Aplicativos para escrever roteiros comentados por um roteirista profissional

por Nigel

Existem milhões de aplicativos de escrita, seja de roteiro ou de “romances”. Se você quer ser um roteiristas, provavelmente já deve ter baixado algum desses apps de que vou falar. Ou está um pouco perdido. Vou listar os que eu uso, já usei e os que acho que valem a pena mencionar porque sei que alguém usa.

Nigel Goodman é roteirista profissional desde 2009, mas já escrevia roteiros antes de começar a receber por eles, antes de ser trabalho. De lá pra cá, escreveu um montão de coisas que você pode ver aqui. Também escreveu um livro, Entrevista com a Pedra e outros contos, publicado pela Editora Patuá em 2011 (hoje disponível apenas em ebook), está na antologia Vias Obscuras da Editora Pesadilla e já teve alguns contos publicados em revistas.

(mais…)

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Calibre 8.0: Melhorias no suporte a dispositivos Kobo, um novo “motor neural” que lê os livros com uma voz mais realista e melhorias diversas no visualizador de livros digitais são alguns destaques desta atualização grande do Calibre. (Atente que já tem a versão 8.0.1 disponível.) / Linux, macOS, Windows

Day One: O popular app de diários da Automattic chegou ao Windows. Por tempo limitado, o uso não contará contra o limite de dispositivos, ou seja, pode ser usado de graça. / Windows

Debian 12.10: Atualização ponto-qualquer-coisa do Debian é aquilo: correções de segurança (43) e bugs (66) e pequenos ajustes, nada que vá mudar a sua vida ao mesmo tempo em que não custa nada (e é recomendável) instalá-las. / Linux

elementary OS 8.0.1: Ao contrário do Debian, esta atualização x.0.1 do elementary OS tem bastante coisa nova — poderia, fácil, ter sido uma 8.1. (Dilemas do versionamento de softwares.) Muitos detalhes e imagens no post. / Linux

digiKam 8.6: O gerenciador de imagens do KDE ganhou melhorias em reconhecimento facial, etiquetas (tags), filtros por qualidade de imagens e até corretor de olhos vermelhos (isso ainda é um problema?). / macOS, Linux, Windows

Daruma: Uma lista de tarefas baseada naquele bonequinho tradicional japonês, em que você pinta o olho direito com sua “tarefa”, depois o esquerdo quando ela se realiza e, no fim do ano, queima o coitado. (Eu não sabia dessa última parte; foi o desenvolvedor que disse que é assim.) / macOS

LookAway 1.11: Já falei do LookAway no Manual: um aplicativo da barra de menus para te lembrar de tirar os olhos do monitor. Esta atualização traz suporte a automações e compatibilidade com os filtros de foco, além de outras novidades menores. / macOS

MacWhisper 12.0/12.1: Esta grande atualização passa a identificar automaticamente as pessoas que estão falando em um áudio. (É um app que transcreve falas usando o LLM Whisper, da OpenAI.) A novidade é só para a versão Pro (paga), porém. / macOS

Openvibe 1.9: Agora o Openvibe se lembra da posição na timeline, facilitando continuar o “doomscrolling” de onde você havia parado. (É um app para acompanhar Bluesky, Mastodon, Nostr e Threads ao mesmo tempo 😵‍💫) / Android, iOS

PeerTube 7.1: O leiaute de algumas áreas foi melhorado e, agora, o PeerTube pode ser usado para hospedar podcasts. / Web

Vivaldi 7.2 (Android, iOS): Três atualizações com a mesma numeração, mas com novos recursos e alterações distintas em cada plataforma. Não vou detalhá-las aqui; clique nos links ali e descubra por conta própria. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows

As principais novidades do Gnome 48 “Bengaluru”, lançado nesta quarta (19), são invisíveis, com destaque para o buffering triplo dinâmico, otimização que levou cinco anos (!) para ficar pronta e promete uma interface mais suave em computadores fracos/antigos.

A mais visível, arrisco dizer, deve ser as novas fontes da interface, Adwaita Sans (modificação da famosa Inter) e Adwaita Mono (baseada na Iosevka).

Esta página lista estas e outras novidades, com várias imagens. Por ora, o Gnome 48 está disponível no Gnome OS. Até o fim do ano deverá chegar a distros populares, como Fedora e Ubuntu.

GIMP 3.0

Logo do GIMP: desenho do rosto de uma raposa (?) segurando um pincel com a boca.

Você sabia que o conjunto de ferramentas para interfaces GTK nasceu como um acrônimo de “GIMP ToolKit”? O que soa irônico que apenas agora, quatro anos após o lançamento do GTK 4, o GIMP foi adaptado ao GTK 3.

Detalhes à parte, o GIMP 3.0.0 é “o primeiro lançamento da nova geração na manipulação de imagens”. As notas da versão são bem extensas. Pinço algumas novidades mais relevantes:

  • Suporte ao Wayland.
  • Suporte melhorado a telas de alta definição (HDPI).
  • Suporte melhorado a telas sensíveis a toques.
  • Melhorias na edição não-destrutiva.
  • Muitas melhorias em diversas ferramentas de edição.

Quem trabalha com (e entende melhor que eu de) edição de imagens vai se deliciar com as notas completas.

Apesar da fama de complexo, o GIMP é uma alternativa livre e de código aberto viável a aplicativos de edição de imagens comerciais, como Photoshop e Affinity. É muito bom saber que seu desenvolvimento continua ativo.

Por ora, apenas os instaladores para Linux da versão final foram liberados, em dois formatos: AppImage e Flatpak. As versões do macOS e Windows devem ser liberadas em breve, junto com um anúncio no site oficial.

Desta vez o Manual, que sempre se gaba de ser o último a dar notícias, foi afoito e não esperou pelo anúncio oficial. Agora, sim: anúncio no blog do GIMP, notas de lançamento (com imagens) e links para baixar os instaladores para Linux, macOS e Windows.

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Bluesky: Vídeos agora podem ter até 3 minutos de duração (antes, o teto era de 1 minuto). As DMs passam a ter um filtro de triagem para novos remetentes, provavelmente para conter o envio de spam. / Android, iOS, Web

Pocket Casts: O web player, antes restrito a assinantes pagantes, foi aberto a todos — funciona até sem uma conta gratuita no serviço. / Web

TikTok: Mudanças para famílias. Horários de pausa de menores de idade podem ser definidos pelos pais/responsáveis. Esses também passam a ter acesso a listas da conta do menor — quem ele segue, por quem é seguido e quem bloqueou. Após as 22h, menores de idade serão agraciados com um “recurso de relaxamento” (?). / Android, iOS

Tuta Calendar: Ganhou regras avançadas para repetições de eventos e uma nova visualização de três dias. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows

A atualização de março do Android trouxe suporte a Linux nos celulares Pixel 9, do Google. Trata-se do Debian, por ora apenas em linha de comando, virtualizado. A expectativa é de que o Android 16 dê suporte a interface gráfica e expanda o acesso ao Linux a qualquer celular capaz de executá-lo.

Não se sabe ao certo as intenções do Google com esse movimento. Transformar o Android em um sistema para computadores, na linha do Samsung DeX? Ou dar acesso a aplicativos Linux em celulares? Ou ambos? Curioso, de qualquer forma. Segundo o Android Authority, a Samsung não inclui em seus celulares as APIs de virtualização (Android Virtualization Framework) usadas nesta implementação do Linux pelo Google.

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

1Password: O app agora apresenta senhas salvas com base na localização física. Tem até um mapa com as senhas em seus respectivos locais. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows

Firefox 136.0: As abas verticais nativas chegaram ao Firefox. / Linux, macOS, Windows

Ivory 2.3: Suporte a notificações agrupadas e a outras aplicações além do Mastodon, como GoToSocial. / iOS, macOS

KeePassXC 2.7.10: Os destaques são o novo importador de senhas do Proton Pass e a opção de alterar o tamanho da fonte da interface. / Linux, macOS, Windows

OpenCloud: Novo fork do OwnCloud, com foco em simplificar o gerenciamento de arquivos e oferecer uma interface agradável. / Web

Thunderbird 136.0: Melhorias no modo escuro e outras menores. Esta versão marca a mudança do ciclo de lançamentos mensal como padrão para o Thunderbird. / Linux, macOS, Windows

Thunderbird foca em lançamentos mensais e confirma versão para iOS

O Thunderbird 136.0, lançado na terça (4), traz melhorias no modo escuro, filtros no menu de contexto do painel de pastas, uma nova área Aparência nas configurações e outras pequenas melhorias e correções.

O mais importante, porém, é que esta versão inicia uma mudança importante no modelo de distribuição. O canal Release, com atualizações mensais, passa a ser o padrão, substituindo o ESR (anuais). Por ora, apenas instalações manuais podem ser convertidas; as distribuídas por lojas de apps e repositórios ficaram para depois. O procedimento é descrito nesta página (em inglês).

Em tempo: o social media do Thunderbird está tendo trabalho para avisar a incautos que o app não adotará os termos de uso do Firefox.

Em tempo 2: vem aí o Thunderbird para iOS. O trabalho ainda é bem incipiente e a expectativa é ter uma versão alpha acessível ao público no final do ano. E “para dosar expectativas de antemão, as funcionalidades [no iOS] serão bem básicas” porque será um app feito do zero.

Museu de Todas as Coisas 

Inspirado por vídeos educativos a que assistia quando criança, Willow Wolf criou o Museu de Todas as Coisas, um espaço virtual quase infinito que simula um museu usando dados da Wikipédia. “Quero recuperar a promessa de que a internet pode ser um lugar de aprendizado e exploração sem fim”, diz ele. Gratuito, para Linux, macOS e Windows.

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Beeper: A Automattic relançou o Beeper, app que agrega vários apps de mensagens. A versão do macOS usa como base o Texts (também comprado pela Automattic) e a do iOS foi refeita do zero. / iOS, macOS

ClassicPress 2.4.0: A nova versão do fork do WordPress sem os blocos/Gutenberg traz três novidades, com destaque para o suporte ao formato de imagens *.avif, além de correções diversas. / Web

Monocle: Um pontinho na barra de menus do macOS que, ao ser clicado, desfoca as janelas em segundo plano para que você possa focar no que estiver fazendo. Compra única de US$ 4. / macOS

NextHub 10: Atualização recheada de “melhorias em desempenho em todos os produtos, milhares de ajustes para melhor UX e estabilidade, um novo assistente pessoal e automações de fluxos de trabalho”. / Web

Photoshop: Deve ser a terceira ou quarta vez que a Adobe lança um Photoshop para o iPhone. Desta vez, a promessa é de paridade com o tradicional app para desktops. Chega ao Android “em breve”. / iOS

Sioyek: Curioso leitor de arquivos *.pdf cheio de recursos, “com foco em livros técnicos e artigos científicos”. / Linux, macOS, Windows

touch grass: Este app só libera o acesso a outros apps viciantes se você tocar na grama — literalmente. O vídeo no site mostra como funciona. / iOS

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Apple TV: O aplicativo do streaming da Apple, até então disponível apenas para o Android das TVs, foi liberado para celulares e tablets. Outra novidade é que agora dá para assinar o Apple TV+ pelo Android e pagar a mensalidade pelo Google. / Android

KDE Plasma 6.3: Cheio de pequenos refinamentos e com o slogan promissor “It’s pixel perfect”, a nova atualização do KDE Plasma chegou. / Linux

Kindly RSS Reader: Um novo agregador de feeds “self-hosted” com leiaute otimizado para telas E-Ink, como as do Kindle. / Web

Pano: Um gerenciador de área de transferência “da próxima geração”, esta extensão lembra bastante o Paste do macOS. / Linux (Gnome)

WhatsApp: Tenho a impressão de que quando um site ou app se abre para personalização em excesso, é sinal de que acabaram as ideias e estão apelando para o artifício mais manjado a fim de estimular engajamento. Nessa semana, o WhatsApp ganhou… temas. / Android, iOS

LocalSend é um AirDrop multiplataforma, gratuito e de código aberto

Ícone do LocalSend: círculo verde com contorno pontilhado na mesma cor.

O AirDrop é um dos recursos mais legais da alardeada integração entre dispositivos da Apple. O Android ganhou algo parecido recentemente, o QuickShare, mas que não resolve o problema de quem precisa transferir arquivos entre dispositivos com sistemas diferentes — de um iPhone para um Android, por exemplo.

É aí que entram soluções de terceiros como o LocalSend, com aplicativos para Android, iOS, Linux, macOS e Windows.

Após instalar os clientes (apps), basta deixar os dispositivos na mesma rede para transferir arquivos, diretórios inteiros, textos e até o conteúdo da área de transferência.

As transferências com o LocalSend são criptografadas de ponta a ponta. Os apps são gratuitos, de código aberto e sem anúncios. É daquelas pérolas do FOSS.

Como nada é perfeito, você talvez estranhe a interface em dispositivos diferentes do Android. Isso acontece por ele ser desenvolvido com o Flutter, um SDK do Google que, não sei se por padrão ou por desleixo dos desenvolvedores, resulta em apps que não se adaptam direito aos paradigmas e identidade visual de cada plataforma.

O importante é que o LocalSend cumpre o que promete e pode ser uma salvação em casas, escritórios e empresas em que se usam dispositivos diversificados.

Se preferir algo mais direto, que precisa de internet, mas dispensa a instalação de um aplicativo, vale dar uma olhada no SnapDrop.