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Pergunte o que quiser sobre escritório do futuro a Patricia Demitroff, do Evernote

Pergunte o que quiser no Evernote.

Lembra quando Pedro Burgos tirou nossas dúvidas sobre o Apple Watch? Gostei tanto daquele formato que comecei a buscar outros profissionais para sessões de perguntas e respostas aqui no Manual do Usuário. Hoje, o tema é escritório do futuro.

“Escritório do futuro?”, pode perguntar alguém. Sim! Para muitos de nós, nascidos num mundo digital ou testemunhas dessa transformação, tudo parece muito natural, mas conceitos como trabalho remoto, colaboração via Internet, mobilidade e soluções de escritório baseadas em tecnologias digitais e em rede são relativamente novas. Tanto que muita gente ainda se enrola para escolher, implementar e tirar o melhor proveito delas.

Para tirar dúvidas sobre o tema, chamei a Patricia Demitroff. Ela é publicitária, especialista em Comunicação, Arte e Tecnologia e está cursando MBA em Gestão de Negócios pela FIA. Tem 14 anos de experiência em mídia, conteúdo e serviços digitais com passagens por empresas como Yahoo, Abril Mídia e Samsung.

A Patricia atualmente lidera a equipe de expansão de mercado brasileiro do Evernote, o que a credencia para esse “Pergunte o que quiser sobre…” O Evernote tem 100 milhões de usuários do mundo inteiro e tem como missão colaborar com a criação do modelo de trabalho do futuro: mais eficiente, sem papel, com gestão de conhecimento e trabalho colaborativo remoto — nas palavras deles.

Até as 17h, ela estará nos comentários tirando as nossas dúvidas sobre escritório do futuro.

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40 comentários

  1. Não querendo ser um “coveiro” de posts, mas gostei muito dessa participação da Patrícia. Adoraria ver mais posts assim sobre o Evernote.

  2. Caros, adorei o convite e a participação de todos. Fico feliz que o assunto sobre novos modelos de trabalho tenha rendido uma boa conversa!

    Em nosso blog, vocês encontrarão diversas dicas e novidades sobre a plataforma e sobre produtividade https://blog.evernote.com/ptbr/ .
    Até a próxima! :-)

  3. Caros, adorei o convite e a participação de todos. Fico feliz que o assunto sobre novos modelos de trabalho tenha rendido uma boa conversa!

    Em nosso blog, vocês encontrarão diversas dicas e novidades sobre a plataforma e sobre produtividade https://blog.evernote.com/ptbr/ .
    Até a próxima! :-)

  4. Em certos contextos onde uma base de conhecimento viva e compartilhada é crítica, vi plataformas de Wiki fazerem diferença. O Evernote possui algo similar em termos de facilidade de criação/edição de conteúdo compartilhado com interligações (link), criação de índice (ToC), histórico/rastreio de modificações e links de acesso externo (para usuários não cadastrados)?

    1. Sim, basta compartilhar um caderno que você já conseguirá trabalhar em equipe. Ou pode compartilhar o link de uma nota para que outras pessoas visualizem-na.

  5. Cheguei a usar brevemente o Evernote há muito tempo atrás. Usei em seguida similares e sempre ficou um gostinho de que tinha muito mais do que precisava realmente usar. Hoje estabilizei e uso apenas o Google Keep. Gosto de sua simplicidade e amplitude, principalmente no uso pessoal. Não vejo motivos para trocar, mas o Evernote seria uma solução melhor? Por quais razões?

    1. A maior diferença que o Evernote tem em relação a outras plataformas é como ele lida com a informação. Ele possui uma inteligência de busca, notas relacionadas, Context e busca em imagens que outras plataformas não possuem.
      Eu costumo dizer que a informação não fica apenas guardada no Evernote. Ela fica viva: Você está escrevendo um artigo, ele começa a mostrar notas antigas como páginas web que você capturou no Web Clipper (que você nem lembrava mais que tinha capturado) e que são relevantes ao seu trabalho. Nenhuma outra plataforma possui esta inteligência.

      Nosso cuidado é em tornar o Evernote um local único para trabalhar. Então uma anotação simples pode se tornar uma apresentação com um só clique (este recurso salvou minha vida em um aeroporto uma vez!). Enfim, existem recursos bem mais avançados disponíveis no Evernote.

    1. Tecnologias que não aprisionem o usuário, sejam flexíveis e multiplataforma certamente terão mais sucesso daqui para frente.
      Por isso prestamos tanta atenção nas tendências e no que nossos usuários nos dizem e valorizamos tanto a experiência do usuário cross-platform.

        1. Quando se fala em wearables e IOT, o céu é o o limite! Mesas de reuniões onde as anotações a mão são armazenadas diretamente no Evernote (que já lê escrita a mão) é uma possibilidade, hein? (patenteando a ideia em 3…2..1…)

          1. No futuro ainda teríamos mesas de reuniões? :(

            Falando em anotação, o Evernote transcreve texto ditado? Faz OCR? (Nunca usei o Evernote)

            Em quantos anos você acha que esse futuro chegaria?

          2. O Evernote não transcreve, mas armazena áudio. Ele armazena também imagens e sua busca consegue encontrar dentro dos arquivos, imagens e até fotos de escritas a mão.

            Reuniões continuarão existindo porque somos seres humanos e, por consequência, seres sociais. Só não sei dizer se essas reuniões ocorrerão em um escritório, um café ou na mesa de um bar (que pode ter a mesma tecnologia) :)

            Se considerarmos as pesquisas com carros já acontecendo em Silicon Valley, acredito que em um horizonte de 3~5 anos já teremos novidades bem interessantes em tecnologia já disponíveis no mercado brasileiro.

  6. Será que é pensar longe demais que o “escritório do futuro” possa ser um facilitador da mobilidade urbana?! Se a pessoa tem o seu escritório mais “digital”, não precisa sair de casa para estar no centro, no seu escritório, as 8 e sair de lá as 18.
    Isso poderia reduzir, numa escala maior, este deslocamento, fortalecendo os bairros e consequentemente reduzindo o número de horas que se passa no trânsito de grandes cidades?!

    1. De forma alguma, Andre – não é pensar longe demais!
      Como eu disse em uma resposta abaixo: acho que a questão do trabalho remoto, modelos flexíveis de trabalho, etc. deveriam ser discutidos em nível governamental pois impactam na qualidade de vida, na mobilidade e – por que não – até no desenvolvimento de áreas mais afastadas da cidade.
      É preciso identificar os motivos pelos quais o empresariado resiste a estes modelos e criar maneiras de viabilizar novas formas de trabalho nas cidades.

      1. Acredito que eles tem medo de “perder o controle sobre os funcionários”. Muita gente ainda não sabe “cobrar” produtividade. Muitas vezes vi empresas que pensam estar bem amparados por profissionais que chegam e saem no horário (as vezes até depois do horário) determinado, mesmo quando este funcionário só faz hora extra pq não “rende” o que poderia durante o horário de trabalho.

        1. Sim, a questão cultural ainda pesa muito aqui. Recentemente, vi uma pesquisa que mostrava que os alemães eram 5 vezes mais produtivos que os brasileiros – trabalhando 38 horas por semana!!
          São estes números que mostram que hora extra não significa produtividade, muito pelo contrário!
          Mas eu vejo isso mudando aos poucos. Os jovens não estão sujeitos ao mesmo tipo de cobrança, são uma geração com novos valores, nova disposição – assim como as startups brasileiras que tenho visto por aqui. :)

        2. Sim, a questão cultural ainda pesa muito aqui. Recentemente, vi uma pesquisa que mostrava que os alemães eram 5 vezes mais produtivos que os brasileiros – trabalhando 38 horas por semana!!
          São estes números que mostram que hora extra não significa produtividade, muito pelo contrário!
          Mas eu vejo isso mudando aos poucos. Os jovens não estão sujeitos ao mesmo tipo de cobrança, são uma geração com novos valores, nova disposição – assim como as startups brasileiras que tenho visto por aqui. :)

  7. Boa tarde Patrícia.
    O Brasil é um país extenso, nosso território incorpora uma grande variedade cultural. Como você vê a adesão do brasileiro como um todo, nas plataformas que viabilizam o trabalho online, como o Evernote?

    Você acredita também que a cobrança dos serviços premium do Evernote, em dólar americano, é uma ameaça para a adesão de clientes?

    Grande abraço.
    Rafael. :)

    1. Então, Rafael: o Evernote já tem os planos em Reais no Brasil. :)

      Sobre a questão do território: acho que a principal barreira não é geográfica, mas sim social. Nosso serviço é digital e distribuído massivamente no Brasil – recentemente ultrapassamos o número de 6 milhões de usuários aqui.

      O que vejo é muito mais resistência das pessoas em entenderem o que é um serviço baseado em cloud (não só o Evernote), qual a utilidade, etc.

      Por isso, uma grande parte do nosso trabalho aqui tem sido em quebrar este paradigma, este medo que as pessoas possuem em armazenar suas informações em uma plataforma. Aos poucos temos conseguido atingir este objetivo – é um trabalho de formiguinha! :)

  8. Atualmente concentro tudo no Evernote. Até onde o Evernote quer chegar? Acha possível que médicos usem o Evernote para acompanhar o paciente? E como o assunto é escritórios do futuro, você acha que o Evernote colaborativo pode dar uma freada em presencialismo e até em frequências de reuniões?

    1. O Evernote quer ser o escritório do futuro!
      Todos os recursos que temos lançado são pensados observando o fluxo de trabalho das pessoas: coletar, pesquisar e compartilhar informação, se comunicar e até realizar apresentações. Tudo sem sair da mesma ferramenta. Produtividade é isso.

      Sobre sua questão a respeito de médicos: sim, claro! Na realidade, é perfeitamente possível coletar todas as informações de pacientes no Evernote – incluindo resultados de exames, imagens, etc. :)

      Sobre reuniões: uma maneira de reduzir reuniões é sempre se perguntar: “qual a meta a ser alcançada com essa conversa?”
      Compartilhar informação é uma maneira de manter todos os membros de uma equipe alinhados com o que está acontecendo. Daí a necessidade de reuniões começa a reduzir drasticamente.
      É impossível eliminar reuniões, mas é possível reduzi-las. Em nosso blog, temos diversas dicas sobre como reduzir o tempo gasto nessas reuniões, esse é nosso assunto preferido!

  9. Opa! Sempre bom a difusão do conhecimento, acha o nomadismo digital vai ser uma solução viável no longo prazo? Abs.

    1. Sim, não só para os nômades digitais. Creio muito em uma mudança grande nos modelos de trabalho nas próximas gerações. Cada vez mais, os jovens valorizam coisas diferentes da minha geração, por exemplo: qualidade de vida, flexibilidade passam a valer mais do que status e estabilidade.
      E com a tecnologia, as próprias profissões demandarão um perfil diferente de profissional.
      Para mim, essas mudanças já começam a acontecer com a mobilidade.
      Se você for a qualquer café na região central de São Paulo a essa hora, vai ver pessoas trabalhando, usando o wi-fi e até fazendo reuniões (eu sou uma delas!).
      O modelo de trabalho-casa-trabalho está diminuindo. Cada vez mais as pessoas misturam a hora de trabalho com a hora de lazer e vice-versa.
      Minha visão para o futuro é que trabalho e vida devem se misturar cada vez mais – o que não é ruim, desde que as pessoas trabalhem com o aquilo que gostem.

  10. Patricia, tudo bem? Aqui no Brasil, é difícil ver empresas que permitam seus usuários de trabalharem em locais que não seja o escritório, salvo talvez, empresas de tecnologia.

    Você acha que essa mentalidade esta mudando por aqui?

    1. Oi Paulo!
      Pois é, existem algumas barreiras culturais e até mesmo burocráticas por aqui. Temos um longo caminho a percorrer.

      Penso que essa mudança de mentalidade está começando a acontecer. Recentemente estive em um evento onde um grupo de executivos discutia exatamente como reduzir o turnover de jovens talentosos. Um dos pontos levantados foi exatamente este: a flexibilidade dos modelos de trabalho.

      O que vejo é um movimento de mudança que começa por empresas de tecnologia, algumas multinacionais, e por outro lado, pequenas empresas brasileiras. É um começo que deve, aos poucos, influenciar outros gestores.

      Penso que essa discussão deveria ser trazida a tona até por setores governamentais. Em meu ponto de vista, o trabalho remoto melhora qualidade de vida das pessoas e até mesmo a mobilidade urbana.

  11. Oi Patrícia! Como o Evernote funciona para trabalhar com equipes remotas? Você está em São Paulo e o resto do seu time na Califórnia?

    1. Sim! Todo o meu time fica em Redwood City, na Califórnia.
      O importante é criar um fluxo de trabalho que funcione para o time. Se todos souberem onde estão as informações que precisam, conseguem entregar do mesmo jeito sem depender da presença física. É assim que temos feito e as coisas têm funcionado muito bem.
      Quando precisamos de alguma comunicação mais ágil, nos falamos por Work Chat, compartilhamos documentos, etc. O resultado é que o volume de emails é muito menor, mesmo comigo trabalhando remotamente.

  12. Patricia, antes de qualquer coisa, obrigado pela disponibilidade :)

    Tenho uma dúvida bem abrangente, mas talvez você consiga ajudar. Sempre me enrolei quando tentei usar ferramentas de anotação e lembretes com curvas longas de aprendizado. Coisas que têm muitos meta dados, como rótulos, pastas e coisas do tipo.

    Meu método atual é bem básico, sem organização alguma e uso mais a busca para recuperar informações. Vez ou outra, claro, ele demonstra deficiências.

    Existe alguma metodologia para gerenciar anotações que seja fácil de assimilar e poderosa ao mesmo tempo? Se não, alguma dica de como conciliar simplicidade e flexibilidade?

    1. Oi Rodrigo, obrigada pelo convite! :)

      Pois é, reunir muita informação sem criar uma metodologia – qualquer uma! – que funcione pra você pode ser complicado a longo prazo.
      Por isso eu sempre recomendo usar recursos mínimos de organização que estão à disposição no Evernote: classificar suas anotações em notas diferentes e categorizar em cadernos e tags. Não leva muito tempo, mas ajuda demais na hora de encontrar o que você precisa.
      Um outro recurso que muita gente esquece são as notas relacionadas. E daí, quanto mais informações você tem guardadas no Evernote, mais divertido fica!

    2. Oi Rodrigo, obrigada pelo convite! :)

      Pois é, reunir muita informação sem criar uma metodologia – qualquer uma! – que funcione pra você pode ser complicado a longo prazo.
      Por isso eu sempre recomendo usar recursos mínimos de organização que estão à disposição no Evernote: classificar suas anotações em notas diferentes e categorizar em cadernos e tags. Não leva muito tempo, mas ajuda demais na hora de encontrar o que você precisa.
      Um outro recurso que muita gente esquece são as notas relacionadas. E daí, quanto mais informações você tem guardadas no Evernote, mais divertido fica!

      1. Pois é, a classificação é uma boa, mas me perco na hora de criar uma organização. Já me sugeriram usar cadernos/categorias para projetos e tags/etiquetas para contexto, o que me parece uma boa. Tentarei algo nesse sentido.

        As associações que geram notas relacionadas são criadas automaticamente pelo Evernote?

        1. Sim, o Evernote interpreta a nota que você está lendo ou trabalhando e começa a apresentar notas que sejam relevantes – baseados no contexto.
          Se você tiver o Web Clipper instalado no Chrome, este recurso funciona até mesmo no browser – na busca no Google. :)

      2. Tenho um problema similar.
        Apesar de até não me enrolar muito com métodos/metodologias, tenho uma grande dificuldade de acessar sempre o Evernote (ou qualquer outro) para ver o que tenho que fazer e o que já fiz!
        Isso também me gera problemas, e não sei como melhorar isso!
        Tem alguma mágica para conseguir isso!?

        1. A primeira é se habitar a usar o Evernote no desktop.
          A segunda: comece por coisas simples, como seus “to-do” lists.
          A partir do “to-do list”, comece a incorporar informações relacionadas às suas tarefas.
          Por exemplo: se uma das tarefas for “escrever um artigo”, inicie o rascunho já no Evernote.
          Quando você perceber, já estará ninja em Evernote! ;)

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