O Google removerá os últimos traços do Manifest v2, recurso que viabilizava extensões robustas de bloqueio de anúncios, como a uBlock Origin, nas versões 150 e 151 do Chrome. Derivados (“forks”) do Chromium — Edge e Opera — sinalizaram que seguirão o mesmo caminho do Google, ainda sem prazos definidos. Bloqueadores de anúncios adequados ao Manifest v3 funcionam, porém com limitações.

Firefox (e derivados) e Safari continuarão suportando o Manifest v2.

O macOS 26.4, lançado nesta terça (24), trouxe de volta o leiaute de abas compactas ao Safari (print). Eu e as outras cinco pessoas que usamos esse leiaute — que havia sido removido no macOS 26.0 — agradecemos.

O Firefox 148, lançado nesta terça (24), traz um botão geral de desligamento dos recursos de IA do navegador. Abaixo dele há controles seletivos para recursos específicos. Todos ficam em uma nova área nas configurações (about:preferences), chamada “Controles de inteligência artificial”.

O protocolo Gemini (não confundir com a IA do Google) continua existindo. Neste domingo (8), ele ganhou um reforço e tanto em dispositivos da Apple com o lançamento do Lagrange, navegador para a “web pequena” (“small web”) que levou 4,5 anos para ficar pronto. Além do Gemini, o navegador também conversa com protocolos clássicos, como Gopher e Finger, e outros hobbistas. Gratuito, para iOS/iPadOS.

O CSS — linguagem que define a apresentação de uma página web — tem recebido muitas novidades nos últimos anos. Empolguei-me com uma delas, a função light-dark(), sem me dar conta de que o suporte universal dos navegadores é recente e, nessa, versões anteriores a 2024 podem não exibir as cores corretamente. (Notei com o meu iPad velho, que empacou no iOS 16.) Reverti o uso da light-dark(). Está tudo bem agora.

Firefox se junta ao Chrome e ao Edge no problema das extensões dormentes que espionam usuários  malwarebytes.com

O blog da Malwarebytes faz o alerta de uma nova onda de extensões de navegadores comprometidas. A técnica usada, chamada esteganografia, é engenhosa:

O uso de código malicioso em imagens é uma técnica chamada esteganografia. Extensões antigas da [campanha] GhostPoster ocultavam o código do carregador JavaScript dentro de ícones *.png, como logo.png em extensões do Firefox como a Free VPN Forever, usando um marcador (por exemplo, três sinais de igual) nos bytes brutos para separar os dados da imagem do carregamento [código malicioso].

Variantes mais recentes mudaram para incorporar o carregamento em imagens arbitrárias dentro do pacote da extensão, depois decodificando e descriptografando-as na hora de execução. Isso dificulta bastante a detecção do código malicioso pelos pesquisadores.

Um grupo de pesquisadores encontrou 17 novas extensões contaminadas no Firefox. Elas têm nomes atraentes, como “Ads Block Ultimate” e “Youtube Download”.

É compreensível o foco de atores mal intencionados nas extensões de navegador. Elas têm acesso privilegiado ao aplicativo mais íntimo que usamos no dia a dia, atualizam automaticamente e, salvo poucas exceções, não têm marcas fortes — creio que se pesquise por extensões mais pela finalidade do que por nomes. Outro problema é o mercado de compra e venda de extensões populares, que mudam de dono sem qualquer transparência.

Uma boa maneira de mitigar danos é limitar-se às extensões endossadas pelas lojas dos navegadores. No Fiefox, elas têm um selo “Recomendado”. Na do Chrome, extensões revisadas pelo Google ganham um selo verde “Em destaque”, segundo a ajuda da loja. Nos resultados da busca, é possível filtrá-los para exibir apenas extensões em destaque.

Acho que ninguém quer IA no Firefox, Mozilla

A Mozilla está desenvolvendo um assistente embutido no Firefox que será oferecido como um terceiro modo de navegação, ao lado do normal e das abas privativas. Eles o chamam de “Window AI”, ou janela de IA.

Os detalhes ainda são escassos. O que dá para antecipar, com base no anúncio oficial desta quinta (13), é que será uma implementação mais profunda que a barra lateral, já disponível, que dá acesso a chatbots de terceiros (ChatGPT, Gemini, Copilot etc.). O texto enfatiza que o recurso será opcional e que o usuário “está no controle”.

Há uma lista de espera para testar o recurso e uma discussão no fórum da Mozilla para que as pessoas “ajudem a moldar” essa iniciativa.

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Apple esqueceu da existência do leiaute de abas “compacto” no Safari do macOS

Não estou com pressa para atualizar meus dispositivos Apple para a “safra” 26, mas o Safari do macOS… por que não?

Todo ano, a Apple libera a grande atualização do seu navegador para versões anteriores do macOS. É uma exceção à política de atualizar os aplicativos nativos do sistema com o próprio. A lista de novidades e alterações é sempre grande e a deste ano não é diferente.

Infelizmente, o Safari 26 está quebrado para as cinco pessoas que usam o leiaute de abas “compacto”. E, sim, eu sou (ou era) uma delas.

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Não usaremos um LLM [IA generativa] para adicionar um chatbot, uma solução de resumos ou um mecanismo de sugestão para preencher formulários para você, até que maneiras mais rigorosas de fazer essas coisas estejam disponíveis.

Homem branco, de barba e cavanhaque, com cabelo curto escuro.Jon von Tetzchner
Co-fundador e CEO do Vivaldi

Num momento de euforia em que até a Mozilla, que mais poderia se beneficiar da cautela em relação à adoção destrambelhada da IA generativa, pelo menos um navegador web abraça esse posicionamento.

Como remover abas do Safari “emperradas” no iCloud

As coisas na Apple funcionam até o dia em que deixam de funcionar. Um exemplo bobo, mas que me incomoda um bocado, são as abas do Safari “emperradas”, um defeito na sincronia de abas do iCloud — o recurso que me permite acessar as de um dispositivo em outros.

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