Google aumenta preços do Workspace para empurrar IA a clientes

Não foi apenas a Microsoft. Google também subiu os preços do Google Workspace em troca de recursos do Gemini, sua inteligência artificial em que, aparentemente, pouca gente demonstrou interesse.

No Brasil, os novos valores mensais para contratos de um ano são:

  • Business Starter era R$ 35 e passou para R$ 40,90 (+16,8%).
  • Business Standard era R$ 70 e passou para R$ 81,80 (+15,8%).
  • Business Plus era R$ 105 e passou para R$ 128,40 (+22,3%).

Os novos preços já valem desde 16 de janeiro para novas assinaturas. Para as antigas, os reajustes começarão em 17 de março. Os planos Enterprise, contratados sob medida, também encareceram. / support.google.com

Em seu blog, Jerry Dischler, presidente de aplicações em nuvem do Google, escreve que a empresa “acredita que a IA não é apenas um complemento — é central para realizar tarefas”. / workspace.google.com (em inglês)

Jerry deve ter tido batido a cabeça ou tido uma revelação no recesso de fim de ano porque, até 15 de janeiro, o Gemini era um complemento pago. Não sei se o preço no Brasil do Gemini Business chegou a ser anunciado, pois não o encontrei — a versão localizada para o português foi anunciada em novembro de 2024, com 60 dias de uso gratuito.

Nos EUA, onde o Gemini estava disponível no Google Workspace desde fevereiro de 2024, a mensalidade era de US$ 20 (Gemini Business) ou US$ 30 (Enterprise). Note que esses valores se somavam ao da assinatura do Workspace. / workspace.google.com (em inglês)

Para abrir mão dessa receita e oferecer os mesmos recurso por menos da metade do que custavam na forma de complemento, é de se imaginar a demanda do Gemini por clientes do Google Workspace.

Ou a falta dela: o Gemini agora é ativado por padrão e não pode ser desativado. Digo, até pode, desde que você acione o suporte e insista, para quatro atendentes diferentes, que não quer IA fuçando em seus e-mails e documentos. Ah, e pagando o novo preço mais caro, sem qualquer desconto. / writing.jan.io (em inglês)

Entrou em vigor no Brasil, nesta segunda (16), um sistema que envia automaticamente a localização de celulares usados para acionar serviços de emergência — 190 (polícia), 192 (serviço médico), 193 (bombeiros) etc. Funciona em qualquer celular com Android 5.0 ou posterior e no iOS 18.2 em diante. / gov.br

Trata-se de um recurso “opt-out”, ou seja, ativado por padrão. O Google diz que é possível desativá-lo. No iOS, existe uma opção “Emergência e SOS” nas permissões de localização do sistema, mas não sei dizer se ela atinge o novo recurso brasileiro. / blog.google

Software de big tech não é apenas ruim; é nocivo

Um dos males do software comercial, aquele feito por exércitos de desenvolvedores bem pagos por empresas enormes, de capital aberto e muito prósperas, é que com frequência (quase sempre) seus interesses se desalinham dos dos usuários, nós.

Dois casos recentes envolvendo duas das maiores empresas de tecnologia do mundo, Google e Microsoft.

O aplicativo do Google para iOS ganhou um recurso chamado “Anotação da Página”. Ao abrir o link de um site dentro do app, o Google pode “extrair entidades interessantes da página e destacá-las”. O destaque se transforma em links que, ao serem clicados, levam a uma página de resultados do Google. / seroundtable.com (em inglês)

Para que não reste dúvidas: o Google insere links em qualquer site acessado pelo seu aplicativo. Links que a pessoa dona do site não inseriu. Ao clicar nesses links arbitrários, alguém é levado aos resultados do Google — e aos anúncios do Google, que lhe geram receita.

Quem não quiser links enfiados precisa preencher um formulário e aguardar 30 dias (!) para ter sua solicitação aceita.

(Nunca entendi por que alguém baixa o aplicativo do Google. Qual a vantagem em relação a abrir o navegador e digitar ou ditar o que se quer pesquisar?)

A Microsoft relançou seu aplicativo de papéis de parede do Bing para Windows. Agora, está disponível na loja do sistema. Não baixe-o; é quase um malware. / apps.microsoft.com

Rafael Rivera, ex-Microsoft MVP, analisou o aplicativo e descobriu ações questionáveis programadas nele. / @WithinRafael@x.com (em inglês)

O Bing Wallpapers tenta colocar o Bing como buscador padrão em qualquer navegador instalado no computador e abre abas periodicamente para oferecer coisas do Bing.

O pior é que o aplicativo da Microsoft lê e descriptografa cookies dos navegadores.

Em nota ao site The Register, a Microsoft diz que o app “não lê e descriptografa todos os cookies do Edge e Chrome”. Ênfase no todos. / theregister.com (em inglês)

São apenas dois casos, ambos descobertos graças a pessoas curiosas que se dispuseram a chafurdar aplicativos de baixa qualidade e, pior, proprietários. Imagine quantos outros casos escabrosos passam batidos…

Inteligência artificial generativa chegou no limite

O rápido avanço da inteligência artificial generativa nos últimos dois anos convenceu investidores de que o crescimento da tecnologia seria exponencial. / pt.wikipedia.org

Nada garante isso. Pelo contrário: Bloomberg e Reuters reportaram que, dentro das empresas mais quentes do setor (OpenAI, Google, Anthropic), novos modelos maiores e mais caros de treinar apresentaram melhorias tímidas em relação aos que já estão no mercado — em alguns casos, pioraram. / ndtv.com, reuters.com (ambos em inglês)

Em vez de crescimento exponencial (o “taco de hóquei”), a IA generativa parece ter chegado a um platô e vislumbra uma nova era de crescimento logarítmico — ou, em termos corporativos, já chegou no topo da “curva em S”. / pt.wikipedia.org

(Fiquei um bom tempo pesquisando essas metáforas e termos da biologia e da matemática. Se escrevi alguma bobagem, corrija-me, por favor.)

Dario Amodei, fundador e CEO da Anthropic, disse em um podcast que a IA generativa seguirá crescendo linearmente, o que é uma espécie de meio termo entre o exponencial e o logarítmico. / lexfridman.com

Por óbvio, Dario disse também que a “inteligência artificial geral” (AGI, na sigla em inglês), que excederia a capacidade cognitiva humana, chegará em 2026 ou 2027, baseado “na taxa em que essas habilidades estão crescendo”.

A AGI é a utopia que empresas vendem ao mercado para seguir captando a quantidade absurda de dinheiro necessária para rodar modelos de IA generativa. Se realizada, seria uma espécie de deus capaz de nos levar a uma escala de trabalho 0×7 ou de subjugar a humanidade — ninguém arrisca dizer qual dos dois destinos nos aguarda.

(Na realidade, porém, tudo o que temos até o momento são geradores de lero-lero, resumos errados e imagens cafonas, ou seja, nenhum indicativo de que estejamos perto do surgimento de uma AGI.)

Por isso não é estranho que Sam Altman, da OpenAI, esteja se manifestando como se fosse um profeta. A OpenAI não comentou a reportagem da Bloomberg, mas Sam o fez em seu perfil no X, dizendo apenas que “não existe barreira”. Como em toda religião, é preciso ter fé. / x.com/sama (em inglês)

A Rússia mostrou como é que se lida com big techs estadunidenses e multou o Google em ₽ 2.000.000.000.000.000.000.000,00 (dois decilhões de rublos). Eu ia dar o valor convertido em reais, mas cada veículo fez um cálculo diferente e aí fiquei com preguiça — eu e o porta-voz do Kremlin que, segundo a BBC, admitiu que “não consegue nem pronunciar esse número”. O valor, caso não tenha notado, é (muito) maior que a soma do PIB de todos os países do mundo. / bbc.com

O lucro trimestral somado das cinco big techs estadunidenses (Alphabet, Amazon, Apple, Meta e Microsoft), que divulgaram seus relatórios nesta semana, chegou a US$ 96,7 bilhões. O faturamento no período foi de US$ 448,1 bilhões. / businesswire.com (Amazon), abc.xyz, businesswire.com (Apple), investor.fb.com, microsoft.com (todos em inglês)

Embora o grosso da receita venha de negócios tradicionais, essas empresas estão apostando alto na inteligência artificial generativa.

Levantamento da Bloomberg apontou que quatro delas (Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft) caminham para um “capex” recorde de US$ 200 bilhões em 2024, puxadas pela corrida da IA. / bloomberg.com (em inglês)

Pesquisas na web com IA são inevitáveis

Queiramos ou não, parece que o futuro (ou o presente?) das pesquisas online será indissociável de IAs generativas. A Open AI lançou o SearchGPT na quinta (31/10), integrado ao ChatGPT. Por ora, apenas para usuários pagos; em breve, para todos. / openai.com (em inglês)

O SearchGPT se junta a uma profusão de serviços similares, de gigantes como Google (Gemini) e Microsoft (Copilot) a startups (Perplexity, The Browser Company). A Meta também está se juntando ao bando, com a Meta AI no WhatsApp/Instagram em vias de ganhar acesso a conteúdo fresco pego na web. / theverge.com (em inglês)

Preciso dar o braço a torcer que para consultas triviais, sem muito aprofundamento, resultados gerados pelas IAs costumam ser satisfatórios. Ao dar links para as fontes da informação, como o SearchGPT e os demais fazem, elas deixam de ser respostas que se pretendem definitivas para virarem pontos de partida.

“Qual a melhor maneira de colher manjericão: cortando folha a folha ou cortando ramos?” Exemplo de dúvida trivial que tive dia desses.

Os dois primeiros resultados do DuckDuckGo são ok. / pt.wikihow.com, agrorural.net

O texto da wikiHow vai muito além da minha dúvida boba e, apesar de não ter sido escrito em português, resolve. Poderia ser mais sucinto; não queria uma aula de jardinagem, só saber onde cortar o manjericão. Eu estava no meio do preparo de uma pizza!! (Exemplo fictício. Ou não.)

O da Agrorural exemplifica o mal dos sites que lideram os resultados de busca e que abriu caminho para buscadores de IA, ou tornou-os palatáveis.

Ele traz a resposta no meio de uma parede de texto, com direito a índice, para azeitar a página para o SEO do Google. Note que a estratégia funciona… mais ou menos: a página está bem posicionada no DuckDuckGo, mas sequer aparece na primeira tela de resultados do Google.

O Google, aliás, exibe uma “Visão geral” do Gemini que vai direto ao ponto, com link para o blog corporativo da Brota Company, uma empresa moderninha de… vasos? Acho que é isso. Não sei dos vasos, mas SEO eles sabem fazer. / blog.brotacompany.com.br

O ChatGPT “puro”, sem pesquisa, também faz um bom trabalho. / chatgpt.com

Estava pensando a respeito e talvez — à parte as questões éticas e ambientais — isso seja bom para a web. Se os incentivos para despejar textos insossos, como exibir anúncios e criar topos de funis, diminuírem, talvez sites despretensiosos e mais humanos voltem a ganhar terreno.

Mesmo que seja difícil encontrá-los, estaremos por aí e temos ferramentas para nos acharmos, do boca a boca ao Control + D (essa só o pessoal que nasceu antes da web vai sacar).

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Fossify Launcher: Um “lançador” para Android do sucessor espiritual do finado Simple Mobile Tools. Parece bem simples (e talvez ainda um pouco cru), como todos os apps do projeto. / Android / github.com/FossifyOrg (em inglês)

Infuse 8: Um dos melhores softwares de “media center” para plataformas Apple, o Infuse ganhou um novo visual e compatibilidade com o Vision Pro. / iOS, macOS, tvOS, visionOS / firecore.com (em inglês)

Inkscape 1.4: Um punhado de novidades, todas explicadas e ilustradas no anúncio oficial, focadas em acessibilidade e personalização. / Linux, macOS, Windows / inkscape.org (em inglês)

Obsidian 1.7: As “novidades reluzentes” da versão são a introdução de um histórico no Obsidian Sync e a edição de pré-visualizações de páginas. Há uma lista enorme de melhorias. Destaque para a velocidade de abertura e uso de memória. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows / obsidian.md (em inglês)

Pageboy: Um gerador de sites estáticos que não depende da linha de comando nem de um sistema de templates. Legal! Custa US$ 13. / macOS / pageboy.app

Photomator 3.4: Atualização do editor de fotos do Pixelmator foca em novas ferramentas para organização. / iOS, macOS / pixelmator.com (em inglês)

Threads: Por algum motivo que só deve fazer sentido dentro da Meta, o Threads agora conta com um indicador que denuncia quando o usuário está online. / Android, iOS, Web / @mosseri@threads.net (em inglês)

TickTick 7.4: O app de listas de tarefas ganhou uma nova visualização semanal. Lembra alternativas mais simples, como TeuxDeux e Tweek. / Android, iOS / youtube.com/@GetTickTick (em inglês)

Mozilla e a publicidade digital

Dois posts da Mozilla — da CEO da Mozilla Corporation, Laura Chambers, e do presidente da Fundação Mozilla, Mark Surman — fincaram a bandeira do grupo no campo da publicidade digital. / blog.mozilla.org, blog.mozilla.org (ambos em inglês)

Ambos parecem ser reações às críticas recebidas pelo grupo por uma alteração recente no Firefox, que inseriu — em caráter de testes e com alcance limitado — uma opção ativada por padrão para testar a tecnologia chamada “atribuição com preservação de privacidade” (PPA, na sigla em inglês). / blog.mozilla.org (em inglês)

A instrumentalização do Firefox para a utopia da publicidade digital em larga escala que respeita a privacidade é uma de duas partes da estratégia da Mozilla nesse setor. No caso, a do produto. A outra, de infraestrutura, baseia-se na aquisição da Anonym, formada por dois ex-executivos da Meta, em junho. / blog.mozilla.org (em inglês)

Verdade seja dita, embora esses eventos tenham dado maior proeminência à iniciativa, o flerte da Mozilla com a publicidade não é novo, como nos lembrou Mark ao resgatar um post de maio de 2021 intitulado “Construindo um ecossistema baseado em anúncios com mais respeito à privacidade”. / blog.mozilla.org (em inglês)

Laura admite que a ideia não agrada a todos:

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Curtas

Notícias e curiosidades que me chamaram a atenção durante a semana.

Começou na segunda (9), nos EUA, o segundo julgamento contra o Google por práticas monopolistas, desta vez no negócio de publicidade digital. No anterior, por monopólio do mercado de buscas online, o Google perdeu. / oglobo.globo.com

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O melhor anúncio do evento do iPhone 16 não foi um novo produto, mas sim a conversão dos AirPods Pro 2 em um aparelho auditivo. Foi um feito tanto técnico quanto político: governos eleitos que bateram de frente com um cartel que cobrava caro por dispositivos especializados e era blindado pela agência reguladora estadunidense do setor. Matt Stoller contou esta história em sua newsletter. / thebignewsletter.com (em inglês)

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A história do Flappy Bird foi uma bela (e curta) tragédia que, como toda propriedade intelectual nesses tempos esquisitos em que vivemos, não pôde ser deixada em paz. Dez anos após sumir da App Store, o jogo será relançado em 2025 maior e mais complexo. / 9to5mac.com (em inglês)

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O povo do Linux Mint vai dar um trato no tema padrão do Cinnamon, o ambiente gráfico feito por eles. Como o Mint usa um tema próprio, diferente, o padrão do Cinnamon acabou meio esquecido e, apesar disso, é usado por outras distros sem modificações. (Facilitaria se trabalhassem em um só, não?) / omgubuntu.co.uk (em inglês)

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A lista de alternativas ao Twitter fracassadas aumentou com o aviso de que o Cohost fechará as portas em breve. O serviço se junta ao Post.News e ao T2/Pebble — em comum, todos eram fechados/proprietários. / cohost.org (em inglês)

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O Mastodon liberou geral a vinculação do autor de posts aos cartões de links espalhados na plataforma. (Antes, um domínio precisava da bênção dos desenvolvedores.) Por ora, o recurso está limitado às versões de testes do Mastodon 4.3, que já roda na .social. Veja um exemplo: é aquele “Mais de Rodrigo Ghedin” ali. / @Gargron@mastodon.social (em inglês)

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A Meta liberou uma URL fixa para mandar aos teimosos, que insistem em usar o Threads em vez do Mastodon, quando pedirmos a eles para habilitarem a federação (leia-se: compatibilidade com o fediverso/Mastodon/etc.). Anote aí: https://www.threads.net/settings/account/fediverse. Espalhe! / techcrunch.com (em inglês)

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A Sony anunciou o PlayStation 5 Pro, com preço sugerido (lá fora) de US$ 699. Juro que tentei, mas é difícil encontrar as diferenças para o PS5 convencional nos vídeos comparativos. Nenhuma palavra sobre Brasil, por enquanto. / blog.playstation.com (em inglês)

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A OpenAI lançou um novo LLM, chamado o1, o primeiro capaz de “raciocinar” usando uma “cadeia de pensamentos”. O anúncio coincide com a notícia de que Sam Altman está tentando levantar +US$ 6,5 bilhões, o que, tenho absoluta certeza, é uma mera coincidência. / openai.com, pivot-to-ai.com (ambos em inglês)

Números enormes

Números que ajudam a colocar em perspectiva o tamanho do setor de tecnologia — em vários sentidos.

A União Europeia confirmou duas multas bilionárias contra big techs estadunidenses: € 13 bilhões contra a Apple por ter recebido benefícios fiscais ilegais da Irlanda por mais de 20 anos, e de € 2,4 bilhões contra a Alphabet, holding do Google, por abusar do monopólio do serviço de comparação de preços. / mobiletime.com.br

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A Amazon anunciou que sua divisão de nuvem, a AWS, investirá US$ 1,8 bilhão (~R$ 10,1 bilhões) para expandir a infraestrutura de data centers em São Paulo. / mobiletime.com.br

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A Anatel está organizando um hackaton para estimular o desenvolvimento de “uma solução inovadora” para bloquear IPTVs pirata. A pessoa que ajudar as operadoras a recuperarem milhões de reais em receita levará para casa a quantia de R$ 7 mil — sim, sete mil reais. / hackathonbrasil.com.br

Notícias da semana

Curadoria das principais notícias de tecnologia da semana.

Segunda, 2/9

A Americanas vai encerrar o Ame, seu braço financeiro, como parte das medidas para estancar a sangria aberta pela fraude colossal descoberta no início de 2023. / neofeed.com.br

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Terça, 3/9

Foi lançado, em um evento em São Paulo, o Observatório Brasileiro de Inteligência Artificial (OBIA), que terá por objetivo monitorar o uso de IA no país. / mobiletime.com.br

Todos os modelos da YubiKey 5, da Yubico, têm uma falha criptográfica que permite sua clonagem da chave. Embora não seja corrigível, é difícil explorar a falha: é preciso acesso físico à chave, conhecimento técnico e equipamentos que custam ~US$ 11 mil. / arstechnica.com (em inglês)

A Microsoft anunciou a chegada de novos chips de Intel e AMD capazes de transformar notebooks em “PCs Copilot+”, ou seja, preparados para inteligência artificial. / blogs.windows.com (em inglês)

O Bluetooth 6.0 chegou. A principal novidade é o que chamam de “channel sounding”, recurso similar ao provido pelos chips U da Apple para localização precisa de dispositivos. / bluetooth.com (em inglês)

O Google liberou a versão aberta (AOSP) do Android 15. Ainda levará algumas semanas (ou meses, a depender do dispositivo) para chegar a celulares do mundo todo. / android-developers.googleblog.com

Após subir em +50% a mensalidade do Meli+, o Mercado Livre anunciou um novo plano mais barato e o fim do programa de pontos. / macmagazine.com.br

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Quinta, 5/9

O YouTube abriu o leque de novidades esta semana. A plataforma anunciou ferramentas para proteger criadores de IAs e deepfakes, expansão global da vinculação de contas de adolescentes à “Central da Família” e limitação na recomendação repetitiva de conteúdos problemáticos, como os que comparam atributos físicos e perda de peso. / blog.youtube, blog.youtube (em inglês), blog.youtube

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Sexta, 6/9

Na surdina, o Telegram alterou seus termos de uso para passar a moderar conteúdo de conversas privadas. / theverge.com (em inglês)

Notícias da semana

Curadoria das principais notícias de tecnologia da semana.

Segunda, 26/8

O Google iniciará, na próxima segunda (2/9), a construção de um centro de engenharia em São Paulo, dentro da Cidade Universitária da USP. A previsão é de que a obra fique pronta em 2026. / folha.uol.com.br

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Terça, 27/8

A Anatel espera implementar, ainda este ano, o programa “Origem Verificada”, que identificará “chamadores frequentes”, como bancos e operadoras, em ligações ao celular do consumidor. São dois objetivos: reduzir o incômodo e os golpes. / oglobo.globo.com

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Quarta, 28/8

Após ser preso no último sábado (24) ao desembarcar de seu avião na França, Pavel Durov, CEO do Telegram, foi solto após pagar fiança com a condição de não deixar o país, que o acusa de não colaborar com investigações criminais. / g1.globo.com

A Automattic anunciou a intenção de migrar mais de meio bilhão de blogs do Tumblr para a infraestutura do WordPress. Segundo a empresa, será “uma das maiores migrações técnicas da história da internet”. Sem prazo para conclusão. / automattic.com (em inglês)

O Bluesky liberou uma rodada de recursos “anti-tóxicos” aos usuários. Tem várias coisas legais, como remover o post de outro que o cita (“quoted”). / bsky.social (em inglês)

A Meta continua liberando, a conta gotas, a integração do Threads ao fediverso. Desta vez, respostas a posts de outros usuários vindas do fediverso passaram a ser visíveis a todos. / techcrunch.com (em inglês)

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Quinta, 29/8

Trabalhadores do Serpro entraram em greve nesta semana. Eles pedem reajuste salarial. / convergenciadigital.com.br

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Sexta, 30/8

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou bloquear o acesso ao X (antigo Twitter) no Brasil após o empresário Elon Musk descumprir a determinação de indicar um representante legal no país. / g1.globo.com

A ANPD liberou a Meta para coletar dados dos usuários brasileiros para treinar IA, após a empresa adequar sua conduta, com mais transparência e uma maneira facilitada aos usuários de negar esse uso de seus dados. / gov.br

O movimento anti-IA chegou à fotografia digital

O Google segue chapado de IA generativa. No lançamento da linha de celulares Pixel 9 — que vêm recheados de recursos que adulteram fotos com IA —, Isaac Reynolds, diretor de produto da câmera dos Pixel, disse que o lance do Google é gerar memórias, e não fotografias.

Os exemplos mostrados pelo The Verge de um desses recursos, o “Reimagine”, dão uma boa ideia de como uma “memória” pode se revelar um completo delírio — e ter implicações sérias no mundo real.

Embora o Google seja o mais entusiasmado com a adulteração de fotos, a overdose de pós-processamento não é de agora nem exclusiva dessa empresa.

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Números enormes

Números que ajudam a colocar em perspectiva o tamanho do setor de tecnologia — em vários sentidos.

Pesquisa do Datafolha e Fórum Brasileiro de Segurança Pública constatou que os brasileiros enfrentam mais de 4.600 tentativas de golpes financeiros por hora. / folha.uol.com.br

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Levantamento da AppMagic colocou o Google One como o aplicativo mais rentável dentro das lojas de aplicativos para celulares (App Store e Play Store), com faturamento de US$ 35 milhões entre janeiro e julho. O segundo lugar também é do Google, com o YouTube (US$ 21,8 milhões). / mobiletime.com.br

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O valor da ação da Americanas desabou 57,6% no pregão desta quinta (15), batendo em R$ 0,14, após a divulgação do balanço do primeiro semestre vir recheado de más notícias. / valor.globo.com