O snac é um sistema compatível com o ActivityPub, mas com uma pegada diferente da do Mastodon — “simples e minimalista”, e escrito na linguagem C. Ainda assim, é compatível com a API do Mastodon, o que permite o uso de aplicativos de terceiros, e tem quase todos os recursos esperados numa rede social. / codeberg.org (em inglês)
Veja a interface web no perfil do Grunfink, criador do snac. / @grunfink@comam.es (em inglês)
Algo que você aprende quando tenta explicar o fediverso às pessoas comparando-o ao e-mail é que ninguém entende como o e-mail funciona também.
O resultado das eleições estadunidenses criou um pequeno êxodo do X. O maior beneficiado tem sido o Bluesky, que bateu 20 milhões de usuários cadastrados na terça (19). / @samuel.bsky.team/Bluesky
O crescimento do fediverso sofre com as dores inerentes à descentralização. Ainda assim, serviços como o Mastodon também se beneficiaram da radicalização do dono do X. Segundo Eugen Rochko, criador do Mastodon, os downloads do app oficial aumentaram 47% no iOS e 17% no Android, as inscrições subiram 27% em comparação ao mês anterior (embora isso signifique ~90 mil novas contas) e o total de usuários ativos (MAU) nos vários servidores de Mastodon bateu 894 mil. / @Gargron@mastodon.social (em inglês)
Não parece pouco. É pouco. E… tudo bem? Nas palavras de Eugen:
O Mastodon (e o fediverso) provou ser uma plataforma de comunicação eficaz e confiável ao longo dos últimos 8 anos, e sem depender do capital de risco para sobreviver. O #fediverso é o futuro.
Em outra vida, existiu um serviço chamado Nuzzel que fazia uma varredura dos links compartilhados por quem você seguia no Twitter e entregava um e-mail bonitinho, todo dia, com os mais populares.
Em 2021, o então Twitter comprou e encerrou o Nuzzel. / daringfireball.net (em inglês)
O Sill, criado por Tyler Fisher, ressuscita a proposta do Nuzzel, só que usando o Bluesky e o Mastodon como motores. (Dá para combinar duas contas nos dois serviços.) Por enquanto, é gratuito. / sill.social (em inglês)
Incompreensível que o Bluesky, que se apresenta como plataforma descentralizada, tenha sofrido com instabilidades e indisponibilidade nesta quinta (14) diante do dia de maior tráfego da sua história, graças a uma nova leva de refugiados do X. / theverge.com, @dholms.xyz/Bluesky (ambos em inglês)
Se fosse no Mastodon/ActivityPub, isso não teria acontecido.
Após três anos fechado para novas contas gratuitas, o Write.as voltou a oferecê-las nesta sexta (18). O serviço é a instância principal do WriteFreely, um sistema de blogs de código aberto compatível com o protocolo ActivityPub. É dos mais simples — não substitui um WordPress da vida —, mas bom o bastante para quem só quer um espaço na web sem anúncios para escrever vez ou outra. / write.as (em inglês)
Os únicos pré-requisitos para usar o Write.as/WriteFreely são entender alguns termos em inglês, para navegar pela interface, e Markdown para formatar os posts — o editor visual é restrito aos planos pagos.
Uma gracinha a pelúcia do mascote do Mastodon. Por ora, à venda apenas na Europa por € 39,99 (~R$ 245). Quem comprou está compartilhando fotos no Mastodon com a hashtag #plushtodon. Esta acima é do Eugen Rochko, fundador do projeto. / shop.joinmastodon.org
Alguns leitores chamaram a minha atenção ao aplicativo Vincular ao Celular, do Windows, em resposta à dica do scrcpy, um app de código aberto para espelhar celulares Android em computadores.
O Vincular ao Celular tem essa função, mas — segundo a Microsoft — ela é restrita a alguns modelos Android da Samsung e Honor.
Para todos os demais, os recursos do Vincular ao Celular lembram os do KDE Connect, como acesso a mensagens, ligações, notificações e fotos pelo computador Windows. O mesmo vale para o iPhone.
Nos comentários do post original, o Victor deu uma dica legal para o scrcpy: usando o parâmetro -S, ou seja, scrcpy -S, a tela do celular não fica ligada no espelhamento.
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Novidades e atualizações
[Android, iOS, web, Windows] Repaginada no Copilot, que ganhou voz, visão e uma estética mais “calma”, herança da startup Inflection, adquirida pela Microsoft. / theverge.com
[iOS] Croissant é um novo app que permite postar no Bluesky, Mastodon e Threads ao mesmo tempo. / croissantapp.com
[macOS] Daily é um novo app de listas de tarefas baseado em datas e cheio de atalhos no teclado. Ah, e é gratuito. / dscp.team
[Linux, macOS, Windows] O Firefox 131 traz permissões temporárias para sites, miniatura de abas ao passar o mouse sobre elas e um novo ícone para a lista de abas. / mozilla.org
[Terminal] Kew é um player de música estiloso que roda na linha de comando. / github.com
[Android] Quer testar o Thunderbird para Android? A versão beta foi disponibilizada aos interessados. / blog.thunderbird.net
O macOS 15 Sequoia e o iOS 18 chegaram com uma nova integração: espalhamento do iPhone na tela do computador. É legal. Testei aqui e funciona bem.
A turma do Android não precisa ficar com inveja. Tem um equivalente bacana, o scrcpy (lê-se “screen copy”), de código aberto e tudo mais.
Embora o espelhamento não seja tão ~fluído como o nativo da Apple (durante o uso, a tela fica ligada e o celular desbloqueado, por exemplo), o scrcpy tem uma grande vantagem: funciona nos três principais sistemas operacionais, Linux, macOS e Windows. Ah, e não precisa instalar coisas no celular.
Fiz um teste aqui com um MacBook rodando o macOS 14 Sonoma e um Moto G7 Play com Android 13/LineageOS 20. E… funcionou!
A instalação varia de acordo com o sistema — os detalhes de cada um podem ser acessados no repositório. No celular, apesar da dispensa de apps, é preciso ativar as opções do desenvolvedor e, nelas, a depuração USB. Esta página do Android explica como fazer.
Com tudo pronto, conecte o celular ao computador por cabo USB, abra o terminal e digite scrcpy. Se estiver tudo certo, a tela do seu celular aparecerá espelhada em uma janela no computador.
“Mas na Apple é sem fios!” O scrcpy também permite isso. O comando, nesse caso, é scrcpy --tcpip.
Estando ambos os dispositivos na mesma rede, a conexão acontecerá magicamente. Se não funcionar, existe um método alternativo “manual”, mais chato, mas com maiores chances de funcionar.
Conecte novamente o celular via cabo USB e, no terminal, execute o comando adb tcpip 5555. Depois, desconecte o celular e, no terminal do computador, digite adb connect DEVICE_IP:5555, substituindo DEVICE_IP pelo IP local do Android. (Esse número, que geralmente começa com 192.168…, pode ser encontrado nas configurações de rede do Android.)
Por fim, rode o comando scrcpy.
Quando terminar, execute o comando adb disconnect para desconectar seu celular do computador.
Ok, mas…
É bem maneiro ver o celular espelhado na tela do computador e poder interagir por ali, mas não acho que seja o tipo de integração mais útil. Mesmo com dispositivos da Apple, prefiro outras integrações, como a área de transferência universal.
O Android tem um app para isso, o KDE Connect. Ele possibilita:
Área de transferência compartilhada/universal;
Sincronia de notificações;
Compartilhamento de arquivos e URLs (tipo o AirDrop da Apple);
Controles multimídia remotos;
Touchpad virtual (use a tela do celular como touchpad e/ou teclado);
Modo de apresentação remota;
Executar comandos no computador a partir do celular; e
Ler, responder e enviar mensagens de texto (SMS).
Tudo isso sem fios e de modo criptografado.
O KDE Connect demanda a instalação de um app no celular e outro no computador. Quem usa o ambiente gráfico Gnome no Linux pode optar pela extensão Gsconnect, que coloca uma “casca” GTK+ no KDE Connect, ou seja, deixa-o mais integrado ao Gnome.
Existe uma versão do KDE Connect para iOS, com limitações. A maior delas, e o que acho que inviabiliza seu uso, é que as interações só funciona com o iPhone desbloqueado e o app do KDE Connect aberto.
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Novidades e atualizações
[Linux, macOS, Windows] caniuse-cli é uma versão offline, em linha de comando, do ótimo site homônimo que indica a compatibilidade de recursos web com os principais navegadores do mercado. / bram.us (em inglês)
[iOS] O povo no fediverso anda inspirado: saiu outro app novo para Mastodon, o Sabertooth. / apps.apple.com
[Windows] Liberaram o código-fonte do Winamp clássico, aquele de 1997. Talvez o pessoal que faz o Spotify aprenda uma coisa ou outra sobre como fazer um player de música leve. / github.com
Líderes de plataformas sociais abertas na internet lançaram a Social Web Foundation com o objetivo de promover o fediverso — nesse contexto, o ecossistema de plataformas que adotam o protocolo ActivityPub. Boa sorte para explicar o que é “instância” e como usar o Mastodon! / socialwebfoundation.org (em inglês)
Entre as empresas apoiadoras há tanto as nativas do fediverso (Mastodon e Write.as) quanto comerciais (Medium, Automattic, Flipboard, até a Meta). Com o apoio da Ford Foundation, a Social Web Foundation nasce com US$ 1 milhão em apoio financeiro. / techcrunch.com (em inglês)
O nome da fundação e a insistência em tratar como sinônimos “fediverso” e “web social” incomodou tem incomodado algumas pessoas, que alegam que “web social” precede o ActivityPub, tendo blogs e mesmo as redes sociais comerciais como precursores. A crítica é válida. / bix.blog (em inglês)
Sugestão de Dave Winer: “Escolham outro nome mais humilde. Se algum dia [o ActivityPub] alcançar a utilidade da web, aí revisitamos o assunto.” / scripting.com (em inglês)
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