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A sina de quem compra um notebook no Brasil

Notebook Acer especial da Microsoft.

Quando vamos às compras, a maioria de nós procura pelo melhor custo-benefício. Em diversas categorias de produtos é uma missão difícil, mas não impossível. Não em todas. Algumas são tão ingratas, seja por falta de demanda ou por interesse da indústria, que obriga o consumidor a se contentar com o menos ruim. No Brasil é seguro incluir os notebooks entre essas. Não é de hoje que impressiona o estado lastimável das ofertas que temos à disposição.

Se levantarmos a cabeça e olharmos para a paisagem de notebooks no Brasil, dois espécimes se destacam. Um, o de notebooks de até R$ 3 mil, com acabamento ruim e muito peso, HD lento, tela de baixa resolução e bateria pífia, sem falar na tonelada de aplicativos pré-instalados. O outro, acima dos R$ 6 mil, é composto por Ultrabooks premium, o tipo de coisa ideal ao consumidor. Qualquer consumidor.

Existe um abismo entre esses dois extremos. Comprar um notebook hoje é um exercício ingrato de dosar o orçamento possível com os comprometimentos — alguns irracionais, que quase toda fabricante faz. Qualquer um que não está disposto a gastar bastante não fica plenamente satisfeito com o que compra. Se sim, é por ignorância, validando aquele discutível ditado que diz ser essa característica uma bênção.

Nem mesmo quando a Microsoft entra na jogada a situação melhora. Recentemente a empresa lançou uma campanha, batizada #CriandoJuntos, a fim de identificar junto a colaboradores, fãs da marca e influenciadores, como um blogueiro de humor (?), as necessidades mais comuns do consumidor brasileiro e, a partir delas, ofertar um notebook “especial”, vendido em um lote limitado pela sua loja oficial.

Disso, saiu o (respire fundo) Acer Aspire Cloudbook Serie ES1-431-C3W6.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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É o “PC ideal para o consumidor brasileiro”, segundo a Microsoft. Pobre consumidor brasileiro. Numa ironia pra lá de triste, essa ação escancara como ele está na pior. O que a empresa por trás do sistema para PCs mais popular do mundo acreditar ser “especial” e “ideal” é, no máximo, um produto defasado. Na real, um notebook fraco.

Pedi à assessoria da Microsoft a configuração exata desse notebook da Acer, mas não obtive resposta até a publicação deste post. Confio, então, neste blog que encontrei pesquisando no Google. Ele tem uma tela de 14 polegadas e resolução apenas HD (o velho e ultrapassado painel de 1366×768 pixels). Vem com um processador Pentium N3700, uma das linhas mais fracas da Intel. Tem só 2 GB de RAM, parcos 32 GB de espaço interno e autonomia declarada de apenas cinco horas. Apesar disso, pesa 2,1 kg. Custa R$ 999, um preço (adivinhe) “especial” que, convenhamos, de especial não tem nada — surpresa seria se custasse mais. E ele custa; o preço normal é de R$ 1.699.

Deve haver explicação para esse padrão de comportamento. As margens de lucro dos PCs estão entre curtíssimas e inexistentes, o que talvez explique a precariedade dessa configuração dita “especial”. Será que custa tanto assim subir um tiquinho a resolução da tela? Colocar uma memória mais rápida impactaria em muito o custo final ao consumidor? Há interesse? Falta matéria-prima? Fornecedores? Um bom suspeito é a Lei do Bem, que isenta as fabricantes de PIS/Cofins em notebooks de até R$ 4 mil. O que fazem com essa diferença economizada? Onde estão os verdadeiros mid-range que batem nesse teto?

Outra coisa que me ocorreu, um pouco motivada por esse ranking do Zoom dos dez notebooks mais procurados no Brasil, é se o consumidor daqui quer esse tipo de coisa. Mas… não, não pode ser. É mais o caso de demanda que segue a oferta por pura falta de opção. (Deve haver alguma explicação, torta e esquisita, para o fato de que os dois primeiros notebooks desse ranking tenham teclados numéricos, um contrassenso em se tratando de um dispositivo móvel.)

Terá sido culpa do Windows 8? A busca por formatos híbridos e telas sensíveis a toques parece ter tirado o foco do que importa em um bom notebook. Perdemos alguns anos de aprimoramento em troca de uma questionável nova forma de interação com o notebook. Isso antes mesmo que a já disponível, o touchpad, estivesse aprimorada nos modelos de entrada.

Por R$ 89 a mais, o Acer “especial” da Microsoft vem um mouse da Microsoft. Ainda é comum as pessoas olharem como alienígena quem se diz satisfeito com o touchpad de um MacBook, ou XPS 13, ou ATIV Book 9. Não deveria ser assim. Um bom touchpad é mais prático e agradável do que qualquer mouse para tarefas do dia a dia. Não à toa, a Apple comercializa uma versão maior do seu, a ser usada em desktops. Porque é bom. Usar apenas um touchpad de notebook de entrada Windows é impossível, é irritante.

A tecnologia de consumo está mudando. Estamos migrando do PC para o mobile e, mesmo assim, a parte de baixo dos notebooks vendidos parece ter empacado na década passada. Não existe um “Moto G” dos notebooks; para ter algo decente, é preciso pagar caro. E nem isso é garantia de qualidade absoluta. É comum, naqueles Ultrabooks premium, que um ou outro detalhe fique aquém do que o (alto) preço pago deveria entregar: a plenitude, o mais próximo da perfeição.

Não é coincidência, muito menos “campo de distorção da realidade”, o que explica a ascensão dos notebooks da Apple, hoje provavelmente a única empresa que lucra a sério com PCs. São caros? Relativamente, sim, mas são ótimos, quase irretocáveis. Uma pena a Apple não atuar no segmento de entrada.

Àqueles que estão em busca de um notebook novo e não podem arcar com um MacBook ou Ultrabook premium, só me resta dar três dicas:

  • Você precisa mesmo de um notebook, de mobilidade? Se não, olhe com carinho aqueles arcaicos desktops. Eles não saem do lugar, mas em troca disso oferecem configurações robustas a preços equiparáveis aos de notebooks ruins.
  • Se precisa mesmo de um notebook, certifique-se de comprar um que permita a troca do disco rígido, e reserve uns R$ 300 para a compra de um SSD. É um tipo de memória cara, mas que transforma a experiência de uso de qualquer modelo.
  • Considere um Chromebook, em especial o último da Samsung. Para quem não precisa de aplicativos específicos para Windows, a experiência é muito melhor — e o touchpad, decente.

Revisão por Guilherme Teixeira.

Trecho sobre a Lei do Bem acrescentado no mesmo dia, às 20h55.

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155 comentários

  1. Peguei um desses novo, com 6 meses de uso num negócio, e a única coisa negativa que achei foi o armazenamento de 32GB eMMC. No restante é um bom aparelho. Desempenho ótimo com Windows 10, placa de vídeo integrada mas de muito boa qualidade. Uma correção – O processador que ele usa é um Intel Celeron N3050 com 1,6Ghz até 2,2Ghz com o turbo boost e suporta até 8GB de memória RAM. E essa oitava geração da linha celeron está conseguindo acabar com a má fama que conquistou ao longo dos anos. Tem ótimo desempenho e consumo baixíssimo de energia. A bateria desse modelo já durou 7hs de uso com uso moderado num teste que fiz. Aquecimento quase não existe. Pra resolver o problema de armazenamento, vou instalar um HD de 240GB que tenho aqui, que ele possibilita isso, e vou aumentar a memória também, embora esteja bem rápido com o Win10 com 2GB só. Portanto, não é tudo isso de ruim não! Tá me servindo muito bem e estou bastante satisfeito por ter feito negócio no meu outro notebook.

  2. Muito boa sua matéria, apesar do assunto ser triste. Mais uma vez o Brasil sai perdendo. Oferecem o lixo com preços altissimos. Tenho um note da Asus que paguei 1700 tem uns 2 anos. configuração bosta, comprei pela necessidade de usar no trabalho e em casa. processador é i5 mas modelo com final “U”. 6gb de ram apenas e nao 8 como gostaria. e um HD de 500gb, que atualmente ja está cheio e tenho que ficar caçando coisas pra excluir. Estou em busca de um note novo, pra trabalho. Mexo com Unity3D, Photoshop, Sony Vegas. Meu pc de casa queimou e vendi as peças, usava apenas para jogos.
    Na busca por um note novo encontrei essa materia. Estou a meses cotando e entrando nos sites de varejo olhando as promocoes. Um note com a configuração igual do meu note atual custa mais de 2.5k. Notes que considero um pouco melhor tudo 3k pra cima.
    Hoje encontrei umas promocoes no Submarino atraentes. Um Asus melhor que o meu por 2300 reais. Mas olhando as configuracoes, la está o processador com final “U”, o primo pobre da familia intel. E sem placa de video, queria um com placa de video, e quando acho, é uma geforce 820 que dizem tb ser a pior placa pra notebook. até um Dell ferradao com configuracao top, nas entrelinhas tem peças baratas com performance baixa. Sendo que um notebook la fora sai por uns 2600 reais com otimas peças. Ta cada vez mais triste morar nesse país e se contentar sempre com produtos meia boca, seja na area de informatica, quanto carros, transporte, etc.

  3. Foi exatamente o que fiz, comprei um all-in-one.

    Os preços de notebooks fazem a apple parecer barata. É possível achar um macbook air de 11′ por 5 mil reais. É o ultrabook mais barato do mercado e o design ainda inimitável. Vai ser minha próxima compra.

  4. Vários fatores devem ser levados em conta, mas em 5 passos dá para ter uma boa noção de qual notebook comprar. Não somente as questões técnicas, mas principalmente os termos e garantias. Alguns até garantia estendida, se forem mais desastrados.

    Definir quais os principais objetivos com o uso do equipamento ajuda e muito a economizar e não jogar dinheiro fora. Nem todo mundo usa o notebook para trabalho, então nem sempre precisa de uma máquina super potente.

    (1) Tamanho e resolução de tela; (2) Durabilidade; (3) Especificações técnicas; (4) Vida útil da baterial; (5) USB e demais portas. Esses seriam os passos a serem analisados antes de efetuar o pedido. Para uma leitura complementar: http://www.marciofrancalima.com.br/notebook-ideal-para-uso-pessoal/

    Além da garantia, ficar atento a qualidade da tela, aquecimento, trava de segurança (recepção e estudantes), possibilidade de upgrade e até webcam (parece padrão, mas alguns não vem não).

    Espero ter colaborado nessa discussão. Abraço!

  5. Eu entendo a razão pela qual a MS investir em um notebook de configurações tão esdrúxulas. Isso acontece devido ao público alvo. No Brasil, grande parte da população não tem noção alguma de configurações para um bom aparelho, sem contar que a grande maiora utiliza os smartphones octacore (que chegam a custar R$ 3.000,00), somente pra conversar no whatsapp e notificações do face, e que muitas vezes necessitam de um computador para realizar pequenos trabalhos de faculdade, ou do serviço, que pra está finalidade, eu achei bem válido o modelo, porém não o recomendaria para qualquer outro tipo de trabalho.

  6. Minha namorada teve sorte, conseguiu pegar um Samsung com i3 terceira geração, Hd hibrido, 4GB RAM expansivel por 1900 contos mas ela comprou já há quase 2 anos e o bichinho é bom mesmo.

  7. Há quatro anos precisava de um notebook, tinha disponível para compra à vista 1100,00 fui a procura das melhores opções encontrava apenas notebooks pentiun e “dual-core”, nada muito bom até que encontro em uma promoção de uma loja um notebook lenovo g460 com um i3 de primeira geração e 2gb de RAM por 899,00, como a garantia da lenovo é bem permissiva com upgrades não pensei 2 vezes comprei o notebook e com o dinheiro economizado comprei um pente de 4gb de RAM por mais 150,00, instalei sozinho mesmo e ainda sobrou 50,00 que utilizei para comprar uma base com um cooler para aguentar o calor da minha cidade, fazem quatro anos que tenho um notebook suficiente para as minhas necessidades, agora estou guardando uns trocos para comprar um ssd para o note aguentar mais uns 2 anos antes de compar um novo.

    1. Comprei esse antes de pegar o MacBook Pro e devolvi. A tela fica branca quando você sai do ângulo ideal e o acabamento é feio. Achei que era um sucessor do meu antigo Série 9, mas fizeram um downgrade pesado… (E está caro; tinha comprado na Americanas por ~R$ 2.600.)

  8. Ótima observação! Realmente o mercado de notebooks do Brasil carece de produtos que possam fornecer o “essencial” (SSD, Tela Full HD, <2kg). Tive uma péssima experiência com o vostro 5470 com sua construção a desejar, tela fraca e ter quebrado depois de um ano (!).

    Será que o conjunto de um notebook por volta de 2 mil + um ipad poderia suprir essa necessidade ou valeria mais a pena juntar para conseguir algo mais premium (macbook)?

    1. tb tenho esse vostro e para meu uso serve… mas lamento não ter um equipamento melhor. tanto q não penso em me desfazer do meu monitor, porque essa tela é bem ruim. o bom é que ele é bem leve e fino. dá pra carregar fácil por aí e a bateria até que aguenta pro uso que faço… mas por que será q a dell deu essa baita bola fora?

  9. @ghedin:disqus acho que o melhor ponto que se pode abordar sobre os notebooks vendidos hoje no Brasil é a qualidade péssima de seus painéis. Seria bacana você fazer um guia com os notebooks medium/high de hoje com preço de até uns R$3000 que tenham painéis decentes.

    Possuo um Acer Aspire que tem uma configuração até bem decente (i5 2450m, 6Gb de RAM DDR3 e HDD500Gb), porém tem uma painel horrível! É o tipo de painel que precisa-se achar a posição correta de uso e manter-se nela, pois o ângulo de visão do mesmo é ridiculamente baixo, sem contar a baixa fidelidade das cores; o máximo que consigo fazer com a calibração é deixá-la clara com aspecto cinzento ou escura com a saturação alta.

  10. Ora, caríssimos. Me parece que no caso dos notebooks temos o mesmo padrão de comportamento da indústria de outros segmentos. Carros, por exemplo. Eis que são ruins, inseguros, gastões e custam os tubos.Um carro bom é caro pra chuchu (visando especialmente os itens de segurança e equilíbrio no consumo dos carros híbridos). Bikes: compre uma Caloi de entrada e talvez só o que sobre de bom são as rodas e o quadro, o resto você precisa trocar. A minha Caloi foi assim: tive que trocar freios, câmbio, movimento central, banco, pneus, cassete. É praticamente uma outra bike. E ainda tem coisa por trocar! Vale o mesmo pra notebooks. Tenho um Dell Vostro 5470. Depois de muito pesquisar foi o que deu pra comprar. Tive que colocar um SSD, mais memória e comprar um adaptador externo pra internet, pois mesmo trocando a placa wireless, não funciona direito. Com windows 10 novos problemas surgiram. Só não tenho uma experiencia ruim, porque o uso ligado num monitor da Dell muito bom. Mas quando preciso carregá-lo por aí, ok. Ele é leve e fino. Pelo valor investido, R$ 1900, achei ok. E as peças q coloquei nele podem ser reaproveitadas noutro modelo depois. Mas eu vejo aí uma lógica da indústria mesmo: nos oferecem pouco, sempre pouco, por muito. E se vc quiser coisas melhores, vai ter que pagar caro, bem caro. Aqui se ganha muito dinheiro fazendo isso, então, por que diabos eles mudariam? O Moto G já foi atraente, hj já não é mais. Às vezes a indústria abre exceções como essa, mas são raríssimas a meu ver. Tb tem um Sony Vaio fit15 aqui e é, bem, um trambolho que custou pouco.

    1. É uma aposta ousada a dele, de que o segmento mid-range de notebooks sumirá num futuro próximo. Nos EUA, parece-me que a ideia de Chromebook é mais difundida, o que explica essa puxada de preços para baixo em notebooks Windows. Aqui, pelas nossas condições estruturais (Internet) e, como você bem citou, câmbio e custo Brasil, não sei se a mesma leitura é válida. A gente já usa muito notebook ruim, em alguns casos por falta de opção mesmo.

  11. O principal problema é que notebooks bons de verdade (e até baratos) não chegam ao Brasil e quando chegam, por preços ridículos. Só dar uma olhada na Microsoft Store USA (http://goo.gl/xIly2i) há muito mais variedade, sem falar que lá ainda tem o “Signature Edition”, basicamente, versão sem bloatware de fabricante.
    Um exemplo é o T300 (http://goo.gl/6a9y6M). Um excelente hibrido lá fora, e barato. Apenas $599. No Brasil, chegou por R$6.500!
    Muitas fabricantes simplesmente trazem estes laptops/híbridos de fora, pois pensa que não tem apelo no Brasil. E por causa das nossas regras de importação…

    1. Você tocou num aspecto importante que eu havia deixado passar: o teto da Lei do Bem, que isenta PIS/Cofins de notebooks fabricados no Brasil. É de R$ 4.000, o que explica (em parte) a enxurrada de notebooks simples no nosso mercado.

    2. Você tocou num aspecto importante que eu havia deixado passar: o teto da Lei do Bem, que isenta PIS/Cofins de notebooks fabricados no Brasil. É de R$ 4.000, o que explica (em parte) a enxurrada de notebooks simples no nosso mercado.

      1. A lei do BEM foi revogada no governo Dilma e teve seu término decretado antes do estipulado. Mais um motivo para preços maiores. ?

  12. Vou deixar um desabafo aqui, que já deixei em outros lugares:

    Depois do meu segundo notebook da Acer estar um pouco desgastado, decidi porque decidi comprar um da Dell. Acabei escolhendo o Vostro 5470.

    Nos primeiros meses foi só alegria. Em meados de dezembro, o computador começou a dar uns erros bizarros e o ePSA (um software de diagnostico que a Dell coloca) acusou erro de memória. Em dois dias vieram e trocaram e tudo aparentemente estava resolvido.

    Mas, não estava: Meses depois, os erros voltaram, e a Dell se recusava a me atender. Pensei que era a memória que zuou de novo, e por pressa (meu semestre na universidade estava começando e precisava do computador) comprei outra, com o dobro da capacidade.

    Porém, não resolveu, o problema permaneceu e até piorou com o tempo. Depois de duas assistências técnicas (porque a Dell simplesmente não me ajudava nem por telefone pois minha garantia acabou), descobri que a BGA deu pau e me encontro com a possibilidade de um ultrabook “premium”, que paguei em torno de 2,5k, com menos de dois anos de uso, ter dado perda total, sendo que talvez eu recupere algum dinheiro vendendo a memória que comprei e o HD dele, e o pior de tudo: ter que talvez voltar a usar o Acer que queria aposentar como maquina principal.

    Isso sem contar nos problemas naturais dele, que é placa Wi-Fi instável, um zilhão de marcas de uso aparecerem em questão de semanas e tela ruim. Se não fosse o notebook do meu trabalho, no qual não queria ter que utilizar pra coisas pessoais, teria praticamente perdido o semestre na faculdade.

    Se pra vocês tá ruim, imagina pra mim que guardo o maior rancor possível com a Dell, e ela é considerada a “melhorzinha” no mercado brasileiro…

    1. Por experiência própria (já usei Acer e Dell e acho empresas com problemas de construção e hardware), aconselho ir de Asus pela qualidade do acabamento e boa durabilidade se você não quiser gastar tanto.

      1. O problema é a garantia. A Dell ainda é uma das poucas que vai até a sua casa fazer o reparo ou manda a peça pelo correio após o diagnóstico remoto. A última vez que eu precisei da garantia da Asus, minha nossa senhora, foi um parto.

      2. Conheço muitos equipamentos Dell bem duráveis. O problema mais é na linha Vostro, geralmente bem mais problemática e barateira.

        Sei que a HP tem um histórico de problemas bem maior, justamente pelo mesmo problema acusado pelo Athos – BGA que dá pau.

        Entre Asus e Dell, sou mais Del pelos mesmos motivos do Ivan – o suporte atende melhor (basta também ser paciente com eles) :)

        1. No meu trabalho compraram Dell e mesmo assim vários deram um monte de problemas por meses. Tem o suporte, mas a quantidade de problemas impressionam.

          1. Muito estranho. Geralmente muitos que conheço que usam Dell raramente tem problemas.

            De fato, só conheço um ou outro caso de note Dell que queimou a placa mãe, por exemplo.

          2. Não sei se foi um caso atípico, mas só na sala onde eu trabalhava de 15 computadores (todos Dell, com menos de 1 um ano) 5 apresentaram problemas e três perderam o HD e todos os dados. Depois disso, não confio muito nessa empresa (por mais que o suporte tenha sido bom).

          3. Eu tive um colega de trabalho que comprou um Dell (não lembro qual o modelo).

            Primeiro deles sobreaquecia quando usava qualquer coisa que precisava de placa 3D – esse meu colega trabalhava com CAD e comprou o notebook justamente pela oferta de vídeo offboard bom.

            O segundo veio com outro defeito que eu não lembro. O terceiro deu outro defeito na tela e veio montado incorretamente, o teclado estava mal encaixado.

            Em todos os casos o suporte foi ótimo, mas ele estava sem poder trabalhar por causa desses problemas. Resultado? Ele pediu o dinheiro de volta e comprou um Asus.

            Foi problema pontual e má-sorte dele, por que outra pessoa na mesma empresa comprou um notebook idêntico um mês antes e não teve nenhum problema.

      3. Acho que tive sorte com o meu Lenovo G470. Já derrubei ele da mesa e mandei arrumar. Mas a única coisa que estragou por conta própria foi a saída do fone que enferrujou. 4 anos com ele já.

    2. Você não tá sozinho cara, nao vou contar toda a história, mas resumindo: também comprei um e durante um ano ele foi ótimo, muito bom mesmo.
      Mas exatamente após um ano comecei a ter diversos problemas de má construção e agora tenho problemas com a tela, wifi, bateria e isso quando ele resolve ligar, tenho que desmonta-lo quae toda semana pra que ele volte a ligar.
      Já contatei o serviço da dell e ele é o pior que ja passei, a motorola da de 100 neles, por exemplo. Dell e esses lixos feitos no brasil nunca mais.

  13. Ótima matéria Ghedin! Sensacional!!!

    Ninguém fala sobre isso no Brasil. É triste saber que estamos assim.

    Ano passado tinha comprado um Acer e foi a pior escolha que fiz. Em pouco mais de um ano quebrou uma dobradiça e a placa mãe pifou.

    Por esse motivo, mês passado comprei um modelo antigo de um ultrabook Asus só para não ficar sem um notebook por uns meses. Escolhi ele pela tela HD touch (sim, acho que isso faz diferença) e possibilidade de utilizar mSata e aumentar a memória RAM (coisa que está rara nos modelos desse ano). Saiu por volta de R$ 900,00 e valeu a pena por ter um bom acabamento, mas por ser um modelo mais antigo o processador não é lá essas coisas e a bateria dura no máximo umas 4h30. Também coloquei uma película para acabar com o problema da tela ultra reflexiva.

    Infelizmente, até a linha “premium” sofrem no Brasil. A Samsung lançou esse ano vários modelos, entretanto, não possuem sequer um teclado iluminado. Por sinal, teclado iluminado em notebooks vendidos no Brasil nos últimos dois anos é coisa rara no Brasil. Parece que as fabricantes pensam que brasileiros não precisam dessa função. E o modelo da LG que acabou de ser lançado por aqui, além de ter tido metade da memória RAM cortada (lá fora o padrão é 8GB, mas por aqui chegaram apenas 4GB) não tem sequer um teclado iluminado.

    Por essas e outras, não tem como competir com a linha Macbook.

  14. Engraçado que a promoção da microsoft o Mouse 1850 custa + R$89,90 onde na verdade o preço de tabela em lojas é de R$64,90, incluindo na própria Ponto Frio.

    Porque isso?

  15. Ghedin, já deu uma olhada na montadora brasileira Avell? Possuo um notebook da marca, modelo Titanium T6160p (mais exatamente um barebone Clevo W150HNM), há cerca de 4 anos e meio. Na época, paguei 2.400 (o dólar era cerca de R$ 1,61).

    Continuo confiando nela, e num futuro (quando minha máquina não conseguir mais dar conta do recado), devo investir em outro da mesma marca. Justamente na faixa de preço que você citou como sendo abismo.

    1. A Avell só vende barebones, e além deles cobrarem uma nota nos notebooks “gamers” não ponho muita fé na bateria deles.

          1. Realmente, cada um com seus motivos de compra. Prefiro montar um excelente deskotp do que andar com um tijolo desses =D, mobilidade não é o forte deles.

      1. Realmente, a bateria do meu começou a decair depois de 3 anos. Há 6 meses morreu por completo.

        Como ele vive na tomada, deixei sem mesmo. Mas, por acaso achei ela a venda no mercado livre por 90 reais. Pela vida útil do notebook no geral, e pelo uso que faço dele, acho que valeu demais.

    2. O problema da Avell é que os preços subiram demais nos últimos 6 meses. E eles pararam de vender os modelos com as placas Quadro. Mas são excelentes workstations móveis com certeza!

  16. Nunca vou trocar VAIO por nenhuma outra fabricante nacional. É o notebook com maior custo benefício da vida. Tenho dois, um que já tem uns 9 anos e que inclusive uso no trabalho (que é mais texto, tbm não posso exigir muito né kkk) e o outro é um fit15, acho que foi a última remessa da Sony-Vaio. Não sei o que esperar da empresa sem a Sony, mas confio demais na Vaio.

      1. A sony vendeu a Vaio para um grupo de investimentos(?) japoneses, e eles que estão tocando a marca por aqui.

    1. VAIO e custo benefício na mesma frase?? Algo errado, não? kkkkkk
      A marca agora vem para o Brasil com a Positivo fabricando e distribuindo seus notebooks.

      1. Po, cara, eu nunca tive nenhum problema com a Vaio, de verdade. Pelo menos não com os meus notebooks na época Sony. Nunca tive que mandar pra assistência etc… Esse meu, o fit15, foi 2999 e é i5, 4gb de memória. Só de não ter estresse em ter que mandar pra assistencia todo ano e ter que formatar todo ano já é um alívio não?

        Qual outro fabricante você acha mais jogo que Vaio? (estamos falando da época sony, já que ainda não sabemos a qualidade desses que serão fabricados pela positivo.)

        1. No fim da vida do Vaio por aqui, a Sony meio que se aproveitou do nome para vender notebook ruim (os modelos de entrada) por preços salgados. Teve até netbook (!) com a marca Vaio…

          Esse novo Fit15 é caro pelo que entrega. Core i5 e 4 GB de RAM você acha em modelos mais em conta e, fora isso, ele não tem nada que se destaque. Talvez a qualidade de construção e garantia, mas ainda é pouco pelo que custa.

        1. Mas nem pelo dinheiro. É uma piada sensacional (se foi esse mesmo o objetivo): a Microsoft chama o cara para ajudar a escolher o notebook “ideal” para o pobre brasileiro, aí o cara ajuda a escolher um Acer zoado. Como dizem os j0v3m, maior ~trollada.

          1. eh.. foi uma trollagem muito da bem feita!
            mas MUITO bem feita!

            UAShASAUSUHAS

  17. Já me convenci de que a melhor opção no Brasil, em termos de notebook, é comprar o menos pior possível. No meu caso, um Acer E5 com Core i5, 8Gb e 1Tb. Se a tela é medíocre, a configuração como um todo não é. Já reservei as 300 pratas do SSD, e… Bem, é isso. Ele é bem pesado, o acabamento é mediano, mas custou 2 mil e pouco. Ainda assim, custou o equivalente a dois salários mínimos e meio.

    O que ocorre no Brasil com os notebooks, ocorre com quase tudo. A grata exceção é o mercado de smartphones midrange, mas no todo nós sempre pagamos muito mais por bem menos.

    1. Esses dias estava em promoção esse mesmo note com i7 por R$ 2.000,00
      Mas infelizmente eu não tinha como comprar.

  18. Ainda bem que não preciso de um laptop, pois estaria enrascado. A coisa que mais irrita nos notebooks nacionais são as telas HD, como citado no texto. É um absurdo que em tempos de smartphones com telas de 1080p a 4k, os laptos ainda venham com aquela resolução pífia. Full HD já deveria ser um padrão, é só ver também pelo imenso mercado de TVs e monitores Full HD que não há desculpa para os fabricantes não implementarem isso em notebooks. Mas eles vão mexer nisso pra quê, né?

    Pra mim, um desktop parrudo ainda tem mais utilidade, pois as tarefas mais pesadas não precisam de tanta urgência que tenha que ser feito em qualquer lugar a qualquer hora. O mobile (ainda) não me exige tanto.

    1. as telas são de doer mesmo. tanto o vaio qto o dell q tenho possuem telas ruins… tb não carrego todo dia o note, mas eu tinha um desktop parrudo, mas trambolhão. gastava muita energia e eu não carecia de tanto. um note está servindo muito bem agora, especialmente podendo arrastá-lo pra cima e pra baixo. só preciso achar uma forma de criptografá-lo nesses passeios.

  19. Ano passado, em Setembro, comprei um Ultrabook Dell Inspiron 14z-5423 (Core i7-3537U, 8GB DDR3, SSD M.2 32GB, HD 500GB, com uma GeForce de 1GB (esqueci o modelo)) por R$1.899,00. Refurbished. Não sei como anda o mercado de refurbisheds no geral, acho que tive sorte.

    Mês passado, antes da garantia acabar, o bichinho simplesmente parou de ligar. Telefonei para a Dell e eles mandaram um técnico aqui 2 dias depois com uma placa mãe nova em mãos. Sentou aqui numa bancada, desmontou, trocou a placa e me entregou pronto em 15 minutos.

    Solicitei extensão de garantia e paguei R$999,00 por dois anos de cobertura Total Care, que cobre quase tudo (a exceção é a bateria), inclusive derramamento de líquidos, quedas, carcaça.

    No fim das contas, acho que foi um ‘negoção’ pois eu acredito que jamais iria encontrar um notebook nas mesmas configurações ou equivalentes atualizadas no mesmo patamar de preço. Muito menos encontraria algum notebook com as mesmas configurações do meu por R$500,00 em 2016 ou 2017.

    Em 2018 (acredito que o desempenho se manterá até lá) vou procurar outro nas mesmas condições para comprar.

  20. E a três anos atrás quando comprei meu Acer chumbinho já existia Ultrabook de alto desempenho com preço alto e eu me iludi achando que depois de três ou quatro anos eles iriam se popularizar e se tornar acessíveis para o publico comum, doce ilusão.

    Agora com essas ofertas podres e/ou caras eu torço para ele durar o máximo possível, pelo menos mais uns 3 anos.

  21. Tá difícil achar um notebook que preste no Brasil, isso sem contar os desktops que acho que estão ainda piores. O meu, querendo ou não, vai durar muito, pois a tecnologia de hardware não evoluiu nada, o design continua feio e sem contar o resto. Um notebook de 2012 não mudou praticamente nada com um de hoje. E vejam a evolução dos smartphones nesses três anos.

  22. Outra coisa engraçada que acontece é como aboliram o termo netbook mas você vê por aí vários notebooks à venda com 2Gb de RAM, tela de 10 polegadas e processador Atom. Me lembro que, quando os netbooks ainda estavam em moda, a Acer vendia um de 11,6 polegadas e não chamava de notebook rsrs

  23. Outra coisa engraçada que acontece é como aboliram o termo netbook mas você vê por aí vários notebooks à venda com 2Gb de RAM, tela de 10 polegadas e processador Atom. Me lembro que, quando os netbooks ainda estavam em moda, a Acer vendia um de 11,6 polegadas e não chamava de notebook rsrs

  24. Entendo a crítica do post, mas ainda acho ela estranha quando considero que menos de 1 ano atrás comprei uma máquina da Acer que era muito boa e paguei 1500 reais, acharei o modelo mais tarde, mas se não me engano era o m5.
    Mês passado minha namorada comprou um Toshiba que parcela do não chegou a 1600 reais…
    Acho que há sim mercado para intermediários e que esse mercado é pouco explorado, mas não creio que devemos nos pautar somente em grandes redes de varejo pra basear nossa pesquisa…

          1. Eu não sei quanto tempo este notebook ficou no mercado – chuto que ele é um 3gen, lá de 2011-2013. Para a época, é o que tinha :)

          1. É justamente uma das reclamações do post :P

            É pouco espaço, e costuma ter definição bem ruim. Uso 1366×768 no trabalho (ainda pior, em 19″) e é bem complicado pra usar dois apps lado-a-lado, por exemplo.

            Como alguém comentou por aqui, qualquer telefone hoje enfia pelo menos 720p numa tela bem menos, não faz sentido termos tão poucas telas 1080p nos notebooks

      1. ótima pergunta, acredito que muito bom, nesse caso, seja um notebook que realize o serviço para o qual ele se dispoem sem problemas.

        na época que eu comprei ele eu trabalhava de editor num projeto que fazia pequenos documentários em DVD
        editava os vídeos full hd que as câmeras faziam de boa, usava todo o pacote adobe sem engasgos ou dores de cabeça
        pra mim isso é a definição de um notebook muito bom

    1. Estou no meu segundo Acer Aspire há 3 anos e a única razão que comprei foi custo benefício do hardware. 2 mil dilmas num i5-2450m, 6gb de ram e 500gb de HD me pareceu um bom negócio, e pensando bem, ainda é… Mas….. O painel é HD TN baixo ângulo de visão e péssima qualidade de cores queima minha vista toda vez que preciso usá-lo. Apesar de ter um monitor de excelente qualidade, onde posso ligá-lo com um cabo hdmixdvi, o que faço quando não o tiver à disposição?

    2. Estou no meu segundo Acer Aspire há 3 anos e a única razão que comprei foi custo benefício do hardware. 2 mil dilmas num i5-2450m, 6gb de ram e 500gb de HD me pareceu um bom negócio, e pensando bem, ainda é… Mas….. O painel é HD TN baixo ângulo de visão e péssima qualidade de cores queima minha vista toda vez que preciso usá-lo. Apesar de ter um monitor de excelente qualidade, onde posso ligá-lo com um cabo hdmixdvi, o que faço quando não o tiver à disposição?

      1. Sim, as telas são o calcanhar de aquiles desses notebooks de baixo/médio custo
        mas ainda assim acho que é uma boa compra, se não me engano, a configuração do meu era bem parecida com a do seu
        eu gostava muito de tudo nele, de verdade (principalmente o tamanho, 14′ é de longe o melhor tamanho de notebook ever)

        1. O meu é o E1-571, com tela de 15.6″, que é pra mim o tamanho ideal do painel.
          Excelente hardware para o dia a dia – nada de jogos, já que a placa é Intel HD3000.

          Dá até vontade de pagar quase R$500 só pra trocar a tela…

  25. Infelizmente, o final do texto é exatamente o que eu já estava considerando fazer. Comprar um Chromebook e montar um desktop com Windows, para um uso mais pesado, e para filmes, usar o meu guerreiro que tenho nesse momento. Não sei se me assusta mais o preço ou o acabamento dos notebooks. Um Dell simples, com Core i3, 4GB de RAM, custa quase R$ 2000. Nessas horas que eu paro e penso que talvez um MacBook não esteja tão caro assim.

      1. Olhe pra qualquer outro dell com configuração próxima a um macbook, digo, processador quad core, ssd 256, tela 4k…. é o mesmo preço

      2. A Apple despirocou nesse último reajuste. O preço anterior, de R$ 8k no MacBook Pro com tela Retina, era caro, mas dentro da “normalidade”. Esse de R$ 12k é surreal.

        Mas… sempre vale a pena pegar em importador. Compensa, muito. Consegue-se por até R$ 6k, um valor que não tem igual no mercado nacional.

        1. Nesse valor até da pra pensar, levando em conta que um dell xp13 mais básico sai por R$ 8.499,00, e importando esse dell será que sai mais em conta tbm?

        2. E ai volto ao “absurdo” do meu Macbook. La fora ele custava 1.000 dólares. Mesmo preco atual. Paguei R$2.400, aqui, na Fast Shop, com NF (preço normal era 3.100). Ahhh, 2011…..

  26. Depois de vender meu lindo Qosmio e montar um desk parrudo, precisei comprar um note mais simples para mobilidade.
    Me vi nesse mar de lixos. Qualquer “Intel Dual core” custa mais de R$ 1200!!

    Nisso, também descobri a sofrência de obter mais informações sobre as configurações. Muitos colocam apenas o “Intel dual core”, sem especificar qual processador que é, podendo ser um Atom, Pentium, Celeron, etc.
    Isso sem contar as baterias, muitas delas com apenas 3 células!!!

    Desisti de pegar um note novo. Acabei pegando um Thinkpad T420 seminovo, que oferece uma excelente configuração e autonomia (cerca de 6 horas de uso), e saiu por menos de R$ 1000.

      1. Eu, sempre que possível, compro usados.
        Até hoje, só tive problemas com uma placa-mãe, que morreu depois de um mês de uso.

        Em casa é TV, algumas peças do desk, note, geladeira (inverter), alguns móveis, som, etc, tudo usado.
        Depois que aprende a pesquisar, ver procedência e verificar os problemas mais comuns, da pra economizar uma bela grana!

      2. Eu, sempre que possível, compro usados.
        Até hoje, só tive problemas com uma placa-mãe, que morreu depois de um mês de uso.

        Em casa é TV, algumas peças do desk, note, geladeira (inverter), alguns móveis, som, etc, tudo usado.
        Depois que aprende a pesquisar, ver procedência e verificar os problemas mais comuns, da pra economizar uma bela grana!

  27. Meu notebook pessoal é um Pavillion G6 com 8 GB de RAM com um AMD A4-3305M APU with radeon (1,9 GHz), tem um HD de 500 Gb e uma gravadora que nunca usei.. Minha ideia de Upgrade nele será a troca do HD por um SSD e a troca da gravadora por um “caddy” para usar o HD de 500 nele..

  28. O preço, hoje, assusta. E claro, não termos alternativas de telas FHD.
    Ainda uso, como note, um Macbook Air Late 2010, 2GB RAM, 64GB SSD. Comprei em março de 2011, por 2.400 reais (!!!!!!), à vista, na Fast Shop. Está com o El Capitan, e funciona extremamente bem para tarefas básicas. Nao consigo, por nada no universo, fazer um leitor de cartoes funcionar com a certificacao digital da OAB nele.
    Mas de fato, nossas alternativas sao sofríveis. Nao há luz no fim do túnel – principalmente quando consideramos o câmbio. E, por isso, esse Macbook vai continuar por aqui até onde ele aguentar.

    1. Cara, certificação digital é um bicho chato. Tenta usar uma máquina virtual com Windows XP, coloca o Java 6 ou 7 (no máximo) e o Firefox 28 ou 29.

      O problema da certificação digital na maioria dos sites é que ela obrigatoriamente precisa de um Java e antigo.

      1. E alguns precisam do Internet Explorer. Aqui em SC, não dá de usar o esaj em outro navegador, sempre dá algum erro, principalmente na hora de visualizar processos digitais.

        1. O IE também costuma dar problemas em várias plataformas que usam certificados digitais, fora a falta de segurança – é mais fácil usar em um IE7 do que no IE8 ou 9.

          Isso caberia um dossiê sobre isso. Mas quem tem coragem de peitar os programadores da área?

      2. Nao tenho espaco disponivel pra isntalar maquina virtual no Mac. Sao só 64GB. =)
        Consigo fazer funcionar no Windows 10, com Java novo, sem problemas. Acesso normalmente o TRF4, e pro PJE da Justica do Trabalho utilizo a versao do Firefox fornecida por eles. Mas fato, preciso ter todos os navegadores instalados…
        Eles definitivamente precisam melhorar a integracao do sistema de certificacao digital com as “novas” tecnologias.

      3. Nao tenho espaco disponivel pra isntalar maquina virtual no Mac. Sao só 64GB. =)
        Consigo fazer funcionar no Windows 10, com Java novo, sem problemas. Acesso normalmente o TRF4, e pro PJE da Justica do Trabalho utilizo a versao do Firefox fornecida por eles. Mas fato, preciso ter todos os navegadores instalados…
        Eles definitivamente precisam melhorar a integracao do sistema de certificacao digital com as “novas” tecnologias.

        1. Me contradizendo, neste caso acho que tá mais que na hora de advogados e demais profissionais que dependam das plataformas digitais, começarem a reclamar aos criadores destes sistemas. Sério.

          Diferente das fabricantes de computadores, tais profissionais são mais acessíveis. E acho que se todos os profissionais cobrarem, eles mudam.

          Afinal, tais programadores ganham milhões por isso…

  29. O marquetingue da Microsoft Brasil diz que o notebook ideal para o consumidor brasileiro é a tentativa da Microsoft de combater os Chromebooks. E o pior: para uma importante parcela do mercado, que só quer um computador pra passar o dia inteiro nas redes sociais, não está errada.

    (Quem está mercando aquela touca sem fim é o Google Brasil, que não estimula o pessoal a trazer os Chromebooks de tela maior. O Chromebook 2 é ótimo, e a menos de R$800 é quase impulse buy, mas não acho que um computador com tela de 11″ possa ser o computador principal para esse público que quer um computador pra ficar o dia inteiro no Facebook.)

    Sobre notebooks mainstream: há alguns meses comprei um Dell Inspiron de 15″ pra substituir meu computador. A tela é a anciã 1366×768, mas como eu queria mesmo GPU discreta, 8GB de RAM, 1TB de HD – vai ficar parado em casa mesmo, no máximo vai ali na sala e volta – nem me importei tanto com a tela. E ainda negociei com o vendedor da Fastshop pra pagar pouco mais de 2200 reais. Podia ter pago 1000 reais a mais e levado uma tela Full HD, mas sabe-se lá porque a Dell não queria à época vender telas Full HD sem touchscreen, e touchscreen em notebooks de 15″ é forçar a barra.

    Mas eu sei que dei sorte. Se quisesse 16GB de memória, por exemplo, a coisa já complicava.

    1. Lá fora o receio é considerável, mas, aqui, Chromebook já vende tanto assim para assustar a Microsoft? Porque, como você mesmo disse, o Google faz pouquíssimo caso do Chrome OS no Brasil… Para mim, a Microsoft acaba se queimando quando dá seu aval ou selo de excelência a um notebook ruim.

  30. Para um mercado que aponta ano após ano baixas em vendas, não vejo muito esforço em querer reverter o quadro. Bota qualquer coisa no mercado que vende.

    Sim, a gente sabe de toda questão tributária, sabe do custo Brasil e tudo mais. Mas isso não pode ser muleta pra tudo.

    Entendo que pro consumidor médio essa proposta da MS até funcione (só o ssd de 32gb que eu tô achando pouquíssimo. Disso aí uns 10gb já vão embora com o Windows. Era melhor um HD normal com mais espaço do que um ssd tão diminuto. Sei que a proposta é o Cloud Computer, mas não é assim que funciona).

    Agora, pra quem precisa de máquinas dedicadas e não tem uma fortuna pra investir o mercado é foda mesmo. Trabalho com vídeos e dava pra montar um desktop parrudo em casa com R$ 3 ou R$ 4 mil. Mas o desktop só fica em casa. Quando você precisa viajar ou até fazer gravações na rua todo seu trabalho fica travado.

    Eu fazia cara feia pra Apple e pro Mac justamente porque ele é muito fechado. PCs a base Windows (ou Linux) te dão essa liberdade de trocar o que quiser. Mas cada dia mais faz sentido os Macs serem tão frechados. Eles te entregam algo parrudo, foda, e que anos depois ainda funciona muito bem.

    Ah, e das dicas que foram dadas a mais importante é a do SSD. Qualqer um de 120gb pra você rodar o Sistema Operacional e os programas mais importantes vão mudar sua vida.

        1. isso é msata né? o meu notebook tem um de 32GB onde instalei o gnome ubuntu. o negócio voa!! comprei ele justamente por causa disso.

  31. Também passo pelo mesmo problema, meu notebook tem três anos de uso, mais ao olhar o mercado não via nada que fosse diferente ou que valeria a troca, única coisa que difere, apenas a família de processador da Intel. Então optei por aumentar a memória, e irei comprar um ssd, o core i5 de segunda geração ainda aguenta o tranco.

  32. Tenho o Chromebook indicado no texto desde que meu último notebook morreu (era Acer). Paguei R$ 720 numa promo das Americanas e, pelo valor, achei justo. O Chromebook tem grandes vantagens para um grupo muito específico de pessoas: produtores de conteúdo. A bateria é um milagre. Já cheguei a usar por quase 9 horas. Dura, no mínimo, 5 horas. Isso permite que eu escreva posts ou artigos em qualquer lugar que esteja. A integração com o Google Drive offline me dá tranquilidade de ter tudo salvo assim que conectar novamente. Mas as vantagens param por aí. Ele tem pouca memória, logo muitas abas abertas farão ele travar, a tela apagar e após alguns segundos de pânico retornar ao estado normal (às vezes o Chrome morre e não tem jeito, só reiniciando). Assistir vídeos no YouTube é sofrível. Ele lida muito mal com o wifi, que se mostra mais lento do que num notebook normal. A falta de compatibilidade com alguns arquivos do windows é ruim também. Muitas vezes uma tabela salva no Excel simplesmente não abre no Chromebook. Editar imagem e vídeo é impossível, mas acredito que não seja função dele também. Pelo tempo de bateria, peso e integração aos serviços do Google eu ainda recomendo um Chromebook, mas talvez não como computador principal. Mas aquele carinha que você vai levar numa viagem.

    1. Se for pra navegar msm.. Nao seria melhor um tablet Windows full? Pelo menos teria a praticidade de abril arquivos windows. O ruim eh ficar sem um teclado dedicado.

  33. Desde uma ocorrência passada, noto que realmente como alguns já disseram, o Ghedin tá com o estilo de escrita um pouco mais “pesado”… e principalmente noto que falta um pouco mais de “entender o outro lado”. Criticar por criticar, sem ver os porquês ou dar uma solução, soa-me chato.

    Vamos ao contraponto:

    Quanto realmente sai o custo de um notebook para o fabricante, em reais? Quanto é impostos, logística, margem de revendedor e outros custos? Quanto que o dólar influencia nesta conta toda?

    Infelizmente, lembremos que o Brasil não fabrica por completo um conjunto do notebook. Procesadores, chips e muitos outros itens ainda são fabricados no exterior, principalmente na China, com sua política cambial agressiva, e demais países onde uma fabricante pode ter uma mão de obra mais barata, sem toda a proteção ao trabalhador que o Brasil e alguns países europeus tem.

    Quanto ao “Computador ideal brasileiro”, há uma explicação – o mercado brasileiro em si já se acostumou a este tipo de padrão. Mesmo em Desktops, o que vai se encontrar por preços baratos são geralmente Celerons, Pentiuns, Atoms e similares, com 2GB de RAM, e HD baixo entre 320GB a 500GB (o HD de 32 GB na verdade é um SSD de 32GB, viu? :) )

    Primeiro que, nisso jogo para o campo da suposição, brasileiros usam notebooks e não são muito fã de consertar. Preferem pagar barato (R$ 1000) a ter que pagar R$ 300,00 para trocar a tela. Segundo a questão de segurança – infelizmente notebooks são visados e comprar um equipamento caro para “andar no gueto” não é lá uma coisa legal, exceto para quem já é do gueto e sabe os truques. Terceiro porque a configuração de certa forma atende o uso padrão das pessoas – redes sociais, acesso a sites governamentais, vídeos em uma qualidade razoável (por isso a não preocupação com uma tela de alta resolução).

    Nesta coisa de “preço vs. qualidade”, tudo que o brasileiro quer é que atenda o mínimo possível, sem tantas dores de cabeça. Se um note de 2GB de RAM e 320GB tem um preço bom e roda bem os vídeos de gatinhos na internet, maravilha.

    Quem pensa um pouco além, seja um geek ou uma pessoa que necessita de computador bom e pensa um pouco mais além, e quer um pc para trabalhar, procura outras formas caso não tenha condições. Na verdade há um segundo mercado que você não observou – o de usados.

    Lembremos que há um mercado de locação de equipamentos, que cria um ciclo de renovações, e com isso vende um lote antigo de equipamentos por um preço “camarada” e uma configuração excelente, além de estar em um bom estado. Lógico que neste caso há a questão de garantia – muitas vezes inexistente, mas com algumas lojas dando garantias de 1 ano inclusive – e tempo restante de vida útil. Mas lembremos que são equipamentos projetados para atendimento empresarial,o que significa computadores um pouco mais robustos e com tempo de vida útil maior.

    Dias atrás mesmo comprei para uma empresa dois notebooks Core i5 gen3 com 8GB de RAM e 500GB de HD por 1300 reais cada um. O cliente gostou e está usando lá. Sinceramente também penso no SSD, mas é que nem caviar – só ouço falar. O valor ainda é caro para investimento, além da preocupação com o tempo de vida útil do mesmo, não me soa ter uma vida útil maior ou segurança maior que um HDD. Se bem que noto também que muitos HDD hoje de notebook duram bem menos.

    Enfim. Acho que como nerd/geek que somos, devemos ver oportunidades em outros lugares. Não discordo que os preços de note novos estão altos, mas é infelizmente a culpa do mercado, da nossa economia e etc… etc… . Porém, há um mar de equipamentos usados e com boa procedência que pode ser adquiridos por preços mais em conta. Não é um caviar, mas deve atender bem as pessoas.

    Quem sabe daqui há uns três anos (depois das eleições presidenciais), o mercado não muda? Enquanto isso, ao invés do desalento dos preços (e também de outras questões sociais), vamos ver soluções que atendam a gente sem pesar no orçamento. :)

    1. Hum, entendo seu ponto, mas se for pensar assim, o mercado vai ficar estagnado. Outro, eu mal vejo mercado de notebooks usados. Na vdd, mercado de usados no Brasil é quase inexistente comparado ao de carros – claro, tirando Apple. Digo, você vê em nossos hermanos uma cultura muito maior de compra de usados, mas enfim, deixando isso de lado.

      Sobre a vida útil do SSD, você vai usar por quanto tempo, 20 anos :v?

      1. Não é tão inexistente quanto parece. Procure ML, OLX, sites especializados e ruas de comércio de informática. Uma caminhada na Santa Ifigênia e adjacências, e verá lojas com equipamentos usados com bons preços. Algumas lojas que trabalham com manutenção também vendem PCs que ficaram mais de 6 meses no estoque sem retirada.

        E sim, espero SSDs que durem mais de 20 anos. Por quê não? Tem gente que usa 286 até hoje em lojas por aí.

        1. Se eu procurar ML claro que vo achar algo. Quando digo inexistente é em escala. A ideia de compra de um usado para um brasileiro em geral, é apenas carros. Você pode conversar com um grupo de pessoas sobre compra de um TV usada com brasileiros e argentinos, que verá que existe uma diferença de cultura nisso. Boa parte dos brasileiros irão se contentar em pagar mais para ter algo novo, porque é cultural.

          Agora sobre o SSD, se vc fica com algo por tanto tempo ¯_(ツ)_/¯ Única dica que posso dá é, se tiver a oportunidade, apenas troque

        2. Se eu procurar ML claro que vo achar algo. Quando digo inexistente é em escala. A ideia de compra de um usado para um brasileiro em geral, é apenas carros. Você pode conversar com um grupo de pessoas sobre compra de um TV usada com brasileiros e argentinos, que verá que existe uma diferença de cultura nisso. Boa parte dos brasileiros irão se contentar em pagar mais para ter algo novo, porque é cultural.

          Agora sobre o SSD, se vc fica com algo por tanto tempo ¯_(ツ)_/¯ Única dica que posso dá é, se tiver a oportunidade, apenas troque

          1. Não.

            A cultura dos geeks que vejo aqui é que falam que pagariam mais para ter algo novo. Mas depende também do quanto é esse mais, pois eis a “choradeira” do post aos comentários.

            Tenho notado que as pessoas estão procurando mais equipamentos usados para usar, ao invés dos novos. Até porque realmente as lojas em um todo não tem mais equipamentos com bons preços, e as pessoas nem tem mais tanto dinheiro (se bem que gastam em cerveja, em joguinhos, em maconha e outras coisas…)

            Há também – uma coisa que esqueci de citar – os saldões e pontas de estoque, onde acha equipamentos por preços mais baratos que em lojas. Também é uma boa opção, apesar de geralmente achar mesmo são os equipamentos de 2GB RAM e 320GB de HD.

            Acho que deveríamos chorar menos e deixar rolar mais. A culpa é nossa de botar político corrupto (tão corrupto quanto a gente) no poder. A culpa é nossa de inflacionar valores, cobrando caro coisas que poderiam ser cobradas mais barato

          2. De novo, falo em escala, onde pessoas trocam de notebooks e geralmente deixam os velhos parados ao invés de vender. Apenas observe comportamento de consumidores padrão brasileiro. Enfim, deixa pra lá hahaha

          3. Observo. E não existe só um padrão. Existe o “classe média metido”, o “professor de história chato que se diz socialista mas pede padrão de luxo de político corrupto”, o “geek pobre”, o “geek rico”, o “empresário em início de carreira”… etc..

          4. Hahahaha! Boa, Ligeiro. Mas tem um aspecto sobre o prof de história que gostaria de comentar. Eu acho que um prof de história mais bem equipado tende a produzir uma aula melhor – inclusive se o tema for socialismo. Se o prof não for um xiita, presumo q sua visão de socialismo tenha mais relação atualmente com um uso mais inteligente e mais humano dos recursos a nossa disposição (MacBook pro incluso). Tem prof contraditório? Tem. Mas a contradição é algo bem humano TB.

            Edit: O problema é a produção desses MacBooks e congêneres. Toda ela tem problemas estruturais.)

          5. Kra vc está enganado em dizer que as pessoas estão procurando mais por usados, pegando meu pai como exemplo, o microsistem dele ta com um problema na caixa de som, o problema seria resolvido consertando o auto-falante, mais ele já ta procurando um novo, aliás agora ele quer um home theater. Eu acho que não moramos no mesmo Brasil.

          6. Tanto o que você comenta quanto o que eu comento é o que chamamos de “generalização burra”. Pensamos que o que fazemos é padrão do brasileiro. Como eu falei ao Oliveira abaixo, não existe só um padrão. São vários. Vejo muitos preferindo consertar a comprar um novo, tal como vejo muitos preferindo comprar usado a novo, e muitos que preferem comprar um novo a um usado.

            Isso é uma avaliação, e todos estão no mesmo Brasil, no mesmo planeta.

          7. O qual eu não concordo hahaha O que se aprende é simples, existe um grande público PADRÃO. Aquele que as empresas podem mirar e conseguir atingir um número maior de pessoas. Após isso são nichos, o que no caso entra pessoas que compram notebooks usados. Em Pesquisa de Mercado e publicidade é bastante usado persona pra saber quem é o público. E você mesmo exemplificou acima:
            “Não existe a cultura de consertar notebook? …….
            Mas hoje quase ninguém gosta de consertar também. Aí o papo ia para outro caminho…” . Logo esse quase ninguém é o padrão.
            Mas vamos concordar em descordar pra não criar uma thread enorme com virulas

          8. O qual eu não concordo hahaha O que se aprende é simples, existe um grande público PADRÃO. Aquele que as empresas podem mirar e conseguir atingir um número maior de pessoas. Após isso são nichos, o que no caso entra pessoas que compram notebooks usados. Em Pesquisa de Mercado e publicidade é bastante usado persona pra saber quem é o público. E você mesmo exemplificou acima:
            “Não existe a cultura de consertar notebook? …….
            Mas hoje quase ninguém gosta de consertar também. Aí o papo ia para outro caminho…” . Logo esse quase ninguém é o padrão.
            Mas vamos concordar em descordar pra não criar uma thread enorme com virulas

          9. Se existe um grande público padrão, este grande público padrão é o que compra notes Pentium de 2GB RAM e 320 GB de HD.

          10. (In)felizmente sim. Ou ao menos que seja puramente encalhe de produto ou por tribução/investimento, prefiram não trazer mais opção. O problema é esse: opção. Acredito que uns 3 anos atrás, a Samsung tinha o Chronos(np700z) vendendo no brasil por menos de 3 mil reais. Nunca atualizou mais a linha no Brasil. Vendeu mal? Não vendeu tão bem quantos os outros modelos low-end? Mas antes eu tinha essa opção de escolher se poderia pagar 3 mil reais num notebook “mais” bem acabado, hoje não. É 8 ou 80 no Brasil, sem muitas opções. No fim, parece que a Apple vai seguindo bem no ramo de notebooks, vendendo pra um mercado premium, onde pagam bem, mas são felizes com o que pagaram.

            (Não to considerando Avell e Powernote, por motivos que podem ter boas specs e tal, só que me parecem mt barebones da Clevo – bem feios )

          11. Discordo. Comprei um ssd usado em 2009 e ele continua firme e forte até hoje.

          12. Eu sei, não falei que SSD dura pouco, tanto que perguntei acima se ele iria usar por mais de 20 anos. Também tenho um SSD aqui e ainda está em ótimo estado.

          13. Eu sei, não falei que SSD dura pouco, tanto que perguntei acima se ele iria usar por mais de 20 anos. Também tenho um SSD aqui e ainda está em ótimo estado.

        3. A questão é que o público geral associa a a SI à produtos contrabandeados e similares, e além da questão geográfica.

        4. A questão é que o público geral associa a a SI à produtos contrabandeados e similares, e além da questão geográfica.

    2. Em lugar nenhum do mundo existe a cultura de consertar notebook. São equipamentos duráveis e, quando começam a apresentar desgaste natural, normalmente já é hora de trocar. O mesmo vale para o mercado de usados — é de nicho. Pouca gente tem a interesse, conhecimento e, principalmente, disposição em pegar equipamento de segunda mão. Não é alternativa ao estado deficitário da indústria.

      Eu não gosto desse discurso conformista, de aceitar o que tem aí sem reclamar. Estamos pagando, querendo pagar por algo que preste. Antes do MacBook, comprei um notebook Samsung que, em tese, deveria ser sucessor do meu antigo, aquele que foi roubado. Devolvi. A Samsung colocou uma tela safada nele (sem contraste fora do ângulo ideal) e destruiu o acabamento. Por que deveria me contentar com um downgrade tão pesado assim? O brasileiro usa esse tipo de coisa porque é só o que lhe é oferecido. Muita gente quer comprar um notebook de R$ 2, 3 mil, algo bom, mas não tem opção — leia-se qualquer coisa com tela decente e SSD. Acaba com um trambolho de quase 3 kg, com HD lento, tela de 15″ e resolução de 1366×768, mas tem Core i5 e GPU dedicada, como se fossem as únicas características definidoras de desempenho e qualidade…

      E, sobre o geek/nerd, esses são os mais aptos a se virarem com equipamento ruim, porque conhecem os atalhos e sabem contornar dificuldades. Notebook bom é especialmente indicado para quem não entende nada, porque não dá dor de cabeça e roda sempre rápido.

      1. Hum?

        Não existe a cultura de consertar notebook? Então porque muitos notebooks tem peças intercambiáveis – e você mesmo defende a prática da troca do SSD?

        O ponto é o custo de conserto – se o custo de manutenção de um equipamento for até 40% de um equipamento novo, compensa o conserto. Mas hoje quase ninguém gosta de consertar também. Aí o papo ia para outro caminho…

        Eu não gosto do discurso de reclamar sem entender os pormenores. Reclamar sem agir é que nem as “revoltinhas de julho de 2013” – muita gente foi pras ruas reclamar. Mas votaram certo? Mas deu resultado aquilo? No máximo, só a Justiça que ficou mais ativa e está punindo criminosos políticos, mas ainda não resolveu outros probleminhas.

        Não é “se conformar”, mas entender que as condições atuais só vão mudar se o resto por trás mudar também. Ou seja, para ter equipamentos “de melhor padrão”, nossa cultura tem que ser “de melhor padrão” também.

        Como trazer um equipamento para cá por um preço bom? As fabricantes trariam por um custo justo? Elas não quererem perder dinheiro, tal como qualquer um de nós.

        Fui dar uma olhada na Amazon. Um i5, 8GB RAM, 256GB SSD, GeForce e 15″ Full HD está 760 dólares – http://www.amazon.com/Dell-Inspiron-i7559-763BLK-Full-HD-GeForce/dp/B015PYYDMQ/ref=zg_bs_565108_4 . Em conversão direta simples, 2.900,00 reais…

        Pega frete, operação interna, impostos, etc… se a Dell trazer isso para o BR, chuto mais 500 a 1000 reais de soma.

        Se não fosse a alta do dólar, a economia que está se fechando de novo, etc… beleza. Temos uns problemas para resolver aqui, e acho que só reclamar não vai resolver ;)

        Uma sugestão: conversa com o Henrique e o Nagano do Ztop, pois eles sempre tem mais contato direto com os fabricantes ;) Fica até a sugestão de pega-los para o próximo podcast.

          1. Nem tanto. Uma peça de upgrade fácil também é de troca fácil para conserto em caso de defeitos. Só que há peças em note que são mais fáceis a troca completa do que o reparo.

            O que ocorre hoje, e nisso entro em contradição de novo, é que há também um mercado de reparo em notebooks, mas ainda muito difuso e sem padrões.

            Reparo de note é nada mais que um reparo de eletrônico. Só que a eletrônica hoje evoluiu. Se antes precisavamos de um “ferro de solda” de 10 reais, hoje precisamos de um sistema de remoção de BGA de 500 reais (ou mais, na verdade – tou por fora) por exemplo.

            Quem quer reparar , vai reparar e vai tentar achar algum profissional, seja um que manda outro reparar a placa, ou seja o cara que repara placas, ou seja um que aprendeu como trocar solda.

            Mas no caso de peças de upgrade, isso é o tipo de reparo mais comum – troca-se muito memórias, HD e leitores. Um notebook de fácil reparo também é um notebook que tem uma vida útil de certa forma maior.

        1. Achei injusto o comentário sobre as revoltas de 2013. No que elas se transforaram depois que foram apropriadas pelas pessoas de outras vertentes políticas e até mesmo sem interesse político é que fez com que as manifestações perdessem sentido e fossem esvaziadas de significado políticos… Porque nos seus primeiros dias, era revolta pura, porrada em cima deles, gente ferida e morta etc. Infelizmente vc coloca tudo no mesmo saco e não me parece justo.

          Vale ver esse material: https://www.vice.com/pt_br/video/os-protestos-de-sp-em-7-atos-parte-1

          E qto o outro assunto, há um cultura muita ativa de comércio de usados que dá uma boa sobrevida a diversos equipamentos (pc e apple). Acho isso salutar!

  34. Sei o sentimento. Meu computador começou a passar a dar sinais de que não vai aguentar o tranco por muito tempo (inclusive é engraçado como computador é que nem gente, começa a dar sinais de que não tá lá muito bem pra só depois morrer) e tô simplesmente abismado com a situação do mercado brasileiro hoje em dia. =/

    Se de fato ele vir a óbito, vou aproveitar tudo o que sobrou de bom em meus computadores e montar um desktop mesmo (as 3 dicas finais do texto são muito boas). É o jeito.

  35. É nesse ponto que o fator “fabricação nacional” pesa contra, estranhamente para notebooks até o público geek parece bastante “deleixado”, para manter os preços baixos e a atratividade tudo que é feito no Brasil acaba ficando bem abaixo dos produtos vendidos lá fora. Enquanto smartphones todos os fabricantes trazem até os high-ends para serem fabricados no Brasil, bons notebooks chegam aqui todos por importação pelos preços praticados.

    Em 2010, quando o dólar estava abaixo de R$2,00, por R$3000,00 ~ R$4000,00 você conseguia comprar um notebook high-end sem comprometimentos. Hoje, nem existe muito essa faixa de preço na verdade. Uma pena, lembro de ter comprado um MacBook Pro de 13 polegadas por R$3400,00 na época.

    Enquanto todos reclamam dos crescentes aumento dos preços dos smartphones, nos notebooks os fabricantes simplesmente estão trazendo produtos cada vez piores e mantendo o mesmo preço. Pior que recentemente comprei um Air com apenas 4GB de RAM, mas pelo menos por hora está inconcebível troca-lo por outro mesmo passando para frente mais caro do que comprei.

  36. O que recomendo e comprar um Macbook Air usado, sempre se encontra em bom estado e por um preço razoável.

    1. O ruim é que até MacBook Air não é exatamente sem comprometimentos: a qualidade da tela é bem abaixo para um notebook Apple, apesar da resolução ser OK, os ângulos de visão e as cores são meio ruins. Pensando em algo para durar mais uns 3 anos pelo menos, já fico com pé atrás de comprar um.

  37. Compartilho desse sentimento.

    Eu quero trocar meu notebook (um Dell XPS 15 de 4 anos atrás) por uma máquina menor e mais leve, mas não encontro nenhum modelo intermediário que o substitua.

    Em especial, esse Dell tem tela Full HD, coisa que hoje só se encontra naqueles notebooks gamer ridículos (uma pequena fortuna por uma máquina que chama a atenção em qualquer lugar que eu vá e que não se encaixa num ambiente de escritório).

    Tô vendo que o jeito vai ser ficar com esse notebook aqui até eu ter condição financeira de ir fazer compras no exterior, já que nenhum modelo interessante chega aqui.

    1. Eu também nunca achei uma tela fullHD em notebook “comum”, é muito difícil.
      Mas descobri que a série Latitude da Dell tem essa opção em alguns modelos. Umas semanas atrás tava R$3100,00 com Core i7, 8GB de RAM e VGA dedicada. Único problema era o peso: 2Kg. Hoje deve estar mais caro, já que todos os preços da Dell aumentaram…

  38. Compartilho desse sentimento.

    Eu quero trocar meu notebook (um Dell XPS 15 de 4 anos atrás) por uma máquina menor e mais leve, mas não encontro nenhum modelo intermediário que o substitua.

    Em especial, esse Dell tem tela Full HD, coisa que hoje só se encontra naqueles notebooks gamer ridículos (uma pequena fortuna por uma máquina que chama a atenção em qualquer lugar que eu vá e que não se encaixa num ambiente de escritório).

    Tô vendo que o jeito vai ser ficar com esse notebook aqui até eu ter condição financeira de ir fazer compras no exterior, já que nenhum modelo interessante chega aqui.

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