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Por que os desenvolvedores de apps não podem ignorar smartphones simples, como o Galaxy Y

Galaxy Y.
Foto: Samsung/Reprodução.

A maior virtude do Android é, ao mesmo tempo, a sua sina. O sistema móvel do Google, o mais popular do planeta, ao contrário do principal concorrente roda em uma variedade enorme de dispositivos, com telas, configurações e padrões de qualidade díspares. E nessa, é inevitável: modelos mais simples costumam ter um desempenho sofrível, demoram para cumprir as tarefas mais triviais e, não raro, são relegados a segundo plano pelos desenvolvedores. São fatores que para o usuário se traduzem em frustração.

Um dos smartphones mais emblemáticos dessa segunda classe de aparelhos Android é o Galaxy Y, da Samsung, também conhecido como Galaxy Young em alguns países. Na realidade, trata-se de uma família de smartphones. Seus membros são reconhecidos, por usuários e gente da indústria, como fracos, e contra isso é difícil argumentar. As variações são tímidas e mesmo versões mais recentes, como o Galaxy Young Duos, lançado aqui no final do ano passado mantêm a tradição e seguem com especificações abaixo das necessárias para oferecer uma experiência de uso decente.

Em tempo: no final do ano passado fiz um comparativo de smartphones até R$ 500, faixa onde o Galaxy Young Duos se encaixa. Na época, não consegui uma unidade desse modelo para inclui-lo, mas dada a similaridade dos quatro que entraram na disputa, é seguro dizer que o aparelho da Samsung não iria muito mais longe do que esses.

O Galaxy Y original, de 2011, apresenta configurações que já naquela época fariam qualquer um torcer o nariz. Seu SoC conta com uma CPU de 826 MHz, o que, para os padrões da época, não era algo exatamente horrível. O que pesa mesmo é a quantidade limitada de RAM, apenas 290 MB, e o espaço interno ínfimo, de apenas 180 MB. Ficar estagnado no Android 2.3 também não contribuiu positivamente.

Se há pouco mais de dois anos o Galaxy Y já era questionável, para os padrões atuais a única característica que ainda justifica o seu relativo sucesso é a que sempre lhe foi a mais tentadora: o preço. Ainda à venda nas principais lojas brasileiras, é fácil encontrá-lo por menos de R$ 300. O duelo de titãs aqui se dá contra o L1 II, da LG, um Android mais moderno e superior, e o simpático Asha 501, da Nokia, que roda um sistema próprio que carece de apps e sofre para rodar os poucos que tem.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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As limitações da falta de memória do Galaxy Y

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Galaxy Y, o terror dos comentários no Google Play.
Comentários de donos de Galaxy Y no Google Play.

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Na última atualização do Android, a versão 4.4, o Google concentrou esforços em tornar o sistema mais fluído em sistemas com pouca RAM, com 512 MB. Seria preciso um milagre para melhorá-lo com pouco mais da metade disso, caso do Galaxy Y.

A RAM é um tipo de memória temporária que sistema e apps usam para funcionarem. Eles carregam dados nessa memória, mais rápida que a secundária (a “memória interna”, ou do cartão SD), que são processados e exibidos na tela. Mais RAM significa uma multitarefa melhor; RAM insuficiente, como a do Galaxy Y, é a certeza de que rodar um app que seja é um esforço descomunal para o aparelho, especialmente apps gastões, como o oficial do Facebook. Rodar o Android 2.3, uma versão antiga e carente de muitas otimizações posteriores, contribui para a piora do cenário.

A outra memória, a interna/secundária, também é uma pedra no sapato dos donos de Galaxy Y. São 180 MB para instalar apps e, caso não se tenha um cartão SD espetado no aparelho, dividir com músicas e fotos. A mensagem de espaço insuficiente é constante e irritante, para dizer o mínimo.

No Google Play, comentários raivosos costumam vir de usuários insatisfeitos com o desempenho dos apps em seus aparelhos — e, não raramente, esses são Galaxy Y ou algum outro modelo de entrada. As situações, ora dramáticas, ora cômicas, estampam uma verdade difícil de negar: desenvolver para Android dá mais trabalho.

É preciso considerar uma ampla gama de configurações, versões do sistema e resoluções de tela em uso. Olhando assim parecem poucos fatores, mas as combinações resultam em um número imenso de possibilidades. Quanto, exatamente? No começo de 2012, a Animoca, uma empresa de Hong Kong, disse que testava seus apps em 400 aparelhos diferentes! Quem não se pode dar a esse luxo recorre a serviços que testam apps em vários dispositivos, como o AppThwack. Parece mais prático, mas continua longe de ser fácil.

Isso é desenvolver para Android.
Foto: Animoca.

Como ignorar um grande filão?

E se os desenvolvedores ignorassem o Galaxy Y e outros? E se eles focassem apenas nos smartphones mais poderosos, com configurações mais uniformes, boas e parelhas?

É um risco,  e um que poucos decidem correr. O Android tem volume, e essa a grande força da plataforma. Por englobar todo tipo de usuário, ser o mais usado não é garantia de lucratividade. O iOS, mesmo com uma base bem menor, concentra o grosso do que os desenvolvedores lucram. Para compensar esse desnivelamento e não deixar uma parte enorme dos usuários inexplorada, a saída é atirar para todos os lados — ou para todos os dispositivos.

A história recente mostra, ainda, que focar em smartphones Android high-end pode não ser uma boa. O Facebook Home saiu compatível com meia dúzia de modelos. Talvez por ser ruim, talvez por esse alcance restrito, definhou e poucas semanas depois de lançado já não se ouvia falar muito dele.

Otimização para telas pequenas no novo Instagram.
Imagem: The Verge.

Aprendida a lição, na última atualização do Instagram para Android o Facebook focou no mercado global (leia-se fora dos EUA), que responde por 60% dos usuários do serviço, muitos deles usando aparelhos bem simples. O tamanho do app encolheu pela metade, ele carrega perfis com o dobro da velocidade e seu design foi otimizado para telas pequenas — como a do Galaxy Y, citando nominalmente por Philip McAllister, gerente de engenharia do Instagram, à reportagem do The Verge.

O apelo do Instagram é tão grande que deixá-lo de fora de aparelhos mais simples é ruim para todos — Facebook, fabricante e os proprietários. As limitações atrapalham muito, mas mesmo sem contorná-las diversas empresas se arriscam com versões capadas, ou que não funcionam direito. Também no Galaxy Y, o Snapchat funciona, mas não lida muito bem (ou de modo algum) com vídeo.

Um outro exemplo de atenção à parte de baixo da tabela é o WhatsApp. Dos 450 milhões de usuários, muitos estão em países subdesenvolvidos carregando celulares baratos no bolso. Os fundadores do serviço fazem questão de, eles próprios, andarem por aí com aparelhos da Nokia rodando Symbian. Abraçar várias plataformas, mesmo as que não são usadas nos EUA e que equipam celulares simples, é apontado como um dos fatores que levaram o app ao sucesso e, consequentemente, à venda de US$ 19 bilhões ao Facebook.

O que se nota em comum em todos esses casos é a importância que a base da pirâmide teve na consolidação dos serviços. Instagram e WhatsApp, mesmo vindo de direções opostas (o primeiro, exclusivo para iPhone; o segundo, rodando até em S40, um dos sistemas mais simples da Nokia), se esforçam para não fazerem distinção entre seus usuários e para garantir que a experiência seja satisfatória estejam eles usando um iPhone 5s ou um Galaxy Y.

Não é uma abordagem simples ou barata, mas é uma digna de reconhecimento enquanto não chegamos a um patamar mínimo de qualidade e especificações em smartphones.

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16 comentários

  1. Uma pena que cada dia que passa “eles te forçam a trocar de celular” pq todos os apps vão ficando incompatíveis

  2. “eu não preciso de um celular caro. so preciso que ele execute o whatsapp e o snapchat de forma decente” eu não pagaria mais de 300 reais em um aparelho essa e a realidade de muitas pessoas, acredito que sim, as novas plataformas são excelentes mas o problema e que o preço tbm aumenta, eu apenas fico no aguardo observando as tecnologias e esperando uma boa oportunidade para um aparelhomelhor sem ter que colocar todo o salário do mes em menos de 250 gramas.

  3. Parabéns para Samsung que lançou um aparelho que atinge a todo mundo. Tem o nome dela (marca conhecida de fazer “bons” produtos) e com preço muito barato.

    Pior que essa turma não se preocupa muito com atualizações e muitos aplicativos, só rede social (“facebook”) e whatsapp.

    Faz muito, muito sucesso.

    O problema da mensagem irritante, acredito eu, que só faz aumentar a vontade de um usuário desse comprar um celular mais carinho para nunca mais ver isso. Com certeza é algo bom para Samsung.

    Eles estão realmente de parabéns

  4. Parabéns Ghedin, muito bom o texto! Sobre o tema do post, já passou do tempo para aa fabricantes “limparem” esses aparelhos mais básicos e antigos do mercado. Tudo bem que por causa do preço eles ainda tem muita demanda. Mas seria melhor para todos que esses aparelhos fossem retirados do mercaso, focando mais nos aparelhos de entrada atuais como o Moto G.

    Att

  5. Gosto dos “fru-frus”, fica mais gostoso de usar o aplicativo, mas prefiro sem se os “fru-frus” causarem um impacto significativo no desempenho.

    O ideal seria se os aplicativos fossem “inteligentes” o suficiente para ativar ou não ativar os “fru-frus” de acordo com o poder de processamento do aparelho. O aplicativo é exatamente o mesmo, mas em um Android Top há dezenas de “fru-frus”, um mais bonito que o outro, para várias ações do aplicativo, em um Android intermediário, há apenas um ou outro “fru-fru” e não tão bonitos e em um Android “tipo um Galaxy Y” não há nenhum fru-fru.

    Mas não entendo nada de programação e não tenho ideia se isso é possível.

    1. Automático não sei se existe, mas no Android sei que você pode disabilitar uma monte de coisa :P

      Seria bom que esse monte de coisa fosse para os apps também.

  6. Acho que a sina do programador é o velho “quanto maior, melhor”. Não entendo o porque dos programadores no geral, e não só de apps mas sim no geral, priorizarem sistemas com mais ram, mais processamento…

    Lembrei-me de uma histórinha contada em um site de tech ou de games, que diziam que quando começaram a portar o Steam para Linux, ficaram surpresos com como muitos games ganharam uma otimização e ficaram melhor e mais rápido, mesmo em sistemas mais “antigos” indo para a plataforma Open Source. Não tou aqui falando “ah, open source é melhor”, mas sim que parece que se fazer algum esforço, é possível usar 256 de RAM de forma monumental.

    Eu não preciso de “fru-frus” de transição de tela, apesar de achar bonito. Só quero “apertar” um botão e que ele vá à próxima tela. Pronto. Um dos problemas reside aí.

    1. Em geral, quanto mais fácil de desenvolver e mais flexível pior o desempenho. É preciso achar uma boa proporção entre o desempenho e a facilidade/flexibilidade do desenvolvimento.

      Dennis Ritchie foi questionado ao fazer o Unix em C e não Assembly por ser uma linguagem de mais alto nível. No final, a decisão se mostrou acertada: a “facilidade” de se programar em C em relação ao Assembly o tornou bastante interessante sendo base dos melhores SOs disponíveis atualmente.

      O Android ser em Java possibilita que ele rode em diversos aparelhos diferentes, mas o iOS nos primórdios conseguiu se destacar muito pelo desempenho por rodar sem uma VM. Hoje, um bom Android já é rápido como um iPhone mesmo rodando em uma camada superior.

      O app de Facebook continua ruim, mas melhorou porque reduziu o HTML5 e investiu em código nativo para cada plataforma: mais trabalho para portar entre plataformas, mas muito mais performático.

      Em resumo, não é uma questão simples, mas também há muita programação porca. Ou seja, com a mesma tecnologia fazer uma aplicação melhor como você citou.

      Sobre os “frus-frus”: eu acho importantíssimo para a experiência se tornar amigável. Como a Apple faz, acho muito bem vindo.

      1. Tente entender meu comentário como usuário comum ou semi avançado, não um programador.

        Mas já que citou, noto que mesmo que o Unix (e outros -ix, incluíndo Linux) são bem robustos e montados, pois a comunidade se auto-cobra. Porém, puxando um pouco a orelha, o defeito desta comunidade é sempre “ah, o meu é melhor”. O resultado é as diversas distros Linux, que ao meu ver mais complicam para o pobre usuário comum do que facilitam. Enfim, ignore isso na discussão.

        No caso dos tipos de celulares e frufrus, noto o seguinte: certo, a experiência do usuário deve ser legal, mas não pode ser frustrante. Sempre se reclama em diversas críticas da internet a ação do TouchWiz da Samsung, por exemplo. Ela pode ser linda, mas é um terror em equipamentos de baixa capacidade. Ontem mesmo atendi uma cliente que, tá ela tava recheada de aplicativos de segundo plano e propagandas, que fiz questão de eliminar, mas o TouchWiz muitas vezes engasgava ou deixava o equipamento lento.

        No caso de Androids puros, é possível desabilitar os efeitos visuais e ao apertar um botão, simplesmente aparece o que você quer. Isso é o que acho que dá a sensação de velocidade em um equipamento: a resposta rápida, sem efeitos visuais. Os efeitos só dão uma noção de distração ou ponto de referência durante uma operação, mas muitas vezes acabam mais é prejudicando. Por isso que equipamentos mais simples com Android sofrem também com lentidão.

        Em todos esses anos trabalhando com manutenção de PCs, noto que as pessoas param de reclamar do computador travando quando desabilito os efeitos do Windows, por exemplo. Porque a ação de efeito é mais rápida, clique-e-abra.

        É só uma teoria minha, mas imagino que é bem melhor o mínimo de efeitos possíveis (tirando alguns que realmente são essenciais, como o rolar de tela, por exemplo) do que muitos efeitos que deixam o processamento de exibição mais lento. :)

        E claro, um programador que pensa de forma enxuta é essencial :)

        1. Ah sim, eu só estou colocando que nesse mundo em que tudo precisa estar em todo lugar é um pouco complicado manter tudo funcionando rápido em aparelhos modestos.

          Como eu disse, acho que os frus-frus dão um toque mas não pode ser igual no Windows Vista que tomava todo os recursos. Acredito que a TouchWiz também seja um problema para esses smartphones de entrada. Prioridade é fazer funcionar bem, mas acho que é legal nos high-ends.

          Infelizmente, é mais fácil fazer só uma interface e jogar em todos os smartphones igualmente. :(

  7. Apesar de ser responsabilidade dos desenvolvedores, é difícil fazer um app bom pra um aparelho com menos de 512 MB de RAM. E o consumidor que compra um aparelho de R$ 300,00 não pode esperar a fluidez de um high end. De certa forma o usuário recebe a experiência baseada no preço que pagou.

    1. Sim, Luiz, é impossível um smartphone de R$ 300 oferecer uma boa experiência. O problema é que quem compra esse tipo de aparelho não tem lá muita ciência disso. Ou, se sim, não pode arcar com nada mais caro. É como o pai que vai às compras e traz um Polistation para o filhão que pediu um PlayStation, ou a dona de casa que vai na loja do varejo e compra o PC que o vendedor empurra.

      Não dá para culpar o usuário.

  8. A questão, como você mesmo citou, é a relação custo/benefício. Em geral, desenvolver aplicações de alta performance exige mais tempo, competência e códigos mais complexos e menos manuteníveis. Sakamoto não gostaria dessa estratégia, mas tem que ver se o cara do Galaxy Y é um cliente relevante dada a proposta do app e os recursos financeiros/técnicos da empresa.

    Inclusive, podemos lembrar do próprio Instagram que justificou seu (grande) atraso em chegar ao Android devido ao desejo de oferecer uma boa experiência e isso não atrapalhou a consolidação da rede social. Eventualmente, tentar atacar em todas as frentes naquela época poderia ter sido um erro.

    Eu sou fan da proposta do WhatsApp: um negócio simples e eficiente no qual você é o cliente. Entretanto, eu ainda tenho medo do lendário $1 anual cobrado pelo serviço. No Brasil pelo menos, todos sabemos da resistência em adquirir apps e além disso temos diversas alternativas que o substituem.

    Faz muito sentido essa resistência ser maior em smartphones de baixo custo, até porque deve haver muitos que nem tem um meio de pagamento cadastrado na loja de aplicativos. Nesse caso, o investimento em otimização poderia ser parcialmente jogado fora. Espero muito estar errado sobre isso, mas não sei o que esperar.

    Em resumo, concordo que o Facebook/Instagram deve investir pesado em ser onipresente e funcional. Só não tenho certeza se isso se expande a qualquer serviço, principalmente se for proveniente de uma empresa pequena.

    OBS: acho que uma opção interessante para o WhatsApp continuar com sua onipresença e lucrando seria vender ele junto com o smartphone de baixo custo: Nokia X vem com 5 anos de WhatsApp.

  9. Muita gente no google play falam que apps são ruins, sendo que muitas vezes são ruins pq o celular não deixa ser bom, uita gente acha errado o cara que usa galaxy y reclamar dos apps, mas eu penso que se o desenvolvedor permitiu que o app fosse instalado no galaxy y, ele deveria garantir um minimo de qualidade em termos de desempenho.

    A maior parte do despero de ativações diarias de android vem desses smartphone de entrada então não podem ser ingnorados, e como é cultura do android a maioria dos apps não serem pagos, e arrecadarem dinheiro com propaganda ou outras coisas, e para esse tipo de aplicativo dar certo tem que ter numeros grandes, assim não podendo ingnorar os smartphones de entrada, talvez se a cultura do android fosse de comprar apps, não teriamos tanto problema com isso já que quem compra celular de menos de 300 reais dificilmente vai pagar 5…10 reais em um app, e as empresas parariam de liberar versões para esses telefones.

    Mas ai vem um questionamento se as empresas liberam versões para esses aparelhos, quer dizer que eles estão lucrando com eles, então porque não fazer uma versão mais otmizada, ou até mesmo uma versão exclusiva ou mais simples com menos recursos para esses smartphones?

    1. Gustavo, elas podem fazer isso já que o Google Play permite ao desenvolvedor ter um apk pra cada aparelho, mas deslocar funcionários pra trabalharem num dispositivo (ou grupo de) específico, tem seu custo.

      Certamente é uma opção, e provavelmente foi nessa linha que o Instagram trabalhou pra liberar o Galaxy Y, mas eles são enormes, não é tão fácil pra equipes pequenas.

      1. Quanto mais grana e braços uma empresa tem para cuidar dessas especifidades, mais fácil é manter um app coerente em diversos hardwares.

        O Android 4.4, via Project Svelte, tem uma saída esperta (mas perigosa): uma API capaz moldar o comportamento do app de acordo com a quantidade de RAM disponível. Daqui:

        “For developers, Android 4.4 helps you deliver apps that are efficient and responsive on all devices. A new API, ActivityManager.isLowRamDevice(), lets you tune your app’s behavior to match the device’s memory configuration. You can modify or disable large-memory features as needed, depending on the use-cases you want to support on entry-level devices.”

        Pena que as chances de vermos o Android 4.4 chegar ao Galaxy Y são, para ser otimista, remotas…

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