Um guru atípico no Vale do Silício: debate do livro “Bem-vindo ao Futuro”, de Jaron Lanier

Jaron Lanier falando ao microfone.

Tinha o livro de Jaron Lanier1 comigo há alguns anos. Talvez desde seu lançamento, não sei precisar. Comprei uma cópia em uma livraria grande de São Paulo porque estava ansioso demais pra esperar ele ser entregue pela Amazon (que na época ainda não estava no Brasil). Paguei mais caro por isso, obviamente.

No começo me senti, não sei bem o porquê, intimidado com o livro por vislumbrar algo difícil pela frente. Deixei-a de lado e parti para outros temas e leituras. Acabei que me livrei da edição numa arrumação de livros aqui em casa por achar que tinha perdido a oportunidade de lê-lo no momento certo. Às voltas com o Clube de Leitura me lembrei dele e lastimei sua ausência já que resolvi inclui-lo na seleção a despeito do que achava sobre não tê-lo lido na “hora certa”.

Comprei outro, dessa vez um exemplar usado em português, pelo Estante Virtual. Esse site, que provavelmente todos já depararam em algum momento ou pelo menos ouviram falar, fez com que donos de sebos, antes quase totalmente desconectados da internet, pudessem oferecer seus acervos a um público infinitamente maior! Com isso, infelizmente, os grandes achados nas lojas físicas por bons preços praticamente desapareceram, mas, por outro lado, fez com que obras fadadas a dificilmente serem encontradas pelas pessoas certas fossem finalmente encontradas e abastecessem leituras e pesquisas com preciosas informações nessa mídia que teima em permanecer, o papel. Os preços gradativamente inflacionaram pelas taxas cobradas pelo Estante Virtual e pelas empresas que fazem a intermediação do pagamento como o PayPal.

Mas talvez o principal fator no aumento de preços dos livros se deu pela capacidade que agora os sebos passaram a ter de identificar se um livro está esgotado e por quanto ele é vendido em outros sebos. A depender da descoberta, o preço de um livro pode chegar a valores quase impagáveis. Um funcionário ou dono de sebo que fosse inteirado do mundo das letras saberia situar o valor corretamente (nem tão caro e nem tão barato; o justo), mas a maioria não entende muito de livros e obras fundamentais ficavam a preço de banana. O lance dos sebos era apenas o de vender livros e administrar o negócio, em suma. A Internet, nesse caso, não ajudou os ignorantes em literatura a não permanecerem ignorantes, porque a despeito da vastidão insondável de conteúdo relacionado ao conhecimento literário disponível, boa parte inclusive gratuitamente, ele não parece ser muito acessado por funcionários e donos de sebos. Não deve ser algo invariável, claro, mas a Internet não foi tão bem aproveitada assim em termos de aperfeiçoamento humano — afinal, conhecer mais sobre literatura pode, sem dúvida, nos fazer um pouco melhores.

Disso tiro o que me pareceu ser a síntese da mensagem geral do livro Gadget: Você Não é um Aplicativo ou, se preferir o título atual que a editora Saraiva resolveu usar, Bem-vindo ao Futuro: Uma Visão Humanista Sobre o Avanço da Tecnologia, escrito por Jaron Lanier, um atípico cientista da computação.

Rótulos como liberdade, revolução, inteligência coletiva e tantos outros que se tornaram populares no final do século XX orientam ainda o pensamento da década passada e desta do novo século. Mesmo sendo bom demais para ser verdade, trata-se de algo que não necessariamente desperta a desconfiança das pessoas que usam, hoje ainda mais freneticamente, a Internet. Pode ser que seja um livro já quase datado (uma crítica datada, porque os hábitos e recursos mudam conforme mais pessoas aderem ao uso de toda sorte de aplicativos), mas a impressão que se pode ter é que o que foi apontado como possíveis problemas ou debilidades dos modos de se usar a Internet e a computação em geral se acentuou com a intimidade elevadíssima que por ora temos com a rede graças aos smartphones. Se você, como eu, não passa um dia sem utilizá-los, invariavelmente está, entre outras coisas, cedendo um naco precioso de suas informações pessoais a uma grande empresa a partir do momento em que concordou com um contrato de adesão enorme e que nunca foi lido com a devida atenção (com a exceção dos tarados). Se Caetano Veloso expressava em música sua preguiça ante as inúmeras notícias em diferentes jornais à venda nas bancas de jornal nos anos 1970 do século que já passou, não é justamente a modorra de tantos contratos que iriam nos fazer mudar essa condição.

O livro e as ideias nele contidas, portanto, são interessantes e ainda valem muito o tempo que se pode dedicar a essa leitura. A parte que trata dos trolls que existem em nós, por exemplo, é atualíssima e não é apresentada como uma lição de moral:

“Não acredito que eu seja necessariamente melhor ou mais moral do que as pessoas que mantêm os websites que fazem piadas da desgraça alheia. O que estou dizendo, no entanto, é que os designs de interface com o usuário que resultam da ideologia da nuvem computacional faz as pessoas – todos nós – serem menos gentis. O trolling não é uma série de incidentes isolados, mas o status quo no mundo on-line.” (p. 88-89)

O livro não precisa ser lido integralmente porque pode ter partes mais interessantes a uns do que a outros. O estilo do autor é quase do da improvisação musical à qual ele próprio é afeito. Tanto que em suas palestras e entrevistas ele toca um instrumento exótico como um prelúdio ao que seu modo de pensar será percebido pela audiência como nitidamente mais rápido do que sua capacidade de falar. Não é fácil entrar em sintonia com uma mente tão agitada (e que não renega o lado místico e misterioso da vida em compasso com o pensamento científico) quanto a de Jaron Lanier, mas se for o caso de em algum momento você precisar de inspiração e testemunhar algo virtuoso em ação, sugiro conferir qualquer uma das várias palestras dele registradas na… Internet.

Ressalto aqui pelo menos dois pontos que são até que bastante frequentes em muitos sites que cultivam a possibilidade de participação da audiência com comentários e sugestões: a fé na tecnologia e o difícil convívio (para mim, inclusive) com o diferente.

Um passo atrás, dois para frente

Uma coisa que vale notar, apesar do autor estar envolvido com tecnologia avançada desde a década de 1980 através da realidade virtual, é que o impacto (e creio que isso valha para todos, apesar de ser uma impressão muito pessoal minha) para aqueles que nasceram e não conviveram na infância com a Internet é diferente, ou pelo menos será diferente, daqueles que inevitavelmente, ao brincarem com um tablet ou smartphone, se darão conta enquanto aprendem a falar que o aparelho que têm em suas pequenas mãos é também um comunicador que os ligará a outras pessoas — não importa a idade: daí vale o exemplo do Club Penguin, da Disney, voltado às crianças, mas repleto de adultos jogadores.

Formas lúdicas e muito básicas de comunicação se apresentadas às crianças ainda muito novas em jogos ou aplicativos específicos as farão ingressar num outro patamar de compreensão do que é a Internet, algo do qual lhes será praticamente indissociável do viver assim como nos é a eletricidade, o plástico, as vacinas, etc. Não digo que o autor seja demasiadamente receoso e pessimista, mas é um tanto normal pra alguém da idade dele (e ainda da minha, 35) que as coisas soem pavorosas, sombrias e que o futuro pode nos relegar a uma sub-condição ante ao poder de processamento de um computador instalado em robôs que perambulam pelas ruas.

Ao desbravar, em outro momento, o jogo de xadrez (que é uma transposição da guerra para o tabuleiro, assim como a Internet que também teve em seu nascedouro fins belicistas) entre Sergei Kasparov e o computador da IBM, o DeepBlue, Jaron traduz aquela situação, que talvez tenha passado batido à época da notícia estarrecedora da derrota humana, com extrema clareza e propriedade: tratava-se de uma espécie de teste de Turing do qual o maior enxadrista vivo foi ludibriado. Não era essa a ideia, mas foi esse o desfecho. E o autor também ressalta que Turing, que ajudou a vencer o fascismo com sua extraordinária inteligência, foi derrotado por um programa de condicionamento para homossexuais se enquadrarem à maldita “normalidade”. Foi o fim de um gênio absoluto.

O mesmo tom de “decepção” com o que se vivencia desde quando o autor levou seus argumentos ao papel volta a transparecer, por exemplo, em um filósofo como Christoph Türcke em sua obra Sociedade Excitada: Filosofia da Sensação:

“Emitir quer dizer tornar-se percebido: ser. Não emitir é equivalente a não ser – não apenas sentir o ‘horror vacui’ [aversão ao vazio] da ociosidade, mas ser tomado de sensação de simplesmente não existir. Não mais apenas: ‘há um vácuo em mim’, porém ‘sou um vácuo’ — de forma alguma ‘aí’. Quando a linguagem dos jovens se refere a alguém dormindo até tarde e ainda sonhando como ‘ainda não conectado’, ela expressa bem mais do que se imagina, a saber, a lei básica de uma nova ontologia: quem não transmite não está ‘aí’. Não irradia nada. Em um sentido imediato isso é tão falso quanto o ‘esse est percipi’ [ser é ser percebido]. Todos irradiam, mesmo se o cheiro de seu corpo for leve, sua respiração, fraca, sua postura, gestos e caras tão discretos que praticamente não se possam percebê-los. No entanto, quando a tecnologia vai tão fundo no indivíduo que cada um não pode senão metamorfosear-se em um transmissor de si próprio, então sua radiação pessoal é obscurecida por uma etérea, que abala o próprio fenômeno do estar-aí [referindo-se diretamente ao Dasein heideggeriano]. Ao ‘aí’ do ser, pode-se dizer, pertenceria inalienavelmente, desde Platão a Heidegger, seu aqui e agora: seu ser-presente físico em um determinado meio. Mas o que constitui o ‘aí’ de um emissor? Sem dúvida, para emitir, ele deve estar situado em algum lugar, totalmente indiferente, contanto que funcione. Este ‘aí’ na medida em que ‘esteja na linha’: no éter, nas frequências que permitem sua recepção, em oposição a isso, o aqui e agora da estação transmissora corresponde àquilo que sobra, quando não mais está ‘aí’: seu resíduo físico. Um resíduo, por sinal, em um duplo sentido, pois sua presença-aqui-e-agora encontra-se em irremediável atraso em relação à sua presença etérea, e se esta desaparece, adquire a aparência de resíduo no sentido de ‘resíduo alimentar’: uma sobra, detrito, cadáver ou lixo.” (p. 44-45)

Jaron também toca no assunto já se defendendo do que eu não iria propriamente acusá-lo:

“Somos acusados de temer a mudança, da mesma forma como a Igreja medieval temia a imprensa”. (p. 70; trata-se de algo que vai ser melhor esclarecido na p. 100.)

Criticar é preciso

Para ser sincero, no fim das contas dou crédito às críticas presentes no livro porque, do contrário, meu maior receio seria embarcar numa adesão sem limites como tem sido na maioria das vezes quando se anunciam as últimas novidades ou inovações. A propósito, outro crítico relevante nesse contexto de dar um alerta e frear o entusiasmo, Egveny Morozonv, diz algo nesse sentido:

Creio, e defendo, que é uma prerrogativa de certas gerações ser e permanecer reticente a determinados avanços, em especial àqueles que relegam ao humano uma sub-condição, quando a ferramenta passa a ser criativa por si e não por intervenção de alguém ou quando tudo conflui para que nos lancemos à celebração da barbárie e para a destruição do fragilíssimo tecido social. Porque, é claro que pelo menos não agora, não seremos ultrapassados pelas máquinas em todos os segmentos (principalmente os criativos), mas governos autoritários ou grandes corporações com tentáculos demais alimentam, sim, esse desejo de controle e de assimilação totalitária. Se não for possível intervir mais por inabilidade técnica — ao lado das línguas mortas que interessam apenas a alguns poucos especialistas –, sendo detentores de um conhecimento talvez inútil conforme as interfaces ficam mais complexas e passem a demandar um tipo familiaridade que não temos e não teremos, que pelo menos se deixe como legado a reticência e a resistência em prol de uma liberdade possível.

Tratando da padronização daquilo que já foi reconhecido como uma Web 2.0, Jaron fala o seguinte (com toda razão):

“Se uma Igreja ou um governo estivessem promovendo esse tipo de ação, nós os veríamos como autoritários, mas, quando os responsáveis são tecnólogos, sentimos que estamos na moda, que somos modernos e inventivos. As pessoas aceitarão ideias apresentadas tecnologicamente que seriam abomináveis em qualquer outra forma. É absolutamente estranho ouvir muitos de meus velhos amigos do mundo da cultura digital afirma serem verdadeiros filhos do Renascimento sem perceber que utilizamos os computadores para reduzir a expressão individual é uma atividade primitiva e retrógrada, por mais sofisticadas que sejam as ferramentas.” (p. 73)

Uma famosa rede social e a enciclopédia sem autores

Print do site oficial de Jaron Lanier.
Em seu site, Jaron avisa que não tem perfis em redes sociais.

Outro ponto incontornável, as redes sociais, já apareciam no horizonte do que preocupa o autor. Apesar de ainda não botar muita fé em como as redes sociais seriam rentáveis do ponto de vista comercial, Jaron questionava a forma como a redes (de um modo geral, porque é possível aplicar a crítica às principais: Facebook, Tinder, Instagram, etc.) direcionam uma padronização da amizade e dos relacionamentos quando se solapa a originalidade do indivíduo, adequando-o aos formatos pré-definidos dos bancos de dados das redes às quais se adere. Creio que à época ainda havia um certo grau de incerteza sobre se o Facebook se tornaria rentável ou não, mas o quão lucrativo (e abrangente: mais de um bilhão de pessoas o utilizam) ele se tornou é assombroso porque que é dito no livro é extremamente válido:

“A única esperança dos sites de relacionamentos sociais do ponto de vista de uma empresa é o aparecimento de alguma fórmula mágica na qual um método de violação da privacidade e da dignidade se torne aceitável.” (p. 81)

Para além disso e ainda na esteira daquilo que pode ser compreendido como algo que confluiu na dita Web 2.0, pode até parecer uma certa birra do autor, mas quando o livro passa uma boa parte do tempo questionando a validade de um empreendimento considerado nobre e de alto valor como a Wikipédia, ela também não é despropositada.

Em evento recente aqui no Brasil, quando de uma prova de âmbito nacional, o ENEM, constava como tema de redação a violência contra a mulher. Uma reflexão feminista foi apresentada para embalar a discussão e o que se seguiu foi lastimável. A repercussão ganhou contornos indefinidos, pois situados numa sociedade machista e pouco afeita a reflexão procurou-se desqualificar a autora (além dos elaboradores da prova), que já está morta há tempos e que por conta disso não pode ser diretamente atacada e perseguida, alterando dados, anonimamente, na própria Wikipédia, incluindo no verbete referente a Simone de Beauvoir acusações falsas com o nítido sentido de turvar o debate que se abria depois de toda essa balbúrdia.

Uma pequena guerra de versões e fatos veio à tona, mas quantas outras não são travadas sem que saibamos? O que deve estar sobrando delas deve ser menos que um amontoado pouco confiável de informação sem verificação e, principalmente, sem autoria definida. A quem podemos nos queixar se nos basearmos numa informação equivocada ou propositadamente falsa?

E, assim, o guia nos leva pelas mãos

Diferentemente do que imaginava, ou por ter mais maturidade como leitor depois desse tempo todo distante do livro, a leitura seguiu fluída e sempre instigante. Tudo pode ser visto como a voz de um guru, que abdica dessa condição por ser modesto o bastante e enfrenta, com belos exercícios de futurologia, as grandes questões que se apresentam em nosso cotidiano repleto de gadgets e em que não seria mesmo tão difícil assim ser considerado parte deles.

Fora que é um tanto raro um autor seguir sua própria trilha e praticamente dispensar citações acadêmicas sisudas para referendar suas próprias ideias. É esse tipo de ousadia que é extremamente recomendável pra ler o mundo com outros olhos, porque, do contrário, ao restringirmos nossos interesses aos que ditam os algorítimos sejam eles quais forem, nossa liberdade passa a ser um artifício sem validade fora dos circuitos de um mundo alienado, sádico e, por que não?, também cheio de possibilidades.

Leituras recomendadas

Aviso aos participantes do Clube

Para os próximos meses faremos uma alteração no formato do Clube de Leitura do Manual do Usuário.

Os posts entrarão como resenhas de livros relacionados ao universo tecnológico e não será mais feita a proposição direta a uma discussão mediada por mim. Os comentários, como de praxe, permanecerão abertos para conversarmos naturalmente sobre o livro ou o sobre o tema do livro. Isso traz algumas pequenas vantagens a mim como não ficar restrito ao tipo, tamanho e disponibilidade do livro que vai ser tratado. Fora que deixa de ser um compromisso extra aos leitores habituais que aderiram e se viram com mais um livro de tantos outros a ler e não fica algo interditado a quem visita o site pela primeira vez e descobre que algo está em curso do qual não se poderá participar em tempo.

O Clube (que não deixa de ser um clube propriamente, já que se propõe a reunir amigos com interesses convergentes) passa a ser, então, também uma espécie de dica em suspensão de uma leitura possível aos que gostam de ler ou, sendo um pouco mais pretensioso, tentarei ajudar a evitar o famigerado paradoxo da escolha quando vocês estiverem numa livraria ou diante da loja do Kindle. Obviamente aceito sugestões de como a coisa pode fluir daqui em diante, mesmo porque essa é a tônica do Manual: experimentar novos formatos.

  1. Esse link para a Wikipédia é nitidamente uma piada que será compreendida por aqueles que leram o livro.

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10 comentários

    1. Li esse livro há muito tempo (tinha, sei lá, uns 18 anos e hoje estou com 25). Não me lembro de quase nada, tirando esse interesse do autor por instrumentos peculiares e algo que concordei (e concordo) que é ficar de olho na sobrevalorização do que o computador é capaz de fazer. Inclusive, escrevi os textos sobre aprendizado de máquina aqui no MdU para tentar desmitificar um pouco essa área que, apesar da grande importância na sociedade atual, é dominada por pouquíssimas pessoas.

      Aliás, a inevitável ignorância de todos nós em relação a grande parte dos últimos avanços da ciência e tecnologia me preocupa. No final, medicina e engenharia, por exemplo, são magia para quem não é da área. Por mais que seja temerário Dawkins questionar o direito das pessoas de palpitar no que não sabem, visto o Brexit que parece ter sido muito mal pensado pela sociedade britânica, não consigo discordar que o conhecimento avançou tanto que uma única pessoa é inevitavelmente ignorante em relação a uma miríade de temas importantes que precisam ser decididos em sociedade.

      O mundo está ficando nas mãos dos tecnocratas e não vejo forma de resolver esse problema.

      1. Talvez seja uma boa vc reler, pq agora muito das coisas q ele diz faz mais sentido, pq parte delas não estavam consolidadas aqui no Brasil ainda e talvez em boa parte do mundo.

  1. 3. O autor questiona o anonimato na internet, isto é, que ele deveria ser utilizado apenas por motivos de segurança. Como você encara isso?

    1. Tenho um uso bem peculiar das redes sociais. Em primeiro lugar, não tenho nem procurei fazer amizades online. Todos os poucos amigos e colegas que tenho conheci pessoalmente. Nunca achei a internet um bom lugar para isso.

      Em segundo lugar, só tenho uma conta no Facebook por questão de praticidade em logar em outros serviços. Além de manter o status de “normalidade”. Mas não tenho quase nada postado lá, só algumas fotos e links de músicas no Youtube. Em outras redes sociais e aqui mesmo no Disqus eu sempre uso um pseudônimo.

      Por falar nisso, quero esclarecer que o uso de pseudônimos não servem como licença para dizer o que quiser sem as devidas consequências. Acredito que o maior mal das redes sociais é que o se posta se torna permanente, por mais que se tente apagar, nunca há garantias. O ser humano está em eterna metamorfose, sempre aprendendo e crescendo, e nossas ideias, posições políticas e preferências pessoais acompanham essa mudança. Na vida real, as pessoas a nossa volta sempre mudam, nossas amizades acompanham nossa jornada, mas na internet tudo parece ser escrito em pedra, e nenhuma de nossas ideias tem permissão de mudar. Por isso, acho mais saudável se expressar por meio de psedônimos. Não é questão fazer nada ilícito, só não quero minha vida vasculhada por qualquer um que queira me prejudicar.

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