Apps de fora da Play Store no Android / Fire TV sem pirataria / Ícones do macOS

Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. (Recomendo fortemente que você dê uma olhada no arquivo de links. É bem legal!)

2:57 Apps de fora da Play Store no Android:

Verificação de desenvolvedores Android: Acesso antecipado começa agora enquanto continuamos criando com seu feedback (em inglês).

Google deixará “usuários experientes” continuarem instalando aplicativos não verificados (em inglês), The Verge.

8:15 Fire TV sem pirataria

Fire TV da Amazon bloqueará aplicativos usados para pirataria, mesmo que você os tenha baixado por fora (em inglês), 9to5Google.

10:21 (Bônus!) Steam Machine da Valve

Anúncio do Steam Hardware (vídeo, em inglês).

Valve retorna aos consoles com a Steam Machine (em inglês), Tom’s Hardware.

11:18 Ícones do macOS

Os ícones terríveis do macOS 26 Tahoe (em inglês, mas o importante são as imagens), One Foot Tsunami.

Os ícones terríveis do macOS 26 Tahoe: B-sides (em inglês), Blog do Jim.

STF e o artigo 19 / Novo Lerama / Baixa no streaming pirata

Dois episódios em duas semanas? É um novo recorde para este podcast. (Disse no podcast que hoje era 8 de novembro porque, a princípio, publicaria o podcast nessa data, aí mudei de ideia e só lembrei da marcação tarde demais.)

1:13 STF e o artigo 19 do Marco Civil da Internet:

Voto do ministro Luiz Fux *.pdf

Meta está faturando uma fortuna com uma avalanche de anúncios fraudulentos, mostram documentos (em inglês), Reuters.

Fraude, IA e dinheiro falso, Projeto Brief.

7:54 Lerama:

Novo Lerama.

Lerama e diretório de newsletters brasileiras se fundem e ganham novos recursos.

10:41 Baixa no streaming pirata:

Operação na Argentina derruba acesso de milhares de brasileiros a gatonetUol.

12:45 RCS na TIM:

iOS 26.2 beta ativa suporte ao RCS para clientes da TIM no BrasiliHelp BR.

RCS em iPhones no Brasil.

“Pix das mensagens”, ou um plano para destronar o WhatsApp no Brasil.

No domingo (9), o Chromecast 2, modelo que foi lançado no Brasil, parou de funcionar e segue sem dar sinal de vida. O Google orienta os consumidores afetados que não tentem restaurar o dispositivo e que está trabalhando numa correção.

O problema parece ser em um certificado digital expirado, o tipo de coisa que dificilmente ocorreria em um produto ainda em linha. (O Chromecast foi descontinuado em agosto de 2024.) No Reddit, há tutoriais de gambiarras para contornar o problema. Aplique-as por sua conta e risco!

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Apple TV: O aplicativo do streaming da Apple, até então disponível apenas para o Android das TVs, foi liberado para celulares e tablets. Outra novidade é que agora dá para assinar o Apple TV+ pelo Android e pagar a mensalidade pelo Google. / Android

KDE Plasma 6.3: Cheio de pequenos refinamentos e com o slogan promissor “It’s pixel perfect”, a nova atualização do KDE Plasma chegou. / Linux

Kindly RSS Reader: Um novo agregador de feeds “self-hosted” com leiaute otimizado para telas E-Ink, como as do Kindle. / Web

Pano: Um gerenciador de área de transferência “da próxima geração”, esta extensão lembra bastante o Paste do macOS. / Linux (Gnome)

WhatsApp: Tenho a impressão de que quando um site ou app se abre para personalização em excesso, é sinal de que acabaram as ideias e estão apelando para o artifício mais manjado a fim de estimular engajamento. Nessa semana, o WhatsApp ganhou… temas. / Android, iOS

A Deezer comemorou seus dez anos com um punhado de anúncios. Um deles me chamou a atenção: segundo o streaming francês, cerca de 10 mil faixas feitas por inteligência artificial são adicionadas por dia à plataforma, o que representa 10% do total, o que significa que todo dia (repito: todo dia) são 100 mil novas músicas chegando aos streamings. Parafraseando Caetano, quem ouve tanta música? / mobiletime.com.br

Em 2019 dei uma olhada no Chromecast de terceira geração. Classifiquei o produto de “objeto de transição”, ou seja, categoria que seria varrida do mercado no futuro próximo.

Levou cinco anos para acontecer. Ao anunciar o Google TV Streamer, sua nova caixinha de streaming para o mercado estadunidense, o Google informou o encerramento da produção dos Chromecasts. A empresa alegou que a ampla oferta de smart TVs, streaming e a tecnologia Google Cast embarcada em milhões de outros dispositivos tornaram o dispositivo Chromecast obsoleto.

Tudo verdade, mas ainda existe uma lacuna nesse mercado: a da caixinha ou smart TV com foco em privacidade. O único dispositivo do tipo, ainda que com ressalvas, é o caríssimo Apple TV. A demanda pode até ser pequena, mas ela existe. Alguém disposto a supri-la?

Lá se vão três anos que o Spotify prometeu músicas em alta qualidade e, até agora, nada. Deu tempo de todos os rivais se adiantarem. O Tidal abrirá uma nova frente no próximo dia 10/4, quando os formatos de alta qualidade (HiRes FLAC, Dolby Atmos e Sony 360 Reality Audio) serão liberados no plano básico, de R$ 21,90 no Brasil, que passa a ser o único individual.

Fica a pergunta se esse fator de diferenciação tem alguma relevância fora dos círculos de audiófilos. (Arrisco dizer que não.)

Deezer

Novo ícone da Deezer: coração roxo estilizado, com o nome da plataforma em letras maiúsculas, contra um fundo preto.

A Deezer está de cara nova. A plataforma de streaming francesa ganhou um novo logo, repaginada nos aplicativos e até um slogan, “Viva a música”, que destaca o foco renovado em experiências.

Há uma nova fonte também, usada em títulos e outros elementos destacados na interface. O aplicativo traz novos ícones e um visual mais despojado — ou, segundo a empresa, “uma personalidade ousada, antenada e excêntrica”.

Por baixo dos panos, a Deezer continua fazendo o que sempre fez: oferecer milhões de músicas e de podcasts a ouvintes do mundo inteiro.

Deezer / Android, iOS / Freemium (gratuito com anúncios ou a partir de R$ 22,90/mês).

TV conectada vira espaço de vigilância para publicidade segmentada

Esta matéria do Brazil Journal, escrita por Josette Goulart, traz dados fascinantes do mercado de TVs conectadas.

Segundo o Kantar Ibope, 60% dos domicílios brasileiros já conta com uma TV conectada. A Samsung estima que 74% do tempo de uso da TV é gasto com streaming e apenas 26% com TV linear. Mais que isso, 1/3 das TVs só acessam streaming.

A Samsung trouxe ao Brasil, há dois anos, sua divisão de anúncios para extrair receita dos 15 milhões de TVs que a fabricante tem no país. Os anúncios aparecem na tela inicial e no Samsung TV Plus, um app/canal de streaming gratuito.

Segundo a reportagem:

[…] a empresa consegue saber até mesmo se o televisor estava ligado quando determinada propaganda passou no intervalo do Fantástico, na Globo, ou do Programa do Ratinho, no SBT. (Ou seja, nem mesmo a medição da audiência da TV será a mesma daqui para a frente.)

Por enquanto, é possível escapar dessa vigilância assustadora usando caixinhas de streaming — ainda que, na maioria dos casos, troca-se uma empresa bisbilhoteira por outra.

No futuro, não é loucura imaginar que a receita com publicidade cubra os custos de um chip 5G e o consumo de dados para streaming.