5 dicas para se preparar desde já para a Black Friday 2019

Mulher de casaco mexendo em um iPhone.

Oferecimento:
Kabum

A Black Friday entrou no calendário brasileiro em 2010. Na época, o destaque de um portal anunciava: “Brasileiros também terão os descontos da chamada ‘Black Friday'”. O nome era estranho, mas àquela altura já conhecido do grande público daqui, graças às reportagens mostrando norte-americanos se estapeando em frente a lojas de departamento e carregando TVs e outros produtos nos ombros. E, após um começo conturbado, a Black Friday acabou conquistando seu espaço no calendário de consumo brasileiro.

A “adaptação” da Black Friday ao Brasil parece ter sido feita sem muito cuidado. Originalmente, ela ocorre na sexta-feira imediatamente seguinte ao Dia de Ação de Graças, um feriado muito tradicional nos Estados Unidos, mas que nem existe no calendário brasileiro, celebrado na quarta quinta-feira de novembro. Lá, a Black Friday marca o início da temporada de festas de fim de ano (“holiday season”) e o de lucros para os comerciantes — daí o “black”, que na contabilidade em inglês equivale ao nosso azul.

Na transição para o hemisfério Sul, a única parte que continuou a fazer sentido é o “Friday” — e, ainda assim, em outro idioma. A ideia basilar é a mesma, ou seja, oferecer aos consumidores descontos generosos, mas todo o contexto e até o nome do evento perderam o sentido pelo caminho. Tudo bem, o importante é vender e comprar.

Se nos primeiros anos a Black Friday tupiniquim foi duramente criticada por não ser tão vantajosa quanto alguns esperavam, ganhando até a maldosa alcunha de “Black Fraude” (aqui sim, vemos a criatividade do brasileiro!), a pressão popular e de órgãos de defesa do consumidor surtiram efeito. E os próprios comerciantes notaram que, com o tanto de informação disponível na internet e o amadurecimento dos consumidores, no fim era um mau negócio tentar enganá-los.

No fim, aos trancos e barrancos a nossa “sexta-feira negra” mostrou a que veio. Ano após ano, o volume de negócios realizados na data vem crescendo aqui no Brasil. Em 2018, por exemplo, a consultoria de e-commerce brasileiro Ebit|Nielsen alegou que as vendas apenas no comércio eletrônico atingiram R$ 2,6 bilhões, alta de 23% em relação ao ano anterior. Mesmo em meio à crise, o desempenho foi superior às expectativas da Ebit, que eram de 15% de crescimento.

Não que a Black Friday no Brasil seja um paraíso de oportunidades. Ainda é preciso tomar alguns cuidados para usufruir de grandes descontos. De qualquer forma, o importante é que eles existem. A Black Friday 2019 acontece no dia 29 de novembro. Pode parecer longe, mas, como você verá mais abaixo, algumas estratégias importantes para aproveitar os melhores preços e não ser enganado passa por um bom planejamento e o acompanhamento constante dos produtos que se tem em vista. Sem mais delongas, às dicas!

1. A base de tudo é a pesquisa

Datas sazonais costumam motivar pesquisas, pelo Procon e outros órgãos de defesa do consumidor, mostrando a variação de preços de uma cesta de produtos. Uma muito comum é a da lista de itens pedidos pela escola no início do ano letivo. Pesquisadores saem às ruas e consultam várias lojas para saber a variação de preços e onde fica mais barato comprar os materiais que crianças e adolescentes precisam para estudarem.

Na Black Friday, a lógica é um pouquinho diferente. Primeiro que, no geral, não temos uma lista muito grande de produtos, mas um ou alguns poucos em que estamos de olho há muito tempo. Mais importante que isso, é a janela de pesquisa; não basta apenas comparar preços entre lojas, é preciso ficar atento à variação deles no tempo. Afinal, um produto com 50% de desconto, mas que custava a metade antes da Black Friday sai, efetivamente, pelo mesmo valor — e foi por casos desse tipo que, em outro rompante criativo, o brasileiro criou o bordão “tudo pela metade do dobro”.

O acompanhamento prévio também ajuda a aproveitar as ofertas pré-Black Friday. Nos últimos anos, diversas lojas anteciparam promoções, criando as “Black Weeks” e até “Black Months”. Comprar antes é sempre uma aposta, porque é impossível saber se a mesma loja ou alguma concorrente derrubará ainda mais o preço na sexta-feira especial, mas, a depender do desconto, pode valer a pena. Felizmente, algumas garantem o menor preço das ofertas antecipadas em relação aos da Black Friday, um forte sinal de que o produto não ficará mais barato.

Para fazer esse acompanhamento, há dois caminhos. O primeiro é o manual, visitando algumas lojas em intervalos regulares e marcando os preços oferecidos. O outro é automatizado por sites comparadores de preços, que em muitos casos — principalmente nos dos produtos mais caros, como smartphone, smart TVs e máquinas de lavar roupa — mantêm um histórico do preço mais baixo no intervalo de até um ano. Note, porém, que esses descontos não levam em conta cupons ou outros descontos personalizados que você possa ter.

2. Faça (e respeite) uma lista

Comprar algo só porque está barato não é economia, é um gasto não previsto. Ocasiões como a Black Friday são gatilhos poderosos para compras por impulso, de coisas das quais não precisamos, apenas porque “estão baratas”.

Resistir a esse impulso é, talvez, a regra de ouro para a ocasião. A lógica para se aproveitar os descontos sem cair no consumismo descerebrado e se enrolar com a fatura do cartão é parecida com a das idas ao mercado: faça uma lista. Coloque nela os produtos de que precisa ou que está “namorando” já faz algum tempo. Aproveite e inclua alguns do Natal também — se o seu orçamento do mês permitir, já antecipe as compras. E, o mais importante, atenha-se à lista. Ela é sagrada e deve ser respeitada, não importa o quão barato esteja aquela máquina de fazer pão que você viu uma vez em um comercial e se esqueceu, até vê-la novamente com desconto de 80% na Black Friday. É muito mais provável que ela acumule poeira após chegar à sua casa do que gere uma produção sustentada de pães fresquinhos. Guarde esse dinheiro para visitar algumas padarias mais legais na sua cidade :)

Como fazer a lista? Fica a seu critério. Vale desde aquele app simples de anotações até uma planilha no Excel com variações de preços e gráficos. O importante, reforçando, é ter o referencial do que comprar de antemão e, se possível, evitar mergulhos a esmo nas páginas de itens promocionais das lojas. Nunca se sabe quando aquela máquina de fazer pão aparecerá…

3. Cuidado com as lojas ruins

O digital facilitou muito a vida de todos os comerciantes, desde os menores no interiorzão do Brasil até os das grandes capitais. Negócios antes restritos geograficamente agora vendem para qualquer lugar do Brasil via internet e, graças a esse aumento na concorrência, promoções e descontos passaram a ser mais comuns.

Por outro lado, a mesma facilidade que ajuda comerciantes idôneos a alcançarem mais consumidores também permite que malfeitores expandam o universo de vítimas potenciais. Todo ano é a mesma história: centenas de “lojas virtuais” de fachada, criadas apenas para aplicar golpes, pipocam na internet.

Antes de bater o martelo e comprar aquele celular com descontão em uma loja que acabou de conhecer, pesquise. Plataformas como Reclame Aqui concentram as experiências — boas ou ruins — de outros consumidores. Em paralelo, o Procon-SP sempre tem listas com lojas a serem evitadas, atualizadas e, surpreendentemente, gigantes. Nessas horas, o Ctrl+F para pesquisar por nomes específicos é seu amigo.

Um desconto generoso em uma dessas lojas suspeitas pode virar uma dor de cabeça enorme e representar um grande prejuízo — exatamente o contrário do que se espera quando vamos às compras em datas especiais como a Black Friday.

4. Rapidez para as promoções relâmpago

Um recurso que algumas lojas usam na Black Friday é o das ofertas relâmpago: em uma hora marcada, elas derrubam os preços de determinados produtos. São descontos sem paralelo, então se algum produto de que você precise aparecer nessas listas, dá para comprar de olhos fechados — é pouquíssimo provável que você encontre preços menores em outras ocasiões.

O problema é que os estoques costumam ser bem limitados e, com toda a expectativa e divulgação das lojas, muita gente fica em cima dessas ofertas para aproveitá-las. Em outras palavras, é uma corrida, o equivalente digital às pessoas correndo e se empurrando nas lojas físicas que abrem de madrugada. Se não for rápido — e contar com um pouquinho de sorte —, não dá para aproveitar o desconto.

Uma boa saída, nesses casos, é ter o aplicativo da loja instalado no seu celular Apple, Samsung, entre outros. O KaBuM! tem app para Android e iOS e é uma das lojas que fazem, todos os anos, diversas promoções relâmpago na Black Friday. Se a sua lista para a Black Friday 2019 contém smartphone, teclado, mouse ou qualquer outro componente de computadores, pode ser útil baixar o app deles.

5. Pós-compra: atenção aos seus direitos

A Black Friday não termina na sexta-feira. E nem me refiro às promoções que avançam pelos dias posteriores, da “Black Friday estendida” à Cyber Monday, mas sim ao desenrolar do processo de compra. Após confirmar o pagamento, a loja tem que preparar o envio do seu produto, este fazer o caminho até a sua casa e você, ao recebê-lo, se certificar de que ele funciona bem e atende as expectativas.

Essas relações são balizadas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). É importante conhecer seus direitos enquanto consumidor para evitar ser lesado nas relações de consumo. Você sabia, por exemplo, que pode devolver um produto comprado via internet até sete dias após recebê-lo? Como a compra é feita fora do estabelecimento comercial e, portanto, o consumidor não teve a chance de avaliar pessoalmente o produto, o CDC lhe concede esse direito.

Há regras específicas para produtos com defeito, procedimentos de devolução e prazos. Caso note algo estranho ou tenha alguma dúvida específica, a recomendação é consultar um advogado.

Ah, e atente ao fato de que lojas estrangeiras, sem representação no Brasil, não estão sujeitas às regras do Código de Defesa do Consumidor. Esta é uma das principais desvantagens de se comprar em lojas chinesas: às vezes, o barato sai caro.

Não deixe de prestar atenção também ao frete. Muitas vezes, especialmente para produtos de menor valor, um frete elevado neutraliza o desconto. Lojas menores, com menos acordos logísticos com entregadores e os Correios, também costumam sofrer mais para manter o frete em níveis aceitáveis.

Boas compras

Como dito, a Black Friday não é uma panaceia de boas oportunidades, mas com paciência, muita pesquisa e alguma disciplina — e talvez um café reforçado, para virar a madrugada de quinta para sexta-feira —, ela pode proporcionar bons descontos em itens que compraríamos de qualquer forma.

Muita calma nessa hora e boas compras!

Faltou alguma dica? Teve uma experiência legal ou ruim com a Black Friday? Compartilhe conosco nos comentários.

Este artigo foi patrocinado pelo KaBuM!. A pauta foi definida em conjunto e o e-commerce revisou o texto antes da publicação.

Foto do topo: JÉSHOOTS/Pexels.

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1 comentário

  1. Para o monitoramento de preços, gosto de usar o site “Jacotei.com.br”. Ele apresenta um gráfico com os valores máximos e mínimos de um produto ao longo dos meses.

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