MOS estende rolagem suave/cinética do macOS a qualquer mouse

Ícone do MOS: um círculo roxo com semi-círculos azuis e um ponto verde, contra fundo escuro.

O maior (único?) problema em usar outro mouse que não o da Apple no macOS é a perda da rolagem suave, também chamada de “rolagem cinética”.

Talvez seja um detalhe bobo, mas um tão agradável que sinto falta quanto não está disponível.

Anos atrás, quando troquei o trackpad do notebook por um mouse barateza, encontrei a solução em um aplicativo esquisito, gratuito e de código aberto, chamado MOS.

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A Words of Type é uma enciclopédia de termos usados em tipografia…

A Words of Type é uma enciclopédia de termos usados em tipografia, com verbetes ilustrados e explicados em vários idiomas. (Não tem o português.) / wiki.wordsoftype.com

Tempo de tela, olhos nos olhos

Passei quase 11 horas do último domingo olhando para telas, sem contar a TV. Entre celular, tablet e computador, terminei o dia da semana tido como de descanso com os olhos cansados, o cérebro frito e um pouco frustrado.

Nem todas aquelas horas — um excesso mesmo para mim, que trabalho olhando para telas — foram de desperdício. Uns bons 40 minutos, por exemplo, passei falando com meus pais, por videochamada. É difícil pensar em usos melhores que esse para as telas que nos cercam.

O problema foram as outras 10 horas, ou a maior parte delas.

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Ao contrário do Itamar, não sinto falta do Bloco de Notas do…

Ao contrário do Itamar, que criou este web app, eu não sinto falta do Bloco de Notas do Windows, mas não deixa de ser legal (e um tanto surreal) tê-lo no macOS. Instale-o como um PWA e fica parecendo um app nativo. / itamarom.github.io

Ops, deu ruim no git

Uma página, de nome sugestivo, com situações em que deu ruim no git e os comandos corretos para revertê-las. (Para quem prefere o conteúdo sem palavrões, tem também.)

Nas poucas horas em que o TikTok ficou indisponível nos EUA, os rivais Bluesky, X e até Flipboard (com o novo app Surf, em testes) lançaram “feeds de vídeos” tentando capitalizar o momento. Concorrência justa, como se sabe, é um dos pilares do capitalismo estadunidense. / @bsky.app/bsky.app, @X/x.com, techcrunch.com (todos em inglês)

A Meta entupiu o Instagram de novos recursos — que, de verdade, quem se importa? — e anunciou um clone sem vergonha do CapCut que só será lançado em março. / @mosseri/threads.net (em inglês)

A grande ironia é que o TikTok voltou ao ar por iniciativa da mesma pessoa que, muitos anos atrás, deu início à caça às bruxas que culminou no seu banimento. / g1.globo.com

“Doom” em um arquivo PDF

Rodar Doom nos lugares mais inusitados é um hobby de programadores. Terão eles ido longe demais ao colocarem o jogo dentro de um arquivo *.pdf?

Ele só roda em navegadores baseados no Chromium, cujo leitor de *.pdf tem os recursos necessários para fazer o jogo funcionar. O autor explica como fez (em inglês).

Do Órbita, outra implementação: um Captcha em que você prova que é humano jogando Doom.

Google aumenta preços do Workspace para empurrar IA a clientes

Não foi apenas a Microsoft. Google também subiu os preços do Google Workspace em troca de recursos do Gemini, sua inteligência artificial em que, aparentemente, pouca gente demonstrou interesse.

No Brasil, os novos valores mensais para contratos de um ano são:

  • Business Starter era R$ 35 e passou para R$ 40,90 (+16,8%).
  • Business Standard era R$ 70 e passou para R$ 81,80 (+15,8%).
  • Business Plus era R$ 105 e passou para R$ 128,40 (+22,3%).

Os novos preços já valem desde 16 de janeiro para novas assinaturas. Para as antigas, os reajustes começarão em 17 de março. Os planos Enterprise, contratados sob medida, também encareceram. / support.google.com

Em seu blog, Jerry Dischler, presidente de aplicações em nuvem do Google, escreve que a empresa “acredita que a IA não é apenas um complemento — é central para realizar tarefas”. / workspace.google.com (em inglês)

Jerry deve ter tido batido a cabeça ou tido uma revelação no recesso de fim de ano porque, até 15 de janeiro, o Gemini era um complemento pago. Não sei se o preço no Brasil do Gemini Business chegou a ser anunciado, pois não o encontrei — a versão localizada para o português foi anunciada em novembro de 2024, com 60 dias de uso gratuito.

Nos EUA, onde o Gemini estava disponível no Google Workspace desde fevereiro de 2024, a mensalidade era de US$ 20 (Gemini Business) ou US$ 30 (Enterprise). Note que esses valores se somavam ao da assinatura do Workspace. / workspace.google.com (em inglês)

Para abrir mão dessa receita e oferecer os mesmos recurso por menos da metade do que custavam na forma de complemento, é de se imaginar a demanda do Gemini por clientes do Google Workspace.

Ou a falta dela: o Gemini agora é ativado por padrão e não pode ser desativado. Digo, até pode, desde que você acione o suporte e insista, para quatro atendentes diferentes, que não quer IA fuçando em seus e-mails e documentos. Ah, e pagando o novo preço mais caro, sem qualquer desconto. / writing.jan.io (em inglês)

Nesta sexta (17), a plataforma Read.cv anunciou que foi adquirida pela Perplexity, uma startup de inteligência artificial, e que, com isso, encerrará as atividades. / read.cv, @andy@posts.cv (ambos em inglês)

A Read.cv tinha uma rede social focada em design, a Posts. Em junho de 2024, escrevi a respeito dela. Chamei-a de “a última rede social ‘good vibes’”. Por essa lógica, acabaram-se as redes sociais “good vibes”. / manualdousuario.net

Coincidência ou mau agouro, o anúncio coincidiu com a manifestação da minha opinião de que a única maneira de blindar uma plataforma social (qualquer empreendimento, na real) de bilionários excêntricos e mega-corporações é impossibilitar a sua venda. / manualdousuario.net, youtube.com/@mdu

Nesse contexto, o Mastodon e outras aplicações baseadas no protocolo ActivityPub é a única solução viável que temos hoje.

Entrevista com Cadu Carvalho, da newsletter Tipo Aquilo

Qual é a sua newsletter?

Tipo Aquilo.

Fale um pouco de você, Cadu.

Eu sou designer gráfico e programador front-end, com um profundo interesse na teoria, prática e história da tipografia. Desde a graduação que eu me considero um “nerd” de tipografia, estudando sobre o assunto e ensaiando alguns caracteres e fontes, até realmente imergir no assunto com a Especialização em Tipografia pela Faculdade Senac.

Desde então, eu busco produzir fontes, estudar a evolução dos meios de reprodução tipográfica e fazer tudo isso convergir com meu trabalho de design de interfaces.

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Apps novos e atualizados

Cronica: Do mar de aplicativos do iOS para registrar/acompanhar filmes e séries, o Cronica é o único totalmente gratuito. / iOS / oncronica.com

Escapepod: Um app de podcasts dos mais simples (e leves), com apenas duas telas, sem playlists nem diretório de podcasts. (O próprio desenvolvedor reconhece que a proposta “não tem apelo com todo mundo”.) / Android / f-droid.org

Linux Mint 22.1 “Xia”: Baseado no Ubuntu 24.04 LTS, traz o Cinnamon 6.4 (com o novo tema padrão, que no Mint não é o padrão… quem entende!?), alguns pacotes antigões do apt trocados por novos criados pelo próprio projeto, e várias pequenas atualizações e melhorias em apps e no sistema. / Linux / blog.linuxmint.com (em inglês)

Pixelfed: O “Instagram do fediverso” ganhou impulso nos últimos dias, e o desenvolvedor Daniel Supernault aproveitou o embalo para colocar na rua o app oficial. / Android, iOS / play.google.com, apps.apple.com

Refine: Um novo utilitário para fuçar em configurações ocultas do ambiente gráfico Gnome. É uma alternativa moderna ao velho Gnome Tweaks. / Linux / tesk.page

rsync 3.4.0/3.4.1: O ano começou com uma lista grande de falhas de segurança graves. (Se você sabe o que é o rsync, provavelmente já estava ciente e atualizou seus sistemas, né?) / Linux, macOS / download.samba.org

Mecha Comet, computador de bolso modular que roda Linux

A Mecha, startup estadunidense, levou à CES o Comet, um computador de bolso modular que roda Linux. É bem espesso, tela de apenas 3,5″, um dos módulos é um teclado físico… o tipo de coisa que agita uma parte do público aficionado por tecnologia. Vão tentar a sorte no Kickstarter (financiamento coletivo). / mecha.so, youtube.com/@mechasystems, kickstarter.com (em inglês)

Assinatura do Microsoft 365 fica até 41,7% mais cara em troca de recursos de IA

A Microsoft descobriu como fazer dinheiro com inteligência artificial generativa: enfiar a tecnologia no Microsoft 365 e aumentar o preço da mensalidade em até 41,7%. / tecnoblog.net

  • Microsoft 365 Personal subiu de R$ 36 para R$ 51 (+41,7%).
  • Microsoft 365 Family subiu de R$ 45 para R$ 60 (+33,3%).

Detalhe: no plano familiar, apenas o titular dispõe do Copilot (os recursos de IA da Microsoft).

Os novos valores foram anunciados nesta quinta (16), com efeito imediato — já valem para o próximo ciclo de cobranças. / microsoft.com (em inglês)

A parte que importa: nas entrelinhas, a Microsoft ainda permite a quem já é assinante, mas “por tempo limitado”, o acesso a planos “clássicos”, sem o Copilot. / support.microsoft.com

US$ 30 milhões para reinventar a roda

Tenho pensado e lido um bocado a respeito da Free Our Feeds, uma campanha para “salvar as redes sociais da captura por bilionários”. / freeourfeeds.com

A Free Our Feeds consiste em um grupo de especialistas disposto a levantar US$ 30 milhões via doações, em um intervalo de três anos, para criar uma fundação e “transformar a tecnologia fundamental do Bluesky — o protocolo AT — em algo mais poderoso que um único app”.

É um fim nobre, porém pouco original. No site do Bluesky, uma das primeiras frases da capa diz:

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Nokia Design Archive

Está no ar o Nokia Design Archive. Criado por pesquisadores da Universidade Aalto, na Finlândia, o arquivo reúne +700 entradas que representam os +20 anos de história em design da Nokia. Tem produtos, conceitos, processos e mais um monte de coisa, tudo bem organizado, com navegação espacial ou por linha do tempo. / nokiadesignarchive.aalto.fi (em inglês)