Ícone do Bloco de Notas pixelizado.

Após 33 anos, Bloco de Notas do Windows ganha primeira grande atualização


12/7/18 às 10h06

O Bloco de Notas é um dos aplicativos do Windows mais antigos ainda em uso. Ele precedeu o próprio sistema — dois anos antes de lançar o Windows 1.0, a Microsoft já tinha uma versão do Bloco de Notas para MS-DOS. Agora, 33 anos depois de debutar no Windows e aparecer em rigorosamente todas as versões do sistema, o Bloco de Notas finalmente ganhará uma atualização digna de nota.

O anúncio foi feito pela Microsoft no blog oficial do Windows. As novidades do Bloco de Notas estão na versão 17713 (RS5)do Windows 10, ainda em testes. E não são poucas!

Para mim, um fiel usuário do Bloco de Notas há décadas, a melhor é que, agora, o atalho Ctrl + Backspace, que apaga palavras inteiras, funciona!

Há outras legais. A função de pesquisar e substituir finalmente é capaz de varrer todo o texto, não só a partir do ponto onde o cursor se encontra. Se você selecionar uma palavra e ativá-la, o campo de texto aparecerá preenchido pela palavra selecionada. E as opções dessa caixa são salvas, evitando o retrabalho de ter que configurá-las a cada vez que a caixa de diálogo é aberta.

Nova opção que permite buscar todo o texto na pesquisa do Bloco de Notas.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

O Bloco de Notas também passa a ter zoom.

Zoom agora é possível no Bloco de Notas.
Zoom no Bloco de Notas. Imagem: Microsoft/Divulgação.

Agora é possível exibir a barra de status, que informa o número da linha e da coluna, quando a quebra automática de linha estiver ativa. E após salvar o arquivo, o indicador de linha e coluna não volta mais inexplicavelmente aos valores 1 e 1.

Linha de status com quebra de linha ativada.
Imagem: Microsoft/Divulgação.

Tem mais: ao mover o cursor com uma palavra selecionada, ele não pula mais um caracter, como acontece atualmente.

Por fim, a Microsoft promete que o Bloco de Notas está mais ágil ao lidar com arquivos enormes.

Atualizações anteriores

Print do Bloco de Notas no Windows 7.
Bloco de Notas do Windows 7.

Justiça seja feita, o Bloco de Notas já teve, antes dessa, algumas atualizações. Em maio deste ano, a Microsoft corrigiu uma incompatibilidade com arquivos em texto puro gerado em outros sistemas, como Linux e macOS, que desfigurava quebras de linhas quando abertos no Windows.

Ele ganhou novos ícones em algumas versões do Windows, como a XP (2001) e Vista (2007). Antes, no Windows 2000, de 1999, atalhos no teclado para abrir um novo arquivo e salvar foram incorporados ao app. E no Windows 98, de 1998, o usuário ganhou a possibilidade de trocar a fonte — mas apenas para a sessão ativa.

Mas nada que se compare a esta grande atualização! Demorou apenas 33 anos para que alguns defeitos absurdamente básicos do Bloco de Notas fossem corrigidos, mas aconteceu. E depois de reformular o Paint, no final de 2016, dar atenção ao Bloco de Notas era o mínimo que eu esperava da Microsoft. Com sorte, até 2020 a gente se livra dos ícones legados, da época do Windows 3.11, que ainda se vê aqui e ali na interface do Windows 10.

A versão final da atualização Redstone 5 do Windows 10 deve ser disponibilizada, gratuitamente, no final de 2018.

Cadê os anúncios?

O Manual do Usuário é um projeto independente, que se propõe crítico e que respeita a sua privacidade — não há scripts de monitoramento ou publicidade programática neste site. Tudo isso sem fechar o conteúdo para pagantes. Essas características são vitais para o bom jornalismo que se tenta fazer aqui.

A viabilidade do negócio depende de algumas frentes de receita, todas calcadas na transparência e no respeito absoluto a você, leitor(a). A mais importante é a do financiamento coletivo, em que leitores interessados sustentam diretamente a operação. A assinatura custa a partir de R$ 5 por mês — ou R$ 9/mês para receber recompensas exclusivas:

Assine no Catarse

Newsletter

Toda sexta-feira, um resumo do noticiário de tecnologia, indicações de leitura e curiosidades direto no seu e-mail, grátis:


Nas redes sociais, notícias o dia todo:
Twitter // Telegram