Review do G4 Beat.

[Review] G4 Beat, o G4 menor — e pior


3/12/15 às 16h25

A primeira impressão que tive ao tirar o G4 Beat da caixa foi ótima: é um G4 menor! Uma das poucas coisas que não gosto no G4 é seu tamanho. Logo, um smartphone com o mesmo design, porém menor, me ganhou de cara. Pena que em outros aspectos ele fique devendo e, no fim, não seja um smartphone dos melhores.

Não deveria ser assim, já que suas especificações são boas no papel. Na prática, porém, o SoC Snapdragon 615 combinado com 1,5 GB de RAM entrega desempenho aquém do esperado. O G4 Beat parece mais próximo de um Moto G/Quantum Go/Zenfone Go do que dos seus pares em especificações, como o Moto X Play. Há lentidão para abrir e alternar entre apps e, com frequência, ações triviais exigem a paciência do usuário.

Truque legal do G4 Beat com a tela desligada.
Com a tela desligada, arraste o dedo de cima para baixo para uma visualização rápida do relógio.

Outro aspecto que decepciona é a memória. São apenas 8 GB que, descontados os arquivos do sistema, se transformam em ~3,6 GB para guardar apps e arquivos. Fazia tempo que não dava de cara com a mensagem de espaço insuficiente do Android, e o mais surpreendente foi vê-la não num smartphone de entrada, mas em um que custa mais de R$ 1 mil. Isso, e algumas economias sem sentido, como a ausência do sensor de luminosidade e a restrição do LED de notificações à cor vermelha, me deixou intrigado.

A pior parte, porém, é a bateria. Com 2300 mAh, ela é insuficiente até mesmo para perfis pouco exigentes. Num dia típico, o G4 Beat desliga por falta de energia no meio da tarde, uma autonomia pífia, talvez pior até que a do Zenfone 5 — um dos piores, nesse aspecto, que já utilizei.

Cortina de notificações do G4 Beat.

O Android, severamente modificado, mais atrapalha do que ajuda. É o mesmo do G4 original, mas parece sofrer bem mais com o hardware limitado e tela menor vistos aqui.

Há alguns contrapontos a essa sucessão de erros. A tela, com 5,2 polegadas e resolução Full HD, é boa, ainda que a sensibilidade a toques deixe a desejar — por vezes ele entendeu como deslize para cima um simples toque meu, o que ocasionalmente virava um problemão.

Onde a LG acertou, mesmo, foi nas câmeras do G4 Beat (veja as fotos). A principal tem 13 megapixels e apesar da lente não ter uma abertura muito grande (f/2,4), faz fotos muito bonitas mesmo em condições complexas. Na frente há outra de 5 megapixels e ângulo maior, para caber todo mundo na selfie. Ambas foram gratas surpresas.

G4 Beat segurado.

O G4 Beat tem boa ergonomia, ótimas câmeras… e só. Pelo preço sugerido de R$ 1.429, beira o absurdo. Mesmo nos valores promocionais do varejo, onde já é encontrado por até R$ 770, ainda não compensa. A ideia de um “G4 mini” é saborosa e os ingredientes escolhidos pela LG foram, teoricamente, os corretos, mas algo no tempero estragou a receita. O G3, do ano passado, ainda está à venda e é encontrado por preços similares ao deste G4 Beat. É uma compra infinitamente melhor.

Revisão por Guilherme Teixeira.

Colabore
Assine o Manual

Privacidade online é possível e este blog prova: aqui, você não é monitorado. A cobertura de tecnologia mais crítica do Brasil precisa do seu apoio.

Assine
a partir de R$ 9/mês