Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

O Salvar do Facebook pode melhorar os links que você vê na timeline

Salve para ler/ver/ir depois.
Imagem: Facebook.

O Facebook anunciou hoje a função salvar. É como o Pocket, ou o Instapaper, mas fechado na rede social, com separadores para cada tipo de conteúdo (links, locais, filmes) e lembretes. Para Android, iOS e web, com liberação gradual — aqui já aparece o botão “Salvar” em eventos; o link para acessar os itens salvos, não.

Embora prefira soluções agnósticas, como o já citado Pocket (que uso), a exposição que qualquer coisa que o Facebook faz em seu serviço principal pode apresentar esse conceito, até hoje meio de nicho, a um público enorme. O que pesa contra é a posição do botão de salvamento: na seta do canto superior direito, bem escondida.

Além de ser um adianto na curadoria de links e indicações que pulam na timeline, há dois desdobramentos que podem ser interessantes e só possíveis dentro do Facebook.

Primeiro, avisos contextuais. O anúncio diz que esporadicamente os apps e o site web lembrarão o usuário dos itens salvos. Se os lembretes se aproveitarem da mobilidade dos apps móveis e utilizarem dados como localização e horário, pode acabar sendo um diferencial e tanto. Imagine salvar um restaurante indicado por um amigo e, num dia qualquer, passando perto dele dentro do horário de funcionamento, o app emitir uma notificação? Do ponto de vista técnico não é impossível, tanto que outros apps, como o Google Keep, já fazem isso.

https://twitter.com/alexismadrigal/status/491268614297620481

A outra é a alimentação do algoritmo. O Pocket faz algo assim, colocando rótulos em posts populares e/ou de qualidade. Novamente, a exposição maciça do Facebook pode fazer com que bons posts emerjam do lamaçal de conteúdo raso que é publicado por lá, sendo mais um sinal (e um poderoso) no rankeamento gerado pelo algoritmo da timeline. Se o Facebook quer mesmo ser o nosso jornal, dar preferência às melhores histórias, não necessariamente as mais populares, é imprescindível.

Resta ver se o recurso será usado já que para fazer diferença, é necessário que haja uma grande base servindo dados brutos para a otimização do algoritmo.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado. Dúvidas? Consulte a documentação dos comentários.

2 comentários

  1. Parte do texto publicado no Gizmodo hoje: “Bom, em se tratando do Facebook, é um recurso relativamente pouco enxerido e até útil, não?”

    Não, não é, o facebook vai usar essas informações para direcionar anúncios mais relevantes pra você, por exemplo:
    Seu amigo posta alguma matéria sobre determinada banda e você vai lá em salva o link, se prepare para receber anúncios de CDs, camisetas, shows e tudo ligado a essa banda em um futuro não distante.
    Essa “novidade” do facebook nada mais é do que uma ferramenta a mais para refinar o seu perfil como consumidor.

Compre dos parceiros do Manual:

Manual do Usuário