[Review] Galaxy S5, de volta às raízes

Galaxy S5 em toda a sua glória.

Há três anos, smartphones Android não eram tão bons. Estávamos nas versões 2.x e essas tinham problemas crônicos de desempenho, visual horrendo e uns poucos apps realmente legais. O hardware não era tão padronizado quanto hoje, o que dava espaço para grandes saltos. Nesse cenário caótico a Samsung ganhou a dianteira com o Galaxy SII, um smartphone que deixava para trás seus concorrentes.

Mas o mundo mudou e, hoje, a situação é diferente. Hardware virou commodity, as rivais da Samsung amadureceram e o que era uma virtude, os incrementos no Android trazidos pela camada de software Touchwiz, se transformou em defeito. O Galaxy S5 surgiu com menos pompa que seus dois antecessores, na apresentação e no discurso. A promessa da Samsung era de “voltar às raízes”. Conseguiu? É o que descobriremos juntos em mais um review no Manual do Usuário.

Velhas manias, boas e ruins

O acabamento poderia ser muito melhor.

Algumas coisas dificilmente mudam. Para a Samsung, o uso indiscriminado de plástico mesmo em seus smartphones topo de linha é uma dessas certezas aparentemente escritas na pedra. Só que como dizia o velho ditado, água mole e pedra dura…. A empresa vem experimentando com metal nos últimos lançamentos, como no elegante Galaxy Alpha. Se essa nova tendência se mantiver no sucessor do Galaxy S5, este talvez tenha sido o último grande smartphone da Samsung feito todo de plástico.

Não que plástico seja inerentemente ruim. Existem vantagens, como a leveza, alcançada em parte pelo uso desse material. Da forma em que foi aplicado aqui, porém, a sensação de simplicidade, num sentido negativo, se destaca. Mesmo partes que agradam, como o acabamento em pontinhos da tampa da bateria, ficam aquém de outros smartphones que usam o mesmo material de forma diferente, como o G3 da LG, ou os Lumias da Microsoft. (Testei a versão branca, que tem um aspecto perolado bem bonito dependendo da incidência de luz.) Já outras partes do corpo são pura e simplesmente feias de doer, como a moldura pintada de prata, ou a luz dos dois botões táteis frontais que estouram para fora dos desenhos dos ícones.

Se o design não agrada, em ergonomia a Samsung acertou. Dos grandes smartphones Android que já passaram pela minha mão esse ano (descontando os chineses, faltam só o novo Moto X e o Galaxy Note 4), o Galaxy S5 foi o mais gostoso de segurar e usar. Poderia ser menor, mas as curvas, o peso e sua distribuição são muito equilibrados, e ele não é tão esquentadinho quanto Xperia Z2 e G3 (esse último, review em breve, tem se mostrado muito quente). Para ser perfeito só faltou transformarem aquele botão físico em digital. Em telas grandes e com pouca moldura ele se torna problemático. Botões virtuais são mais adequados a esse caso de uso.

Linda tela.

Mas ignore isso. Concentre-se na tela do Galaxy S5, assim as coisas melhoram. Com 5,1 polegadas e resolução Full HD, este painel Super AMOLED é lindo. A tecnologia está madura e seu efeito colateral mais crítico, a tonalidade esverdeada quando a tela é encarada em ângulos fechados, praticamente inexiste aqui — olhando-a a 10~20 graus, ainda é perceptível, mas no uso normal raramente o problema se nota. As cores continuam super saturadas; vermelho, laranja e rosa praticamente gritam. Tem quem goste. Eu, que prefiro cores mais neutras/fiéis, tolero.

Outro ponto alto do Galaxy S5 é a bateria. A autonomia ficou acima da média, chegando ao fim de quase todos os dias de testes com cerca de 40% da carga remanescente. Em condições similares de uso, meu iPhone 5 chega a níveis críticos de bateria, quando não morre antes por falta de energia. E não bastasse o ótimo desempenho nesse setor, ainda existe uma opção agressiva, a “Ultra economia”, que desativa as cores da tela, recursos de conectividade e a maioria dos apps para estender o tempo de uso. Com 29% de energia, ao ativar esse modo o sistema informa que eu teria 3,6 dias (!) longe da tomada, em modo de espera. É meio que transformar o Galaxy S5 em um dumbphone, ou seja, o aparelho fica severamente limitado e a duração da bateria se multiplica.

As recaídas da Samsung

O Galaxy S5 sente o seu coração.

Talvez para dar mais motivos aos donos do Galaxy S4 para atualizarem seus aparelhos, a Samsung teve uma recaída e em alguns momentos abandonou o discurso “menos é mais” para implementar um ou outro recurso de utilidade duvidosa.

Imediatamente acima do botão principal temos um sensor biométrico para ler impressões digitais. Após alguns dias de treino você pega o jeito, mas mesmo treinado ele ainda exige muito: é preciso arrastar o dedo de uma forma bem específica e numa posição impossível de ser feita com apenas uma mão.

Atrás, um sensor de batimentos cardíacos diz, sob demanda, como está o seu coração, mas avisa: “Isto não é para uso clínico ou médico”. Para o que é, então? Matar a curiosidade, talvez, ou acalmar hipocondríacos.

Dos novos truques, a proteção à água é o mais útil, ainda que tenha aparecido às custas de uma portinhola chata na entrada USB.

Essa portinhola é chata.

Todos esses recursos, apesar de meio inúteis, não são coisas que incomodam tanto. Mais que isso, eles emanam questionamentos. Em vários momentos em que estive com o Galaxy S5 um grande “por quê?” passou pela minha cabeça. Ele está mais simples e agradável que versões anteriores, mas poderia ser tão melhor, tão mais simples e funcional. Essa sensação de oportunidade perdida é reforçada, em muito, pela Touchwiz.

Touchwiz, para que te quero?

Não é difícil encontrar relatos de donos dos antigos Galaxy S reclamando de lentidão com o passar do tempo e/ou a disponibilidade de atualizações. No Galaxy S5, que sai de fábrica com o Android 4.4.2 bastante modificado pela Touchwiz, não notei problemas nesse setor — o que era esperado, considerando seu hardware. Testes mais prolongados seriam necessários para determinar se o tempo joga contra o desempenho do aparelho, mas como não tenho esse luxo, vale o que sempre valeu para todos os smartphones analisados, ou seja, seu comportamento nos primeiros dias.

Se em desempenho não há o que ser criticado, em usabilidade e design de interação a história muda. A Touchwiz evoluiu: o Android da Samsung está mais bonito, com um senso estético mais refinado, menos brega. O sistema do Galaxy S5 ainda ganha pontos extras por não trazer, pré-instalados, a tonelada de apps de parceiros, assinaturas e produtos cortesia. Em vez disso, a Samsung criou dois listões com links para baixar apps, um com os “essenciais”, basicamente apps da própria Samsung, e outra de “presentes”, com os brindes de software — e vários muito legais, como assinaturas d’O Globo, New York Times e LinkedIn, espaço gratuito no Dropbox e Box, jogos, livros grátis da Amazon e quadrinhos da Turma da Mônica.

As mexidas profundas no Android não são tão repugnantes quanto em outras épocas, mas o conjunto todo é levemente pior que o sistema padrão e continua longe de ser um diferencial positivo como na época do Galaxy SII. Junta um item deslocado aqui, uma modificação infeliz ali e, quando você se dá conta, voltar a usar o Android puro de um Nexus é um alívio. Não sei o que falta (ou sobra) na Samsung, mas a Touchwiz passa uma sensação de confusão e caos, complica ações triviais, oferece tantas formas de fazer a mesma coisa que… sei lá, cansa. Nada exemplifica melhor isso tudo que a tela de configurações:

Telas de configurações do Galaxy S5.
Argh.

São 62 ícones dispostos em uma grade nada intuitiva. É mais rápido e fácil utilizar a busca. No painel de notificações, mais 32 botões para ativar/desativar funções. É muita coisa. Às vezes, do nada, você esbarra em algo sem sentido, como aquela Minha Revista. Pior: na minha unidade não consegui desativar esse negócio — na de uma amiga, deu certo. Quem a entende quando nem a própria Touchwiz se entende?

Já foi pior? Já foi muito pior. Melhorou, mas ainda está atrás do Android puro. Seria maluco se a Samsung apostasse, como a Motorola faz, em uma experiência simples e direta como concebida pelo Google. Maluco e melhor, também. E bastante improvável, infelizmente.

Uma câmera fantástica

Plástico, plástico por todos os lados!

Um dos grandes motivos para querer o Galaxy S5 é a sua câmera. Não é de hoje que a Samsung, mesmo sem recorrer a resoluções monstruosas, se sai bem nesse setor. Aqui, a história se repete.

A câmera tem resolução de 16 mega pixels, um sensor de 1/2,6″ e lentes com abertura f/2,2. Ela traz um estabilizador de imagem digital e vem com toda a sorte de recursos e funções que se esperaria de uma câmera competente e contemporânea: foco automático, HDR ativo extremamente rápido (inclusive para vídeos), detecção de rostos e filmagem em 4K/UltraHD.

Essas credenciais se traduzem em fotos espetaculares durante o dia e passáveis quando a luz do Sol vai embora. Com baixa iluminação, há uma queda de qualidade mínima, talvez só perceptível quando comparada a câmeras mais robustas nessa condição — a do G3, da  LG, apresenta fotos com definição melhor à noite. Nada, porém, que tire o brilhantismo e a satisfação que a câmera do Galaxy S5 proporciona ao seu usuário.

O app da câmera está mais econômico em funções e, de modo geral, melhor. Ainda existem alguns modos de utilidade duvidosa, como o que tira fotos usando as duas câmeras ao mesmo tempo e, não bastasse isso, ainda coloca a miniatura da câmera frontal em uma moldura de selo postal (!?), mas a Samsung enxugou os modos e colocou os menos usados na sua loja de apps própria. É uma abordagem similar à da Sony com a linha Xperia e uma que me agrada bastante.

Separei alguns destaques abaixo. Para ver as fotos em resolução máxima, acesse esta galeria do Galaxy S5 no Flickr:

Torta de morango, foto com o Galaxy S5.
Uma bela foto. ISO 160, f/2,2, 1/30s. Redimensionada para 960×540.
Feira com HDR.
O HDR é sensacional. ISO 40, f/2,2, 1/1456s. Redimensionada para 960×540.
Construção no pôr-do-sol.
Sem luz a definição é um pouco afetada. ISO ?, velocidade ?, f/2,2, com estabilização de imagem. Crop de 100%.

 Acessórios

Gamepad da Samsung.

A Samsung também mandou uns acessórios para eu testar. O Gamepad custa R$ 450, se conecta com qualquer Android 4.3 ou superior via Bluetooth (não funciona com iPhone) e tem uma garra no topo para afixar o smartphone. É meio desengonçado e acaba com o a vantagem portátil do aparelho, mas dependendo do jogo o uso de botões físicos eleva o nível das partidas. Com Asphalt 8, é uma experiência completamente diferente — e boa.

Só que a ergonomia não é uma maravilha. O Gamepad é menor que um controle de Xbox 360, não tem “asas” avantajadas que permitam uma boa empunhadura e o direcional analógico é bastante seco, não desliza suavemente como se espera que seja. Funciona bem em jogos de corrida, mas em vários outros, de FPS aos de plataforma, estilo Mario, os resultados são ruins. É uma ideia com bastante potencial, porém mal executada. Minha dica? Ignore.

Também veio o Gear Fit, mas sobre esse dedicarei um post exclusivo.

Por fim, preste atenção aos fones de ouvido que vêm na caixa. Não é espetacular, mas chama a atenção entre os que acompanham smartphones. Comparado aos EarPods, da Apple, o grave é menos acentuado e o som, menos abafado, e em relação aos fones (também muito bons) que acompanham o G3, da LG, o par da Samsung perde em isolamento acústico, mas ganha por executar um som menos metalizado, mais natural.

Veredito

Galaxy S5: um bom smartphone.

Com o hardware que se tem disponível hoje e o conservadorismo dessa linha, seria difícil a Samsung fazer um Galaxy S5 pura e simplesmente ruim. Ainda que não tenha cumprido integralmente a promessa de voltar às raízes, os sul coreanos conseguiram fazer um dispositivo agradável de usar, mais do que eu esperava. Poderia ter um acabamento melhor? Sim. A Touchwiz ainda mais incomoda do que ajuda? Também. Só que, no dia a dia, usá-lo é de boa. Não há problemas de desempenho e mesmo com o software tentando te atrapalhar eventualmente e funções estúpidas aparecendo aqui e ali, tudo funciona.

Se vale os R$ 2.399 que a Samsung pede? Aí é outra história. Resposta curta: não. O problema de justificar essa compra é que existem opções tão boas ou até melhores por preços mais módicos, notadamente o Nexus 5 e os Moto X (velho e novo). Em relação a esses o Galaxy S5 tem software e acabamento piores, mas ganha em brindes (tem muitos mimos legais) e câmera, indiscutivelmente uma das melhores do universo Android. Se esses critérios forem importantes, aí vale a pena esperar uma boa promoção e suportar as esquisitices e complicações da Touchwiz.

Compre o Galaxy S5.

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Todas as fotos por Rodrigo Ghedin, salvo quando especificado.

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26 comentários

  1. Ótimo review porém como alguns já disseram acho válido um breve comparativo, na conclusão, com smartphones concorrentes.

  2. Ai ai essas laterais de plástico que não podem ver qualquer outra superfície mais dura. Meu celular caiu de uma altura não muito grande e literalmente amassou a lateral. Ficou uma coisa horrível, além de a tinta ter começado a descascar. Tudo bem que o meu aparelho não custou tão caro assim, mas em smartphones de mais de $2000,00 isso chega a ser inaceitável.

  3. Ghedin, infelizmente achei o review superficial, mas deve ser ruim, ainda que seja necessário profissionalmente, testar aparelhos com a touchwiz. O item “veredito” é preciso, mas colocaria que, se optar por torrar 2399, levar em consideração a compra do 5s. Se o mundo é obter o máximo de usabilidade por um investimento bastante honesto, vá de nexus 5 ou ainda o novo Moto X. Eu recomendaria o Lumia 930, ainda que entenda a omissão na indicação do produto.

      1. Rodrigo, vou escrever algo, mas adianto minhas desculpas se pareci arrogante. Tenho grande respeito, sem conhece – lo, pelo trabalhado que acompanho aqui no manual do usuário.
        Abraço.

          1. Quanto às minhas impressões, não acho superficial de forma alguma, muito pelo contrário. O Rodrigo, o Eduardo Moreira e alguns daqueles garotos do Tecnoblog (o Paulo Higa, por exemplo é ‘felomenal’) são maravilhosos em reviews. Gosto muito também da Stella Dauer nos seus vídeos, pelo jeitão meio doidona. O Eduardo também faz ótimos vídeos e um outro rapaz que talvez vocês nem conheçam (Fábio Moura, do BrasiliGeeks) que também faz ótimas análises em vídeo. Talvez o que falte no Rodrigo seja a adoção de vídeos mais extensos, entretanto, talvez ele prefira daquela forma mais resumida, sei lá.

  4. Tive um Galaxy Player 4.2 alguns anos atrás. Lindo, adorava ele, mas cheeeio de tranqueiras e na época ainda com o Android 2.x. Graças a isso fiquei com um trauma tão grande que fiquei anos sem um Android. Recentemente superei isso e comprei um Galaxy Tab 4, e dá pra ver o quanto o Android, mesmo o da Samsung, evoluiu.

  5. “câmera, indiscutivelmente uma das melhores do universo Android”
    Acho que esse é o maior trunfo da Samsung. Desconsiderando isso, é difícil achar um diferencial que faça valer a compra.
    No fim das contas, um Nexus ou Moto X acaba sempre tendo um melhor custo x benefício (considerando apenas aparelhos Android).

  6. Não gosto dos padrões de cores utilizados (algo que todo celular coreano me afasta, desde a época dos dumbphones) e não gosto do acabamento. A Samsung sabe fazer muito bem o hardware interno. Placas, telas…. tudo ótimo. Mas a casca e o software ainda estão a anos da concorrência. Algumas soluções da Touchwiz são amadoras. É um sistema diferente.

  7. Usei esse por 1 mês, experimentei por diversas vezes interrupção no Play e Deezer. O desempenho não caiu de rendimento com o uso, mesmo instalando e rodando alguns apps ao mesmo tempo. Fiz várias fotos e vídeos em alta definição. Meu maior problema era para ativar/desativas o FLASH da câmera: tem que abrir o controle e configurações da câmera e navegar até o item. Um saco. No mais não tenho elogios ou reclamações. Funcionava bem. Bastante leve.

  8. Não importa o quanto o Touchwiz tenha melhorado … AOSP é muito, mas MUITO mais leve e bonito. Já fui usuário de um smartphone da samsung e nunca mais pretendo voltar para a marca enquanto o Touchwiz estiver presente em seus aparelhos. Ainda estou muito feliz com meu Nexus e não o trocaria por um S5 jamais!!!

    1. AOSP: Soap Opera Organization of Actors. Brincadeira… O que é AOSP? Juro que não sei, não é ironia.

      1. Na verdade eu utilizei o termo AOSP de uma forma não muito conhecida. Mas ele também é utilizado dessa forma em foruns, para se referir as ROMs com a interface original do android, da forma como foi concebido pelo Google. E também para se diferenciar das ROMs baseadas em projetos como CyanogenMod, ParanoidAndroid e outras variantes que possuem pequenas diferenças em relação à ROM Stock.
        Voltando ao AOSP, significa: Android Open Source Project. Ou seja, é uma iniciativa, um projeto para manter o Android como uma plataforma de código fonte aberto (open source). O que isso significa ? Significa que qualquer pessoa pode ter acesso ao código fonte do sistema operacional Android e modificá-lo da maneira que quiser. É isso que os fabricantes fazem com os aparelhos não Nexus. E isso é o oposto do que a Apple, por exemplo, faz com o iOS, que é um sistema operacional de código fonte restrito somente a eles mesmos. Idem para o Windows.

          1. AOSP é o termo que se refere ao projeto de manter o SO open source. O fato destes fabricantes decidirem embutir ou não os apps do Google em suas ROMs é uma escolha deles, já que estes apps não são imprescindíveis para o funcionamento do SO.
            As ROMs que a Nokia, Amazon e Xiomi utilizam não são puras, são bem modificadas. Não há diferença entre estes 3 casos e o da Samsung, por exemplo. Todos estes (assim como os outros fabricantes) utilizam como base o código fonte original (proveniente do AOSP) e então adicionam e modificam o que querem. Aliás, a ROM da Xiomi tem aparência mais parecida com o iOS do que com o Android puro.

          2. Existe uma diferença entre o Android da Samsung e o da Nokia, Amazon e Xiaomi. A presença de apps Google fecha a fabricante para essa opção — a Samsung não pode lançar um Android sem apps Google — e a influência do Google vai além dos apps. São APIs e serviços rodando em segundo plano que alteram drasticamente o Android.

            Sugiro uma lida neste artigo: http://arstechnica.com/gadgets/2013/10/googles-iron-grip-on-android-controlling-open-source-by-any-means-necessary/

          3. Bem, acho que não fui muito claro. O que eu quis dizer com “parecido” é que todos utilizam como base o código fonte do AOSP e, em cima deste, fazem suas próprias modificações. Não quis dizer que as modificações de Nokia, Amazon e Samsung são praticamente as mesmas, que estão restritas somente à aparência. Sei que as diferenças vão muito além disso.
            De qualquer forma, parece ser um artigo interessante. Lerei assim que possível.

          4. Nada tira da minha cabeça que essa centralização de APIs somente no Google Serviços é uma maneira do Google ter mais controle da sua plataforma e fechar a opção das fabricantes. Testei alguns aplicativos do Android no Chrome e a maioria dos apps modernos utilizam o Play services, tornando-os inutilizáveis em outra plataforma. Isso é bem ruim para o OS da Amazon, por exemplo.

        1. @Julio, muito legal esse seu comentário, pelo menos pra mim, um grande aprendizado. … Aproveitando o gancho, e a respeito desses rumores sobre a MS estar conversando com o pessoal do CyanogenMod, tem lido algo a respeito?

  9. Belo review.

    O maior mal da Samsung, além do TouchWiz, é a vontade de entulhar de coisas que ninguém usa, ou só usa para mostrar aos amigos. “Olha, ele conta os batimentos cardíacos! Doido né?”, e nunca mais usa o recurso.

    O hardware é bom, mas o software é ruim. Por isso, prefiro outras fabricantes..

    Em relação ao valor, você encontra facilmente por bem menos que o preço sugerido, em alguns casos na casa dos R$ 1600, o que o torna bem competitivo.

  10. Achei um review bem feito, imparcial até. Mas uma coisa chamou atenção, você diz que ele não vale o que custa e eu concordo. Mas em relação ao preço do iPhone e tops de linha com Windows Phone? Acho que caberia um post sobre esse assunto, comparando os valores de mercado e suas justificativas.

    1. Ai entra uma outra questão: pra mim, nenhum aparelho acima de 2000 reais vale a compra. Tanto Samsung como LG, Sony e Apple. A não ser que a pessoa queira muito algum recurso desses modelos, um Nexus ou Moto X sempre terá um melhor custo x benefíco.

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