Pelúcia do Pikachu escondida num mato seco.

Onde estão os detratores de Pokémon Go e da Olimpíada?


12/8/16 às 20h27

Desde que Pokémon Go estreou no Brasil e a Olimpíada do Rio teve início, tenho me deparado diariamente com posts em redes sociais de gente criticando quem critica o joguinho de celular ou os atletas ou evento olímpicos.

Nada muito fora do normal em se tratando de redes sociais, mas eu me perco numa fase bem específica e imprescindível desse processo: onde estão essas pessoas que criticam os jogos (da Niantic e do COI)?

Trata-se de um fenômeno mais antigo, mas que se acentuou com esses dois eventos grandiosos que se desenrolam no momento. Leio muitas críticas a quem critica essas coisas, mas essa crítica original, teoricamente infundada de pessoas sem coração que falam mal mesmo e não estão nem aí, me escapa. Quando muito, é escavada de impressões ou suposições ou amplificada a partir da fala de algum maluco, que serve mais de desculpa pra fazer textão do que alguém que mereça uma resposta — na real, não vale o esforço e todos ganharíamos mais ignorando-o.

Talvez seja o algoritmo do Facebook em ação e a bolha que criei no Twitter me isolando de opiniões divergentes, mas, parece-me (corrija-me se eu estiver enganado) que a ameaça de uma crítica contundente a algo de que gostamos muito gera uma esquizofrenia coletiva e, como resultado, um punhado de textos defensivos quixotescos que, desculpem-me quem os faz, não acrescentam nada. Pior, tiram o brilho das temáticas defendidas. Estragam o clima, resumindo.

Foto do topo: Sadie Hernandez/Flickr.

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44 comentários

  1. E aí Rodrigão, estou com um problemão aqui, os videos que assisto no meu asus zenfone 2 “facebook, galeria ou youtube” estão todos em câmera lenta e sem áudio, alguma dica de configuração ou pagina que possa me ajudar?

  2. Ghedin, eu vi muita gente criticando na minha Timeline. Um belo dia me irritei com uma dizendo que não acrescentava nada na vida dela e que todas essas coisas boas que estavam listando pra defender o jogo era desculpa pra jogar.
    Respondi dizendo que ninguém precisava de desculpa pra jogar pokemón go, truco, xadrez ou futebol e que ninguém precisa de desculpa pra não jogar também, então ela não precisava dar a (desculpa) dela.

    Entra na questão que você citou, a crítica dela tem fundamento e merece resposta? Não e não… mas se tratando de rede social, onde tudo é over, uma hora a gente cansa e todo mundo começa a brigar por tudo. Mas, o fato é, se o jogo é tão insignificante pra ela pq perdeu tempo querendo diminuir quem joga? Criticando o jogo mesmo não vejo ninguém, mas criticando quem joga tem de monte! Acho que é por isso que a gente vê mais gente criticando quem critica do que a crítica original, ta todo mundo de saco cheio de todo mundo criticando o que o outro faz da vida.

    1. É essa espiral de bad vibes o principal ponto da minha crítica (outra, haha!). Há um quase consenso aqui de que a maioria das críticas são carentes de fundamento e, portanto, não merecem uma resposta. Mas são tantas, que quem gosta do jogo, por qualquer motivo que seja, acaba pressionado por dar uma resposta. O que proponho é outra abordagem: ignorar.

      A dinâmica das redes sociais fomenta isso porque esse tipo de conflito lhes é benéfico — mais gente “debatendo” ali dentro, gerando mais engajamento. Mas há um ponto, e nem é muito distante, em que o debate perde a razão de ser e vira briga de ego, no caso, detratores contra defensores de um negócio que, no máximo, deveria despertar a nossa curiosidade ou apenas ser ignorado. É como discutir em mesa de bar: é legal, é o que torna a mesa de bar legal, mas quando alguém passa a querer provar um ponto e fica batendo nisso a noite inteira, a coisa sai do controle e o intuito (estar ali para confraternizar, se divertir etc.) se perde junto.

  3. Nesse fim de semana vi a sobrinha jogar o ‘Pokémon Go’ e ela já demonstrava, com seus 11 anos, grande conhecimento sobre muitos detalhes do jogo. Provavelmente, se tivesse a idade dela, estaria fazendo o mesmo se tivesse um celular como o dela (não me pareceu um aparelho muito barato, era um Samsung). Algo curioso é q, por estarmos perto de um cemitério, ficamos espantados com o número de pokestops nas tumbas e túmulos. Era possível, inclusive, ler o nome das famílias das lápides!

    (O prefeito da cidade de SP comentou q não acha ruim, pq leva as pessoas aos cemitérios e lembrei do filme ‘Sinfonia da necrópole’ e q o cemitério tb é locação de filmes e terreno fértil para piadas de toda sorte.)

    Eu comentei q os mortos não se importariam, mas q talvez as famílias sim e ela não gostou muito do fato de terem transformado o cemitério num espaço para jogos. Mas, mesmo sem ir ao cemitério, era possível pegar algumas coisas e ela o fez mesmo assim. Vê-la jogar, sem a obsessão de alguns adultos, não me deixou preocupado. Ela já tinha mais de 80 pokémons.

    Me preocupa mais marmanjos jogando esse jogo, q a mim me pareceu extremamente infantil, mas até aí, eu assisto “A hora da aventura” assiduamente e jogo joguinhos tolos pra celular tb… É difícil criticar só pq teve grande adesão, quer dizer, ter q criticar só por isso. Esse jogo, q eu joguei por uns instantes, não me interessou nem um pouco. E a mima não difere muito da febre das figurinhas dos álbuns em época de Copa do Mundo ou quando alguma empresa lança algum brinquedo atrelado a uma marca. Na minha época de guri havia uma febre com ioios da Coca-cola… E eu queria muito um, assim como todos os meus colegas.

    O ‘Pokémon Go’ é um jogo nerd e a sobrinha, mesmo sem ter visto os desenhos da série Pokémon como eu vi qdo adolescente quase adulto, já estava super inserida no universo. Ela não usava a realidade aumentada, o q pra mim, parecia ser o grande atrativo. Cai do cavalo nesse sentido… Só não a vi socializando com nenhuma outra criança, apesar de estar numa ambiente cheio delas. Ou seja, não é jogo tão sociável assim…

    1. Para um jogador que quer apenas ver o pikachu fofinho na tela… Ok, infantil.
      Mas, a mecânica do jogo é bem complexa. Tenho umas 5 planilhas do excel, só em relação ao jogo.

      1. Talvez eu esteja muito errado, mas uma parcela mínima dos jogadores está interessada nesse nível de comprometimento. Certamente há muitas mecânicas complexas no jogo (inclusive para fisgar algumas “baleias”, jogadores que gastam muito em compras in-app e garantem o lucro da Niantic), mas para a maioria é, sim, só uma questão de ver o Pikachu e outros bichos fofinhos na tela.

        1. Utilizando um “jogo de adulto” para comparar: jogo cheio de tiro e sangue… Nesse caso, reflexo e habilidades mecânicas contarão muito mais que estratégia.
          Jogo infantil = aquele que você usa estratégia.para vencer?
          Jogo adulto = aquele que você utiliza habilidades primárias para vencer?

          As pessoas estão fervorosas nas ruas, porque nos 2 primeiros meses a aceleração na evolução de cada personagem é muito significativa para quem se dedica ao jogo. Depois desse período, todos os usuários tenderão a se estabilizar entre o nível 30 ao 40. O que vai diferenciar um usuário do outro, nesse momento, será apenas a estratégia.

          ATÉ O MOMENTO, Pokemon go é um jogo em que o usuário paga para ter comodidades. Diferentemente de jogos que paga-se para ser o melhor. Um usuário que gastou R$500 está praticamente nivelado com alguém que não gastou nenhum único centavo no jogo.

          Ex:
          -Você pode pagar para ter uma pokestop com lure (poção que atrai pokemon) a poucas quadras de sua casa, OU você pode ir até um parque, universidade, centros comerciais onde sempre tem essas pokestops com poções, gratuitamente.
          – Você pode pagar para ter uma mochila que caiba mais Pokemon, OU você pode ficar administrando essa mochila sempre que ela encher.

          1. Não nego que seja um jogo complexo, meu ponto é que não é isso o que atrai a maioria. O próprio histórico da Niantic demonstra isso: Ingress tinha realidade aumentada e um esquema complexo tal qual esse que você descreveu, mas não chegou nem perto do sucesso de Pokémon Go. Em outras palavras, o que faz Pokémon Go ser esse fenômeno é a fofura do Pikachu e a nostalgia de “ser” um treinador como o do desenho. Tudo o que vem depois disso é menos relevante, pode até fisgar um ou outro, mas tem tudo para ser sempre periférico ao apelo principal do jogo.

      2. Isso os desensolvedores de jogos usam à rodo. Mas, por exemplo, se vc pegar estudos críticos de literatura infantil: usa-se o mesmo rigor acadêmico nessa crítica q o q se usa na literatura para adultos. O mesmo se dá com um jogo destinado ao público infanto juvenil: vc pode fazer uma análise complexa se quiser a partir de vários pontos de vista. Mas aí q está, não vejo problema adultos jogarem esse jogo, mas preocupa se isso vira uma obsessão…

  4. Tenho notado também críticas sobre a “alienação” que a pessoa passa ao jogar Pokemón Go (e as contra-críticas, geralmente falando que a pessoa já fica alienada em qualquer rede social).

    O problema é que tenho notado que estamos ficando em um loop de críticas em cima de críticas.

    Geralmente crítica é algo que é feito para “dizer o que foi errado e o que foi certo em algo ou alguma coisa”. Se crítica para a partir dela se tomar decisões que mudem o rumo de algo.

    Socialmente falando, mas acho que você Ghedin (e alguns outro aqui no MdU) sabe que sempre buscamos nosso espaço social… Ei, peraí… acho que tou viajando aqui.

    Tu falou sobre “bolha”. Vou lhe contar: eu não vejo quase ninguém na minha timeline no Facebook pois só deixei dois ou três. Geralmente vou direto na timeline de uma ou outra pessoa. E as vezes até acho que algumas pessoas que sou amigo no Facebook pode ter regulado o feed para não me deixar ver algum texto.

    Não uso mais o twitter há alguns anos. As pessoas que eu seguia tinham bons assuntos, mas me perdia fácil a na leitura lgumas vezes. fora que outros mudaram o tom ou fizeram um clubinho, uma panela.

    Sei lá. Uma vantagem de se estar em uma “bolha opinativa” é que é mais difícil ficar tenso sobre assuntos diferentes. No entanto, a desvantagem é não ter mais informações relevantes que possam ao menos lhe inteirar de como está a situação nos arredores…

  5. O melhor foi minha mãe publicar no grupo da familia varias fotos do pikacho no pescoço das pessoas enquanto elas jogam. O detalhe é que minha mãe é viciada em Candy Crush, passa a noite jogando!

  6. Acho que fiquei velho: nem me importo mais com essas discussões, a grande parte dos textões não trazem nada que não possa ser pensado em poucos minutos de reflexão sem nenhum conhecimento especial sobre os temas. Para piorar, os discursos de quem critica/defende costumam ser totalitários: ou você compra a ideia inteira ou você odeia, por exemplo, algumas reações violentas de alguns quando se discute a concentração de renda refletida no mapa do Pokemon Go. É algo a se avaliar (Por quê? Tem como resolver? Precisa resolver? O que isso mostra?), mas no final é só a discussão de sempre que vocês já conhecem.

    É triste e arrogante, mas não consigo pensar que a maioria das pessoas tenha algo de mais para agregar já que a sua opinião precisa estar formada logo após o ocorrido senão ninguém mais quer saber.

  7. Realmente os haters de Pokemon GO estão em números baixos mas é fácil achar um Poke Mongo nos comentários de portal de game, outro perfil dos que falam mal são aqueles que acreditam em qualquer boato, são contra vacina, não acreditam em aquecimento global ou seja são totalmente ignorantes e por fim velhos rabugentos. Mas o butthurt tá sendo muito pequeno em relação ao sucesso, o que é um feito incrível.

  8. Em relação ao Pokemon Go, acredito que seja o mesmo sentimento daqueles não foram criados para aceitar o novo, o diferente. Isso vem desde o bullying na escola até o racismo nosso de cada dia. Se isso se limitasse apenas à internet… acho que esse caso foi o ápice dessa aberração anti-pokemon: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/08/policiais-detem-cacadores-de-pokemon-e-video-gera-polemica-veja.html

    Já as críticas em relação as olimpíadas, acredito que tenha dois grupos:
    01 – aqueles que criticam tudo, até os atletas brasileiros que estão ali competindo. Geralmente esses críticos são aqueles mesmos que não aceitam os fãs de pokemon go.
    02 – Aqueles que denunciam o rolo compressor que o estado utilizou para executar a infraestrutura dos jogos. Não dava atenção para essas críticas até assistir esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=UuCbzOhvc50

    1. O número 2 é algo que me chateia bastante e comentei por aí outro dia.
      Nesses anos todos antes do evento começar quando essas coisas aconteciam ninguém queria saber. Você apontava e ninguém dava atenção, havia até casos daqueles que achavam correto mesmo as expulsões de moradores e isso não é novidade nenhuma por aqui, isso é algo que o próprio Paes em pessoa vem fazendo desde que era um subprefeito da região no início da década de 1990. Conheço esse estilo dele não é de hoje mas ninguém se importava, e quando davam alguma atenção não raro era para defender e dizer que estava correto, dai vem agora e querem condenar o evento por isso? Pra mim é pessoa que só quer aparecer reclamando, mostrar que tem “opinião”.
      Muita gente cheia de opinião cobrando melhores serviços públicos, direitos, justiça social, e agora caladinhos e achando bonito tudo que está acontecendo. Por isso novamente digo que prefiro ficar na minha bolha então, do que insistir em tentar lutar contra essa multidão de malucos. Cansa ficar discutindo essas coisas.

    2. Tem gente que vive para reclamar. O exemplo 1 me lembrou de um cara que usava a poluição como argumento para não ligar os faróis durante o dia…. É claro que não dei atenção, pois tal asneira não merece. Mas cansa ver esse tipo de bitolagem na internet.

      1. “Farol do carro gasta mais gasolina”…

        Triste é ver até jornalista automotivo dando corda para isso. :

      2. 99% do consumo do consumo de combustível do carro vai para, entre outras coisas, ascender o farol. apenas 1% é pra carregar o ocupando do carro… o farol deve representar menos de um 1% tb, mas ar condicionado, som, vidros elétricos e todas as outras traquitanas… consomem praticamente tudo.

      3. 99% do consumo do consumo de combustível do carro vai para, entre outras coisas, ascender o farol. apenas 1% é pra carregar o ocupando do carro… o farol deve representar menos de um 1% tb, mas ar condicionado, som, vidros elétricos e todas as outras traquitanas… consomem praticamente tudo.

  9. O mais engraçado nos críticos de Pokémon Go, são:

    Citações de frases atribuídas a Einstein que muito provavelmente ele não disse;

    São compartilhadores ferrenhos de boatos infundados e correntes inúteis no Whatsapp;

    Querem dar uma de espertos dizendo que o jogo coleta dados, porém postando isso no Facebook;

    Chamam os jogadores de desocupados mas eles mesmos não estão sendo produtivos fazendo essas críticas.

    É pra rir.

  10. Felizmente você levou em consideração a possibilidade de ter se fechado em sua bolha nas redes sociais que te isolou de opiniões divergentes, pois fora dela a realidade é bem diferente.

    Você não é a primeira pessoa que eu vejo se fazendo esse questionamento, mas garanto que sim, as provocações contra quem gosta de Pokémon GO são reais e eram bem frequentes – e bastante impertinentes – quando o jogo foi lançado no exterior e ainda estava bloqueado por aqui. Cansei de ver na minha timeline tanto do Twitter quanto do Facebook piadinhas com o trocadilho “Empre GO” e memes e fotomontagens com uma carteira de trabalho, querendo insinuar que quem joga esse jogo é vagabundo. As imagens em anexo neste meu comentário são só alguns exemplos disso.

    Creio que esse espanto seja porque os fãs de Pokémon são bastante passionais e aí eles acabaram fazendo ainda mais barulho do que os críticos chatos de plantão. Mas veja apenas estes exemplos que eu citei, procure mais alguns e perceba que não há “esquizofrenia coletiva” nesse comportamento.

    Portanto permita-me dizer que sim, você está enganado.

    (Não estou acompanhando as Olimpíadas, portanto também não vi as críticas a quem gosta de assistir aos jogos nas minhas timelines. De repente estou na mesma bolha que você, hehe).

    1. Prefiro me isolar nessa “bolha” do que ir mergulhas nessa maré de correntes e torcida pelo pior que não beneficia ninguém. Faz bem para a saúde, só me aventuro em águas turvas depois de me preparar para isso.

    2. Curioso q trabalho só aparece ligado a uma carteira de trabalho… ficam de fora os estudantes, os profissionais liberais, os empreendedores e os atletas e os competidores de jogos digitais… Isso tá mais com cara de ressentimento a quem gasta o tempo livre (ou não) com um jogo. O trabalho tem importância social e econômica, mas qual o problema de jogar num fim de semana, por exemplo? Ou assalariado de carteira assinada não pode usar a folga como bem quiser?

      1. Pra você ver como funciona a mente retrógrada desse povo. Se você não trabalha como eles, não pratica o lazer como eles, ou de forma geral não pensa ou age como eles, você é desvalorizado por eles.

          1. Exato! Gente inteligente que viu nesse novo fenômeno uma oportunidade de ganhar dinheiro e ainda melhorar a qualidade da jogatina dos fãs.

            Mas nããão, ~tudo vagabundo~!

          2. Como o @JoaoPauloBernardes:disqus postou mais abaixo, tô ligado no tipo de gente q diz isso.

  11. Ghedin, tenho pelo menos dois contatos no meu Facebook que fizeram textinho.
    Um usando a tal frase de Einstein sobre a sociedade, o avanço da tecnologia e idiotas e outro sobre com a bela “quando se sentir um idiota, lembre-se que lá fora tem gente caçando pokemon”.

    Não entendo o motivo desse ódio, mas existe o julgamento.

    1. Esses parecem se enquadrar naquele caso ali dos malucos, que cito no texto. Sempre tem, para virtualmente tudo.

      A questão é: essas críticas têm algum fundamento? Merecem resposta? Porque, se não, responder só reforça esse estigma que eles apontam. É como se quem joga vestisse a carapuça e precisasse se justificar, sabe?

      1. Não merece atenção, nem resposta. Pessoalmente não dei atenção.

        Mas digo que de uma pessoa em questão me incomodou por ser uma pessoa mais próxima a mim e a quem eu tinha mais afeto. Digo que a falta de empatia dela ao postar tal comentário fez com que esse meu sentimento fosse revisto.

        Alias essa situação toda me fez pensar na falta de empatia que as pessoas têm. Elas saem comentando as coisas e eaquecem/não pensam que pessoas pelas quais elas podem se importar podem ser afetadas pelos comentários e elas nem sabem.

      2. Bem, se formos pensar em quais críticas têm fundamento, podemos limar 99% de tudo o que está na internet sobre qualquer coisa.

        Mas eu acho que, assim como os próprios jogos em si têm um certo aspecto de hype, as críticas também têm. Talvez muita gente nem desgoste tanto assim, e só posta a crítica para ser cool e entrar na onda.

        1. Eu não diria 99%, mas uma boa porcentagem do que se fala em redes sociais poderia ser limada, sem prejuízo. Pelo contrário: isso abriria mais espaço às pautas realmente importantes, que demandam mobilização e acabam soterradas pelo excesso de indignação que nos acomete coletivamente.

          1. Aquelas que têm implicações sérias — que afetam a coletividade, que denunciam um crime, que, ao serem levantadas e debatidas, melhoram ou apontam caminhos/correções. Pautas que a pressão pública ajuda a resolver. Tem várias, é só abrir o seu portal de notícias favorito, e elas têm que disputar atenção com polêmicas tolas como questionar a maturidade de quem Pokémon Go ou se atleta X mereceu ou não a medalha…

          2. Concordo e tenho a mesma linha de visão que tu.

            No entanto, por incrível que possa parecer para nós, o público e a pressão pública funcionam mais com as formas culturais já estabelecidas do que com formas culturais (competição, individualismo e recompensa por uma briga) que não lhe foram colocadas (cooperativismo, coletivismo e recompensa por um trabalho em equipe). Resumindo, somos mais de brigar porque o cara comeu o meu doce do que porque o cara roubou os doces de todo mundo no bairro para vender no outro

            Por isso que (infelizmente) para parte do público, é mais importante “xingar o amiguinho jogador viciado em Pokemón Go/Candy Crush/Snake/o jogo do momento” ou “Time/atleta/banda X é melhor e merece a recompensa no lugar de Y” do que denunciar que o vizinho trabalha com cigarros piratas, drogas, é um cara cheio de multas que deveria ser proibido de dirigir (a.k.a. gearhead) ou é um assassino em potencial…