalhando progressivamente para substituir os motoristas com sistemas autônomos. E a maioria desses sistemas estão avançando à uma velocidade incrível. A questão é, quem está preparado para tal? Pelo que me lembro, era normal os caminhoneiros terem grau de escolaridade mais baixo, isso acaba dificultando ainda mais a vida deles, onde a maioria não tem carteira assinada, baixa escolaridade, e não sabem fazer mais nada a não ser dirigir caminhões.

    2. Vi o tênis q se amarra sozinho e tb fiquei decepcionando qdo a mulher q o apresentava disse q aquilo era um sonho de longa data…

  4. Mas porque somente no Google Pixel?

    Não seria só software? Não daria para fazermos o mesmo em qualquer celular Android?

    1. Sim daria, mas o Google quer entregar a melhor experiência de seu Assistant, e controlando quem tem acesso, só ele. Assim é fácil controlar a experiência do usuário da maneira que eles querem, imagine a SamSung implementando o Google Assistant do seu jeito, pode fugir do escopo planejado pelo Google.

  5. Ainda quero ver mais, mas parece que a câmera é exemplar.
    O jeito minimalista (cara da Google) me agrada.
    Dizem que é um iPhone com o “G” e sem o botão característico na parte inferior frontal. Pelo menos a câmera traseira não é “saltada”. Mas pelo que sei o iPhone 6 recebeu críticas por ser a cara de um HTC da vida. Bom, isso não importa muito, pois o que importa mesmo nos últimos tempos são os recursos. Nessa parte a Google tem muito o que entregar e entregar.

    Já o preço… Não quero comentar sobre isso agora.

    1. O preço está a par dos concorrentes. E se ele entregar ao menos o que os outros entregam, já está valendo, e os bônus que ele trás, já fazem valer, armazenamento de fotos e videos em sua resolução original, já vale muito a pena.

      1. Foi nessa parte que minha filha se amarrou. Ela é fotógrafa amadora nas horas vagas. Ela ficou satisfeita com as fotos e vídeos, mas vai esperar algum review de conhecidos dela. Se ela agradar, ela pensa em pedir para parentes do namorado (o pai dela trabalha nos EUA) dela que moram nos EUA trazer um pra ela. Sempre vai alguém pra (a sogra dela leva a filha para ver o pai) lá ou vem alguém de lá.

        1. Bom, tem uma barreira a ser vencida pelo Google, mostrar que seu produto é bom o bastante para poder de fato concorrer com o iPhone e o Galaxy S da vez, e ele tem uma grande chance agora com o fiasco do Note 7, se sua câmera for boa o bastante, não duvido que possa no futuro competir com o duopólio atual.

          1. Mostrei para minha filha as últimas notícias e as fotos. Mas, claro, ela já tinha visto tudo e mais um pouco. Acho que ela é até mais ligada nessas notícias do que eu.
            Bom, a resposta dela foi: Só acredito vendo ou se alguém em que eu confiou fazer as fotos e me mostrar. E se for mesmo o que vi, vou querer um Pixel sim.
            Sobre o visual, que alguns torceram o nariz, já a minha filha, gostou. Ela acha o Galaxy 6 Edge sensacional, mas se amarrou no visual mais minimalista. Até porque a Apple segue essa mesma linha. A diferença que o botão Home e a Maçã mordida atrás parece fazerem as diferença. hehehe
            Então, vamos esperar mais um pouco.

          2. Olhei todas com muito carinho. Cada detalhe, cada sombra, luz, tudo. Realmente são muito boas.
            Aguardando como o Pixel se sai nas mãos de alguns amigos fotógrafos amadores (um se chama Balena e mora me Portugal. O cara conhece muito de fotografia mesmo sendo “amador”) e de um amigo fotógrafo profissional, Salvino Campos, que tem vários trabalhos premiados na Europa, Estados Unidos e até no Brasil, que é sua terra natal. Mas, há muito tempo não mora no Brasil.

  6. “O que você realmente confere ao Google, além de algumas centenas de dólares, é uma chave-mestra da sua vida digital, que a cada dia se mistura e se torna mais indissociável da sua vida em geral, que o Google usará para vasculhar, indexar e processar tudo que encontrar a fim de te devolver anúncios segmentados.”

    Em menor escala, já é o que fazemos todos os dias com todos os produtos Google que utilizamos; as inovações do AI são apenas o próximo passo. Em tempos de acirramento ideológico em toda parte do mundo, impossível não temer um futuro distópico. É estranho pensar que, apesar de saber dos possíveis riscos éticos em dar tanta informação sobre mim pra uma grande corporação, eu ainda me sinta imensamente tentado a ter um Pixel, usar o Google Assistant, comprar um Google Home…

    1. Estou aqui de cócoras tremendo de medo… Qdo passarem os novos episódios de “Black mirror” eu nem saio de cada mais…

  7. Não vi lá grande mudança não. É apenas uma estratégia que pode ou não dar certo. Tanta coisa em que o Google apostou deu errado…

    Eu nunca usei e nunca usarei comandos por voz, acho uma palhaçada conversar com uma máquina. Já brinquei pra mostrar pros meus amigos: “OK Google, qual é a capital da Mongólia?” Mas obviamente nunca usarei a sério.

    É até estranho alguém imaginar que agora, em que estamos todos falando menos ao telefone e usando mais mensagens de texto, vamos voltar a falar, mas não com os nossos amigos, e sim com uma máquina. Conversar com uma máquina em filas de banco ou em mesas de restaurante.

    Isso tá mais pra ficção distópica.

    1. A tecnologia das inteligências artificiais e dos assistentes pessoais ainda não está madura. É um caso onde a interface está pronta, mas as camadas internas, não. O grande lance de conversa com uma máquina não é perguntar a capital de um país ou pedir para ela falar a previsão do tempo — usa-se muito esses exemplos porque, hoje, são os que melhor funcionam.

      Mas, no futuro, quando a qualidade desses assistentes chegar num nível ideal, você fará pedidos complexos que serão mais cômodos do que as outras formas de interação. É esse o ponto que se busca.

  8. Eu nunca usei esses assistentes digitais, até usava o Google Now…mas desativei para fazer um teste com consumo de bateria e nem fiz questão de liga-lo novamente: até o último ano, achava-o completamente dispensável como qualquer outro assistente.

    A Siri até tenho curiosidade de usar, mas a barreira da fala é muito grande: não me sinto confortável em ficar conversando com o smartphone, vira e mexe o comando não funciona e, principalmente no computador, me parece mais cômodo usar métodos tradicionais. O assistente via chat quebra, pelo menos, uma dessas barreiras…mas vejamos se ele consegue realmente funcionar como é esperado há anos.

    Interessante pensar que essa ambição do assistente é a última “grande coisa” que o Steve Jobs deixou: apesar de a Siri não ter se popularizado como se esperava, a ideia macro dela é a mesma de todos esses assistentes. Entretanto, não foi bem executada o suficiente…o Google parece ser o mais próximo disso.

  9. Qual a sua opinião Ghedin? prefere facilidade em troca dos dados ou um pouco de trabalho em troca de privacidade? Acho que esmagadora maioria escolheria a primeira opção, eu inclusive, ainda mais que nos dias de hoje, cada vez mais ficamo sem tempo, então qualquer tempo extra é válido.

    1. Eu prefiro ter um mínimo de privacidade. Gosto de pensar que, embora difíceis de conciliar, privacidade e comodidade não são excludentes. O que complica, aí, é custo. A Apple oferece um modelo de negócios que respeita muito mais a privacidade que o do Google, mas é uma via possível a pouquíssima gente. Na falta do pagamento direto, a publicidade supre o custo — e a publicidade desempenha melhor quando é alimentada com muitos dados sobre a quem ela é direcionada.

      1. Estou tentando tornar meu android menos permissivo ao google. Se é viável, não sei, mas vale a tentativa… Seria preferencial um aparelho (smartphone e serviços) acessível e q garantisse a privacidade, mas acho difícil uma empresa sem o poder da Apple bancar isso minimamente.

        1. Hoje eu já consigo viver plenamente sem o google. O unico atrativo deles ainda é o streetview. De resto, é bem possível viver sem ele. Mas isso tem um custo. Em pleno 2016 eu pago por um serviço de e-mail, é praticamente uma taxa irrisória, mas compensa. O serviço de fotos é outro que já substitui. por mais atrativo que seja um serviço ilimitado, e gratuito, eu preciso pagar para espaço na nuvem, e como o google não é o mais barato, compensa, para mim, investir um pouco mais para por minha fotos na nuvem também.

          1. Tb substituí várias coisas. As principais foram email e backup q, de fato, não custam muito. Para descolamento ainda uso o google maps em algumas pesquisas q faço, mas vou desativar históricos dessas consultas pra não facilitar para os caras… Agora há pouco troquei o teclado do smartphone por um recomendado q vi: hacker keyboard. Vou fazendo essas pequenas mudanças pra chegar num ponto mais razoável.

          2. É um esforço válido, mas não sei até que ponto é possível ir quando o próprio Android está “possuído” pelo Google. Uma coisa legal de se tentar, eventualmente, é instalar o CyanogenMod e não instalar os apps Google (incluindo o Play Services). Um monte de app deve quebrar feio, mas de repente alguns mais úteis, não.

          3. Não sei se foi o suficiente, mas instalei VPN, q deixo ligado direto, e AFWall+ (q demanda root), pra bloquear acesso à internet de aplicativos q não quero a acessem. Mesmo sem remover os apps do Google acho q isso minimiza um pouco a possessão. Eu vi um cara q sugeria justamente isso, remover todos os serviços do Google e ir usando o smartphone sem mesmo a loja. Dá um pouco mais de trabalho, mas me parece uma boa… Estou esperando uma versão boa do cyanogemod pro S6 e vou partir pra ele e tentar restringir bastante a presença do Google.

          4. Complementando: estava vendo aqui o xposed + xprivacy. Para q é possível alterar algumas coisas BEM interessantes.

          5. só pra avisar, achei interessante o xposed e o xprivaxy. dá um trabalhinho configurar no s6, mas valeu a pena. consigo alterar vários aspectos dos aplicativos, mas os principais (identidade, localização e contatos, por exemplo) podem ser desatviados ou receberem dados falsos aleatórios q o próprio xprivacy cria pra isso. bem interessante… nunca tinha ouvido falar dele. descobri meio sem querer.

          6. Daria na mesma. Com o tempo, esse novo e-mail agregaria seus hábitos e comportamentos, neutralizando o motivo de tê-lo criado. Sem contar que ter uma conta diferente no celular da que você usa para tudo me soa contraproducente.

          7. De fato, o Maps, assim como o Youtube são os líderes disparados em suas áreas. Mas o AppleMaps no mobile, e um GPS Garmin no Carro. tem suprido bem as lacunas. Já o Youtube uso como Guest, coloquei os canais em um feed RSS e assim sigo meus canais favoritos.

          8. tinha esquecido q o here maps tb dava pra pesquisar no browser. serve muito bem tb. só faria falta mesmo o street view, mas isso é pra casos bem específicos. e dá pra consultar deslogado do perfil principal. é o mesmo esquema no youtube, tem q entrar como guest mesmo.

    2. Sua privacidade vale ouro! Por isso as empresas mais poderosas do mundo se mobilizam pra conseguir acesso a ela.

    1. A questão não é se é coletado, mas sim pra que é coletado. O próprio Ghedin já falou disso por aqui.

      1. Por mais que todas as empresas digam que não… todo mundo sabe que nossos dados são coletados para de alguma maneira a empresa gere lucro com eles. Não é pq elas dizem uma coisa que realmente fazem oq dizem.

        1. Nos meus sistemas eu utilizo os dados de uso para saber o que mais é feito e utilizado e assim focar em melhorias futuras baseadas nesses pontos.

          Não é tão difícil isso. Com certeza a Apple ou qualquer grande empresa recolhe dado desse tipo.

        2. Bom, se qualquer empresa cobra recolhe dados sem informar os usuários, o processo que isso daria, o backleash e os valores das indenizações seria algo astronômico. Então acho bem dificil que essas empresas coletem dados sem informar os usuarios.

        3. “Todo mundo” quem? Empresas de capital aberto estão constantemente sujeitas ao escrutínio público e precisam, a cada trimestre, detalhar o financeiro, dizendo de onde vem a receita. Omissões ou tentativas de fraude são punidas pelos órgãos reguladores e geram desconfiança, o que afasta investidores. Não compensa enganar o público.

          A Apple coleta dados, mas sempre reforça que é o mínimo necessário para aprimorar seus serviços e, com exceção do iAd (que acabou ou está prestes a ser encerrado), não lucra com eles. Não precisa e não condiz com a postura da empresa, com o que ela oferece ao mercado consumidor.

          Privacidade virou um argumento de venda para a Apple, por que ela se queimaria enganando o consumidor? A Apple não tem escala para ganhar tanto quanto o Google ganha com anúncios. Apple é vertical, controla todo o processo e cobra de acordo com isso. Google é horizontal, quer abraçar o mundo e quando mais gente usando seus serviços, mais dinheiro ela faz com a exibição de anúncios. Por isso, também, que essa investida em hardware do Google é estranha. Contraria seu modelo de negócios. Mas, nesse ponto, é uma aposta no sentido de que em poucos anos o seu modelo de negócios será comprometido.

          1. Também não devia compensar muito pra Volkswagen o emissiongate (https://en.wikipedia.org/wiki/Volkswagen_emissions_scandal), mesmo assim ele durou anos até que fosse descoberto. Fraudes e empresas mentindo acontecem o tempo inteiro, e nem todas vem ao conhecimento do público.

            Acreditar de corpo e alma no que é dito assim é um pouco de ingenuidade, a meu ver.

            Mas eu entendo que é mais confortável pelo menos acreditar em quem diz isso (Apple) do que em quem logo de cara já diz “olha, queremos seus dados todos e vamos usar mesmo” (Google).

          2. Mas o escandalo da VW, só ocorreu devido a falta de habilidade da VW em criar um sistema menos poluente, fazendo um pequeno sistema que identifica quando o sistema está sendo testado e assim reduz suas emissões. Isso só foi possível porque o sistema de testes era o mesmo há anos.

            No caso da Apple, é bem fácil identificar os dados coletados, eles estão usando Differencial Privacy, que coleta sim dados, mas de maneira anonima, juntando teus dados junto com outros, e adicionando ruído para impossibilitar a identificação, isso mostra o compromisso em tentar amenizar o fato dos dados terem de ser coletados para aprimorar o AI.

            Agora pense, a Apple é uma empresa americana sujeita as leis de lá e um processo de invasão de privacidade como este, o sujeito tem causa ganha se for provado qualquer fraude. Além de queimar a empresa de maneira quase irrecuperável. As multas e processos tornam tal ideia um pensamento distante pensando apenas financeiramente e em RP

          3. Discordo. Facebook e Whatsapp estão aí pra provar que vale manipular dados pra fazer o negócio bombar. Coletar dados mesmo contra a vontade do consumidor é só um detalhe.

          4. Facebook é apenas outro Google, ganha dinheiro com Ads primariamente, então todo e qualquer dado coletado do usuário é uma nova forma de melhorar o profiling para o Anunciante, o WhatsApp acabou por tendo que entrar na onde já que o facebook é seu dono. E a máxima ainda vale, no whatsapp ainda é ou era possível sair da coleta de dados do facebook.
            No facebook, ele só coleta o que você fornece e alimenta para a rede, então é só controlar melhor o que você compartilha e interage que verá mudanças.

  10. Eu quero muito dar uma volta nesse ecossistema (o dificil é quanto e quanto). Mas todas as empresas estão apostando nessas integrações faz tempo. A grande diferença do google é a forma de ganhar dinheiro. Não é com o aparelho. Informação. Lembrando a missão da empresa: “A missão do Google é organizar as informações do mundo e torná-las mundialmente acessíveis e úteis.” Esqueceram do rentáveis, mas é isso ai! Só temos que saber se “É possível fazer dinheiro sem fazer o mal.” vai valer mesmo!

    1. O aparelho custa o mesmo que um iPhone,

      como assim a ideia não é ganhar dinheiro (tbm) com o aparelho????

      1. Ganha. Realmente não fui claro. Só acho que não terá escala de fabricação para ser o verdadeiro ganha pão. E tá saindo da garagem com um monte de “benefícios” (se considerar os pacotes best buy / verizon) e não há almoço grátis.

  11. “Ainda não está claro como o Google faturará em cima disso (como inserir anúncios em texto falado?)”

    Há pelo menos duas maneiras de ganhar diretamente dinheiro em cima de um assistente, sem anúncios e sem precisar de muito esforço:
    – acessos à API (seja em grandes quantidades, seja acessos ‘de primeira classe’; vários provedores já fazem isso)
    – porcentagem em transações feitas (p.ex. a cada reserva feita, ou a cada compra de tíquete pra shows)

    1. acho difícil o google cobrar por acesso a API, já que as outras opções não cobram, como SIRI e Alexa, e sobre cobrar uma porcentagem, também acho difícil não vejo as pessoas querendo repartir ainda mais seu pão.

      1. O Adblock cobra uma porcentagem do Google para liberar seus anúncios, então não acho difícil isso acontecer. Claro que eles podem tentar outras maneiras…

        1. São coisas diferentes. Diversas empresas cobram o uso de suas API’s, mas no caso do Google Assistant, e seus concorrentes, ninguém ainda achou uma forma de lucrar, veja a Alexa da Amazon, possui mais de mil skill de terceiros, e ainda sim, não faz um centavo. A Siri da Apple, a mesma coisa, foi aberta sua API agora com o iOS 10, e não é cobrado seu uso para a integração. O que o Adblock cobra, é para por anuncios não invasivos em sua WHitelist, assim irão aparecer mesmo com o bloqueador ativo.

          1. Como eu disse

            Diversas empresas cobram o uso de suas API’s, mas no caso do Google Assistant, e seus concorrentes, ninguém ainda achou uma forma de lucrar, veja a Alexa da Amazon, possui mais de mil skill de terceiros, e ainda sim, não faz um centavo. A Siri da Apple, a mesma coisa, foi aberta sua API agora com o iOS 10, e não é cobrado seu uso para a integração.

            O que estou tentando dizer é o seguinte, estas API’s de AI para o público final, não são cobradas até o momento, porque isso aumenta demais os custos, e dificulta a vida de pequenos devs, torna o produto final mais caro, claro que uma empresa como a Spotify não teria problemas para pagar os custos, mas imagine que você está desenvolvendo um app, e quer integrá-lo a uma AI, o app pode ser um sucesso como um fracasso, e você já terá investido bastante dinheiro antes de saber se vingará ou não. Todas as AI’s no momento ainda não tem um rumo definido, por isso não está sendo cobrada.

            Por outro lado, temos o Watson da IBM, que não almeja o público final, e já tem hoje o que eu considero o melhor AI para tudo o que propõe, mas teu uso é cobrado, e é justificável. A IBM vende soluções B2B, ou seja, seu público só vai contratá-la porque irá usar comercialmente.

            Veja o Google Assitant, ele quer ser teu assistente pessoal, assim como a Cortana, a Siri, onde ele está presente a todos os momentos do teu lado. No google, é bem claro como ele pode lucrar, saber exatamente o que cada usuário quer, faz e/ou quer fazer, é o jeito que eles já fazem dinheiro hoje. Cobrar do Dev. e do anunciante parece um tiro no pé, e já sugeriram ele cobrar uma taxa sobre as transações feitas é outra coisa muito difícil de imaginar, pois negociar com todos os agregadores que já cobram taxas, e pedir mais uma fatia não parece algo que irá agradar alguma empresa, exemplo OpenTable, já cobra dos restauranes 199USD para estar no serviço, mais 25 cents para cada reserva. Se o Google fosse cobra uma porcentagem, a maioria dos restaurantes sairia do serviço pois começa a ficar muito caro para o dono do restaurante manter tudo isso. Veja o que a Apple e a Amazon fazem, liberaram sua API, e você pode pedir um Uber por ambas as plataformas e ela não cobra por isso.

  12. “Esses anúncios também acentuam o contraste entre Google e Apple no que tange a abordagens e estratégias comerciais.”

    Excelente ponto. Penso até que ponto a Apple conseguirá resistir com esta estratégia atual. Vemos a comodidade e alcance dos serviços Google aumentando a cada dia.

    E entre Privacidade e Comodidade a segunda opção é vencedora para a grande maioria das pessoas. Isso é agravado ainda mais na realidade brasileira (e de diversos outros países), na qual temos Privacidade com Custo Fora da Realidade X Comodidade com Custo Acessível.

    Aguardemos os próximos capítulos dessa disputa…

    1. Eu prefiro comodidade, minhas fotos vão automaticamente para o Google, caso seja roubado (infelizmente convivemos com esse medo), não perco nenhum momento, basta acessar online e ver as fotos, fora que é bem mais prático dar um comando para procurar determinada foto dentro de milhares do que procurar manualmente.

      1. Mas isso não depende da violação da privacidade. O Apple Fotos e o Dropbox também fazem backup na nuvem sem precisar analisar e indexar todas as fotos que são enviadas. No caso do Apple Fotos, até essa pesquisa por objetos, lugares, datas e pessoas ele faz, novamente sem precisar saber detalhes de cada foto sua.

  13. “Ainda não está claro como o Google faturará em cima disso (como inserir anúncios em texto falado?)”

    Essa é fácil… Não precisa inserir anúncios. Basta a sugestão da Assistant ser um anúncio em si, e isso pode ser feito mesmo sem que o usuário saiba.

    Quando você pede uma sugestão de restaurante pra um amigo a opção (as opções) que ele te oferece seguem um viés, com base na vivência dele e em outros critérios subjetivos. Aqui é a mesma coisa. Quais são os critérios que a Assistant vai usar pra me indicar restaurantes ou venues? Ou pra me passar informações? São critérios do Google. A caixa preta do algoritmo do Google vai ficando cada vez mais complexa e mais fechada.

    1. Isso daria, no mínimo, uma dor de cabeça enorme ao Google, além de ser potencialmente ilegal em vários países. Propaganda velada é um negócio sério e compromete muito a reputação de quem se envolve com isso.

      Pode até rolar de fazerem anúncios falados identificados, embora me pareça esquisito e pouco provável. Para começar, como mensurar resultados?

      1. Concordo contigo, mas ao mesmo tempo é virtualmente impossível de descobrir, a depender da maneira como será operacionalizada.

      2. Pode ser criado um efeito sonoro pra indicar o anúncio, acreditando que tudo seja transparente. Esse é o ponto mais fácil do debate.

        O problema é que a gente vai jogando cada vez mais as nossas vidas nas mãos de escolhas de uma Inteligência Artificial que não fazemos a menor ideia de como funciona. Isso afeta como nossas cidades vão ser construídas e como elas vão prosperar daqui em diante. Tem um paralelo legal lá com o artigo do mágico sobre como o Google e outras redes sociais afetam nossas escolhas. Os negócios (e, consequentemente, áreas de uma cidade) vão prosperar conforme a inteligência do Google (ou de qualquer outra empresa gigante) decidirem nos encaminhar pra esses lugares.

        Até hoje isso existiu em grande parte na Web. O desenvolvimento e crescimento de sites, blogs, ferramentas online eram definidos por quão bem posicionado você tá na pesquisa, o quanto você é visto online, ou como é sua imagem online (se você é cool ou não).

        Agora isso vem pro mundo físico de uma maneira brutal. Com a expansão de todas essas assistentes que reservam mesas em restaurantes, marcam consulta em médico e resolvem nossas vidas pra nós mesmos (e isso não se restringe a Google, a Siri também entra no balaio), o controle sobre quem vai ser visto ou não (a nível global) tá sendo passado pra uma empresa lá na Califórnia, que opera uns algoritmos de IA de uma forma que nós, meros mortais, nunca vamos entender.

        1. As pessoas estão fugindo de Ads, imagine ficar ouvindo um beep ou algo similar toda vez que fizer um pedido, seria algo cômico,

          Como:

          -OK Google, me dê informações sobre o novo filme dos Vingadores.
          – BEEP! Aproveite já, o novo DVD da Marvel em promoção
          ai sim vem tua informação,

          Isso seria um projeto de estupidez colossal, ordenado por alguém das antigas mídias que acham que podem forçar qualquer coisa e o usuário vai ter que engolir.

          1. Por que não? Desculpe minha estupidez colossal… Mas eu acho que é assim que um monte de coisa funciona hoje. O exemplo mais fácil é o Youtube, do próprio Google, inclusive. G1, sites de notícia, Facebook… Tudo esconde o conteúdo atrás de ads.

            No Youtube, você pode pesquisar o trailer do filme dos Vingadores e antes vai entrar o comercial de algum outro filme saindo em Blu-Ray, ou nos cinemas. Que eu saiba ninguém deixa de usar o Youtube por conta disso.

            Acho mais provável o Google fazer alguma adaptação de ads pra essas plataformas do que pivotear 100% de ser uma empresa de Marketing pra outra coisa só por causa disso.

          2. O usuário não tolera, imagine toda vez que você abrir o google now ter um anuncio, acaba incomodando. Imagine, você dar um Ok Google, para perguntar a temperatura, e ele te dá um anuncio qualquer antes de dar a resposta. Não é nada pratico, user-Friendly muito menos rápido.
            O usuário acaba abrindo mão.

          3. Não tolera mesmo não. Por isso ninguém usa o YouTube.

            Ninguém disse que precisa ser toda vez ou em qualquer pergunta. Só precisa ser o suficiente pra ser rentável sem ser annoying.

            Enfim, eu tô te dando exemplos reais de que isso já existe hoje. Quer um outro exemplo enorme disso? Spotify. A maior quantidade de usuários é do modelo com anúncios entre as músicas. E tá todo mundo lá, tolerando.

            Só no seu mundo isso não é possível. Enfim, i’m done here.

      3. Exato. Pensei o mesmo, “sem que o usuário saiba”, acho difícil demais, principalmente que hoje em resultado de buscas ele já informa o que é patrocinado ou não. E isso funciona muito bem.

    2. talvez com algum tipo de mensalidade tbm…tipo… vc paga um valor x por mes… e tem o direito a usar 5 google home, depois que a dinheiro da sua mensalidade pagar o custo do home…o resto é lucro pro google

        1. mas vc ganharia uns cinco ou seis desses sem ter que comprar eles…enquanto vc paga a mensalidade…preco baixo…vc tem o direito de ficar com eles, e se der algum proboema…vc troca por outro pagando apenas a mensalidade

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