publi Soberania digital começa pela hospedagem. Conheça a Cloudx e leve seus sites, sistemas e aplicações para infraestrutura brasileira.

Setapp Mobile, marketplace alternativo de apps, abre beta na Europa

por Manual do Usuário

Participe do beta do Setapp Mobile, um marketplace alternativo de apps para o seu iPhone.

O iOS 18 é mais divertido na Europa. Graças à Lei dos Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês), o sistema do iPhone pode acessar outras lojas de apps além da App Store, da Apple, única disponível no resto do mundo.

A Setapp Mobile, lançada em “beta aberto” na terça (17), é uma dessas alternativas. Quem acompanha notícias da Apple deve ter se ligado no nome — no macOS, que não conta com as restrições draconianas do iOS, a Setapp existe há bastante tempo.

O grande barato da Setapp Mobile é que ela não vende aplicativos. Em vez disso, é uma assinatura que dá acesso completo a todos os apps listados e que forem adicionados no futuro.

Como quase todo app cobra assinatura hoje em dia, a Setapp pode ser uma alternativa até mais econômica, dependendo dos apps que você usa ou gostaria de usar.

Quais apps? A Setapp Mobile nasceu com mais de 50, e a lista crescerá com uma curadoria rigorosa, a fim de manter nível de qualidade elevado.

Entre os destaques da primeira leva de apps estão o CleanMyPhone, para limpar a fototeca; ClearVPN; o bloqueador de anúncios AdLock; e o Optika, um app de câmera com controles avançados.

Se você está na Europa, participe do beta aberto da Setapp Mobile e conte para mim quais apps legais descobriu lá.

***

Novidades e atualizações

[Android, iOS] O Element X, com videochamadas criptografadas de ponta a ponta, meio que foi oficializado junto à implementação do lado servidor da Element — a primeira baseada no vindouro Matrix 2.0. O app “é tão intuitivo que os usuários dizem que ‘it just works’”, diz o comunicado. E está bem legal mesmo — bonito, fácil de usar e abstraindo o lance das chaves criptográficas. Note que o foco da Element é em clientes corporativos. / element.io (em inglês)

[Linux] O Gnome 47 “Denver” chegou à versão final. Poucas novidades, mas todas bem interessantes, como cores de destaque e melhorias no app Arquivos. / release.gnome.org (em inglês)

[macOS] Meu gerenciador da área de transferência favorito, o Maccy chegou à versão 2.0 totalmente reescrito usando tecnologias modernas da Apple. / github.com (em inglês)

[Web] O PeerTube 6.3 separa o áudio do vídeo, expõe a transcrição dos vídeos e flexibiliza o uso da biblioteca youtube-dl. Este projeto é uma alternativa do fediverso ao YouTube. (Isso ainda será grande!) / joinpeertube.org (em inglês)

[iOS] O Photon Library é um app de galeria de fotos alternativo feito para quem detestou o novo app Fotos do iOS 18. Custa R$ 24,90. / apps.apple.com

[iOS, macOS] Alerta de novo app para Mastodon. É o Saturn. Gratuito, com uma compra dentro do app que libera os “Smart Highlights”, um filtro de conteúdo em alta nas suas timelines. / apps.apple.com

[Linux] Abrir o Gimp só para retocar, recortar ou redimensionar uma imagem? Não mais. O Sly oferece várias ferramentas de edição em um pacote pequeno e fácil de usar. / flathub.org

[iOS] O Widgetsmith 7 foi todo adaptado ao iOS 18, com novas ações para a tela de bloqueio e Central de Controle. / widgetsmith.app (em inglês)

[macOS] Os atalhos no teclado do novo sistema de organização de janelas do macOS 15 Sequoia dependem da tecla 🌐, que teclados de terceiros nem sempre têm. Este app gratuito da Apptorium resolve o problema. / apptorium.com (em inglês)

A Mozilla vai encerrar sua instância no Mastodon em dezembro. A notícia, como era de se imaginar, foi mal recebida por meio que todo mundo no fediverso e fora dele.

A nova CEO da Mozilla tem reduzido as investidas fora das competências principais do grupo, mas ao mesmo tempo investido mais em inteligência artificial “ética”, o que para muitos é uma contradição em termos. De qualquer forma, quanto custa um servidor do Mastodon com algumas centenas de usuários? No mínimo, era um espaço para a própria Mozilla e seus funcionários terem presença em um ambiente que se alinha aos seus ideais.

O anúncio da Mozilla fez com que outras empresas e instituições dentro do fediverso se posicionarem. Comissão Europeia e Vivaldi (o navegador, não o falecido compositor italiano), por exemplo. / techcrunch.com, @mozilla@mozilla.social (ambos em inglês)

Antonio Vivaldi nasceu na Itália, não na Áustria, como informava a nota. (De onde eu tirei isso? Sei lá.)

Curtas

Notícias e curiosidades que me chamaram a atenção durante a semana.

Começou na segunda (9), nos EUA, o segundo julgamento contra o Google por práticas monopolistas, desta vez no negócio de publicidade digital. No anterior, por monopólio do mercado de buscas online, o Google perdeu. / oglobo.globo.com

***

O melhor anúncio do evento do iPhone 16 não foi um novo produto, mas sim a conversão dos AirPods Pro 2 em um aparelho auditivo. Foi um feito tanto técnico quanto político: governos eleitos que bateram de frente com um cartel que cobrava caro por dispositivos especializados e era blindado pela agência reguladora estadunidense do setor. Matt Stoller contou esta história em sua newsletter. / thebignewsletter.com (em inglês)

***

A história do Flappy Bird foi uma bela (e curta) tragédia que, como toda propriedade intelectual nesses tempos esquisitos em que vivemos, não pôde ser deixada em paz. Dez anos após sumir da App Store, o jogo será relançado em 2025 maior e mais complexo. / 9to5mac.com (em inglês)

***

O povo do Linux Mint vai dar um trato no tema padrão do Cinnamon, o ambiente gráfico feito por eles. Como o Mint usa um tema próprio, diferente, o padrão do Cinnamon acabou meio esquecido e, apesar disso, é usado por outras distros sem modificações. (Facilitaria se trabalhassem em um só, não?) / omgubuntu.co.uk (em inglês)

***

A lista de alternativas ao Twitter fracassadas aumentou com o aviso de que o Cohost fechará as portas em breve. O serviço se junta ao Post.News e ao T2/Pebble — em comum, todos eram fechados/proprietários. / cohost.org (em inglês)

***

O Mastodon liberou geral a vinculação do autor de posts aos cartões de links espalhados na plataforma. (Antes, um domínio precisava da bênção dos desenvolvedores.) Por ora, o recurso está limitado às versões de testes do Mastodon 4.3, que já roda na .social. Veja um exemplo: é aquele “Mais de Rodrigo Ghedin” ali. / @Gargron@mastodon.social (em inglês)

***

A Meta liberou uma URL fixa para mandar aos teimosos, que insistem em usar o Threads em vez do Mastodon, quando pedirmos a eles para habilitarem a federação (leia-se: compatibilidade com o fediverso/Mastodon/etc.). Anote aí: https://www.threads.net/settings/account/fediverse. Espalhe! / techcrunch.com (em inglês)

***

A Sony anunciou o PlayStation 5 Pro, com preço sugerido (lá fora) de US$ 699. Juro que tentei, mas é difícil encontrar as diferenças para o PS5 convencional nos vídeos comparativos. Nenhuma palavra sobre Brasil, por enquanto. / blog.playstation.com (em inglês)

***

A OpenAI lançou um novo LLM, chamado o1, o primeiro capaz de “raciocinar” usando uma “cadeia de pensamentos”. O anúncio coincide com a notícia de que Sam Altman está tentando levantar +US$ 6,5 bilhões, o que, tenho absoluta certeza, é uma mera coincidência. / openai.com, pivot-to-ai.com (ambos em inglês)

FadCam faz vídeos com discrição no Android

A maioria das pessoas usa o aplicativo de câmera nativo do sistema do celular. Há situações, porém, em que algo como o FadCam vem bem a calhar.

O FadCam faz vídeos em segundo plano, até mesmo com a tela do celular desligada. Há diversas opções para personalizar a gravação: resolução, marcas d’água dinâmicas e geolocalização, por exemplo.

Com a tela ligada, o app exibe informações úteis, incluindo o tempo restante de gravação de acordo com a memória disponível.

O desenvolvedor está ciente dos usos questionáveis que uma ferramenta do tipo possibilita, e avisa: “Este app se destina apenas para usos éticos, como segurança pessoal, monitoramento ou a gravação de eventos importantes de maneira privada e discreta.”

O FadCam é um aplicativo para Android, gratuito e de código aberto, que *não* está na Play Store do Google. Baixe-o na F-Droid ou direto do repositório do projeto, no GitHub.

***

Novidades e atualizações

[Web] Audon é uma espécie de Twitter Spaces do fediverso: autentique-se com sua conta do Mastodon ou Pleroma e entre em uma das salas para conversar por voz. / audon.space

[Android, iOS, Web] O Bluesky ganhou vídeos na versão 1.91. O processo de twitterização está completo. (Li dia desses alguém chamá-lo de “Bluitter” e ri.) / @bsky.app/Bluesky

[iOS] Doppi 5.1, meu tocador de *.mp3 favorito, ganhou um recurso para compartilhar coleções de músicas entre dispositivos próximos. / apps.apple.com

[macOS] O macOS precisa de um app como o MediaMate para livrar a pessoa que o usa de componentes visuais de alteração de volume e brilho que ocupam o pior lugar possível da tela. / wouter01.github.io

[Android] mpvKt é uma implementação bonitona do mpv, o player em linha de comando popular no Linux. / f-droid.org

[Android, iOS] O Plex está testando um aplicativo dedicado a fotos. / forums.plex.tv (em inglês)

[Linux, macOS, Windows] O VirtualBox 7.1 ganhou uma repaginada no visual (leve, mas atualizada para o Qt 6) e suporte aos chips ARM da Apple (M1, M2 etc.). / virtualbox.org (em inglês)

Notícias da semana

Curadoria das principais notícias de tecnologia da semana.

Segunda, 12/8

A Apple vai começar a morder 30% das assinaturas do Patreon feitas pelo app para iOS. Na ânsia de aumentar a geração de receita, a Apple achou uma boa “taxar” em 30% artistas, jornalistas e outros perfis pobretões que conseguem ser remunerados diretamente pela audiência. Boa sacada, Tim Cook. / news.patreon.com (em inglês)

***

Terça, 13/8

O Flipboard deu mais um passo na integração ao fediverso e agora dá para seguir qualquer um que esteja em outro serviço compatível com ActivityPub, como Mastodon, Pixelfed ou Threads. / about.flipboard.com (em inglês)

***

Quarta, 14/8

A Justiça Federal de São Paulo concedeu liminar pedida pelo Ministério Público obrigando a Meta a, em até 90 dias, cessar o uso de meta dados do WhatsApp em outras plataformas da empresa, como Facebook e Instagram. / oglobo.globo.com

No iOS 18.1, a Apple vai abrir o acesso ao chip NFC e APIs de segurança a aplicativos de terceiros, permitindo interações sem contato (“contactless”) fora do Apple Pay e Apple Wallet. O Brasil será um dos sete países contemplados. / apple.com (em inglês)

A Meta encerrou o Crowdtangle, ferramenta de análise do Facebook e Instagram muito usada por pesquisadores e jornalistas. / npr.org (em inglês)

***

Quinta, 15/8

As AI Overviews, respostas geradas por inteligência artificial antes dos resultados do Google, chegaram ao Brasil. Aqui, foram batizadas de “Visões Gerais criadas por IA”. / blog.google

Museus abrem o caminho ao fediverso no governo federal

Em abril, após ataques de Elon Musk no X (antigo Twitter) direcionados ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, o presidente Lula, membros do alto escalão do governo federal e parlamentares retaliaram o bilionário — que é dono do X — criando perfis no Bluesky, uma rede social rival criada em cima de um protocolo aberto, o AT.

Se dependesse do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o destino teria sido outro protocolo descentralizado, o ActivityPub.

(mais…)

Se um dia com a saúde debilitada já atrapalha muito (eu que o diga, semana passada), imagine ser atropelado por um caminhão?

Foi isso o que aconteceu com Evan Prodromou, um dos criadores do protocolo ActivityPub, no início de julho. O saldo foi de nove costelas fraturadas, um pulso quebrado e fraturas nos ossos da face. Para piorar, ele estava na Califórnia. (Ele é canadense.)

Evan estava finalizando um livro sobre o ActivityPub e à frente da implementação de criptografia de ponta a ponta no protocolo. Tudo isso, óbvio, ficou em segundo plano nas últimas semanas.

Ainda em recuperação, Evan conseguiu postar uma atualização em seu blog.

Boa recuperação a ele!

O Mastodon é a maior comunidade global de pessoas que amam computadores do fundo do coração e, ao mesmo tempo, acham que o mundo provavelmente estaria melhor sem computadores.

— Tom Walker (@tomw@mastodon.social, em inglês).

Uma internet mais saudável depende da adoção de tecnologias abertas e livres

Escrevi este artigo de opinião para a revista ComCiência, publicada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e Labjor da Unicamp. Fiquei lisonjeado (e muito contente!) com o convite, feito pelo professor Ricardo Whiteman Muniz.

Com a promessa de conectar pessoas no ambiente digital, empresas como a Meta e o X (antigo Twitter) nos tornaram prisioneiros em plataformas que trocam pequenas doses de dopamina por pares de olhos dispostos a consumirem anúncios pelo maior tempo possível.

Os efeitos nocivos — em indivíduos e no coletivo — causados por essas empresas, as chamadas big techs, já são bastante conhecidos, bem como a inércia — muitas vezes proposital — delas em corrigirem problemas urgentes, resultado do desalinhamento entre o que seria melhor para as pessoas e para os bolsos dos seus acionistas.

(mais…)

Não deu para BeReal e Koo, mas talvez dê para o Mastodon

Dinheiro de sobra, juros baixos, deslizes frequentes das big techs, a boa e velha concorrência. Esses e outros motivos culminaram, na primeira metade dos anos 2020, no lançamento de plataformas sociais que prometiam ser o que as incumbentes — em especial Instagram e X — não podiam ou estavam deixando de ser.

As promessas de BeReal e Koo não resistiram por muito tempo, porém.

(mais…)