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Sobre o script na tv, tem cara de ser uma reunião pra discutir o conteúdo e tá ali projetado pra todo mundo ver melhor
O golpe está aí…
Sério q alguém está surpreso por uma rede focada nas aparências e estética, que a única função é ordenhar dados dos usuários enquanto mantém a atenção deles geraria frutos diferente disso?
Chocado estou pela mão saindo da parente, por um momento fiquei em dúvida se era esquisofrênico
Não me fascinou em nada o roteiro (a mão sim).
Concordo com um texto publicado sobre o tema pelo Youpix, segue o copypaste abaixo:
Estamos sendo enganados pela realidade do Instagram?
Pra quem é cria do Twitter, deve ter acompanhado a polêmica envolvendo o planejamento (de milhões) dos stories da Boca Rosa. ?
Pra quem não viu e não sabe o que tá rolando, deixa eu te contar: Vazou ontem o planejamento de publicações dos stories da Bianca Andrade (a Boca Rosa) aos fundos de um story que ela postou.
Os twitteiros ficaram ensandecidos. “Como assim nada é autêntico e não é real?” “Como assim até quando ela mostra o bebê (que é uma fofura, diga-se de passagem) é planejado?” “Estão nos enganando esse tempo todo?”
Pode ser chocante para nós usuários médiso – que não somos creators, mas tenho uma notícia: O Instagram também é sobre negócio. No final do dia, a Boca Rosa tem um objetivo, vender mais!
O próprio Instagram já anúnciou, há algum tempo, que a plataforma está focada em criadores. Porque também são negócios! ?️ e movimentam uma grana significativa, tem uma audiência de milhões, retém atenção das pessoas na plataforma.
E tem muito estudo, muita análise de dados, muuuita construção para entender qual narrativa da marca o público se conecta mais. E isso é uma estratégia inteligente.
O planejamento da Boca Rosa não é pra enganar a audiência. É estratégia. É compreender o que a audiência quer ver com o que ela pode entregar e que acima de tudo contribui pra lá na frente atingir os objetivos da marca que é construir imagem, reputação e VENDER!
Pode ser chato pra quem consome o conteúdo ter contato com o planejamento. Mas no final do dia é entender como prender a atenção da galera. E dá certo – além de ser mega importante.
Em tempos de rede sociais, quem consegue prender atenção da audiência é rei! Sem planejamento estratégico quem cria conteúdo não é NINGUÉM!
Nas últimas semanas, estava lendo esse artigo aqui do ThePittNews que chama “A Economia do Criador pode prejudicar os usuários” e fala um pouco sobre como é essa relação de navegar nas redes sociais quando nelas estão envolvidas negócios e economias inteiras.
E choca porque hoje, as mídias sociais tem uma função diferente do que tinha quando a gente chegou e escolhemos nosso primeiro username.
A análise do YouPix é superficial, termina antes de chegar à discussão que importa.
Acho que ninguém ficou chocado com o fato a Boca Rosa (ou qualquer influenciador) planejar o que posta no Instagram. O que incomoda nessa imagem é que ela escancara o fato de que não existe espontaneidade nas redes sociais comerciais. Toda espontaneidade é planejada, seja de gente como a Boca Rosa, seja de anônimos que são influenciados por ela — e são, ou ela não seria bem sucedida no que faz.
A imagem que as redes sociais como o Instagram e que influenciadores como a Boca Rosa vendem, de que esses ambientes servem para mostrar a vida, que os influenciadores são gente como a gente (eu escreveria “relatable” se este fosse um texto do YouPix), é balela. A gente finge que acredita, e seria ok se terminasse aí, mas não termina. Essa coisa é tão popular e viciante que esse modo de vida da Boca Rosa impregna tudo e todos, uma lógica financista que deve ter implicações profundas em nossa maneira de ver o mundo.
Bingo.
Acho que é por isso que é difícil eu ver algum vídeo de influencer brasileiro. Geralmente é fácil sentir o jeito que falam como se fosse um “script para autor”. Soa forçado, querendo ou não.
“E agora uma palavrinha de nosso patrocinador”…
Realmente, está muito impregnado. É só ver os dados do artigo da Folha, abaixo. O “quero ser youtuber” de uns anos pra cá virou o “quero ser incluencer”.
É como se abrir o Insta~ (ou qualquer outra rede) você entra em um imenso intervalo comercial disfarçado de vida das pessoas.
“Brasil tem mais influenciadores do que dentistas e engenheiros civis”
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/05/brasil-tem-mais-influenciadores-do-que-dentistas.shtml (use o https://12ft.io/ para tirar o paywall)
Gostei da mão saindo da parede, ficou bem assustador, acho que não era a intenção.
Quanto a tv exibir o roteiro, será que a exibição não faz parte de algum roteiro, como um simulação dentro de uma simulação dentro de outra simulação e etc…A artificialidade é tão grande que até o que seria um “furo” também é artificial.
Também pensei nisso. Fiquei com a impressão de que o furo foi feito pra ser vazado (?)
” ‘script básico do dia a dia’ é similar a assistir aos vídeos do Mister M.”
Sei lá, mas os vídeos do Mister M eram mais legais de assistir. O que mais me incomoda é que para boa parte da população adulta que acompanha esses youtubeiros, influencers e afins, sabe que esses vídeos e estilo de vida são ilusões fabricadas. O problema todo são os adolescentes que acompanham isso e acreditam de fato que isso é real. E sim, eu tenho uma antipatia enorme dessa turma toda! Meu filho, que mora com a mãe (que não observa essas coisas como deveria), vive deslumbrado com as ideias ruins que essa turma passa.
Já vi comentários de que “o espontâneo não tem graça”. Infelizmente, essa é a realidade.
Por falar em espontaneidade, já viram falar do app BeReal?
Poxa, quem acha que o espontâneo “não tem graça” já perdeu a motivação para viver.
Vi sim esse BeReal. Achei meio bobo.
Infelizmente, essa ‘falta de motivação para viver’ não chega a ser algo extremo, mas a perda de interesse por coisas “reais” é realmente triste.
Eita! Eu achei tão legal o BeReal. kkkk Acabei viciando.
É esse o problema. Você tem duas opções: Ser você mesmo ou monetizar seu canal. Você é obrigado a escolher uma opção, e tão somente essa. Você perde nas duas, escolha qual tu vai perder menos.
O único brasileiro em vídeo que acompanho é o J. Roberto, do “Ônibus na Rodagem”. Creio que é o único canal brasileiro que vejo que tem uma naturalidade ao falar, não soa forçado. É bem “espontâneo” mesmo.